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 [Artigo originalmente escrito para a Vogue.pt]

 

 

STAND BY ME (1986), de Rob Reiner

À semelhança de "Sandlot", "Stand By Me" versa muito sobre tudo aquilo que torna os laços de infância tão memoráveis. Um clássico da juventude, amizade e perda de inocência onde um grupo de garotos tenta encontrar o corpo de um rapazinho desaparecido. O tipo de aventura que só pode ter lugar num espaço que permite noites longas e dias dedicados – o verão.

 

 

ADVENTURELAND (2009), de Greg Mottola

A substituição do desejo inapagável de uma aventurosa viagem nas férias de verão pela realidade de um trabalho temporário odiável foi, certamente, uma realidade na vida de muitos de nós, comuns mortais. Também o foi na vida de James Brennan, o nosso relutante protagonista que vê as férias perfeitas arruinadas pela realidade da responsabilidade de fazer a sua própria vaquinha. Uma aventura que prima pela pungência e pelo retrato de uma fase da vida marcada pela incerteza do crescimento que se processa à base do “dois passos à frente e um atrás”.

 

 

GARDEN STATE (2004), de Zach Braff

Mais um dos que não são necessariamente um filme de verão per si, mas que tem aquele brilhozinho estival tão reconhecível como vimos, por exemplo, em "500 Days of Summer". Uma fatia de vida e uma ode perfeita ao “verão que mudou tudo” onde não há um único plano que não brilhe, o que por si só já justifica a sua presença obrigatória nesta lista.

 

 

SEVEN YEAR ITCH (1955), de Billy Wilder

O verão também se aproveita na cidade, como vem provar "Seven Year Itch", a história de um pai de família que envia a mulher e filhos de férias de verão para Maine e tenta, em Nova Iorque, resistir à tentação de uma voluptuosa vizinha. Pouco mais me escuso a dizer para vos convencer quando a vizinha é uma bastante encalmada Marilyn Monroe.

 

 

GREASE (1978), de Randal Kleiser

Quería ter um musical para vos oferecer nesta lista, e faço-lo por meio de um clássico que dispensa apresentações. Em caso de percalço, haverá sempre uma exibição de Mamma Mia! na televisão generalista ao virar da esquina.

 

 

LA NOTTE DI SAN LORENZO (1982), de Paolo Taviani e Vittorio Taviani

10 de Agosto. É esta a data da Noite de São Lourenço, aquela onde é visível o maior número de estrelas cadentes no céu. Segundo a tradição, cada uma destas estrelas garante um desejo realizado, e uma mulher pede as palavras certas para contar ao filho a história do vilarejo de San Miniato numa daquelas mesmas noites, durante o último folego da Segunda Guerra Mundial. Uma mistura de lirismo/poesia e realidade/fantasia, é, talvez, o título mais sério desta lista. "La Notte di San Lorenzo" é, como muitos outros filmes de guerra, violento e angustiante. Mas o que sobra findo o seu visionamento é a crença na capacidade da humanidade de se elevar a tamanhas atrocidades.

 

 

FRIDAY THE 13th (1980), de Sean S. Cunningham

Oh, as belas memórias do acampamento de férias de verão. Salsichas assadas, t-shirts pirosas, dores nas costas, canções à volta da fogueira, jovens decepados… ricos tempos! Pamela Voorhees e o seu filho Jason deixaram para sempre a certeza de que um acampamento pode não ser o lugar para as lembranças de verão mais felizes…

 

 

BEFORE SUNRISE (1995), de Richard Linklater

Apesar de ser uma das mais belas e apetecíveis cidades europeias, cremos que há melhores alturas do ano para visitar Viena que não no pino do verão. Ou assim pensávamos nós, até Ethan Hawke e July Delpy nos fazerem mudar de ideias. Uma celebração das relações humanas e daquele honesto mas raro momento em que a magia do quotidiano acontece – click.

 

 

INTO THE WILD (2007), de Sean Penn

Acabadinho de sair da universidade, Chris McCandless decide abandonar a vida de conforto e procurar a liberdade no mundo. A odisseia realizada por Sean Penn é um hino à relação tempestuosa entre um homem e a natureza, e a sua constante procura pela salvação e ponto de ligação com o mundo. Alexander Supertramp promete agarrar-se ao vosso coração, abaná-lo e inspirá-lo pelo sonho.

