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"That's how it starts. The fever... the rage... the feeling of powerlessness that turns good men cruel"

 

 

Permitam-me a indulgência de uma pequena viagem no tempo. Estávamos no esquizofrénico e atarefado ano de 2007 quando tudo começou.

 

O terrível Massacre de Virginia Tech tinha arrasado o mundo, o Futebol Clube do Pinto da Costa preparava-se para conquistar um novo campeonato, a pequena Maddie McCann não deixou rasto na praia da Luz, o primeiro episódio de Mad Men foi para o ar na AMC, o Cavaco já era a nossa múmi...Presidente, a Britney Spears rapou o cabelo e um filme protagonizado por Will Smith previu o futuro.

 

Todos estes são temas merecedoras de extensas teses de investigação, particularmente o colapso emocional da um dia considerada Princesa da Pop, mas para efeitos de eficácia e proximidade ao tema, vamos focar-nos no último.

 

Em “I am Legend”, Smith é um sobrevivente de um apocalipse em Nova Iorque, e algures na cidade destroçada pode ser visto um enorme billboard com um logótipo de Batman Vs. Superman datado de 15-05-2010. O peculiar easter egg nada mais significou do que um mero exercício de divertida futurologia, mas curiosamente, em pleno 2016, o saldo de apocalipses alimentado por criaturas de péssimo CGI continua felizmente negativo, contudo, a titânica profecia cinematográfica concretiza-se com o atraso e toda a pompa e circunstância que lhe seria adivinhada.

 

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Cronologicamente falando, “Batman V. Superman: Dawn of Justice” é apenas o segundo filme na cronologia do Universo Cinematográfico da DC Comics, seguindo de muito perto os acontecimentos do primeiro – “Man of Steel” (2013). Abre-se o pano com a célebre, (anti)climática e estupidamente destrutiva batalha de Super-Homem contra o General Zod vista pelo ponto de vista de Bruce Wayne – e as semelhanças com uma espécie de 11 de setembro à vista do Ground Zero não são totalmente inocentes.

 

Volvidos dois anos dos fatídicos acontecimentos, Wayne, que entretanto colocou as vestes negras de combate ao crime na reforma, ainda culpa o alienígena com tiques de Deus pelos milhares de inocentes mortos no intergaláctico incidente, e será este ódio (e potencial ciúme pelo tratamento religioso que Kal-El recebe pela imprensa e população generalizada) que alimentará o violento confronto entre o Cavaleiro das Trevas e o Homem de Aço... pelo menos até ao eventual aperto de mãos resolvido em questão de minutos e necessário em face de males maiores (e mais horripilantes) trazidos a bom porto pelo vilão Lex Luthor.

 

Há algures entre os escombros de Metropolis um filme fascinante sobre a fenda ideológica e moral que divide Batman do Super-Homem, mas muito provavelmente, Zack Snyder não era o homem para o fazer. A economia e a nuance nunca foram os seus fortes e as questões que coloca são demasiado óbvias – e mesmo assim, nem sempre com lógica ou resposta - mas há créditos que lhe são merecidos: o homem sabe fazer um filme grandioso.

 

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Grande em todos os sentidos e mais alguns, “Batman V. Superman” é uma orgia de ação fantasiosa que é um deleite para os olhos – alguns momentos são mesmo de inequívoca e gloriosa poesia visual. Para quem procura escala e beleza em esteroides, não deverá sair defraudado, mas no ponto da história em que estamos no ciclo de Super-Heróis nascidos e criados em Hollywood... será o suficiente?

 

A promessa inicial é bastante auspiciosa, toldando a mente e o espírito de dois dos grandes heróis dos nossos tempos com emoções tão humanas como o ódio e o medo do desconhecido. Todavia, e ainda que o célebre mano-a-mano seja uma espécie de escrito religioso para os aficionados da B.D., “Batman V. Superman” não o serve particularmente bem. Volvidas duas horas e meia de muita conversa, porrada grossa e buracos que tornam o argumento uma espécie de estrada de cabras, o resultado não deixa de se revelar pouco satisfatório – suficiente para manter o interesse, mas incapaz de induzir o delírio por uma realidade fantástica para onde, na verdade dos factos, não conseguimos ser sugados.

