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Point-of-View Shot - Rage (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 19.04.11

  

"Humans are, quite simply, the greatest destroyers of all time"

 

Rage é um exame minucioso ao poder da internet e da era das confissões compulsivas; um aviso feito a um ambiente saturado de informação que confere poder aos jovens que sabem de cor as linhas e curvas do universo cibernético, deixando os adultos reféns da sua ignorância.

 

A premissa é simples: um estudante entrevista uma série de pessoas durante a Semana de Moda de Nova Iorque, filmando-as com o seu telemóvel. Neste ano em particular, o hype é ainda maior, uma vez que ocorrem homicídios e todos são suspeitos e vítimas figurativas.
Primando pela simplicidade, Rage revela o lado mais negro da beleza. Ao utilizar computadores e telemóveis como meio principal de disseminação, Sally Potter reconhece o espectador como o principal componente da história, mantendo-se em cheque com a cultura on-demand actual. Estamos afinal a olhar para um ecrã, ou para um espelho?

 

  

É claro que toda a envolvência é pouco verosímil: na vida real, é difícil que um jornalista de uma publicação renomada obtenha mais do que cinco minutos de conversa com os entrevistados, mas em Rage, o estudante Michelangelo arranca vários e demorados depoimentos de todos. Mas o melhor que fazemos é nem deixar que este pequeno (grande) pormenor nos afecte.

 

Como uma crítica séria do mundo da moda, o argumento oferece pouca visão (real) ou subtileza. Se juntarmos todos os discursos, não chegamos a conclusões diferentes daquelas que já tínhamos encasquilhadas na cabeça (sejam elas verdadeiras ou não): a moda, apesar de produzir indubitavelmente maravilhas, é explorativa, oca e muitas vezes má para a figura da mulher.


Mas creio que o objectivo primordial fosse introduzir insight sobre este universo “grotesco” da moda. Rage é de facto um magnífico porta retratos das suas caricaturas estereotipadas, algumas bem vívidas e divertidas, muito por culpa dos próprios actores e das suas faces e maneirismos.

 

  

A experiência de Potter é astuta: o centro da narrativa é um homicídio mas, em vez de investigar o que aconteceu, a realizadora detalha as reacções pessoas de pessoas diversas ligadas à indústria da moda com a tragédia.

 

À primeira vista, estaríamos perante um ensemble de luxo: um elenco de 1ª linha a contracenar num drama passado no universo animal da moda. Mas não houve ensemble nenhum, por assim dizer – cada actor representou sozinho, e obtivemos assim uma série de monólogos ditos directamente para a câmera, acompanhados de close-ups enquadrados num background colorido.

 

O maior atributo de Rage é a sua simplicidade, e Potter desafia a fascinação da nossa era pela alta tecnologia ao enfatizar as suas limitações.

 

 

É uma visão desconstruída de designers, relações públicas, modelos, fotógrafos e outros, todos envolvidos nas graças do dinheiro, celebridade, poder e furor.

 

O espectador é posto no lugar de Michelangelo já que este não tem nenhuma identidade associada. A sua identidade torna-se a de quem ele filma – como os vê e como se projectam na câmera.

 

7/10

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