 

 

AMERICAN GRAFFITI (1975), de George Lucas

Há muito tempo, numa realidade muito, muito distante, George Lucas realizava filmes que não eram Star Wars. Bom, na verdade foram só dois, e sendo que um deles também tinha muitas máquinas à mistura, leva-nos a concluir que o realizador teve um único filme dito “normal” na carreira. Foi nessa era áurea que surgiu Nova Geração, o título que captou na perfeição o sentimento daquele último dia de verão, onde simultaneamente a novidade está à porta e é tentadora mas não deixar a alegria do presente fugir. E tem Harrison Ford, mas juramos a pés juntos que não há quem se envolva à batatada com sabres de luz.

 

 

 [Artigo originalmente escrito para a Vogue.pt]

 

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 [Artigo originalmente escrito para a Vogue.pt]

 

 

É oficialmente tempo de sol, surf, protetor, gelados, noites quentes e… filmes de verão. Deixam-se aqui de parte os blockbusters que têm vindo a marcar a estação nos últimos anos para nos focarmos antes naquele género muito específico de cinema criado estabelecer o mood dos três meses mais quentes do ano, seja a recordar aquele verão inesquecível da adolescência ou a reviver a paixão assolapada que mudou tudo.

 

Como não quero que vos que falte nada, compilam-se neste artigo (dividido em duas partes) uma coleção de 20 filmes a levar na mala nas férias de verão. Ou em alternativa, para aqueles que, como eu, ainda se encontram subjugados às maravilhas das ventoinhas e do ar condicionado, um pretexto para subornar o chefe e conseguir uns diazinhos de férias.

 

 

JAWS (1975), de Steven Spielberg

Não há nada que diga verão como perder um ou dois membros para uma besta sanguinária dos mares. JAWS é comummente considerado o primeiro blockbuster da “Nova Hollywood” e ignorar o clássico de Steven Spielberg numa lista de filmes destinada a veraneantes felizes? Impossível. A imagem idílica de Amity Island é despedaçada pelos gritos agonizantes, e com um peixe mecanizado (que agora parece) tosco e apenas duas notas imaginadas por John Williams, Spielberg instalou o medo irracional do mar nas audiências para sempre. Diz o dito popular que “quem vai ao mar perde o lugar”, mas em JAWS, quem vai ao mar perde mesmo é um braço. Ou uma perna.

 

 

LES VACANCES DE M. HULOT (1953), de Jacques Tati

No Hotel de la Plage, a massa turística passa umas férias descansadas à beira-mar. Sem tubarões à vista, há outro elemento peculiar que irá semear (involuntariamente) o terror neste espaço balnear: ele é o trapalhão sr. Hulot, Herdeiro de Charlie Chaplin e Buster Keaton, Jacques Tati foi um mago do Cinema (cómico) Mudo, ainda que só tenha realizado meia dúzia de longas-metragens e protagonizado outras tantas. LES VACANCES DE M. HULOT é um clássico do entretenimento pós-guerra e um retrato nostálgico e afetuoso de um dos prazeres humanos mais primários: o tempo de brincar em vez de trabalhar, de respirar o ar puro em vez do ar poluído da cidade, de viver em vez de sobreviver.

 

 

Y TU MAMÁ TAMBIÉN (2001), de Alfonso Cuarón

Verão não é apenas sinónimo de praia. Road-trips, boa música, tequila e amigos também entram na lista. E mulheres casadas… Pelo menos é essa a premissa de Y TU MAMÁ TAMBIÉN, o filme de Alfonso Cuarón que também nos permite um olhar independente sobre as mais belas paisagens mexicanas. Tudo isto sem mariachis à vista.

 

 

AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO (2008), de Miguel Gomes

No coração de Portugal, o mês de Agosto multiplica os populares e as atividades: festas e romarias, foguetes, música e muita animação. Cruzando ficção e documentário e grandes ambições com poucos trocos no bolso, surge um daqueles projetos aparentemente destinados ao fracasso mas que acabou como um título aclamado por esse mundo fora. A pureza das gentes portuguesas em 150 minutos que não podem ser chamados documentais nem ficcionais.