 

A divisão moral entre os dois heróis é eficientemente delineada, denotando-se uma clara tentativa de exploração dos motivos humanos e filosóficos da história. No entanto, perde-se repetidamente entre o estilo bombástico e um exagerado sentido de grandiloquência que se inunda na sua própria mitologia, tornando-se assim difícil avaliar Batman V. Superman. Se, por um lado, nunca transcende o ponto de se tornar uma experiência verdadeiramente memorável e plena, por outro, também é demasiado competente e grandioso para poder ser apelidado de desastre.

 

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De facto, o peso sobre os ombros desta produção é quase sobrehumano; até para a aliança entre o mais poderoso dos nossos amigos alienígenas e o mais “acessorizado” dos heróis – estamos a olhar para ti, utility belt. É que o titã cinematográfico de Zack Snyder não representa apenas a primeira adaptação cinematográfica de um confronto épico para abalar todas as eras mas também a rampa de lançamento oficial para o Universo Expandido da DC Comics. É uma tarefa geralmente ingrata, a de estabelecer a base sobre o qual vai assentar um império que, para já, tem cerca de outras 10 produções agendadas. Torna-se isto portanto uma espécie de maleita crónica, sofrendo-se das consequências da necessidade de lotar o enredo de sub-plots (para já) desnecessários, cameos metidos a martelo e estabelecer bases do universo cinematográfico a metro (ou quilómetro).

 

Surpreendentemente e contra todas as críticas que se vieram acumulando desde o anúncio do seu casting, Ben Affleck revela-se um sólido sucessor de Christian Bale, ainda que o seu Bruce Wayne seja largamente mais complexo que o seu Batman - apesar de se identificar como uma variação intrigante do Cavaleiro das Trevas (mais brutal do que bruto), entra em colisão com alguns dos princípios fundadores do personagem, mais precisamente a sua “regra única” contra a morte dispondo uma série de preocupantes disposições sádicas que o colocam perigosamente perto do precipício que se eleva entre um anti-herói e um vilão assumido.

 

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Do outro lado da barricada, e apesar de ser possivelmente o mais imponente e fisicamente capaz de todos os Super-Homens, Henry Cavill continua a hercúlea e desmerecida tarefa de levar avante a história daquele que será, por ventura, também o mais taciturno de todos eles. Cavill, que já provou os seus dotes de charme, timing cómico e carisma em filmes como “The Man from U.N.C.L.E.”, parece sofrer aqui uma vez mais das limitações criativas impostas pelo arco do personagem que perde muita potencialidade por abandonar toda a leveza pontual que lhe conhecíamos de outras incursões e que fazia, inclusivamente, a separação (agora virtualmente inexistente) entre a persona de collants e o atrapalhado jornalista do Daily Planet – assim fica a parecer mais uma benevolente pedra de collants e capa... mas uma pedra atraente, ainda assim.

 

O elenco secundário traz melhores, ainda que breves, surpresas, com Amy Adams a ter ligeiramente mais tempo de antena e ação com a sua Lois Lane e Jeremy Irons a criar um contraponto forte com o Alfred de Michael Caine na saga de Christopher Nolan, sendo desta feita não tanto um mordomo mas um sardónico e seco companheiro no (combate ao) crime de Batman. Todavia, o grande destaque vai invariavelmente para a (quase) estreante Gal Gadot, a ex-Miss Israel que também cumpriu serviço militar no Exército durante dois anos. A sua Wonder Woman é a primeira incursão de sempre da personagem no grande ecrã, mas apesar do tempo limitado em cena, chega para deixar no ar um perfumado carisma e sentido de mistério que acompanharemos com curiosidade até à estreia do seu episódio a solo, agendado já para o próximo ano.

 

De parte das apreciações positivas deixa-se ficar o Lex Luthor de Jesse Eisenberg, que está destinado a dividir opiniões. Numa espécie de versão vilanizada do seu Mark Zuckerberg em “The Social Network”, Eisenberg assume uma posição de quase-cartoon que apesar de extremamente distrativa, pontualmente exagerada e dificilmente levada a sério (especialmente no contexto de contacto próximo e persuasivo com líderes de nação), não só permite o vislumbre psicótico dos seus motivos quase teológicos como parece ser, na verdade, a única pessoa que parece estar a divertir-se no ecrã, o que por si só já vale um pontinho de honra.

 

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Nos limites balança da apreciação, “Batman V. Superman” contém vários elementos positivos e extremamente merecedores de recomendação, mas também deficiências demasiado óbvias para ignorar.

