Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais sobre mim

foto do autor



Calendário

Abril 2016

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Action Props Jogos
Awards Season Época de Prémios
Deep Focus Artigos
Flashback Regresso ao Passado
Flashforward Notícias e Projectos
Freeze Frame Shot Imagens
Master Shot Listas e Tops
Mise en Scène Trailers e Posters
New Shots Estreias
Outtake Fora da Sétima Arte
Point-of-View Shot Críticas
Pull Back Shot Um olhar sobre o passado das Estrelas
Smash Cut Citações
Snorricam Extras
Widescreen Cenas Icónicas

. Blog Oficial


Membro do Círculo de Críticos Online Portugueses

. Blog Oficial




Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D


Oscars 2016: Vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 01.03.16

Já não é notícia para ninguém, mas na verdade sentia-me extremamente mal por não ter isto no blog, portanto finjam-se surpreendidos para todos os efeitos: decorreu no passado Domingo a mais recente cerimónia dos Oscars da Academia

 

Feitas as contas, os galardões distribuíram-se por várias aldeias, dando espaço para uma ou outra surpresa entre o lote de vencedores, nomeadamente Ex-Machina, que levou a melhor sobre Mad Max:Fury Road na categoria de Melhores Efeitos Visuais. Mas o filme de George Miller não foi a chorar para casa: de facto, arrecadou umas espantosas seis estatuetas técnicas que não fazem vergonha a ninguém.

 

Spotlight foi considerado o Melhor Filme e Argumento Original enquanto The Revenant valeu a Iñárritu o segundo Oscar consecutivo de Melhor Realizador e a implosão total e absoluta da internet: a vitória de Leonardo DiCaprio na categoria de Melhor Ator.

 

spotlight-best-picture-oscars.jpg

 

Eis a lista completa de vencedores:

 

Melhor Filme: "Spotlight"

Melhor Realizador: Alejandro G. Iñárritu

Melhor Ator Principal: Leonardo DiCaprio, em "The Revenant"

Melhor Atriz Principal: Brie Larson, em "Room"

Melhor Ator Secundário: Mark Rylance, em "Bridge of Spies"

Melhor Atriz Secundária: Alicia Vikander, em "The Danish Girl"

Melhor Canção Original: "Writing's on the Wall", de "007 - Spectre"

Melhor Banda Sonora: Ennio Morricone, de "The Hateful Eight"

Melhor Filme Estrangeiro: "Son of Saul"

Melhor Documentário: "Amy"

Melhor Argumento Original: Josh Singer, "Spotlight"

Melhor Argumento Adaptado: Adam McKay, "The Big Short"

Melhor Fotografia: Emmanuel Lubezki, de "The Revenant"

Melhor Montagem: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Mistura de Som: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Montagem de Som: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Guarda-Roupa: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Design de Produção/Cenografia: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Caracterização: "Mad Max: Fury Road"

Melhores Efeitos Visuais: "Ex-Machina"

Melhor Curta-Metragem (Live-Action): "Stutterer"

Melhor Curta-Metragem (Documentário): "A Girl in the River: The Price of Forgiveness"

Melhor Curta-Metragem (Animação): "Bear Story"

 

ct-oscars-2016-photos-20160228.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Point-of-View Shot - The Danish Girl (2015)

por Catarina d´Oliveira, em 20.01.16

danish.jpg

 

 

"I think Lily's thoughts, I dream her dreams. She was always there"

 

É enganadora a aparente natureza recente da discussão e exposição do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros, Transexuais). Na verdade, as primeiras manifestações do mesmo datam de quase 15.000 anos, com pinturas rupestres a exibirem, entre outros elementos, várias peças de temática homoerótica. A conclusão lógica a que chegamos é que não estamos perante os pouco iluminados apelidam de “moda”, mas uma insurgência natural que até aqui apenas tinha sido silenciada. 

 

Uma das pequenas mas resolutas provas desse (ainda curto) desenvolvimento é o incremento de produções cinematográficas LGBT. No caso dos circuitos mainstream, encontra-se ainda numa fase ainda embrionária, privilegiando as histórias de emersão revolucionária – talvez um dia possam (como devem) ser vistas com histórias como quaisquer outras. Lá chegaremos, talvez e esperançosamente, num destes dias. Mas não hoje. Hoje ainda necessitamos que os filmes nos ajudem a quebrar barreiras que não sabemos bem quem ergueu, e são anos como o de 2015 – surpreendentemente farto em produções LGBT – que ajudarão a fazê-lo.

 

eddie-redmayne-the-danish-girl2.jpg

 

É no sentido desta procissão que marcha THE DANISH GIRL, uma distinta história de amor e coragem entre Einar e Gerda Wegener, que atravessa o moral, emocional e fisicamente desafiante processo pioneiro de mudança de sexo de Einar.

 

Antes de avançarmos na análise, é imperial anotar que o filme realizado por Tom Hooper (THE KING'S SPEECH, LES MISÉRABLES) bebe inspiração diretamente da fonte do livro homónimo de David Ebershoff lançado no ano 2000. É essencial estabelecê-lo porque é, em primeiro lugar, o livro que não apenas toma diversas liberdades em relação à história verídica de Einar e Gerda, como a ficcionaliza abertamente e em larga medida. É, na realidade, uma abordagem como qualquer outra, e é tão grande a sua legitimidade como a de Hooper e a sua argumentista Lucinda Coxen de a adaptarem. 

