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Se não vivem debaixo de uma pedra - opção que não coloco totalmente de lado à partida - já deverão conhecer todos os 24 vencedores da 88ª edição dos Oscars da Academia e já devem estar emocionalmente recuperados do facto de o Leonardo DiCaprio ter, finalmente, conseguido a sua estatueta depois de anos e anos a fazer tudo e mais alguma coisa no grande ecrã - incluíndo encharcar-se em drogas, interpretar uma pessoa com deficiência e um amor impossível perdido no oceano gelado.

 

Posto isto, estamos então todos prontíssimos para avançar na nossa análise habitual da cerimónia - mas não é aquela análise detalhada e atenta a todos os pormenores da cerimónia mais mediática da sétima arte... é mesmo aquela análise rasca que se auxilia de GIFs, Memes e Vídeos para arrancar à força views dos 13 leitores habituais deste blog. Na verdade, talvez sejam só 7, mas vamos a isto!

 

*** *** ***

 

Estavamos perto das 23:00 quando começou a emissão da passadeira vermelha e nestes momentos iniciais, nunca sabemos muito bem o que esperar da noitada que se avizinha...

 

 

 

No entanto, decidimos colocar alguma fé no potencial da cerimónia e assumimo-nos entusiasmados pelas possibilidades da noite...

 

 

 

Um dos destaques da cerimónia foi Jacob Tremblay - o adorável protagonista de Room que estou, neste exato momento a tentar adotar

 

 

 

Vejam como o garoto rejubila com o glamour hollywodesco... imagine-se o que não seria se viesse morar comigo para a Trafaria!

 

 

 

No entanto, o único local mais animado além da red carpet dos Oscars naquele momento era a boa da internet, que conforme as estrelas iam chegando, ia fazendo das suas...

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Alicia Vikander e o seu jovial vestido amarelo não passaram despercebidos e a atriz sueca não fugiu a duas recorrentes comparações com duas famosas personagens da Disney/Pixar...

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Jared Leto que se destaca sempre pela diferenciação num mar de homens virtualmente todos iguais também tratou de levar no lombo...

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Mas ninguém levou mais ódio que Heidi Klum - em sua defesa digo: não é fácil uma pessoa vestir-se às escuras...

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Mas um dos momentos mais ridículos da red carpet estava guardado para Whoopi Goldberg, quando foi confundida com a Oprah pela Total Beauty 

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A empresa bem tentou apagar o tweet que fez mas, amigos...na internet é para sempre, temos pena, portanto os print screens perdurarão para sempre e o vosso ridículo também, graças ao senhor.

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Evidentemente, seguiram-se vários comentários relacionados com a bronca

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Mas o meu favorito...

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Mas felizmente o Jacob Tremblay está sempre disponível para ser o ser mais amoroso à face da Terra e salvar a alma do convento...

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Mas parou tudo. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet chegaram e pousaram juntos para as fotografias e o mundo teve um orgasmo coletivo.

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Por falar em DiCaprio, decerto que estavam todos como nós nesta altura, em ansiosa expectativa por aquele que viria a ser um dos momentos da noite...

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Mas até lá ainda faltavam longas horas, razão mais do que suficiente para que alguns famosos levassem consigo uma boa merenda que os ajudasse a chegar ao fim da noite. Bryan Cranston levou uma bolacha épica que teve um fim pouco feliz...

 

 

 

 

Mas Charlize Theron foi a pessoa mais honesta relativamente à fomeca que se passa em cada uma destas cerimónias...

 

 

 

 

Estavamos a breves momentos de iniciar a nossa maratona noturna, pelo que era o momento perfeito para os últimos preparativos e as últimas selfies de manta, à lareira, com comida de merda...

 

 

 

 

Tudo a postos para o arranque? Vamos à chamada? Equipa Mad Max? Presente! Equipa The Revenant? Presente. Equipa The Danish Girl...

 

 

 

 

 

Tudo alapado e pronto para o arranque. Abrimos caminho com o monólogo de Chris Rock, que sem grandes surpresas, não ataca a temática das condições ideais para a plantação da ervilha em estufa mas sim... 

 

 

 

 

O tema do racismo dominou toda a cerimónia e deu azo a várias piadas acídicas...