 

Não é caso para dizer que, no mundo de hoje, todos os filmes de Super-Heróis devam ser como os da Marvel – equilibrando ação, história e gravidade com uma leveza assumida na forma de one-liners para a posteridade. De facto, cada herói tem a sua história e a transformação cinematográfica da DC tem vindo a apostar mais no lugar cinzento da psique dos seus heróis, abordando temáticas mais cerebrais e, digamos assim, pesadas. Na maioria das interpretações, os filmes da DC têm-se diferenciado dos demais com os seus heróis a observar as suas habilidades e obrigações de salvação não propriamente como um dom, mas um fardo e um ponto motriz capaz de criar as mais nefastas consequências.

 

Essa conceção é tremendamente interessante, e potencialmente até mais capaz de, em matérias de analogia, dizer algo sobre nós, Homens e Mulheres do mundo real. Todavia, nada disso pode ou deve significar a perda do sentido de entretenimento, de positiva anarquia, de escapismo, de gozo de fazer e oferecer Cinema.

 

Tomando as palavras de outro habitante, de outra interpretação, do mesmo universo: why so serious?

 

 

6.5/10

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Close-Up Soap Awards 2016 - 5ª Edição | Vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 03.03.16

Lembram-se de vos ter dito que a cerimónia dos Close-Up Soap Awards 2016 ia ter lugar no dia 25 de fevereiro? Epá devo ter dormido muito bem nesse dia, porque essa previsão era deveras positiva... mas aqui estou eu, uma semana mais tarde, a trazer-vos resultados requentados - mas que fiz questão de dar um calorzinho no microondas!

 

Apertem os cintos porque esta é a 5ª Edição dos Soap Awards!!!

 

[ovação de pé durante 17 minutos]

 

Agora que já sossegamos, vamos aos highlights da cerimónia que, tal como os primos pobres da Academia norte-americana (os Óscares), esteve muito marcada por vitórias em diversas categorias de Mad Max: Fury Road.

 

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George Miller papou uma série de SOAPs importantes (na verdade foram quatro, não era assim tão difícil de contar...), incluíndo o muito cobiçado Melhor Blockbuster. Evidentemente, também o já célebre Doof Warrior levou um merecido galardão pela sua participação rica em elementos WTF no filme de Miller, e dizem os rumores que já foi avistado a guitarrar no seu carro de guerra com um prémio na mão!

 

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Outro dos protagonistas da cerimónia deste lusco-fusco (porque se fosse fazer à noite esta trampa acabava muito tarde!) foi Ex-Machina, cuja inteligência artificial na forma de Alicia-Está-Nos-Filmes-Todos-Vikander deu a volta a muitos e bons cinéfilos. Mas não foi só a esbelta sueca que fez o serão dos votantes, já que também os moves sensualões de Oscar Isaac lhe valerão o láureo de Rei da Pista de Dança 2016.

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E já que falamos em reis, porque não dar também o devido destaque a uma das grandes estrelas mediáticas do final do ano de 2015? Não, não estamos a falar do Donald Trampa, mas sim, claro está, do urso de The Revenant. Ao que conseguimos apurar, o mamífero que chegou a roupa ao pelo de DiCaprio no filme de Alejandro Iñárritu tem nome e chama-se Leopoldo Machado. Leopoldo subiu ao palco com pompa e circustância para a primeira ovação da noite, prestada em reconhecimento pelo seu excelso papel secundário no épico de lama e partes baixas geladas do realizador mexicano.

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 Por fim, não podemos deixar de guardar um parágrafo de destaque para 50 Shades of Grey, que, basicamente, ganhou quase todos aqueles prémios que ninguém queria ganhar. Quando subiu ao palco para agradecer uma das estatuetas, Jamie Dornan (o Christian Grey) apresentou-se apenas de ceroulas temáticas e agradeceu a distinção de forma categórica: "i was fifety shades of fucked up, now i'm fifety shades of... soap".

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Enfim, é o que temos e foi uma cerimónia muito gira e muito animada e coiso e tal portanto rezem para, no próximo ano, serem convidados para o evento cinematográfico mais in de 2017.

 

Até lá, deixo-vos com a lista completa de vencedores dos Close-Up Soap Awards 2016.

