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Point-of-View Shot - Luftslottet som sprängdes (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 16.10.11

 

"Lisbeth Salander tem a sua própria percepção confusa do mundo."

(tradução do original sueco)

 

Depois de ter sido baleada três vezes – na cabeça, na anca e no braço – Lisbeth recupera lentamente no hospital de Gotemburgo. Alguns quartos ao lado e também em recuperação está o seu pai, Zalachenko. Enquanto isto, o jornalista da Millenum Mikael Blomqvist organiza um artigo de exposição relativo à “Secção” que o coloca e a todos os colegas em perigo.

 

Continuando a infeliz tendência observada em A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo, este terceiro e último episódio - com tradução portuguesa de A Rainha no Palácio das Correntes de Ar -  conduz a saga por um caminho não menos interessante, mas talvez menos atraente que os episódios precedentes. É verdade, é quase injusto um filme ter de seguir o brilhante primeiro episódio, mas a verdade é que o termo de comparação nunca desaparece.

 

 

E o maior problema deste terceiro Millenium é a falta de algo que viemos a desejar cada vez mais: a presença da inigualável protagonista Lisbeth Salander. Os dois primeiros filmes tornaram Salander numa das personagens mais icónicas da ficção moderna, muito graças à interpretação irrepreensível de Noomi Rapace, e depois de duas aventuras frenéticas que nos viciaram nesta personalidade peculiar e anti-heróica, tiram-nos violentamente o aditivo viciante. Aqui, presa entre hospitais e prisões, Lisbeth só dá um ar de sua graça mais para o final, e nas restantes duas horas parece ser Mikael Blomqvist – um infinitamente menos carismático e talentoso Michael Nykvist – o nosso herói durante muito tempo.

 

Apesar de tudo, e felizmente, a aura de Lisbeth continua a ser o núcleo do filme, conforme visitamos os confins da sua vida perturbada. Diminuída no hospital, não demoramos a vê-la crescer mais e mais, até reaparecer em todo o esplendor em tribunal, com um mohawk punk, coberta de maquilhagem preta e piercings e correntes, como uma rainha do sub-mundo.


Mas é uma injustiça enorme apontar 3 como a ovelha negra da família Millenium – afinal, é um episódio de natureza diferente dos anteriores, apesar de manter muitos dos mesmos temas, é essencialmente uma história de conspiração e exposição, onde a paranóia impera junto do bem e do mal e onde passamos muito tempo numa sala de julgamento. O enredo requer que, além de um thriller, este episódio seja também um drama jurídico, sendo, deve dizer-se, uma janela que reflecte de forma muito exacta o sistema sueco.
 

 

O ritmo é mais lento e vemos um outro lado de Lisbeth. Contudo, este abrandamento é essencial para reunir (quase) todos os elementos deste enredo complexo e dar o final não triunfante mas merecido a esta anti-heroína cativante.

 

É uma história com algo poderoso a dizer - e que não deixa que a calem - e que mostra que até as sociedades mais desenvolvidas e iluminadas, têm os seus monstros negros e corrupções internas. Uma história que se alimenta da necessidade de transparência e do reconhecimento da violência extrema sob a sombra dos eventos nórdicos inacreditáveis do Wikileaks e dos massacres recentes. Os vilões são-no sem serem caricaturados, o que é não só importante a nível de realismo e proximidade, mas também para nos dar algo que pensar – afinal, os homens que lideram são velhos e estão a um passo da morte. Aqui vale a pena ainda prezar a interpretação de Anders Ahlbom como o odiável Peter Teleborian – sem dúvida um vilão (quase) à altura de Salander.

 

 

E assim termina a saga de Salander: uma heroína complexa, cujas simpatia e empatia que sentimos andam na corda bamba, mas sem nunca cair penhasco abaixo. Afinal ela magoa as pessoas, está emocionalmente num caco e é imprevisível. Mas ainda assim notamos a sua vulnerabilidade e intensidade, e acima de tudo, a sua resiliência. Lisbeth Salander é uma das heroínas mais incomuns da ficção moderna, e também a mais icónica e inesquecível, e resta-nos apenas esperar que esta saga sueca, que até começou por ser uma mini-série televisiva, continue a fazer sucesso por todo o mundo e que nunca mais seja recordada de ânimo leve.

