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Mise en Scène - Hail, Caesar!

por Catarina d´Oliveira, em 09.10.15

Há pessoas que sabem oferecer orgasmos a horas impróprias... e os irmãos Coen fazem parte desse grupo restrito.

 

Com rubis absolutos na carreira como Fargo, The Big Lebowski e No Country for Old Men, o seu mais recente projeto  Inside Llewyn Davis explorava o sonho desbotado de um músico nos anos 60, mas depois de mergulhar nos meandros da crueldade e da nostalgia da indústria da 1ª arte, está na hora de regressar ao tom de deboche e observação satírica para atacar a 7ª.

 

caesar.jpg

 

 

Hail Caeser! é ambientado à Hollywood dos anos 50 e às maquinações corrosivas da icónica Era de Ouro e do famoso star system. A abordagem dos Coen é, à semelhança de O Brother, Where Art Thou? e Intolerable Cruelty, propositadamente idiótica - e Hail Caeser! até surgiu, inicialmente, em 2005, como o término de uma espécie de "trilogia idiota", que entretanto com Burn After Reading se tornou uma tetralogia - e promete um ataque feroz mas bem humorado à palermice da indústria que os criou.

 

 

 

 

O resultado parece absolutamente delicioso e deve chegar aos cinemas lá para fevereiro de 2016.

 

In Coen(s) we trust.

 

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Mise en Scène - Trailer red band de "22 Jump Street"

por Catarina d´Oliveira, em 10.04.14

Fiquei inesperadamente fã de "21 Jump Street", devo admitir. Inesperadamente porque, além de se tratar de um remake de uma série muito adorada (tem de se ter sempre o devido cuidado com estes assuntos), ainda era protagonizado por dois tipos pelos quais não nutria especial simpatia.

 

Posto isto, a coisa deu-se, correu bem, e fiquei fã. Agora, eis que surge o segundo.

 

 

No enredo, Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) estão de volta, desta vez para se infiltrarem numa faculdade onde terão como missão investigar um bando de traficantes de droga que aí opera.
Estou com bastante receio que a coisa não resulte tão bem como da primeira vez - o que é provável... mas pelo menos o trailer parece mostrar potencial para um bom (e divertido) momento na sala escura. Let's wait and see...

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Snorricam - A contenda das espargatas continua

por Catarina d´Oliveira, em 27.02.14

Primeiro veio o Van Damme, depois o Channing Tatum, e depois... o Chuck Norris.

 

Tem sido uma batalha de proporções épicas, e que não se trava com armas, socos ou pontapés que desafiam a gravidade... mas com a graciosidade de uma espargata e a dureza extrema das condições em que cada uma delas se desenvolve.

 

Depois de ter sido posto no chinelo por Chuck Norris, Van Damme (pelas mãos do utilizador do Youtube, Linh Mai) leva a luta para outro nível, praticamente intocável: o espaço.


Agora resta ao Chuck tentar a sua espargata no Olimpo, entre as narinas de Deus.

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Snorricam - Jean Claude Van Damme, espargatas e impropérios

por Catarina d´Oliveira, em 20.11.13

A espargata perfeita corresponde àquela manifestação fabulosa de flexibilidade, atingida por uma fina fatia da população mundial (onde obviamente não me encontro incluída), e que consiste em esticar as duas pernas em direções opostas. Existe a modalidade de "uma perna para a frente e outra para trás" (para os meninos) e a mítica "quebra-virilhas" (para os maiores da aldeia).

 

 

Antes de avançar com o artigo propriamente dito, quero reservar algumas linhas para lançar os impropérios que melhor se coadunam a todos aqueles que, durante anos, me impingiram a abominação fonética e ortográfica da “esparregata” ou “esparragata”, como também já ouvi dizer.

 

Oh meus grandes &%$#%@, sois uns grandes &$%#@-&@ da %$&%$#%@ portanto encaminhai-vos para o $%#&%$.

 

Já está. Posto isto, quero partilhar convosco um par de vídeos relacionados com Cinema e espargatas que decerto contribuirão para o desenvolvimento da vossa cultura cinematográfica.

 

Começamos pelo fenómeno-base, que muitos de vocês já devem conhecer – o recente mas já icónico anúncio de Jean Claude Van Damme, onde o ator belga faz uma respeitável espargata “quebra-virilhas” entre dois camiões Volvo. “Porquê” perguntarão vocês: pois bem, para atestar a precisão dos camiões… como se alguém lhes estivesse a prestar alguma atenção… mas faz de conta. Ora vejamos:

 

 

Posto isto, o Channing Tatum – por quem nutro cada vez maior simpatia e apreço, não só por estes fabulosos stunts, mas porque, de quando em vez, até entra em filmes decentes – publicou a sua (quase) ainda mais épica resposta.