 

*** *** ***

 

Melhor Filme que não foi Nomeado para o Oscar de Melhor Filme

Ex-Machina

 

 

Melhor Filme que Provavelmente Muita Gente Não Viu

As Mil e Uma Noites (3 Volumes) 

 

 

Pior Filme que poderá vir a ser chamado de “Oscar-Winning”

50 Shades of Grey (Melhor Canção Original)

 

 

Melhor Blockbuster

Mad Max: Fury Road

 

 

(Pior) Blockbuster da Loja do Chinês

EX AEQUO: Fantastic Four & Jupiter Ascending

 

 

Filme que não nos atrevemos a tocar nem com um pau de três metros

Mortdecai

 

 

Pior filme para veres com os teus pais e avós

50 Shades of Grey

 

 

Melhor Twist: ou Oh diabo, pensei que este filme fosse sobre outra coisa…

EX AEQUO: Tangerine (sobre fruta) & What We Do in the Shadows (sobre masturbação em locais públicos... à noite)

 

 

Melhor Dinossauro

Arlo, de The Good Dinosaur

 

 

Inteligência Artificial? Oh que %€?”#$%#”, se soubesse tinha ficado quieto

Ex-Machina

 

 

Rei/Rainha da Pista de Dança

Oscar Isaac, em Ex-Machina

 

 

Melhor desfibrilhação para franchises adormecidos

Mad Max: Fury Road

 

 

A Moda do Ano

Recuperar Franchises

 

 

Melhor Cameo

Daniel Craig, em Star Wars: The Force Awakens

 

 

Melhor Utilização de Banda Sonora Não Original

Straight Outta Compton

 

 

Melhor título de um filme que também serviria na indústria pornográfica

Get Hard

 

 

Melhor Indie que tresanda a Indie (em bom)

Me, And Earl, And the Dying Girl

 

 

Maior Momento WTF?

O guitarrista, de Mad Max: Fury Road

 

 

A Linha de Diálogo mais Ridícula de 50 Shades of Grey

“Because I’m fifty shades of fucked up, Anastasia.” (Christian Grey)

 

 

Linha de Diálogo que anima o espírito

“What a lovely day!” – Mad Max: Fury Road

 

 

Prémio Especial - Pôr água na fervura (Eles queriam nomeações a Óscar mas só levaram rebuçados)

Beasts of No Nation

 

 

Prémio Especial - Antidepressivos para que vos quero

Room

 

 

Prémio Especial – Não estou nada a chorar! Foram as cebolas!

“Leva-a à lua por mim, ok?” (Bing Bong), em Inside Out

 

 

Prémio Especial – “Nossa, que biolência!”

O ataque do urso, em The Revenant

 

 

Prémio Especial – Omnipresença

Alicia Vikander (The Danish Girl, Burnt, The Man from UNCLE, Testament of Youth, Ex-Machina, The Seventh Son, Son of a Gun)

 

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Se não vivem debaixo de uma pedra - opção que não coloco totalmente de lado à partida - já deverão conhecer todos os 24 vencedores da 88ª edição dos Oscars da Academia e já devem estar emocionalmente recuperados do facto de o Leonardo DiCaprio ter, finalmente, conseguido a sua estatueta depois de anos e anos a fazer tudo e mais alguma coisa no grande ecrã - incluíndo encharcar-se em drogas, interpretar uma pessoa com deficiência e um amor impossível perdido no oceano gelado.

 

Posto isto, estamos então todos prontíssimos para avançar na nossa análise habitual da cerimónia - mas não é aquela análise detalhada e atenta a todos os pormenores da cerimónia mais mediática da sétima arte... é mesmo aquela análise rasca que se auxilia de GIFs, Memes e Vídeos para arrancar à força views dos 13 leitores habituais deste blog. Na verdade, talvez sejam só 7, mas vamos a isto!

 

*** *** ***

 

Estavamos perto das 23:00 quando começou a emissão da passadeira vermelha e nestes momentos iniciais, nunca sabemos muito bem o que esperar da noitada que se avizinha...

 

 

 

No entanto, decidimos colocar alguma fé no potencial da cerimónia e assumimo-nos entusiasmados pelas possibilidades da noite...

 

 

 

Um dos destaques da cerimónia foi Jacob Tremblay - o adorável protagonista de Room que estou, neste exato momento a tentar adotar

 

 

 

Vejam como o garoto rejubila com o glamour hollywodesco... imagine-se o que não seria se viesse morar comigo para a Trafaria!

 

 

 

No entanto, o único local mais animado além da red carpet dos Oscars naquele momento era a boa da internet, que conforme as estrelas iam chegando, ia fazendo das suas...

