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Point-of-View Shot - The Theory of Everything (2014)

por Catarina d´Oliveira, em 03.02.15

theory.jpg

 

"There should be no boundaries to human endeavor. We are all different. However bad life may seem, there is always something you can do, and succeed at. While there's life, there is hope."

 

Num filme sobre um dos maiores génios do nosso tempo, o coração é, curiosamente, o órgão mais exercitado da anatomia.

 

Apresentamos Stephen Hawking, um jovem mas promissor estudante de Cambridge, despreocupado com os formalismos mas infinitamente curioso nos limites da sua inteligência. Numa festa insuspeita conhece Jane, outra jovem estudante (mas de arte e literatura) que lhe chama a atenção de outro órgão avesso, mas infinitamente menos treinado que o cérebro: o coração. Persistente, não desiste até à conquista… mas o seu Amor recentemente incendiado é posto à prova quando Stephen é diagnosticado com uma doença neurodegenerativa julgada fatal e que oferece ao portador a cruel realidade de uma mente sã aprisionada a um corpo enfermo e, eventualmente, absolutamente incapaz. Segue-se uma batalha feroz, mas que nada tem de inglória. Na vida e na Ciência, Stephen Hawking teve tudo.

 

theory4.jpg

 

A teoria propriamente dita de THE THEORY OF EVEYRHTING é inatamente secundária. A ciência é largamente simplificada, descomplicada ao ponto de deslizar suavemente pela lógica da audiência, mas o filme de James Marsh não tenta ser mais do que é – em primeira instância, uma crónica afetuosa dos 30 anos de casamento entre Stephen e Jane. Não deixa de ser uma abordagem curiosa vinda de um documentarista nato – afinal, Marsh orquestrou, entre outros, os fabulosos MAN ON WIRE (2008) e PROJECT NIM (2011).

 

Baseado nas memórias de Jane Hawking, enche a alma através dos olhos; serpenteamos por festas luminosas e pelo luxuoso interior britânico para estabelecer o ambiente de um olhar realístico à observação continuada e realista das diversas formas do amor: a paixão ardente, o conforto do romance, a fraternidade da ternura e, eventualmente em vários casos, a persistência da promessa. Num drama sólido, que embarca em poucos riscos e é inegavelmente "atraente" para a awards season, a melhor notícia é que a perseverança, a esperança e a ternura genuína vencem continuamente o braço de ferro face ao melodrama exagerado.

 

theory2.jpg

 

A mais pura verdade é que obras desta natureza tendem a alicerçar-se numa performance nuclear, e para bem da honra de Hawking e para a prosperidade do próprio filme, Eddie Redmayne responde ao desafio com a classe de um vencedor. A fundação da sua criação não se apoia numa imitação barata ou num espetáculo espalhafatoso de contorcionismo exibicionista. O que aqui assistimos é a uma caracterização profunda, a uma materialização de meses de preparação que se transformam numa criação de pasmar.

 

A seu lado, e combatendo audazmente a tendência de “ficar na sombra do grande homem”, Felicity Jones convém a Jane uma complexidade e autenticidade que criam empatia com a audiência. Jones e Jane não só estão presentes, como reivindicam a sua parte na história.

 

theory3.jpg

 

É supremamente fácil cair no desejo de diminuir THE THEORY OF EVEYRHTING perante o desejo de uma obra intelectualmente mais estimulante, mantendo o ritmo do endiabrado pensamento do seu enigmático protagonista, ou até mais ousada e fraturante.

 

Mas Marsh edificou uma história de amores, amores de vida, que se mutam com o tempo e a circunstância, que se provam perante as dificuldades. E mesmo não fazendo verdadeiramente jus ao título que ostenta, é uma afetuosa exploração sobre a mais importante de todas as teorias: a do Amor.

 

 

7.0/10

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