 

7.5/10

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Point-of-View Shot - Flickan som lekte med elden (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 14.10.11

 

"Eu vou encontrar provas, vou encontrar o verdadeiro assassino e vou escrever um artigo que te vai lixar a ti e aos teus colegas."

(tradução do original sueco)

 

Se têm vivido debaixo da terra, é provável que ainda não tenham ouvido falar da saga Millenium, uma trilogia de crime/mistério escrita por Stieg Larsson. Os romances receberam os nomes lusos de Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, e já devem ter vendido à volta de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Obviamente, os outros media interessaram-se. Produziu-se uma mini-série, e como o Cinema não gosta nada de ser posto de parte, essa mini-série foi transformada em três filmes. Este que vos apresento hoje é o segundo.


Entretanto, vou dizê-lo para tirar já isto do caminho: o segundo episódio cinematográfico da saga Millenium não é tão entusiasmante como o primeiro… mas isso não quer dizer que seja mau ou feito às três pancadas. Antes pelo contrário.

Revelando um sub-mundo de actos sórdidos e imoralidades, este segundo capítulo de Millenium é inteligentemente complexo e interligado. E apesar de um pouco mais atabalhoado, quem é que, sendo fã da saga, resiste a mais uma exibição de badassness by Lisbeth Salander? 

 

 

Neste Segundo episódio, Mikael Blomkvist está à beirinha de terminar um artigo de exposição que liga elites poderosas a redes de exploração sexual de menores quando encontra os corpos de dois jornalistas da Millenium que foram brutalmente assassinados. Com as impressões de Lisbeth Salander por todo o lado, esta torna-se uma mulher procurada. A todo o custo, Mikael tenta juntar provas para provar a inocência do “anjo vingador” e acaba por descobrir verdades tenebrosas sobre o passado de Lisbeth e sua família.

 

Sabem aquela filosofia de Hollywood… “sou durona, mas continuo a ser muita gira e boa”? Completamente falsa em termos reais, certo? Felizmente, a saga Millenium, e particularmente este A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo não segue esse princípio.

 

Lisbeth Salander é amarga (muito justificadamente), quase selvagem e carrega um fardo maior do que qualquer um de nós possa sequer começar por entender. Ela vive num mundo de predadores, de violência e de corrupção. Ao contrário do primeiro episódio, este versa mais sobre a história de Lisbeth, o que não quer dizer que alguns dos seus maiores entusiastas do primeiro filme fiquem totalmente contentes com esta versão… menos realista. Eu cá não me importei muito, mas admito que isto já cheira um bocadinho a cliché americano entre as cenas de acção mirabolantes e um regresso debaixo da terra, literalmente.

 

 

O filme constrói um paralelo interessante entre as buscas pela verdade de Lisbeth e Mikael, mas utiliza pouco ou quase nada a justaposição deste dinâmico par. Relativamente a Homens que Odeiam as Mulheres, também temos mais situações forçadas e artificiais, mas felizmente, e para compensar estas falhas, as revelações surgem no momento certo para o nosso interesse se manter sempre em altas.

 

Na realização, Niels Arden Opley abandona o barco e quem toma os comandos do segundo e terceiro filmes é Daniel Alfredson, que se demonstra um pouco mais áspero e menos sensível a nível de momentos chave que talvez exigissem maior contemplação. O realizador não faz grande coisa para enquadrar novos espectadores, e este segundo filme perdeu um pouco do feel televisivo do primeiro, mas é também mais urbano e tenso, com uma perseguição bem cinematográfica e uma boa cena de pancada (parece que ouvimos Hollywood chamar lá ao fundo). Mas nem todas as mudanças são boas, já que se peca um pouco em inovação, e a graça visual é menor, tal como a sofisticação, levando a série para o terreno pantanoso das coincidências e improbabilidades, que inclui um personagem que parece um vilão gigante à James Bond um pouco deslocado do realismo que se pretende das restantes personagens.

 

 

Ainda assim, é um thriller entusiasmante com uma continuada crítica à forma pobre como os governos respondem aos casos de abuso e violência doméstica. Desenrola-se a um bom ritmo e ainda nos reserve alguns momentos doces e meigos entre o resto do tempo que andamos com o coração nas mãos.