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Alicia Vikander e o seu jovial vestido amarelo não passaram despercebidos e a atriz sueca não fugiu a duas recorrentes comparações com duas famosas personagens da Disney/Pixar...

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Jared Leto que se destaca sempre pela diferenciação num mar de homens virtualmente todos iguais também tratou de levar no lombo...

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Mas ninguém levou mais ódio que Heidi Klum - em sua defesa digo: não é fácil uma pessoa vestir-se às escuras...

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Mas um dos momentos mais ridículos da red carpet estava guardado para Whoopi Goldberg, quando foi confundida com a Oprah pela Total Beauty 

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A empresa bem tentou apagar o tweet que fez mas, amigos...na internet é para sempre, temos pena, portanto os print screens perdurarão para sempre e o vosso ridículo também, graças ao senhor.

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Evidentemente, seguiram-se vários comentários relacionados com a bronca

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Mas o meu favorito...

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Mas felizmente o Jacob Tremblay está sempre disponível para ser o ser mais amoroso à face da Terra e salvar a alma do convento...

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Mas parou tudo. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet chegaram e pousaram juntos para as fotografias e o mundo teve um orgasmo coletivo.

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Por falar em DiCaprio, decerto que estavam todos como nós nesta altura, em ansiosa expectativa por aquele que viria a ser um dos momentos da noite...

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Mas até lá ainda faltavam longas horas, razão mais do que suficiente para que alguns famosos levassem consigo uma boa merenda que os ajudasse a chegar ao fim da noite. Bryan Cranston levou uma bolacha épica que teve um fim pouco feliz...

 

 

 

 

Mas Charlize Theron foi a pessoa mais honesta relativamente à fomeca que se passa em cada uma destas cerimónias...

 

 

 

 

Estavamos a breves momentos de iniciar a nossa maratona noturna, pelo que era o momento perfeito para os últimos preparativos e as últimas selfies de manta, à lareira, com comida de merda...

 

 

 

 

Tudo a postos para o arranque? Vamos à chamada? Equipa Mad Max? Presente! Equipa The Revenant? Presente. Equipa The Danish Girl...

 

 

 

 

 

Tudo alapado e pronto para o arranque. Abrimos caminho com o monólogo de Chris Rock, que sem grandes surpresas, não ataca a temática das condições ideais para a plantação da ervilha em estufa mas sim... 

 

 

 

 

O tema do racismo dominou toda a cerimónia e deu azo a várias piadas acídicas...

 

 

 

Mas a minha favorita foi a trancada épica na Jada Pinkett Smith

 

 

 

 

 O discurso fechou com a promessa de diversidade ao longo da noite e oh senhores se isso não foi verdade...

 

 

 

 

 Começamos com uma muito inspirada montagem de alguns filmes do ano com "intrusos" que promoviam a diversidade de género (mas que na verdade foram só afro-americanos)

 

 

 

 

Um destaque extra para Tracy Morgan que fez uma imitação perfeita de metade da performance de Eddie Redmayne...

 

 

 

 

 

Depois de ter sido uma das involuntárias protagonistas da red carpet, Whoopi Goldberg voltou à carga, criticando desta feita Joy

 

 

 

 

E estabelecendo uma verdade absoluta sobre uma história adaptada à realidade afro americana que pudesse ser considerada à realidade do Oscar...

 

 

 

 

Destas críticas nem o Leonardo & Cia. se escaparam...

 

 

 

 

Mas às tantas as piadas já eram tantas que o discurso sobre a diversidade se foi ridicularizando ao longo da noite, assumindo o ponto alto da idiotice na absurda aparição de Stacey Dash...

 

 

 

 

 

E eu que nem simpatizo com o The Weeknd, senti a sua dor...

 

 

 

 

Mas regressemos às coisas positivas: Alicia Vikander levou um muito merecido Oscar para casa e é, sem dúvida, a sueca mais bronzeada que eu vi na vida.

 

 

 

 

Por esta altura, a cerimónia decorria leve, com humor e sem grandes precalços. Até o Stallone estava a curti-las...

 

 

 

 Bom, pelo menos até ao momento da verdade...

 

 

 

 

Ainda no início da noite, Mark Rylance surpreendeu tudo e todos a levar o Oscar de Melhor Ator Secundário no lugar de Sly...