 

 

Clap Clap Clap.

 

E era só isto. Afinal, não pode ser mais do que o que é…

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Point-of-View Shot - Side Effects (2013)

por Catarina d´Oliveira, em 07.03.13



"Depression is the inability to construct a future."

 

 

Este folheto contém informações importantes para si. Leia-o atentamente.

 

Este filme pode ser visto sem receita crítica. No entanto, é necessário prosseguir com precaução para obter os devidos resultados.

 

- Esta crítica não desvendará nada do que acontece em “Side Effects”, além do que é revelado no trailer e sinopses oficiais. Aconselhamo-lo a evitar críticas que o façam;

- Conserve esta crítica. Pode ter necessidade de a reler;

- Caso careça de esclarecimentos ou conselhos, solicite os serviços de outros críticos.

 

 

Neste folheto:

 

1.     O que saber antes de assistir

2.     A história de “Side Effects”

3.     Efeitos secundários possíveis

4.     Estrutura

5.     Considerações críticas

6.     Componentes Principais

7.     Onde conservar “Side Effects

8.     Informações Finais

 

 

1. O QUE SABER ANTES DE ASSISTIR

Ninguém diria, olhando para uma filmografia com 15 longas-metragens nos últimos 10 anos que Steven Soderbergh pudesse estar prestes a fechar o pano na sua carreira de realização Cinematográfica.

 

Em 2011, pôs a indústria em inesperado alvoroço ao anunciar que a sua reforma estava para breve. Na altura, o plano era acabar os quatro projetos em que estava envolvido, culminando a aventura cinematográfica iniciada em finais dos anos 80 (catapultada para o sucesso em 1989 com “Sex, Lies and Videotape”) em “Side Effects”, que estreia esta semana entre nós.

 

 

Entretanto, Soderbergh já andou em avanços e recuos relativamente ao seu futuro, assegurando, no entanto, que o seu retiro será uma realidade, mas poderá ter mais de sabático do que propriamente de definitivo. Com tais indecisões, não sabemos muito bem com o que contar – algo que, curiosamente ou não, também acontece muito nos enredos intrincados de alguns dos seus filmes. De todo o modo, com “Side Effects”, não ficamos nada mal servidos em matéria de despedidas.

 

 

2. A HISTÓRIA DE “EFEITOS SECUNDÁRIOS”

Emily e Martin Taylor formam um belo e jovem casal com uma vida bem-sucedida e temperada com os luxos que só o dinheiro pode comprar… até Martin ser preso por fraude. Quatro anos mais tarde e cumprida a pena, Emily espera finalmente o regresso do marido, que acaba por se revelar tão devastador como a sua encarceração, fazendo-a reentrar num estado de profunda depressão. Desesperada, concorda em frequentar terapia com um psiquiatra de sucesso que lhe prescreve uma medicação inovadora para acalmar os seus demónios. Todavia, os efeitos secundários do medicamento acabam por ter consequências aterradoras.

 

 

 

3. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como os demais thrillers psicológicos, “Side Effects” é passível de gerar surpresas no espetador. Trata-se de uma experiência intensa e manipulativa, dotada de um anti-sentimentalismo cínico, especialmente desenhado para pregar partidas cruéis à audiência. É o típico exemplo de filme que não só necessita e beneficia, como exige um segundo visionamento para que seja possível sorver todos os seus deliciosos detalhes e momentos.

 

 

4. ESTRUTURA

O primeiro ato oferece um retrato do universo da depressão/tratamento muito realista na compreensão da psique, motivos e personalidade das suas personagens. Mesmo quando se aventura em extensões mais improváveis, continua irrepreensivelmente autêntico no seu retrato e perversamente inteligente nas suas discussões sobre a psicologia, indústria farmacêutica, ética e repressão social.

 

 

Se Soderbergh desse seguimento ao seu primeiro ato, talvez este se tornasse num dos filmes socialmente mais importantes da década, mas a verdade é que o segundo ato não podia ser mais diferente do primeiro, e Soderbergh faz a escolha de transformar o seu filme num género e perspetiva completamente diferentes. O investimento emocional que dedicámos na primeira metade é violentamente deitado abaixo, e a capacidade de apreciar o filme de Soderbergh vai depender muito da nossa reação a essa queda: se resolvemos abraçá-la e “recomeçar do zero”, ou se resolvemos empencar e fantasiar sobre o marco no cinema contemporâneo da crítica social que aqui poderia ter sido criado.

 

A última secção será aquela que estará mais vulnerável a críticas, por ser a menos certa a nível rítmico e por poder ou não deixar-se envolver demasiado na sua vontade de enganar o espectador.

