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Ok, isto não é bem um desabafo, é mais um esclarecimento, mas não me queria por a arranjar mais tags diferentes para o blog - desculpem, às vezes não tenho imaginação para tudo.

 

Há dias começou a circular na web que Michael Fassbender disse que "mostrar o pénis e urinar no ecrã" lhe custou um Oscar. É verdade, é capaz de ter custado e também é verdade que ele o disse, mas todo o "bom" jornalista gosta de tirar uma frase do contexto e de fazer um escabeche com a coisa.

 

 

Numa entrevista recente à GQ, o ator de origem germânica pôs tudo em pratos limpos.

 

Quando questionado sobre a célebre cena em Shame onde é visto a urinar - e a urinar a sério, não é nada com tubinhos a aldrabar - Fassbender admitiu-se orgulhoso de o ter conseguido fazer, acrescentando, entre gargalhadas:

 

"aquele xixi custou-me o Oscar". 

 

Deixando o tom de brincadeira, Fassbender elaborou sobre as razões pelas quais o filme de Steve McQueen não chegou à Academia...

 

"na América têm demasiado medo do sexo, e foi por isso que ele não foi nomeado"

 

 

Depois, num ato de impensável sinceridade, Fassbender acrescentou, sobre o caso particular da sua ausência nos Oscars, na categoria de Melhor Ator...

 

"Prometeram-me o paraíso! No início as pessoas dizem ' Vais aos Oscars' e tu ficas do género, 'tanto faz, não importa, não acho que vá'. Mas a certa altura começa a penetrar. E depois de um bocado começas a pensar 'eu vou aos Oscars...'. E depois começas a acreditar. E eu acreditei. Eu pensei que ia lá estar. E depois descobri que não ia, e fiquei chateado. Fiquei muito chateado. A primeira reação foi 'what the fuck...?' (...) É uma questão de vaidade. Acaba por se tornar importante para ti. E não devia."

 

Fassbender termina dizendo que aprendeu uma boa lição.

 

*** *** ***

 

Não precisamos de muito tempo para ultrapassar a fase da presunção - por nítida que seja a qualidade de alguma coisa, fica sempre mal dizermos que estamos/estavamos a espera de algo como consequência. Mas a verdade é que quando nos orgulhamos de algo que fizemos, às vezes, e talvez só às vezes, esperamos reconhecimento - ainda que nos esforcemos por fazer transparecer que "o ganho está no processo e no resultado, não no que os outros acham dele", sendo certo ou errado, às vezes o facto de alguém querer celebrar o nossos sucessos diz-nos MESMO alguma coisa, e acaba por ser MESMO importante para nós. Pouca gente há a admiti-lo.

 

Olhando para o quadro completo, acho que não foi só Fassbender quem aprendeu uma lição. Nós também aprendemos; e foi uma lição que raras vezes nos chega de Hollywood: uma lição de coragem, mas sobretudo de honestidade.

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7 comentários

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De css a 17.05.2012 às 12:18

Um magnífico texto que contextualiza uma confissão que no fundo é algo que todos sentimos, num momento ou outro da nossa vida.

A humilde confissão parece-me alinhada com o filme que vi e que considero ser um dos maiores dos últimos tempos.

Da sua leitora, um muito obrigada pela partilha e pela constância que, muitas vezes, é resultado dos maiores sacrifícios de uma "blogger".

Inspiração para posts há muita, mas a constância (que pouco é reconhecida) é que efectivamente mais trabalho dá.
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De Catarina d´Oliveira a 17.05.2012 às 12:24

css,

a humildade e franqueza da confissão foi o que mais me impressionou, e como já andava farta de tirarem pedaços do que ele disse sem contextualizar, resolvi esclarecer. Quanto ao Shame, foi também um filme que me impressionou imenso - até devo cá deixar a review um dia destes, por ocasião do lançamento da versão em dvd em Portugal, que está marcada lá para meados de Junho.

quanto às restantes palavras, deixo o meu mais sincero agradecimento, porque sem participações como a sua, seria muito mais complicado manter este espaço. Obrigada e espero que continue a passar por cá! :)
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De css a 17.05.2012 às 12:37

Sempre!
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De suzi a 17.05.2012 às 13:58

Na realidade todos nós trabalhamos por algum motivo, mas todos esperamos reconhecimento, está implícito. É característica do ser social. Gostei muito do filme, muito mesmo, mas é óbvio que é um bocadinho 'hard core' para a Academia!
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De Catarina d´Oliveira a 17.05.2012 às 14:18

Suzi, subscrevo completamente. É claro que o reconhecimento não pode ser a força motriz do que fazemos, mas um momento ou outro, é até normal (penso eu) que esperemos alguma coisa, especialmente quando sentimos que fizemos algo bem feito - mas são realmente poucas as pessoas que o admitem.

Quanto ao filme, sim também acho um pouco hardcore para a Academia e até entendo a sua ausência no "Melhor Filme", mas ignorar o Fassbender em detrimento de outros cuja performance foi claramente menor pareceu-me excessivo... =/
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De Loot a 17.05.2012 às 14:03

Foi a primeira coisa que pensei quando li a notícia, estamos numa era em que há muitos jornalistas oportunistas e com poucos escrúpulos. Até o podia ter dito mas antes de começar a atirar pedras valia a pena conferir.

Cada vez mais confio menos no que leio sobre estes assuntos. Gostei do post.
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De Catarina d´Oliveira a 17.05.2012 às 14:21

Loot,

a cobertura da GQ foi muito porreira, achei toda a entrevista muito digna, com bastante decoro e não dando especial proeminência a este episodio. O pior foi o que terceiros fizeram desta entrevista... isso para mim, e sinceramente, nem é jornalismo. é uma mutação qualquer marada de jornalismo que não também não gosto nada. irra...

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