 

 

 

Mas a minha favorita foi a trancada épica na Jada Pinkett Smith

 

 

 

 

 O discurso fechou com a promessa de diversidade ao longo da noite e oh senhores se isso não foi verdade...

 

 

 

 

 Começamos com uma muito inspirada montagem de alguns filmes do ano com "intrusos" que promoviam a diversidade de género (mas que na verdade foram só afro-americanos)

 

 

 

 

Um destaque extra para Tracy Morgan que fez uma imitação perfeita de metade da performance de Eddie Redmayne...

 

 

 

 

 

Depois de ter sido uma das involuntárias protagonistas da red carpet, Whoopi Goldberg voltou à carga, criticando desta feita Joy

 

 

 

 

E estabelecendo uma verdade absoluta sobre uma história adaptada à realidade afro americana que pudesse ser considerada à realidade do Oscar...

 

 

 

 

Destas críticas nem o Leonardo & Cia. se escaparam...

 

 

 

 

Mas às tantas as piadas já eram tantas que o discurso sobre a diversidade se foi ridicularizando ao longo da noite, assumindo o ponto alto da idiotice na absurda aparição de Stacey Dash...

 

 

 

 

 

E eu que nem simpatizo com o The Weeknd, senti a sua dor...

 

 

 

 

Mas regressemos às coisas positivas: Alicia Vikander levou um muito merecido Oscar para casa e é, sem dúvida, a sueca mais bronzeada que eu vi na vida.

 

 

 

 

Por esta altura, a cerimónia decorria leve, com humor e sem grandes precalços. Até o Stallone estava a curti-las...

 

 

 

 Bom, pelo menos até ao momento da verdade...

 

 

 

 

Ainda no início da noite, Mark Rylance surpreendeu tudo e todos a levar o Oscar de Melhor Ator Secundário no lugar de Sly...

 

 

 

 

O pessoal ficou possesso na internet, mas Frank Stallone fez um ótimo trabalho ao envergonhar o irmão com uma saga de tweets profundamente ressabiada e, portanto, hilariante

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Mas não foi ele o único a dar bandeira perante a sua tremenda infelicidade. Por esta altura Alejandro Iñárritu ainda não tinha perdido cerca de 674 Oscars para Mad Max, portanto estava bem disposto...

 

 

 

Mas quando a responsável pelo guarda-roupa de Mad Max subiu ao palco para receber o seu galardão, o realizador mexicano amarrou bem o burrinho.

 

 

 

Mas tudo ficou bem no mundo porque a senhora cagou no assunto e vestiu este fantástico blusão com diamantes... porque sim.

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E George Miller aprovou.

 

 

 

Quem também deu o aval à escolha foi Ali G - ou a nova tentativa de Sasha Baron Cohen de ser definitivamente banido da cerimónia...

 

 

 

Por esta altura, a cerimónia precisava de um empurrãozinho, e de forma ligeiramente desinspirada, Chris Rock tentou recuperar o momento da pizza de Ellen Degeneres com o momento da venda das bolachas das filhas...

 

 

 

A audiência até gostou da ideia, porque entrar para aqueles vestidos esterlicadinhos significa muita larica na barriga...

 

 

 

E toda a gente fez fila para comprar uma caixa...

 

 

 

Tanto que não chegou para todos e Matt Damon teve de partilhar o seu tesouro com Christian Bale que depois d' O Maquinista jurou para nunca mais passar fome daquela.

 

 

 

Já o Leonardo... parece que não partilhou.

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E a internet não perdoou, mais uma vez...

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 Se soubesse não me tinha posto a merendar antes da atuação do Sam Smith da canção nomeada do 007 - Spectre que, perdoem-me o palavreado, foi uma valente merda pingada. Ele próprio admitiu...

 

 

 

Mais entusiasmante e emocionante foi o momento musical de Lady Gaga...

 

 

Em "Til it happens to you", subiram ao palco dezenas de vítimas de assédio sexual numa apresentação que deixou muitos membros da audiência de lágrima no canto do olho...

 

 

 

À saída do palco, Brie Larson deu-nos mais uma razão para sermos seus fãs, ao cumprimentar e abraçar CADA UM dos participantes na performance...

