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Close-Up Soap Awards 2014 - 3ª Edição - Vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 27.02.14

 

 

Com um dia de atraso e porque no próximo Domingo decorre a cerimónia dos Oscars e não queria que nenhuma estrela faltasse porque prefere dar um pulinho à cerimónia cá do burgo (entre Trafaria e L.A. acho que se trava uma luta profundamente injusta), realizou-se esta tarde a 3ª Edição dos Close-Up SOAP Awards. Se por alguma razão inexplicável não se lembrarem dos nomeados, podem revê-los aqui.

 

Academia Portuguesa de Artes Mais ou Menos Cinematográficas já contou os votos de quase 150 membros votantes e os vencedores foram decididos, mas mesmo quem foi para casa de mãos a abanar teve a noção de que esteve num evento cujo único objectivo era honrar a indústria cinematográfica, que tantas alegrias nos dá todos os anos, mas também algumas tristezas e, ocasionalmente, dores nos rins ou até patologias mais graves... além de a celebrar, se calhar gozar respeitosamente um bocadinho com ela também.

 

Mas vamos a resultados, que até há momentos só o senhor que nos faz os envelopes com os vencedores é que sabia - é triste, mas o senhor dos envelopes sou eu, com um bigode farfalhudo de colar, portanto talvez seja melhor ser uma senhora dos envelopes.

 

Além de "Rush" ter sido o surpreendente vencedor na categoria de MELHOR FILME QUE NÃO FOI NOMEADO PARA O OSCAR DE MELHOR FILME, "La Vie d'Adèle" levou para casa o segundo galardão mais apetecido da cerimónia na categoria de MELHOR FILME QUE PROVAVELMENTE MUITA GENTE NÃO VIU. Infelizmente ninguém apareceu para reclamar o prémio e dizem os rumores que a Adèle ficou em casa a encher a barriga (e os cantos da boca) de massa e chocolates.

 

Aparecendo de semblante pesado e taciturno que talvez se justifiquem pela ausência em categorias relevantes nos Oscars, Llewyn Davis reclamou dois prémios para o filme dos irmãos Coen deixando no discurso a promessa de que o filme pornográfico não estaria fora da mesa se isso significasse estar, no próximo ano, entre os principais nomeados aos AVN Awards, ou como melhor são conhecidos... Os Oscars na Pornografia.

 

Por falar em pornografia, Leonardo "Belfort" DiCaprio partilhou algumas lágrimas de reconhecimento durante a cerimónia, agradecendo a esta por ser praticamente a única Academia que reconhece o seu trabalho.
O renascimento de Matthew McCaunaghey também não passou ao lado do evento, tendo o ator texano jurado solenemente nunca mais voltar às comédias românticas e filmes de ação palermas que quase lhe comeram a carreira de uma forma pouco simpática ou recomendável.

 

 

Por fim, e sem necessitar de grandes comentários adicionais... James Franco apareceu nestes preparos.

 

 

Mas porque já vamos com chacha e conversas a mais... vamos então relevar a lista completa de vencedores dos Close-Up Soap Awards 2014.

 

*** *** ***

 

MELHOR FILME QUE NÃO FOI NOMEADO PARA O OSCAR DE MELHOR FILME

“Rush”

 

MELHOR FILME QUE PROVAVELMENTE MUITA GENTE NÃO VIU

“La Vie d’Adèle”

 

MELHOR BLOCKBUSTER

“The Hunger Games: Catching Fire”

 

MELHOR BLOCKBUSTER DA LOJA DO CHINÊS

“After Earth”

 

PIOR FILME PARA VERES COM OS TEUS PAIS E AVÓS

“Nymphomaniac”

 

FILME QUE NÃO NOS ATREVEMOS A TOCAR NEM COM UM PAU DE TRÊS METROS

“Grown Ups 2”

 

A TENDÊNCIA DO ANO

McConascência

 

MELHOR PERSONAGEM SECUNDÁRIA QUE É INEQUIVOCAMENTE MAIS ‘FIXE’ QUE O PROTAGONISTA

Loki (em oposição a Thor), em “Thor: The Dark World”

 

MELHOR CAMEO

Channing Tatum, em “This is the End”

 

MELHOR PERFORMANCE ANIMAL

A girafa em “The Hangover III”

 

MELHOR PRESENÇA DA CASA BRANCA NUM FILME

“Lee Daniels’ The Butler”

 