 

Visualmente, ficamos com uma visão belíssima de Estocolmo numa fotografia dramática neste thriller-policial cheio de acção. Pode não ter as qualidades noir do primeiro episódio, mas a estrutura e estilo continuam a prender-nos à cadeira sem dar vagar para uma ida ao wc.

 

Quanto aos dois leads, Noomi Rapace e a sua Lisbeth continuam o coração da série – sim tenho uma fascinação pela personagem, e nas três reviews vou-me dirigir muito a ela. A sua ousadia e brutalidade asseguram a audiência como sua cúmplice mais próxima, na sua cruzada para eliminar obstinadamente os oponentes mais repugnantes. Ela é a epítome do que é ser cool e Rapace é novamente soberba no papel que equilibra na perfeição a dureza com a vulnerabilidade. Também relativamente bem nos surge novamente Michael Nyqvist que representa segurança e bondade num mundo de homens cruéis.

 

 

A brutalidade do segundo filme não é tão sexual como a do capítulo que o precede, mas não se preocupem que ainda há muita “fruta” a ser distribuída. Lisbeth não leva desaforos para casa, e quem tiver inclinações para o abuso ou corrupção vai pagar bem caro.

 

8/10

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Point-of-View Shot - Män som hatar kvinnor (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 12.10.11

 

"Pára com a victimização! Ele quase te matou. Ele violou, matou e gostou. Ele teve as mesmas oportunidades que nós para escolher o que quis ser. Ele não foi uma vítima. Ele foi um cabrão sádico que odiava mulheres."

(tradução do original sueco)

 

Apesar de o título Americano ser mais cinematográfico, a verdade é que este primeiro episódio da saga best-seller sueca é mais sobre Homens que Odeiam as Mulheres do que propriamente sobre a tatuagem que Lisbeth Salander tem nas costas (nota: o título americano é The Girl with the Dragon Tattoo).

 

Tal como aconteceu com Låt den rätte komma in (Let the Right One In), Hollywood não poupou a adaptação da série de Stieg Larsson e em vez de gastar uns trocos a promover a versão original vai vazar os bolsos com a sua versão americanizada. Ok, temos David Fincher a bordo, e a coisa não ficará decerto com mau aspecto… mas caramba, um filme bom como este precisava de um remake… já? Duvido.

 

Filmado de acordo com o look característico dos filmes escandinavos – muito pautados pelos brancos e azuis – este é um filme duro com um argumento bem escrito, imensa atenção ao detalhe e dois protagonistas bem idealizados. Mas vamos ao enredo.

 

Mikael é um jornalista de uma publicação de esquerda, que no início do filme vemos ser sentenciado a prisão por se meter com as pessoas erradas – leia-se, as poderosas. Bom mas por alguma razão que desconheço, a pena só terá efeito passados seis meses, tempo que o jornalista aproveita para aceitar um trabalho proposto por um industrial rico (Vanger) de investigar o desaparecimento de uma sobrinha há décadas atrás.

 

 

Mas Mikael tem uma parceira inesperada – Lisbeth Salander uma talentosa hacker, cheia de piercings e mood gótico, cuja tatuagem nas costas dá título à versão americana da história. Ora Lisbeth foi contratada para investigar Mikael por Vanger, e conforme continua a investigar todos os passos do jornalista, também ela se interessa na investigação e toma parte dela.


E a investigação, ou o mistério tem uns pozinhos à là Agatha Christie: o desaparecimento ocorreu numa ilha que só tinha uma saída, e que por acaso até estava fechada quando a desgraça aconteceu. Assim, a lista de suspeitos está reduzida aos presentes num retiro de um negócio familiar que ocorreu na altura… e muitos deles tinham os motivos certos para cometer o crime.


Juntos, os nosso heróis descobrem que o caso está ligado aos Nazis e a uma série de homicídios que levam já mais de 60 anos. E como quem anda à chuva se molha, Lisbeth e Mikael começam a ficar em perigo, porque o assassino descobre que alguém está perto do seu segredo e não fica nada contente com isso.

 

Não li os livros ainda, é certo (não me crucifiquem, já estou a tratar disso), mas parece-me claro que Stieg Larsson se terá inspirado bastante na herança dos mistérios britânicos e americanos, temperando essas aprendizagens com a misógina e as desigualdades de poder da sociedade sueca.