 

O problema surge quando THE DANISH GIRL - o filme - é vendido como “a derradeira história da primeira mulher transgénero” – que não somente incorre num erro factual (Lili não foi, efetivamente, a primeira) como corrompe uma outra história, essa sim, verídica, mas tão distante do romance de Ebershoff e do drama de Hooper. O argumento é, desta forma, uma valente pincelada em falso, já que, apesar de captar geralmente a essência do espírito e tom da luta de Lili, perpetua uma disparidade temática e moral algo difícil de deslindar, perdida entre três realidades distintas.

 

eddie-redmayne-the-danish-girl.jpg

 

A primeira, um biopic sério com Lili como figura central e trágica, um mártir, diríamos, colocando Gerda num segundo e diminuído plano. A segunda, vista através dos olhos de Gerda, e desenvolvendo a história de “outra Rapariga Dinamarquesa”, resiliente e apaixonada, numa ode ao amor incondicional e à lealdade cega. 

 

A terceira, é, no entanto, a mais problemática, já que grande parte do que ali se conta é, na realidade, mentira. Lili não foi incompreensivelmente egoísta, e Gerda não foi uma vítima ou uma pobre abandonada – era uma mulher bissexual que fez o seu nome de quadros de mulheres que se devoravam mutuamente e que se divertia nas noites longas com Lili, encontrando-se, inclusive, já casada e feliz com um diplomata italiano quando o ex-marido se submeteu às cirurgias. 

 

O maior pecado de THE DANISH GIRL é, portanto, a mentira mascarada, porque segurando a bandeira de uma “história verídica”, não o é, obliterando grande parte dos seus mais fascinantes pormenores. A vida é colorida por imperfeições, erros e pequenos (ou grandes) egoísmos, mas infelizmente os biopics são preenchidos por virtudes formulaicas.

 

alicia.vikander.png

 

No fundo, tudo isto acontece porque a película se desenha cuidadosa e artisticamente sobre uma tela que tem pavor de borrar. É um portento para os olhos, mas raramente arrebatador, e é tecnicamente prodigioso, mas dramaticamente inerte. A (verdadeira) história de Lili Elbe é fascinante e vibrante, mas, de alguma forma, o filme de Tom Hooper está acorrentado ao conservadorismo de um objeto artístico que simultaneamente deseja ardentemente quebrar barreiras ideológicas e sociais mas que teme tanto chocar o espectador e desenquadrar-se do perfil do “Oscar hopeful” que acaba por se tornar inofensivo, pouco relevante e incapaz de honrar na totalidade a figura que edifica.

 

Todavia, e confirmando os burburinhos festivaleiros, o elenco guarda melhores notícias. Depois de garantir o Óscar de Melhor Ator pela fenomenal performance em THE THEORY OF EVERYTHING, Eddie Redmayne promete um regresso certo à awards season com uma interpretação pautada de nuances várias e surpreendentes. Ainda que este arco narrativo seja estruturalmente muito semelhante à história de Stephen Hawking– reduzindo assim o fator surpresa e alguma da noção de dinamismo do ator - Redmayne parece ter nascido para viver Lili Elbe, desde o modo delicado que transporta quando se move às maçãs de rosto proeminentes que lhe saltam exuberantemente do rosto. No entanto, a sua potencialidade parece diminuída pela sumptuosa respeitabilidade que o próprio filme teima em assumir e pela fragilidade do desenvolvimento emocional que o argumento permite à personagem – a certa altura, reduzindo-a a pouco mais do que poses e sorrisos e propagando uma noção feminina surpreendentemente retrógrada (quando inicia a transição Lili não só deixa de pintar como se torna obcecada com o peso e com o desejo ardente de se tornar uma dona de casa convencional).

 

Surpreendentemente, a alma de THE DANISH GIRL pertence a Alicia Vikander que interpreta Gerda com uma vitalidade foliona que só torna a sua transfiguração numa mulher forte porém desesperada ainda mais tortuosa e verdadeira. A subtileza é a sua palavra de ordem, máxima que lhe permite um catalisador singular de complexidade e honestidade. Vikander – uma das atuais it girls de Hollywood (e do mundo) com total merecimento – brilha num misto de inteligência sensual e moral solidificando-se como uma das mais arrebatadoras e entusiasmantes atrizes da sua geração.

 

http---o.aolcdn.com-hss-storage-midas-5a1bd74865ee

 

Dando alguns passos atrás e assumindo o necessário distanciamento o balanço do mais recente drama de Hooper é, ainda assim, marginalmente positivo e socialmente relevante. 

 

Afinal, não só construiu algo lindíssimo de se ver, mas um produto admitidamente mainstream com um tema cativante e (ainda) divisivo que deverá propiciar muita e bem-vinda discussão de ideias e ideais, demonstrando por Lili um respeito e uma bondade que, muito provavelmente, não chegou a encontrar ao longo da sua complexa jornada.

 

THE DANISH GIRL está longe de ser uma obra de arte, mas é, inequivocamente, um filme essencial – para a memória de Lili e Gerda, para a comunidade LGBT, para o mundo.

 

 

6.5/10

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor



Calendário

Abril 2016

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Action Props Jogos
Awards Season Época de Prémios
Deep Focus Artigos
Flashback Regresso ao Passado
Flashforward Notícias e Projectos
Freeze Frame Shot Imagens
Master Shot Listas e Tops
Mise en Scène Trailers e Posters
New Shots Estreias
Outtake Fora da Sétima Arte
Point-of-View Shot Críticas
Pull Back Shot Um olhar sobre o passado das Estrelas
Smash Cut Citações
Snorricam Extras
Widescreen Cenas Icónicas

. Blog Oficial


Membro do Círculo de Críticos Online Portugueses

. Blog Oficial




Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D