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"Truly songs and tales fall utterly short of your enormity, Oh Smaug, the Stupendous"


 

Uma Viagem Inesperada” que começou devagar, devagarinho e que ganha novo ritmo e vida num desenvolvimento a toque de caixa.

 

The Hobbit - The Desolation of Smaug” retoma os acontecimentos do seu predecessor, com Bilbo Baggins e os seus companheiros anões liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho numa jornada (aparentemente) interminável até à Montanha Solitária - um dia o epicentro do poder e reino dos Anões, mas que é agora retida pelo poderoso dragão Smaug.

 

 

Baseado nos capítulos intermédios de “The Hobbit”, notas e escritos suplementares de J.R.R. Tolkien e algum material originalmente criado pelos argumentistas Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro, “The Desolation of Smaug” parece um capítulo mais livre para expandir e explorar de forma mais energética e viva o universo criado. Desta feita não há horas de indecisões, de anões presos em casa e a entoar cânticos ancestrais, de complacências ou exposições excessivas. Aqui há ação, dinâmica e uma narrativa mais confiante e completa. Nesse sentido, virtualmente todos os aspetos de “The Desolation of Smaug” representam uma forma de melhoria sobre o primeiro capítulo, que tinha servido para estender algumas das piores tendências de Peter Jackson em “The Lord of the Rings”.

 

É verdade que a fábula compacta de Tolkien continua a não ser totalmente bem servida pela abordagem esticada e grandiosa de uma trilogia, mas “The Desolation of Smaug” está cheio de sequências de ação inventivas, encontros dramáticos que propiciam o envolvimento emocional com a história, (que, inclusive, foi um dos traços que levou “The Lord of the Rings” a tornar-se um fenómeno cultural tão ressonante) e acontecimentos que servem, efetivamente, para avançar a história. Todavia, é impossível não notar mais uma vez – ainda que em menor grau do que no primeiro episódio – o inchaço obrigado da narrativa (afinal são apenas 300 páginas para três filmes) e uma tentativa de criação de mitos pouco graciosa e fluída.

 

 

Outro dos problemas que parece continuar a perseguir esta nova saga é que a sua demanda não tem a mesma urgência e gravidade que a campanha de “The Lord of the Rings”, e muita da sua luta trava-se com inconsistências de tom e estrutura. Inspirado num material declaradamente mais leve e juvenil, “The Hobbit” convulsa-se para incluir a mesma negritude que pairava sobre “The Lord of the Rings”, e muitas vezes, Jackson parece mais preocupado em construir uma prequela com sentido para este último, do que propriamente investir-se na adaptação da obra literária.

 

Não obstante, a alegria do realizador em oferecer um sentido de escapismo único continua contagiante, num mergulho fantástico de entretenimento descarado. A sua lente lustrosa prossegue varrendo a Nova Zelândia com o mesmo charme de sempre, acrescentando-lhe um aspeto de outro mundo, ainda que este seja, visualmente e em termos imagéticos, a adaptação mais cinzenta do universo edificado pelas palavras de Tolkien.

 

 

O departamento de CGI é novamente o segundo personagem principal a auxiliar na construção deste deslumbrante universo, criando passagens, ambientes e paisagens de cortar a respiração. A sequência da fuga da prisão que evoluiu para uma evasão na água com barris de madeira exemplarmente coreografada e digna de um parque temático é repetidamente referida como um dos pontos altos das ocorrências, mas uma outra passagem entusiasmante e envolvendo aranhas gigantes de Mirkwood poderá também levar os mais convictos aracnofóbicos a necessitar de uma dose extra de calmantes entre as pipocas.

 

Continuando neste departamento, e se em “An Unexpected Journey” uma particular sequência com um personagem gerado por computador muito querido à audiência se tornou instantaneamente o momento de ouro desse filme, o mesmo não pode ser dito com total justiça de “The Desolation of Smaug”. Enquanto o encontro com Gollum no primeiro filme se construiu de um misto de maravilha tecnológica, interpretações ricas e diálogo fabuloso, o muito esperado confronto entre Bilbo e Smaug acaba por ficar uns furos atrás em alguns departamentos. É divertido, ameaçador e incrivelmente tenso, colorido por uma criatura incapaz de resistir à sua própria vaidade mas enquanto a magnificência técnica parece crescer de filme para filme e a inspiração do casting de Benedict Cumberbatch ser inegável, fica a sensação de que alguém se apaixonou pela voz e discurso do dragão, que, à semelhança de vilões de outros blockbusters perde demasiado tempo na sobre-exposição detalhada dos seus planos e pensamentos.

 

 

E ainda no departamento técnico, todavia, vale também a pena apontar que, já como tinha sucedido em “An Unexpected Journey”, muitos métodos utilizados em “The Lord of the Rings” foram alterados, como seja a utilização de imagens geradas por computador para dar vida a Orcs que um dia foram interpretados por duplos. Com movimentos demasiado fluídos e, por vezes, a desafiar a física, são pequenos pormenores menos felizes que marcam negativamente o trabalho geralmente fenomenal de um departamento de outro mundo.

 

A nível de elenco, reservamo-nos a destacar a continuação de sólido trabalho de Martin Freeman, que torna o seu Bilbo cada vez mais interessante, não só à medida que descobre, aos poucos, a sua coragem, mas também conforme desvenda as magnéticas e perigosas propriedades do artefacto que ganhou a Gollum no primeiro capítulo – o anel.

 

O restante elenco cumpre largamente as suas responsabilidades, devendo ainda prestar-se o devido reconhecimento à novata Evangeline Lilly que torna uma personagem algo supérflua e sem consequências justificáveis na história (além de uma espécie de romance cliché e desnecessário) numa presença muito bem-vinda.

 

 

Com um final que é a verdadeira definição de um cliffhanger, e cuja resolução chegará a 17 de dezembro de 2014, “The Desolation of Smaug” é uma aventura excitante no geral, e mais um filme de grandes momentos do que um grande filme. Tal como “The Hunger Games – Catching Fire”, existe alguma dificuldade em julga-lo sem a possibilidade de assistir ao quadro completo.

 

Com um final abrupto, que surge no exato momento em que mais ansiamos ver o que acontece a seguir, o entusiasmo e investimento que consegue imprimir na audiência é algo que “An Unexpected Journey” nunca conseguiu fazer. E só por isso já vale a pena roer as unhas até ao próximo Natal.

 

 

7.5/10

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