 

 

 

Estava tudo alinhado para que uma cantiga bonita ganhasse a noite mas....

 

 

 

oh que merda esta....

 

 

 

A pior canção de Bond de sempre com um Oscar.

 

 

 

Ficamos assim, então, Academia.

 

 

 

Deixemos que a alegria musical nos chegue através da colossal vitória de Ennio Morricone na categoria de Melhor Banda Sonora Original (The Hateful Eight)...

 

 

 

 

E vendo o querido Ennio com uma lágrima a aceitar este prémio há tanto merecido, fiquei com desejos de o adotar também!

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Por falar em adorável: eis um rápido tutorial de como arruinar a participação de crianças asiáticas adoráveis na cerimónia:

 

 

 

 

Oh Ryan, lá tivemos de recorrer a ti para mais um daqueles momentos WTF...

 

 

 

Mas ei, os Minions chegaram para animar a malta!

 

 

 

Ou...quase toda a malta.

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 Mas esta noite também serviu para recordar grandes momentos de infância... como aqueles que passamos com Woody e Buzz <3

 

 

 

 

E também com R2-D2 e 3CPO e.... ai!!! O Jacob a ser adorável outra vez!!

 

 

 

Já me acalmei. Entretanto, entre os aborrecidos apresentadores que normalmente preenchem as noites dos Oscars, aparecem sempre aqueles que secretamente desejamos que um dia apresentem a cerimónia... como a dupla Steve Carell e Tina Fey.

 

 

 

Será que este momento teve algo a ver com isto...?

 

 

 

De todo o modo, nenhum apresentador hipotético gerou tanta mobilização online como o brilhante Louis C.K.

 

 

A sério... ponham-no a apresentar tudo.

 

 

 

Mas também pode ser o Jacob...

 

 

 

 

 A sério... eu vou eventualmente acalmar-me, mas o puto é glorioso.

 

 

 

 

E quando Brie Larson venceu o Oscar de Melhor Atriz, a cumplicidade entre os dois derreteu toda a gente...

 

 

 

Entretanto o Iñárritu lá ficou com melhor cara...

 

 

 

Mas a esta hora já só tinhamos uma coisa na cabeça - DiCaprio - pelo que nem ouvimos nada do discurso dele...

 

 

 

 

Chegou o momento. Depois de dias a ver e rever todas as ocasiões em que DiCaprio NÃO VENCEU, eis o dia, ei-lo!!!

 

 

 

Ele não disse, mas estava assim por dentro.

 

 

 

O reconhecimento foi geral e merecido...

 

 

 

 

Inclusive do seu excelso coprotagonista...

 

 

 

Mas Kate Winslet aplaudiu com o fervor que todos nós sentíamos...

 

 

 

 

 E o nosso rapaz não desiludiu com um discurso fantástico e consciente.

 

 

 

E a Kate Winslet continuava a ser todos nós.

 

 

 

Foi uma boa viagem, kid.

 

 

 

 

Bem vindo ao fim dos memes! Ou será que...?

 

 

 

 

A noite já ia longa e só nos faltava um prémio. Para surpresa de uns, e confirmação de outros, Spotlight foi o vencedor da categoria mais cobiçada. E Michael Keaton manteve o nível com um elaborado "fuck yeah!!!" enquanto mascava a sua já famosa chicla de menta.

 

 

 

A sério, é mesmo famosa.

 

 

 

 

Reparem como a mastiga com vigor... podíamos ficar nisto durante horas...

 

 

 

Mas aproveitamos este momento para relembrar o momento em que Morgan Freeman retira selvaticamente as bolachas da mão de Chris Rock. A fome é negra... e isto não é uma piada racista.

 

 

 

 

Resumindo e concluindo, Julianne Moore deixou a sua apreciação sobre uma cerimónia tépida, mesmo envolvida em muita polémica...

 

 

 

Jacob, estamos combinados para o ano? Apresentas? Sim? Boa!

 

 

 

 

 ... se por acaso o Jacob e o Louis C.K. não puderem, deixo uma terceira alternativa de host em aberto....

 

 

 

Até para o ano malta...