 

 

 

 

O pessoal ficou possesso na internet, mas Frank Stallone fez um ótimo trabalho ao envergonhar o irmão com uma saga de tweets profundamente ressabiada e, portanto, hilariante

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Mas não foi ele o único a dar bandeira perante a sua tremenda infelicidade. Por esta altura Alejandro Iñárritu ainda não tinha perdido cerca de 674 Oscars para Mad Max, portanto estava bem disposto...

 

 

 

Mas quando a responsável pelo guarda-roupa de Mad Max subiu ao palco para receber o seu galardão, o realizador mexicano amarrou bem o burrinho.

 

 

 

Mas tudo ficou bem no mundo porque a senhora cagou no assunto e vestiu este fantástico blusão com diamantes... porque sim.

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E George Miller aprovou.

 

 

 

Quem também deu o aval à escolha foi Ali G - ou a nova tentativa de Sasha Baron Cohen de ser definitivamente banido da cerimónia...

 

 

 

Por esta altura, a cerimónia precisava de um empurrãozinho, e de forma ligeiramente desinspirada, Chris Rock tentou recuperar o momento da pizza de Ellen Degeneres com o momento da venda das bolachas das filhas...

 

 

 

A audiência até gostou da ideia, porque entrar para aqueles vestidos esterlicadinhos significa muita larica na barriga...

 

 

 

E toda a gente fez fila para comprar uma caixa...

 

 

 

Tanto que não chegou para todos e Matt Damon teve de partilhar o seu tesouro com Christian Bale que depois d' O Maquinista jurou para nunca mais passar fome daquela.

 

 

 

Já o Leonardo... parece que não partilhou.

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E a internet não perdoou, mais uma vez...

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 Se soubesse não me tinha posto a merendar antes da atuação do Sam Smith da canção nomeada do 007 - Spectre que, perdoem-me o palavreado, foi uma valente merda pingada. Ele próprio admitiu...

 

 

 

Mais entusiasmante e emocionante foi o momento musical de Lady Gaga...

 

 

Em "Til it happens to you", subiram ao palco dezenas de vítimas de assédio sexual numa apresentação que deixou muitos membros da audiência de lágrima no canto do olho...

 

 

 

À saída do palco, Brie Larson deu-nos mais uma razão para sermos seus fãs, ao cumprimentar e abraçar CADA UM dos participantes na performance...

 

 

 

Estava tudo alinhado para que uma cantiga bonita ganhasse a noite mas....

 

 

 

oh que merda esta....

 

 

 

A pior canção de Bond de sempre com um Oscar.

 

 

 

Ficamos assim, então, Academia.

 

 

 

Deixemos que a alegria musical nos chegue através da colossal vitória de Ennio Morricone na categoria de Melhor Banda Sonora Original (The Hateful Eight)...

 

 

 

 

E vendo o querido Ennio com uma lágrima a aceitar este prémio há tanto merecido, fiquei com desejos de o adotar também!

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Por falar em adorável: eis um rápido tutorial de como arruinar a participação de crianças asiáticas adoráveis na cerimónia:

 

 

 

 

Oh Ryan, lá tivemos de recorrer a ti para mais um daqueles momentos WTF...

 

 

 

Mas ei, os Minions chegaram para animar a malta!

 

 

 

Ou...quase toda a malta.

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 Mas esta noite também serviu para recordar grandes momentos de infância... como aqueles que passamos com Woody e Buzz <3

 

 

 

 

E também com R2-D2 e 3CPO e.... ai!!! O Jacob a ser adorável outra vez!!

 

 

 

Já me acalmei. Entretanto, entre os aborrecidos apresentadores que normalmente preenchem as noites dos Oscars, aparecem sempre aqueles que secretamente desejamos que um dia apresentem a cerimónia... como a dupla Steve Carell e Tina Fey.

 

 

 

Será que este momento teve algo a ver com isto...?

 

 

 

De todo o modo, nenhum apresentador hipotético gerou tanta mobilização online como o brilhante Louis C.K.

 

 

A sério... ponham-no a apresentar tudo.

 

 

 

Mas também pode ser o Jacob...

 

 

 

 

 A sério... eu vou eventualmente acalmar-me, mas o puto é glorioso.

 

 

 

 

E quando Brie Larson venceu o Oscar de Melhor Atriz, a cumplicidade entre os dois derreteu toda a gente...

 

 

 

Entretanto o Iñárritu lá ficou com melhor cara...

 

 

 

Mas a esta hora já só tinhamos uma coisa na cabeça - DiCaprio - pelo que nem ouvimos nada do discurso dele...