 

 

VICKY CRISTINA BARCELONA (2008)

Qualquer filme de Woody Allen é perfeito para uma noite quente de Verão, mas a imperatividade de não inundar esta lista de filmes do realizador americano obrigou-me a escolher apenas um. Vicky e Cristina têm a oportunidade de uma vida nas férias de verão com que são presenteadas em Barcelona. A cereja no topo do bolo? Um encantador “guia” com traços de Don Juan. O alerta? Uma neurótica ex-mulher. É uma viagem imperdível regada com bom vinho, sexo e turistas desapropriadamente atraentes.

 

 

MEATBALLS (1979), de Ivan Reitman

Talvez mais ainda do que um psicopata com uma machete em punho e um tubarão branco esfomeado, MEATBALLS não é propriamente o título mais atrativo para um filme, sobretudo um filme de Verão – além de que atrapalha imenso a linha, e o bikini não deixa espaço a ilusões de ótica muito favorecedoras. MEATBALLS é, contudo, o título de um dos mais icónicos filmes de verão do cinema americano: o cenário do acampamento é autenticamente previsível, com direito a corridas em sacos de batatas e despertar com adoráveis megafones, mas a primeira aparição cinematográfica de Bill Murray vale nem que seja por si mesma.

 

 

THE SANDLOT (1993), de David M. Evans

 A epitome do espírito do verão inesquecível capaz de abanar as memórias mais recônditas chega sob a forma de Sandlot, um filme sobre as aventuras de um grupo de crianças que envolvem baseball, casas-de-árvore, nadadores-salvadores atraentes, o gosto de viajar e um misterioso cão que come bolas. Resta deixar um aviso aos espectadores – PERIGO de nostalgia eminente de uma vida sem preocupações onde o Hakuna Matata é lei.

 

 

LITTLE MISS SUNSHINE (2006),  de Jonathan Dayton e Valerie Faris

Do alto de uma vida adulta com os dias de férias contados, relembramos hoje com desmesurada nostalgia as viagens de família que alegravam a infância e obscureciam a adolescência. Em LITTLE MISS SUNSHINE, revisitamos essa realidade dicotómica ao acompanharmos por mais de 1000 km os Hoover, uma família fabulosamente disfuncional que, à custa de muita dificuldade, catástrofe cómica e cabeçadas na parede, se une para levar o membro mais jovem da família a um concurso de beleza que esta está destinada a perder do outro lado do país numa pão-de-forma amarela. Uma viagem onde estaríamos prontos a embarcar de olhos fechados.

 

 

500 DAYS OF SUMMER (2009), de Marc Webb

 Descrever um filme como “fresco que nem um pepino” pode não ser a forma mais eficiente para chamar a atenção dos espectadores para as suas qualidades. Mas a verdade é que a expressão se aplica a 500 DAYS OF SUMMER, uma das dramédias mais brilhantes e atípicas do jovem século. Mas voltemos ao pepino – o sabor húmido e fresco é perfeito para o Verão, da ajuda prestada ao combate do envelhecimento. O mesmo se passa com o título de Marc Webb, o retrato realista de um Amor perdido e achado, capaz de rejuvenescer o mais carrancudo fóssil. Pode não ser uma representação clara da estação mais apetecida, mas a encantadora Summer Finn chega (e sobra) para os propósitos desta lista.

 

 

DAZED AND CONFUSED (1993), de Richard Linklater

Se nos dedicarmos a uma busca intensiva, é possível encontrar filmes onde Matthew McConaughey não ande a bambolear-se em tronco nú a toda a santa hora na sua primeira década e pouco de carreira. É uma tarefa árdua, admito, mas é possível. DAZED AND CONFUSED é um deles, o clássico de culto que retrata os primeiros momentos das férias de verão de um grupo de adolescentes: aquelas primeiras horas de pura liberdade, a euforia que acompanha o último toque da escola. Capturando fielmente o espírito dos anos 70, é um filme que “é” o início das férias, e não um filme sobre o início das férias. E aí está uma grande diferença, uma diferença que o eleva ao estatuto de filme de culto.

 

 

[Artigo originalmente escrito para a Vogue.pt]

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