 

 

Como Larsson, o realizador Niels Arden Oplev reconhece as inspirações americanas, e dá ao filme um ritmo vivo que nunca sacrifica o intelecto ou o grafismo da história. E por falar em grafismo, vamos também ao curioso e simultâneo afastamento do cinema das terras do tio Sam: aqui o ambiente e sobretudo a violência são desconfortáveis. É um conto arrepiante, um drama de horror humano e até com toques melodramáticos. Um deus ex machina à bela maneira sueca.

 

Mas este não é apenas um filme sobre uma rapariga desaparecida; este mistério vai também desenterrar segredos fétidos e putrefactos em várias frentes. Quando se dá a revelação, ou mais concretamente, revelações, é uma explosão de implicações terríveis que leva o espectador para um outro nível de verdades repugnantes. Ao contrário de outros mistérios com razões até mais realistas para um crime, aqui desencadeia-se um legado de repulsa tão penetrante que implica mais do que apenas o vilão. Isto porque desconfio a convenção e o standard não são coisas que interessem ao realizador Opley. Não existe o herói perfeito contra o vilão usual, mas sim pessoas com falhas e danos de ambos os lados.

 

A verdade é que são poucos filmes que respeitem a assassinatos e mistérios tão negros como este. Na maioria das vezes, os aspectos mais perturbadores por detrás do próprio acto são evitados, mas Opley engoliu o medo e serve-nos um horror de depravação, intolerância, genocídio, violação e morte à lá carte.

 

 

Esta não é uma história para os fracos de estômago que dá direito a cenas de violação brutais e explícitas. Salander é, de facto, uma personagem e tanto. Apesar de todas as pistas de violência e violação que sofre(u), consegue funcionar e ter relações (ainda que à sua estranha maneira) e entendemos o seu constante assombro. Ainda para mais, cria a sua forma de justiça – sem desculpas, sem remorsos. Sem dúvida uma anti-heroína como nenhuma outra.

 

Talvez a tarefa de Fincher não se complique tanto na replicação da sensibilidade dos temas mas mais na química entre os protagonistas, que neste original sueco é tão incomum quanto intensa.

 

Não sou a maior fã da interpretação de Nyqvist, mas o seu jornalista Blomkvist não é mau de todo. Mikael funciona como o contra-peso de Lisbeth, o que também não é tarefa grata. Ele é quase insonso onde ela é extravagante e enquanto ele encontra umas pedras chatas no caminho, ela vive pesadelos. Mais do que opostos que se atraem, estes são opostos que se precisam mutuamente em nome de um equilíbrio maior. Contudo, é Noomi Rapace que nos desarma como a astuta hacker Lisbeth Salander. Apesar do passado e presente tenebrosos, estes tornam-na uma personagem fascinante, e é a sua presença que torna um mistério standard numa das histórias ficcionadas mais relevantes do novo milénio.

 

 

E muito se discute sobre os aspectos que Larssen desenvolveu e que não estão no filme, e talvez esse seja o aspecto mais interessante da outra adaptação que está para vir - ver o que terá a mais e a menos, e a diferença na abordagem; mas ao dar igual importância ao “quem”, “como” e “porquê”, este fantástico policial sueco apresenta-se como uma obra pós-moderna absolutamente magistral, ainda que não totalmente comercial.

 

Este Homens que Odeiam as Mulheres é um retrato de uma Suécia moderna porém corrupta e que não faz inveja a ninguém. Parece que é imoral gostarmos de algo tão negro, mas é tão astutamente construído que é impossível passar-nos ao lado. Bom, também é verdade que há personagens que são simplesmente más (maléficas mesmo) e algo unidimensionais, e os aspectos relativos à religião e fascismo não são particularmente inspirados em termos de abordagem, mas não se pode ter tudo. 

 

Apesar desta ser uma história com múltiplas camadas, a mais proeminente é talvez a mais visível – de facto há aqui muitos homens que odeiam as mulheres. Este Millenium 1 não toma funciona à base da exploração, mas quer antes dar alguma luz sobre um poder que infesta a sociedade: o quão fácil ainda é para os homens fazer mal às mulheres e escaparem impunes. Por mais nojentas e criminosas que sejam as suas atitudes, estes actos continuam invisíveis, sendo consequente e cegamente “aceites”. E esta é uma constatação não só lamentável e triste, como incrivelmente perigosa.

 

9/10 

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