 

 

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Oscars 2016: Vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 01.03.16

Já não é notícia para ninguém, mas na verdade sentia-me extremamente mal por não ter isto no blog, portanto finjam-se surpreendidos para todos os efeitos: decorreu no passado Domingo a mais recente cerimónia dos Oscars da Academia

 

Feitas as contas, os galardões distribuíram-se por várias aldeias, dando espaço para uma ou outra surpresa entre o lote de vencedores, nomeadamente Ex-Machina, que levou a melhor sobre Mad Max:Fury Road na categoria de Melhores Efeitos Visuais. Mas o filme de George Miller não foi a chorar para casa: de facto, arrecadou umas espantosas seis estatuetas técnicas que não fazem vergonha a ninguém.

 

Spotlight foi considerado o Melhor Filme e Argumento Original enquanto The Revenant valeu a Iñárritu o segundo Oscar consecutivo de Melhor Realizador e a implosão total e absoluta da internet: a vitória de Leonardo DiCaprio na categoria de Melhor Ator.

 

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Eis a lista completa de vencedores:

 

Melhor Filme: "Spotlight"

Melhor Realizador: Alejandro G. Iñárritu

Melhor Ator Principal: Leonardo DiCaprio, em "The Revenant"

Melhor Atriz Principal: Brie Larson, em "Room"

Melhor Ator Secundário: Mark Rylance, em "Bridge of Spies"

Melhor Atriz Secundária: Alicia Vikander, em "The Danish Girl"

Melhor Canção Original: "Writing's on the Wall", de "007 - Spectre"

Melhor Banda Sonora: Ennio Morricone, de "The Hateful Eight"

Melhor Filme Estrangeiro: "Son of Saul"

Melhor Documentário: "Amy"

Melhor Argumento Original: Josh Singer, "Spotlight"

Melhor Argumento Adaptado: Adam McKay, "The Big Short"

Melhor Fotografia: Emmanuel Lubezki, de "The Revenant"

Melhor Montagem: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Mistura de Som: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Montagem de Som: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Guarda-Roupa: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Design de Produção/Cenografia: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Caracterização: "Mad Max: Fury Road"

Melhores Efeitos Visuais: "Ex-Machina"

Melhor Curta-Metragem (Live-Action): "Stutterer"

Melhor Curta-Metragem (Documentário): "A Girl in the River: The Price of Forgiveness"

Melhor Curta-Metragem (Animação): "Bear Story"

 

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Oscars 2016: Nomeados

por Catarina d´Oliveira, em 14.01.16

Foi há momentos conhecida a lista completa de nomeados à 88ª edição dos Óscares da Academia. Sem grandes surpresas, The Revenant foi o filme mais indicado (12 nomeações), seguido de Mad Max: Fury Road (10) e The Martian (7).

 

Graças aos senhores, desta vez não houve hegemonia de David O. Russell e Joy só teve uma nomeação - a já aguardada indicação de Jennifer Lawrence e por esta altura já George Miller coça a barriga de extremo contentamento - merecido.

 

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A seguir a lista completa de nomeados.

 

 

MELHOR FILME
"The Big Short"
"Bridge of Spies"
"Brooklyn"
"Mad Max: Fury Road"
"The Martian"
"The Revenant"
"Room"
"Spotlight"


MELHOR REALIZADOR
Adam McKay, "The Big Short"
George Miller, "Mad Max: Fury Road"
Alejandro González Iñárritu, "The Revenant"
Lenny Abrahamson, "Room"
Tom McCarthy, "Spotlight"

 

MELHOR ATOR
Bryan Cranston, "Trumbo"
Matt Damon, "The Martian"
Leonardo DiCaprio, "The Revenant"
Michael Fassbender, "Steve Jobs"
Eddie Redmayne, "The Danish Girl"

 

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett, "Carol"
Brie Larson, "Room"
Jennifer Lawrence, "Joy"
Charlotte Rampling, "45 Years"
Saoirse Ronan, "Brooklyn"

 

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO
Christian Bale, "The Big Short"
Tom Hardy, "The Revenant"
Mark Ruffalo, "Spotlight"
Mark Rylance, "Bridge of Spies"
Sylvester Stallone, "Creed"



MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA
Jennifer Jason Leigh, "The Hateful Eight"
Rooney Mara, "Carol"
Rachel McAdams, "Spotlight"
Alicia Vikander, "The Danish Girl"
Kate Winslet, "Steve Jobs"

 


MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
"Bridge of Spies"
"Ex Machina"
"Inside Out"
"Spotlight"
"Straight Outta Compton"



MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
"The Big Short"
"Brooklyn"
"Carol"
"The Martian"
"Room"


MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"Embrace of the Serpent" (Colômbia)
"Mustang" (França)
"Son of Saul" (Hungria)
"Theeb" (Jordânia)
"A War" (Dinamarca)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
"Amy"
"Cartel Land"
"The Look of Silence"
"What Happened, Miss Simone?"
"Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom"

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
"Anomalisa"
"Boy and the World"
"Inside Out"

"Shaun the Sheep Movie"
"When Marnie Was There"

MELHOR MONTAGEM
"The Big Short"
"Mad Max: Fury Road"
"The Revenant"
"Spotlight"
"Star Wars: The Force Awakens"


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Earned it, de "Fifty Shades of Grey"
Manta Ray, de "Racing Extinction"
Writings on the Wall, de "Spectre"
Til it happens to You, de "The Hunting Ground"
Simple Song #3, de "Youth"

 

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL
"Bridge of Spies"
"Carol"
"The Hateful Eight"
"Sicario"
"Star Wars: The Force Awakens"

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS
"Ex Machina"
"The Martian"
"The Revenant"
"Star Wars: The Force Awakens"

 

MELHOR FOTOGRAFIA
"Carol"
"The Hateful Eight"
"Mad Max: Fury Road"
"The Revenant"
"Sicario"

 

MELHOR GUARDA-ROUPA
"Carol"
"Cinderella"
"The Danish Girl"
"Mad Max: Fury Road"
"The Revenant"

 

MELHOR MAQUILHAGEM E CABELOS
"Mad Max: Fury Road"
"The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared"
"The Revenant"

 

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
"Bridge of Spies"
"The Danish Girl"
"Mad Max: Fury Road"
"The Martian"
"The Revenant"

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
"Mad Max: Fury Road"
"The Martian"
"The Revenant"
"Sicario"
"Star Wars: The Force Awakens"

 

MELHOR MISTURA DE SOM
"Bridge of Spies"
"Mad Max: Fury Road"
"The Martian"
"The Revenant"
"Star Wars: The Force Awakens"

 

MELHOR CURTA-METRAGEM
"Ave Maria"
"Day One"
"Everything Will Be Okay"
"Shok"
"Stutterer"


MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
"Bear Story"
"Prologue"
"Sanjay's Super Team"
"We Can't Live Without Cosmos"
"World of Tomorrow"

 

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTAL
"Body Team 12"
"Chau, Beyond the Lines"
"Claude Lanzmann"
"A Girl in the River"
"Last Day of Freedom"

 

 

A cerimónia de entrega dos galardões está marcada para 28 de fevereiro, em LA.

 

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Deep Focus - A Mulher enquanto heroína de ação (II)

por Catarina d´Oliveira, em 27.05.15

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2. FURIOSA

 

Ouvem-se cânticos de guerra pela Cidadela adentro. Os War Boys uivam de prazer em face da possibilidade da morte certa em honra da adoração cega de um líder misógino e terrorista. O deserto impenetrável que circunda este oásis de vida aparente parece uma poderosa analogia para o sexo ausente numa civilização dizimada.

 

Sob um comando autoritário e profundamente machista, as mulheres e crianças são meros elementos de exploração necessária para alimentar uma sociedade patriarcal em decadência.

 

“Quem matou o mundo?” – escreveram as últimas mulheres saudáveis. A resposta, no entanto, não é tão interessante de perseguir como a solução do problema apresentada por George Miller: voltar a colocar a Mulher, responsável por gerar vida, no centro dos comandos, em pé de igualdade com o Homem. E a líder da revolução não poderia ser uma melhor bandeira para a reivindicação de mais e melhores Mulheres no Cinema.