 

 

 

 

Chegou o momento. Depois de dias a ver e rever todas as ocasiões em que DiCaprio NÃO VENCEU, eis o dia, ei-lo!!!

 

 

 

Ele não disse, mas estava assim por dentro.

 

 

 

O reconhecimento foi geral e merecido...

 

 

 

 

Inclusive do seu excelso coprotagonista...

 

 

 

Mas Kate Winslet aplaudiu com o fervor que todos nós sentíamos...

 

 

 

 

 E o nosso rapaz não desiludiu com um discurso fantástico e consciente.

 

 

 

E a Kate Winslet continuava a ser todos nós.

 

 

 

Foi uma boa viagem, kid.

 

 

 

 

Bem vindo ao fim dos memes! Ou será que...?

 

 

 

 

A noite já ia longa e só nos faltava um prémio. Para surpresa de uns, e confirmação de outros, Spotlight foi o vencedor da categoria mais cobiçada. E Michael Keaton manteve o nível com um elaborado "fuck yeah!!!" enquanto mascava a sua já famosa chicla de menta.

 

 

 

A sério, é mesmo famosa.

 

 

 

 

Reparem como a mastiga com vigor... podíamos ficar nisto durante horas...

 

 

 

Mas aproveitamos este momento para relembrar o momento em que Morgan Freeman retira selvaticamente as bolachas da mão de Chris Rock. A fome é negra... e isto não é uma piada racista.

 

 

 

 

Resumindo e concluindo, Julianne Moore deixou a sua apreciação sobre uma cerimónia tépida, mesmo envolvida em muita polémica...

 

 

 

Jacob, estamos combinados para o ano? Apresentas? Sim? Boa!

 

 

 

 

 ... se por acaso o Jacob e o Louis C.K. não puderem, deixo uma terceira alternativa de host em aberto....

 

 

 

Até para o ano malta...

 

 

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Oscars 2016: Vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 01.03.16

Já não é notícia para ninguém, mas na verdade sentia-me extremamente mal por não ter isto no blog, portanto finjam-se surpreendidos para todos os efeitos: decorreu no passado Domingo a mais recente cerimónia dos Oscars da Academia

 

Feitas as contas, os galardões distribuíram-se por várias aldeias, dando espaço para uma ou outra surpresa entre o lote de vencedores, nomeadamente Ex-Machina, que levou a melhor sobre Mad Max:Fury Road na categoria de Melhores Efeitos Visuais. Mas o filme de George Miller não foi a chorar para casa: de facto, arrecadou umas espantosas seis estatuetas técnicas que não fazem vergonha a ninguém.

 

Spotlight foi considerado o Melhor Filme e Argumento Original enquanto The Revenant valeu a Iñárritu o segundo Oscar consecutivo de Melhor Realizador e a implosão total e absoluta da internet: a vitória de Leonardo DiCaprio na categoria de Melhor Ator.

 

spotlight-best-picture-oscars.jpg

 

Eis a lista completa de vencedores:

 

Melhor Filme: "Spotlight"

Melhor Realizador: Alejandro G. Iñárritu

Melhor Ator Principal: Leonardo DiCaprio, em "The Revenant"

Melhor Atriz Principal: Brie Larson, em "Room"

Melhor Ator Secundário: Mark Rylance, em "Bridge of Spies"

Melhor Atriz Secundária: Alicia Vikander, em "The Danish Girl"

Melhor Canção Original: "Writing's on the Wall", de "007 - Spectre"

Melhor Banda Sonora: Ennio Morricone, de "The Hateful Eight"

Melhor Filme Estrangeiro: "Son of Saul"

Melhor Documentário: "Amy"

Melhor Argumento Original: Josh Singer, "Spotlight"

Melhor Argumento Adaptado: Adam McKay, "The Big Short"

Melhor Fotografia: Emmanuel Lubezki, de "The Revenant"

Melhor Montagem: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Mistura de Som: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Montagem de Som: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Guarda-Roupa: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Design de Produção/Cenografia: "Mad Max: Fury Road"

Melhor Caracterização: "Mad Max: Fury Road"

Melhores Efeitos Visuais: "Ex-Machina"

Melhor Curta-Metragem (Live-Action): "Stutterer"

Melhor Curta-Metragem (Documentário): "A Girl in the River: The Price of Forgiveness"

Melhor Curta-Metragem (Animação): "Bear Story"

 

ct-oscars-2016-photos-20160228.jpg

 

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