 

 

5. CONSIDERAÇÕES CRÍTICAS

Soderbergh cria um suspense ambientado ao fascinante, ominoso e eticamente desafiante mundo da psicofarmacologia capaz de deixar o pai do thriller psicológico – o grande Hitchcock – orgulhoso. Talvez ele mesmo tivesse querido contar esta história se ainda hoje fosse vivo, acrescentando-lhe, quiçá, uma loira vistosa.

 

 

Além do Mestre, uma respeitosa continência é feita, em primeira instância, também a Brian DePalma e, mais tarde, e com a metamorfose de género, segue-se uma vénia a Robert Altman e Elia Kazan.

 

A ideia mais deprimente que fica é que Soderbergh pode ter subaproveitado as potencialidades do enorme quadro social que tinha à disposição, em detrimento de um filme que preferiu transmutar de género duas ou três vezes e dar ao Karma, aquela tal famosa lei do hinduísmo, que defende um ciclo de causa-efeito nas ações humanas, uma transposição cinematográfica satisfatória.

 

Apesar de apresentar um caso passível de grande discussão sobre as implicações sociais reais da indústria farmacêutica, a verdade é que o assunto dava pano para mangas, e Soderbergh preferiu sair-se com uma camisa de alças, que assenta bem e foi impecavelmente cosida, mas que falha em figurar como uma inovadora peça de estilo. Todavia, são poucos os cineastas capazes de nos espremer de forma tão prazerosa entre as suas mãos, indicando-nos um caminho para apenas depois nos puxar o tapete debaixo dos pés. Noutro contexto distinto, talvez esta tirada não parecesse totalmente elogiosa, mas é-o neste caso particular, asseguramos.

 

 

 

6. COMPONENTES PRINCIPAIS

Como é costumeiro, Soderbergh faz o enredo beneficiar da sua inteligência gélida - é um dos realizadores americanos mais ecléticos e imprevisíveis da atualidade, e apesar de poucos dos seus filmes atingirem a potência máxima que numa primeira instância nos propormos a prever,  como talvez seja o caso de “Side Effects”. A atenção ao detalhe é exímia, e fica sempre a sensação de que não há uma linha de diálogo, um plano ou qualquer elemento técnico colocado ao acaso.

 

 

A realização é ainda abrilhantada pelo argumento sólido de Scott Z. Burns, que já havia colaborado com o realizador em “The Informant” (2009) e “Contagion” (2011) e a fotografia (do próprio Soderbergh), translúcida e com a atitude de cinismo perante o mundo moderno, algo que o realizador gosta (ou gostava) de revisitar nos seus filmes.

 

Tentando ultrapassar o estigma da cara bonita, e depois de já brilhar em “Anna Karenina”, Jude Law é uma das pedras basilares que mantém “Side Effects” em pé, demonstrando uma dinâmica imensa, enquanto flutua entre extremos emocionais completamente opostos. Com uma personagem que é, ao mesmo tempo, próxima e incrivelmente distante da que interpretou em “The Girl with the Dragon Tattoo”, Rooney Mara prova assertivamente que é um diamante em construção, e uma das atrizes mais promissoras da sua geração.

 

 

Na linha secundária, Catherine Zeta-Jones usufrui de alguns bons momentos na ribalta e Channing Tatum pouco tem de fazer, mas há que se lhe tirar o chapéu às suas últimas escolhas cinematográficas, nas quais se incluem três filmes de Soderbergh nos últimos dois anos.

 

 

7. ONDE CONSERVAR EFEITOS SECUNDÁRIOS

Apesar de não estarmos perante um título que revoluciona convenções de género ou a própria linguagem do cinema, poderá ser seguramente integrado entre os melhores thrillers psicológicos do séc. XXI.

 

 

8. INFORMAÇÕES FINAIS

Parte da campanha promocional de “Side Effects” incluiu a criação de um website dedicado à promoção do Ablixa – um medicamento fictício. Na verdade estava tão realístico que um outro espaço na web dedicado à reunião entre pacientes que lutam contra a depressão emitiu uma declaração destacando a sua natureza fictícia.

 

 

Quanto ao filme em si, é passível de cair no cliché de, ele mesmo, gerar efeitos secundários, sendo eles acesas discussões por parte de membros da audiência mais interessados nos seus meandros, durante os dias ou semanas seguintes.

 

Mas em Cinema, e ao contrário do caso apresentado em cena, esse é um efeito secundário sempre bem-vindo.

 



8.5/10

 

 

Fabricante: Steven Soderbergh

 

Este folheto foi aprovado pelo Close-Up pela última vez em 07/03/2013.

 

 

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