 

 

Exalando confiança e calma, é com passos seguros e firmes que a vemos surgir de cabeça rapada e com um braço mecânico a subir para uma máquina de combate artilhada. Senta-se aos comandos e com gordura e sujidade do motor, escurece a linha do olhar com pinturas de guerra.

 

Furiosa não é propriamente a heroína a que estamos habituados. Não é uma cara bonita com roupa de lycra a exaltar as curvas. Não é uma mulher que procura vingança por um crime hediondo. Não é resultado da incubação de uma assassina treinada.

 

Na verdade, Furiosa nasceu numa comunidade de mulheres e foi criada exclusivamente por elas. Ela existe para as mulheres e está aqui por causa delas. E tudo o que aprendeu – desde o mais inato sentido de raiva, à adquirida ferocidade – aprendeu de mulheres e/ou por ser uma mulher.

 

 

Saudável e capaz, é, no entanto, estéril, razão pela qual não foi tornada escrava sexual ou uma mera “ordenhadora” quando foi roubada e transferida para a Cidadela liderada pelo temível Immortan Joe, ainda na infância. O estatuto que adquiriu edificou-se exclusivamente a partir das suas capacidades.

 

A própria Charlize Theron admitiu que a possibilidade de vir a interpretar um daqueles suspiros vazios no universo macho de ação deixou-a assustada.

 

Lembro-me de ouvir dizer que o George Miller ia reimaginar este mundo e que ia criar uma personagem feminina que ia erguer-se ao mesmo nível que o Max. A princípio pensas sempre ‘isso é porreiro!’, mas depois vem o ceticismo. ‘Já ouvi esta história e já sei que vou ser a miúda que acaba lá atrás com o soutien push-up e o cabelo ao vento’. Já faço isto há algum tempo e tenho feito um grande esforço para me afastar desses projetos. Mas depois conheci o George, e houve algo nele em que acreditei mesmo. Acreditei que ele queria fazer algo que fosse mesmo verdadeiro. Acho que existe uma igualdade neste papel, em oposição a ser apenas uma mulher neste tipo e filmes. E acho que as mulheres estão só ansiosas por essa igualdade. Não quero ser posta num pedestal, e não quero ser nada mais do que sou. Quero ser apenas uma mulher, mas uma mulher autêntica, neste género ou em qualquer outro”.

[Charlize Theron]

 

 

Tal como Ellen Ripley e Sarah Connor antes de si, Furiosa tem algo que a diferencia das demais heroínas, e que é parte da sua receita de sucesso – basicamente, o seu heroísmo e coragem embebem-se no seu estatuto e condição de mulher, e ambos estão ligados e alimentam-se mutuamente. Simultaneamente, Furiosa é uma guerreira e uma alma em conflito, à procura de vingança. Ela não se limita a existir e é a parte mais ativa na construção de um futuro onde muito mais do que sobreviver, existe a possibilidade de viver.

 

É esta combinação de elementos que a torna um farol tão importante para a representação da imagem da Mulher no Cinema de ação do futuro e no cinema em geral – porque há uma grande relutância generalizada em explorar a ideia de uma mulher tão complexa.

 

A preponderância de Furiosa atingiu níveis estratosféricos quando se tornou uma das principais bandeiras dos Ativistas dos Direitos do Homem, que se sentiram tão ameaçados pela mensagem pró-feminina de “Fury Road” que tentaram… promover um boicote ao filme.

 

O que não deixa de constituir uma ironia quase repulsiva – um dos melhores filmes de ação dos últimos anos é demasiado “moderno” para os delegados da misoginia barata.

 

 

É interessante fazer estas entrevistas e ter pessoas que dizem ‘Oh, que mulheres fortes’. Mas não… somos apenas e só mulheres. Tivemos um realizador que percebeu que a verdade é que as mulheres são poderosas o suficiente, que não precisamos de ter poderes sobrenaturais ou de sermos capazes de fazer coisas que não conseguimos normalmente

[Charlize Theron]

 

No final de contas, não é assim tão difícil criar uma personagem feminina multidimensional e povoada por belas nuances e contradições. O que acontece é que a história e particularmente o género de Ação não têm sido bons para a Mulher, reduzindo-a muitas vezes a uma vítima incapaz ou a uma extravagante caricatura vestida com látex. Theron complementa a noção: “O problema da representação das mulheres no cinema remonta ao complexo da Madonna/p*ta”.

