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Point-of-View Shot - Força Ralph (2012)

por Catarina d´Oliveira, em 12.11.12

 

 

"I'm bad, and that's good, and that's not bad, there's no one I'd rather be than me."

 

Não é que 2011 tenha sido um ano para esquecer para o Cinema de animação… mas a verdade é que não foi dos mais brilhantes. Até ao momento, e em muitas instâncias, para alegria da criança dentro de nós, 2012 parece desejar ardentemente restaurar a alma do convento.

 

As comparações são inevitáveis, portanto mais vale despachá-las já: se cruzássemos ‘Toy Story’ com ‘Tron’ à vista de uma lente de 8 bits, não haveríamos de aterrar muito longe de ‘Wreck-It Ralph’, a nova animação da Disney que, enquanto se regozija com a homenagem declarada ao estilo retro, o combina com o estado-de-arte da tecnologia.

 

 

Ralph é um vilão hercúleo de um jogo (Fix-It Felix Jr.) onde tem de destruir os edifícios que o herói Felix constrói. Contra todas as expetativas, o colosso não passa, no entanto, de um tipo simpático encurralado na personagem que lhe coube interpretar. Um dia, cansado de ser o mau da fita, Ralph abandona o seu jogo para tentar mostrar aos colegas que tem bom coração. Mas ao invadir outros jogos cheio de boas intenções e na busca de uma desejada medalha de “herói”, acaba por despoletar uma série de consequências que põem em risco todos os jogos vizinhos.

 

É um dos filmes familiares mais inventivos e divertidos do ano e, porventura, a animação mais viva e alegre, que fará os miúdos arrastar os graúdos para as salas. Ou talvez até seja ao contrário. Mas pouco importa a mecânica de como se lá chegou. O que importa é ir ver, pôr a moeda na máquina e deixar-se levar pela mistura amorosa de aventura e nostalgia incrustada num verdadeiro ensaio sobre a amizade e a moralidade.

 

 

 

Apelará a gostos dos mais pequenos “encantáveis” pela vida do filme, dos gamers convictos que passaram anos a fugir dos fantasmas do Pacman, e dos comuns mortais, que sem vícios ou engenho para passar para o nível seguinte, apenas procuram uma tarde ou um serão divertido, culminado com uma mensagem que importa.

 

É claro que por mais amor que se tenha à “cultura gamer”, este não chega para construir um bom filme – como em várias instâncias vimos confirmar-se, dado que é um “género” cinematográfico com uma “taxa de mortalidade crítica” como nenhum outro. É necessária também uma história que faça a viagem valer a pena, e que, enquanto se mostra apaixonada pela cultura que homenageia, não a usa como desculpa para descuido noutros departamentos.

 

 

 

Wreck-It Ralph’ pode situar-se no mundo dos vídeo jogos, mas o cerne da sua premissa encontra razão de viver num paradigma clássico – aquele da “viagem do herói”.

 

E é neste sentido e outros que a última aventura da Disney reflete muito do ethos e pathos da “vizinha” Pixar – o que não é de admirar, uma vez que John Lassetter (realizador de Toy Story 1 e 2) é o diretor criativo da Pixar e da Walt Disney. Nos últimos anos, e sobretudo com a supremacia da animação Pixar, tem-se colocado a questão se a Disney alguma vez voltará a recuperar o seu estatuto no Cinema do género. O tempo não volta para trás, mas com “Tangled” e “Wreck-It Ralph” parece querer voltar a revelar-se como uma potentíssima força a ser reconhecida.

 

 

 

Rich Moore (veterano do pequeno ecrã, tendo dirigido vários episódios de 'Simpsons' e 'Futurama') aborda esta “aventura jogável” com uma técnica considerável, sendo capaz de interligar elementos distantes (onde se incluem diferentes tipos de animação) numa história afetante sobre um mau-da-fita solitário que só queria ser visto como herói.

 

A nível narrativo, e apesar do tom entusiasmante, o trecho final sente-se enfraquecido e alguns elementos do enredo acabam resolvidos atabalhoadamente. A história é menos focada que uma generosa parte dos “clássicos” Pixar, mas é uma explosão de alegria pura que culmina com uma mensagem positiva e clara, sem ser demasiado expositiva. Phil Johnston e Jennifer Lee, que trabalharam a partir de uma história do próprio Johnston, Rich Moore e Jim Reardon criam uma teia exuberante de personagens que não mais queremos largar.

 

 

 

Entre bits e bytes, as paisagens e novos mundos são do mais espetacular que a Disney tem visto na última década. O design e a animação, sem serem pioneiros ou revolucionários, são especialmente deliciosos e imaginativos. O ambiente arcade produzido pela equipa de “Ralph” mistura jogos verdadeiros que conhecemos de cabeça e coração com jogos fictícios mas tão familiares que podíamos jurar a pés juntos que nos tinham feito valer aquela moeda de 25 tostões. Relativamente à banda sonora original é pontuada por efeitos sonoros deliciosos a lembrar a magia arcade, e a banda sonora “adicionada”, podemos dizê-la eclética, com escolhas que vão desde Skrillex a Rhianna.

 

Por fim, e no que respeita às performances vocais – ainda só assisti à versão portuguesa – e apesar de Pedro Laginha não parecer uma escolha óbvia para o gigantesco protagonista, a verdade é que se trata de uma interpretação viva, com nuances e surpreendentemente adequada. Carla Garcia ataca com unhas e dentes a concorrência de Sarah Silverman no original, criando a sua própria versão de Vanellope, que rouba autenticamente cada cena que protagoniza.

 

Quanto à sua dinâmica enquanto personagens animadas, é a dupla protagonista mais dinâmica e interessante desde… bom, talvez desde Woody e Buzz.

 

 

 

O coração ou a alma não se fingem, ou copiam, ou falsificam. Técnicas, estruturas, traços de personagens, dispositivos de enredo podem ser reproduzidos. O coração e a alma, não.

 

O coração e alma são conjuntos de aspetos que se combinam num conglomerado mágico, capaz de forçar um sorriso na expressão mais taciturna, ou de introduzir a sensação de uma bola na garganta, que instantaneamente humidifica os olhares mais sensíveis.

 

E ‘Wreck-It Ralph’ tem coração e alma para dar e vender.

 

8.5/10

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