Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Action Props Jogos
"So here we are: a thief, two thugs, an assassin and a maniac. But we're not going to stand by as evil wipes out the galaxy. I guess we're stuck together, partners"
O recreio da Marvel sempre teve raízes terrenas. Mesmo com todos os monstros, deuses, abominações, mutações fantásticas, e vislumbres de outros mundos, parece não haver nada mais apelativo aos domínios da destruição alienígena e fictícia do que… bom, os Estados Unidos. Mas a colisão segura entre o mundano e o incrível acabou de ser atingida por um raio energético originário na imensidão do cosmos.
Com “Guardians of the Galaxy”, a Marvel cruza finalmente, e à velocidade da luz, as fronteiras do desconhecido para abrir alas à exploração espacial. E como qualquer incursão cósmica, a aposta foi um risco autêntico. Não só porque, ao contrário de “Spiderman” ou “Iron Man”, esta adaptação edifica-se a partir banda-desenhada relativamente recente e desconhecida àqueles que ficam por fora dos meandros do interminável universo dos comics, mas também – e sobretudo – porque vem quebrar uma crescente tendência sentida nos filmes de super-heróis do passado recente.
A idiossincrasia e a excentricidade carimbam a visão de James Gunn que vem infundir o género com entusiasmante sangue novo e resgatá-lo da pasmaceira de previsibilidade.
No enredo, o aventureiro espacial Peter Quill é alvo de um caçador de recompensas depois de roubar uma esfera cobiçada por um vilão traiçoeiro. No entanto, quando Quill descobre os seus poderes, tem de encontrar uma forma de reunir um quarteto de rivais inadaptados para tentar salvar o universo.
Co-escrito e realizado por Gunn, “Guardians of the Galaxy” é uma agradável surpresa do início ao fim, um muscular blockbuster que tanto se notabiliza pelo número atípico de gargalhadas que consegue arrancar da audiência, como pela reverência que provoca em resultado do estilo energético, leve e carregado de ação.
Apesar do potencialmente temerário enredo familiar – uma equipa organizada para combater um mal maior – Gunn tem a sensatez de minimizar a exposição sobre a origem de cada um dos membros, mantendo todavia a sua história e motivações suficientemente claras.
A celebração do heroísmo old school é um autêntico regresso aos filmes de ação de antigamente, uma era aparentemente perdida no tempo onde o entretenimento não era tão sério e sisudo e apenas despreocupadamente divertido. As influências de “Back to the Future”, “Star Wars/Trek”, e até “Indiana Jones” cheiram-se à distância, ainda antes de começarmos a abanar o esqueleto ao som dos temas clássicos e contagiosos dos anos 70 no adorado walkman de Quill.
Uma esmagadora parte do sucesso tem origem no fantástico quinteto de rebeldes e bandidos que se (des)organiza em busca da misteriosa esfera. A química entre todos é absolutamente crepitante, mas todos funcionam individualmente como personagens completamente formadas e desenvolvidas.
Além do destaque óbvio para a excêntrica dupla de Rocket & Groot (com trabalho vocal fora-de-série de Bradley Cooper e Vin Diesel), Chris Pratt é o rei do recreio, fazendo o melhor uso possível das habilidades cómicas desenvolvidas na sua passagem por “Parks and Recreation”. O seu adoravelmente espertalhão e charmoso Peter Quill – parte Han Solo, parte Marty McFly – auspicia não só um grande futuro para a saga, como um caminho de sucesso trilhado para o ator, que já se sabe protagonista de outro peso-pesado do domínio blockbuster – o novo “Jurassic World”.
É possível que houvesse benefício em tirar uns momentos para respirar… mas o melhor que temos a fazer é render-nos à euforia açucarada e aguardar, ainda com os níveis de adrenalina em alta, pela já ansiada sequela. Afinal, quem não ficou curioso para mergulhar nos meandros musicais e heroicos da promessa de Awesome Mix Volume 2?
8.5/10
1ª EDIÇÃO (2012)
. (The) Diary of a Teenage Girl
. (The) Second Best Exotic Marigold Hotel
. The Hobbit: The Desolation of Smaug
. The Hunger Games: Catching Fire
. Seeking a Friend for the End of the World
. The Hobbit: An Unexpected Journey
. The Perks of Being a Wallflower
. Harry Potter and the Deathly Hallows Pt. 2
. Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
. The Best Exotic Marigold Hotel
. Harry Potter and the Deathly Hallows: Pt. 1
. Prince of Persia: The Sands of Time
. Harry Potter and the HalfBlood Prince
. Ice Age: Dawn of the Dinosaurs
. OSS 117: Le Caire Nid d'Espions
. The Curious Case of Benjamin Button
. Monty Python and the Holy Grail
. The Rocky Horror Picture Show
- Casais do séc. XXI no Cinema
- Como apreciar a vida de Solteiro?
- Como escrever uma Comédia Romântica?
- (A) Curiosa Criação de B. Button
- Desmistificando as Categorias mais Obscuras dos Oscars
- Do que se falece nos filmes de Terror?
- Férias de Sonho (Hollywood Slasher Style)
- Guia de Sobrevivência - Filmes de Terror
- Língua Estrangeira vista por Hollywood
- Merchandising: a sua face mais tenebrosa
- (O) Melhor Cinema Português do séc. XXI
- (A) Mulher enquanto Heroína de Ação
- Profissões vistas pelo Cinema
- Sistema de Votação dos Oscars Descodificado
- 10 Coisas que Adoro em Indies
- 9 filmes para ver neste Halloween (se não és fã de terror)
- 10 Filmes de Terror para ver no Halloween
- (O) admirável mundo das pesquisas Google
- Coisas que (quase) NUNCA acontecem nos Filmes
- Coisas que se aprendem no Cinema
- Coisas que só acontecem nos Filmes
- Compilação de Conselhos para o Triunfo de um Vilão no Cinema
- Crianças-Estrela: Onde andam eles?
- Filmes Mais Antecipados do Ano
- Filmes para levar na mala no Verão
- (O) Futuro, segundo os filmes
- Filmes com Origens... Parvas
- Modernização de Clássicos da Literatura
- My Movie Sucks... and I Know It
- Posters Bizarros: o caso Polaco
- Prendas para NÃO oferecer a um cinéfilo pelo Natal
- Reações Mais Indesejadas numa Sala de Cinema
Action Props Jogos