 

É verdade que o séc. XXI viu surgir um pequeno leque de outras ecléticas heroínas – desde a noiva de Uma Thurman em “Kill Bill”, à vencedora dos “Hunger Games” Katniss Everdeen, a Lisbeth Salander de Noomi Rapace e Rooney Mara, passando até pela secundária mas complexa Viúva Negra de Scarlett Johannsson em “The Avengers”, entre outras.

 

 

Mas é também o leque de limitações de cada uma delas, e especialmente a brava heroína de Johansson que ajuda a exaltar a importância de Furiosa para o panorama cinematográfico atual. Com a disparidade de tratamento, tanto nos filmes como restantes meios (merchandising, por exemplo), o horizonte de um filme de estúdio dedicado a uma (super-)heroína feminino parece estupidamente distante. E com esta perspetiva negra do futuro da guerreira feminina, a criação contra-corrente de Charlize Theron e George Miller (que se apaixonou tanto pela personagem que lhe escreveu uma história de origem personalizada) eleva-se ainda mais alto.

 

O tempo tratará de provar que é ela a Joana d’Arc da figura de ação feminina – uma fonte inesgotável de inspiração e poderio.

 

Furiosa é a heroína que queremos, que precisamos.

A heroína que merecemos.

 

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Point-of-View Shot - Mad Max: Fury Road (2015)

por Catarina d´Oliveira, em 21.05.15

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"As the world fell it was hard to know who was more crazy. Me... or everyone else"

 

Ao fim de duas horas cronometradas no que parece uma vénia à pontualidade britânica, a sala esvazia-se em câmara-lenta, com rasgos de pequenos tragos acelerados, num silêncio aparentemente letárgico que se torna quase desconfortável. É esta perceção que invariavelmente nos fica quando a ferocidade de “Mad Max: Fury Road” desliga os motores.

 

Saímos doridos da viagem que nos encheu a boca de poeira e o corpo de nódoas negras. O regresso à normalidade, e onde o futuro pertence a outros loucos, faz-se com os sentidos dormentes, mas a alma cheia de um cinema que julgávamos perdido nos tentáculos do tempo e da inovação tecnológica - porque aquilo que poderia soar a uma tentativa desesperada de fazer render uma vaca leiteira fora de prazo revela-se um choque retumbante e revigorante de originalidade demente.

 

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Perseguido pelo seu turbulento passado, Mad Rockatansky acredita que a melhor forma de sobreviver é não depender de mais ninguém para além de si próprio. Ainda assim, acaba por se juntar a um grupo de rebeldes que atravessa a Wasteland, numa máquina de guerra conduzida por uma Imperatriz de elite, Furiosa. Este bando está em fuga de uma Cidadela tiranizada por Immortan Joe, a quem algo insubstituível foi roubado. Exasperado com a sua perda, o Senhor da Guerra reúne o seu letal gang e inicia uma impiedosa perseguição aos rebeldes e a mais implacável Guerra na Estrada de sempre. E quando o sprint para o inferno começa, já não para. É há tanta, tanta loucura. Loucura pura e cristalina; alimentada por fogo, sangue e fúria.

 

As imagens sucedem-se à velocidade de uma chuva de meteoritos. Terroristas a catapultarem-se para o veículo inimigo. Crânios como figuras de adoração. Tempestades de areia que engolem tudo. Explosões espetaculares. A figura icónica de um homem sem face preso a uma parede de colunas gigantescas onde faz uma serenada à morte enquanto rasga acordes numa guitarra elétrica que cospe fogo. Os posters não estavam a mentir – o deserto, o calor, a sede, o instinto… devem ter tornado toda a gente louca.

 

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Precisamente 30 anos depois de “Mad Max 3: Thunderdome”, “Fury Road” retoma os acontecimentos num mundo rapinado pela política, poder e selvajaria do instinto. Todavia, George Miller regressou ao universo que instituiu o seu nome como referência e Mel Gibson como uma estrela com uma entidade que opera por si mesma, sem necessidade de (re)conhecimento da proeza tripartida original – e que foi, tão somente, a explosão que catapultou a New Wave do cinema australiano para o olho global.

