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Deep Focus - "Os Lusíadas" como nunca foram (IV)

por Catarina d´Oliveira, em 18.02.09

Antes de retomar o último post onde o deixei, gostaria de colmatar uma importante falha no casting: a omissão de Calíope, a musa da poesia épica a que Camões (e mesmo Vasco da Gama) se dirige pedindo inspiração.

 

 

O ar lírico e puro de Hathaway foi os maior peso na escolha para o papel da musa Calíope.

 

Continuando então...

 

No Canto V, Vasco da Gama continua a narração da história do povo português focando-se agora na recente viagem da sua frota de Lisboa até Melinde.

Após a largada da capital a viagem segue relativamente tranquila até ao Equador a partir do qual os portugueses enfrentam diversas adversidades meteorológicas bem retratadas nos episódios do Fogo de Santelmo e Tromba Marítima.

 

Com a frota já a salvo e aportada na ilha de Santa Helena na costa africana, Gama refere um curioso e divertido episódio cujo protagonista, Fernão Veloso, personifica a figura "pomposa" mas trapalhona do Português que, depois de passar vergonha, é gozado pelo resto da tripulação em tom de boa disposição.

 

 

Muitos nomes me surgiram para Fernão Veloso, mas nenhum falou mais alto que o de um dos homens mais engraçados do cinema: Robin Williams. A basófia aliada à trapalhice e ao desenrasque parecem-me ser atributos para uma interpretação à sua altura.

 

--- ---

 

A viagem continua até que chegamos a um dos mais carismáticos episódios da obra camoniana: o Adamastor.

 

Durante uma tempestade, a frota lusa aproxima-se do cabo das Tormentas (que actualmente conhecemos como Cabo da Boa Esperança) e dá de caras com o gigante titã que a todos deixa arrepiados de medo. O gigante é a figura que dáencorpora os perigos, tempestades e medos enfrentados, ao longo de todo o caminho, pelos lusos.

 

Depois de ameaças e profecias fatais por parte de Adamastor, Gama consegue chegar-lhe ao coração, passando o gigante te um tom raivoso e colérico a uma triste melancolia; Adamastor conta então a história do seu coração despedaçado por Tétis que, traindo o seu amor o enganou prendendo-o para sempre naquele cabo, o cabo das Tormentas.

 

Após a confissão, Adamastor desaparece limpando-se o céu e abrindo-se novamente o caminho a Gama e seus companheiros no término do Canto.

 

 

Adamastor é um personagem delicado... provavelmente o mais delicado da obra. Não seria qualquer um a poder vestir-lhe a pele e foi realmente uma escolha complicada e algo demorada. Fiquei-me por dois nomes, distintos mas penso que à altura: Tim Roth e Bill Nighy.

 

Penso que Roth consegue realmente ter um ar absolutamente louco sem o ser realmente. Tem qualquer peso em si, qualquer mágoa no olhar que pode ser liberta mas nunca esquecida pela cólera insana.

Nighy, admito, foi uma escolha pensada num paralelo com um personagem já interpretado por si. Tal como Adamastor, também Davy Jones (Pirates of the Caribbean) se viu traído e enganado pela mulher que amava e consequentemente preso a uma terrível maldição. Nighy esteve espantoso pelo que faria aqui também, sem dúvida, um belo trabalho.

 

Liv Tyler é outra daquelas actrizes que tem naturalmente um ar de deusa ou ninfa: pele muito clara, olhos azuis expressivos e longos cabelos aliados ao talento inegável apresentam-se como as grandes justificativas para Tétis.

 

--- ---

 

Terminada a narrativa de Vasco da Gama, o Canto VI inicia-se a armada larga de Melinde com um piloto que os deverá guiar até Calecute (Índia).

 

Entretanto, Baco desce até aos mares, ao reino do deus Neptuno, a fim de conseguir convencer os deuses marinhos a intentar contra os portugueses. Neptuno manda reunir o Consílio dos Deuses Marinhos onde o discurso de Baco consegue convencer os presentes da necessidade de destruír a frota antes que esta atinja os seus objectivos.

Eolo (deus dos ventos) é então ordenado a soltar os ventos provocando uma violentíssima tempestade.

 

 

Se num filme com a presença de deuses Ian McKellen não representar um deles não sei se seria concebível. O homem tem qualquer coisa de deus não haja dúvida; um carisma especial. Os cabelos muito brancos e os olhos azuis fundos lembram o mar. Quem melhor que ele para o próprio deus do Mar, Neptuno?

 

--- ---

 

Enquanto isto se passa, os portugueses nada pressentem e com o objectivo de enganar o sono começam a contar histórias (das quais se destaca o episódio dos Doze de Inglaterra, contado por Fernão Veloso). Sem aviso, a tempestade chega destruíndo velas e mastros. Em pânico e sentido-se perdido, Vasco da Gama apela às divindades.

Mais uma vez, Vénus atende o pedido, enviando as suas ninfas para seduzirem os ventos e os acalmarem. Terminada a tempestade (e o Canto), a armada avista finalmente as terras da Índia!

 

*** *** ***

 

O próximo post descreverá os últimos 4 Cantos do épico de Camões, bem como as suas personagens centrais. Estamos quase a chegar ao fim da nossa grande aventura lusa!Portugal está prestes a fazer história.

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2 comentários

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De Filipe Machado a 18.02.2009 às 23:45

Não há mesmo palavras... Excelente trabalho!!!
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De thesubsidal a 19.02.2009 às 00:40

Que epopeia que aqui vai!
Excelente artigo e grande criatividade!

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