 

Fury Road” é tão pouco tradicional como blockbuster quanto pode ser, e sobrevive num deserto de olvidáveis experiências cinematográficas à custa da sua “originalidade old school” e audácia.

 

Um dos seus menos vistosos mas mais determinantes atributos é o sentido económico refinado do argumento. A história é tremendamente simples apesar de explodir em discussões filosóficas e transbordar sentimento, encontrando beleza no grotesco e estranheza desconcertante na graça. No entanto, não cede a qualquer tentação da complicação para o esconder. O diálogo e exposição mantém-se em volumes mínimos, servindo-se do poder geralmente subestimado do storytelling visual para contar a maior parte da história e estabelecer o mood. A prova do engenho está na claridade do enredo e das motivações de cada personagem a partir da ação, mesmo inseridos numa natureza diabólica e intempestiva.

 

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Mas não é este o único aspeto que torna “Fury Road” um poderoso marchante em contracorrente – porque ao contrário dos parentes blockbusters de estúdio atuais, o filme de Miller construiu-se na base de efeitos práticos, auxiliados de forma apenas pontual pela magia dos efeitos visuais. O espetáculo, que apesar do luxuoso orçamento se sente profunda e positivamente artesanal, torna-se, desta feita, uma faceta de pasmar, com acrobacias tais que podíamos jurar estar a assistir a uma exibição do Cirque du Soleil numa competição de Monster Trucks engolida por um concerto de heavy metal.

 

Do ponto de vista temático, é nuclearmente um ensaio sobre a objetificação humana como reflexo de uma era desesperada. E enquanto é um absurdo absoluto etiqueta-lo como propaganda ultra-feminista, o filme de Miller encontra na mulhor a heroína que tão pouco conhecemos na sétima arte. Com a autora de “Os Monólogos da Vagina” como consultora, o realizador sugere que a mulher-criadora é a chave para a esperança no futuro num twist que combate “complexo macho” que afeta a esmagadora maioria do cinema de ação, em geral.

 

Miller adorna a sua sinfonia de desordem em alta potência com pinceladas de violência tresloucada; mas cada choque, cada explosão, é cerebral na medida em que constitui um elemento essencial para o puzzle completo que se constrói num filme sobre revolução e salvação, sobre a necessidade do combate ao cultivo do ódio e do terrorismo, mas também profundamente terno nos vestígios de esperança que encontra pelo caminho.

 

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O Max de Hardy é inequivocamente mais Mad que o de carismático anti-herói Gibson, poupando nas palavras mas caprichando numa performance física que facilmente poderia ter sido dolorosamente unidimensional, mas que se revela numa complexa mistura de estranheza, comportamento errático e apetência para a loucura que não esconde totalmente o íntimo vingador e justo de um homem calejado pela dor da perda e a loucura da impotência.

 

Todavia, uma das escolhas mais corajosas de Miller foi colocar Max no lugar do pendura e abrir o palco à redenção de Furiosa. Charlize Theron constrói uma das heroínas de ação mais interessantes e complexas do Cinema contemporâneo, e é ela a alma e coração magoados do filme. É através do seu percurso e dos seus triunfos e derrotas que nos investimos, e talvez não estejamos a rumar muito além da verdade se ousarmos admitir que se poderá tornar como a maior referência de ação feminina desde que Sigourney Weaver ensinou uma lição à rainha-mãe em “Aliens”.

 

Na fila secundária, vale a pena prezar a dedicação de Nicholas Hoult a uma das personagens mais complicadas e peculiares do filme, bem como do gangue de super-noivas liderado por Rosie Huntington-Whiteley.

 

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Fury Road” é um poema de Álvaro de Campos embriagado num cocktail molotov de esteroides e areia do deserto. Uma terapia de choque frenética, uma ópera furiosa de acordes surreais, um delírio febril que faz com que qualquer outro filme de ação pareça uma insossa sucessão de fotografias.

 

É o cinema de ação em estado de graça. Como já foi. Como já não é. Como deveria ser.

 

 

9.0/10

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