MELHOR TÍTULO DE UM FILME QUE TAMBÉM SERVIRIA NA INDÚSTRIA PORNOGRÁFICA

“Inside Llewyn Davis”

 

MELHOR (MONSTRO, EPIDEMIA, CRIATURA) DESTRUIDOR DA CIVILIZAÇÃO

Os zombies atletas olímpicos, em “World War Z”

 

MELHOR ORGANIZADOR DA FESTA PARA NOS DESGRAÇAR A VIDA

“The Great Gatsby”

 

REI/RAINHA DA PISTA DE DANÇA

Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), em “The Wolf of Wall Street”

 

MELHOR UTILIZAÇÃO DA BANDA SONORA NÃO ORIGINAL

Empate: “Inside Llewyn Davis” & “The Wolf of Wall Street”

 

MELHOR GUARDA-ROUPA NUM FILME QUE NÃO SEJA PASSADO NO ANTIGAMENTE

“The Hunger Games: Catching Fire”

 

MELHOR ITEM DE VESTUÁRIO/ACESSÓRIO RESISTENTE A QUALQUER CONTENDA

Chapéu do Gandalf, em “The Hobbit: the Desolation of Smaug”

 

MELHOR MOMENTO A PUXAR P’RÁ LÁGRIMA TAMBÉM PATROCINADO PELO “ARREPIO NA ESPINHA”

Victory Tour – Paragem no Distrito de Rue, em “The Hunger Games: Catching Fire”

 

MAIOR MOMENTO WTF?

Cameron Diaz numa sessão de sexo voraz com um carro, em “The Counselor”

 

‘LOOK AT MA SHIT!’ AWARD

“The Wolf of Wall Street”

 

LINHA DE DIÁLOGO QUE ANIMA O ESPÍRITO

“Hermione just stole all our sh*t” (“This is the End”)

 

PRÉMIO ESPECIAL – HOMICÍDIO EM PRIMEIRO GRAU À ARTE DO PHOTOSHOP

Empate: Posters de “Grudge Match” & “Grown Ups 2”

 

PRÉMIO ESPECIAL – ANTIDEPRESSIVOS PARA QUE VOS QUERO

“12 Years a Slave”

 

PRÉMIO ESPECIAL – ‘NOSSA, QUE BIOLÊNCIA!’

O castigo de Patsey, em “12 Years a Slave”

 

PRÉMIO ESPECIAL – OMNIPRESENÇA

James Franco [9 créditos]

 

**** ****

 

FIM
[para o ano há mais!]

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Snorricam - A contenda das espargatas continua

por Catarina d´Oliveira, em 27.02.14

Primeiro veio o Van Damme, depois o Channing Tatum, e depois... o Chuck Norris.

 

Tem sido uma batalha de proporções épicas, e que não se trava com armas, socos ou pontapés que desafiam a gravidade... mas com a graciosidade de uma espargata e a dureza extrema das condições em que cada uma delas se desenvolve.

 

Depois de ter sido posto no chinelo por Chuck Norris, Van Damme (pelas mãos do utilizador do Youtube, Linh Mai) leva a luta para outro nível, praticamente intocável: o espaço.


Agora resta ao Chuck tentar a sua espargata no Olimpo, entre as narinas de Deus.

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Point-of-View Shot - Nebraska (2013)

por Catarina d´Oliveira, em 27.02.14

 

"Receptionist: Does he have Alzheimer's?
David Grant: No, he just believes what people tell him."

 

Quando recebe pelo correio uma carta de um sorteio duvidoso, Woody Grant, um homem bastante rabugento e mal-humorado pensa que ficou rico e tenta convencer um dos filhos a viajar até ao Nebraska para reclamar a sua fortuna. Decidido a passar algum tempo com o pai, David sabe que o conduz para uma deceção, mas talvez seja o choque com a realidade que Woody precisa. Com paragens pelo caminho e reencontros familiares inesperados que oferecem uma luz especial sobre o passado, “Nebraska” narra, ao longo de quatro estados e com alguma dose de humor sarcástico, histórias da vida familiar em pleno coração da América.

 

Quase como uma versão moderna de “Dom Quixote de La Mancha”, “Nebraska” opõe as considerações delirantes de um protagonista à beira da senilidade com a dura realidade. Nunca sendo um retrato cruel ou de propósitos meramente satíricos, o filme de Alexander Payne constrói-se do desejo de permitir ao seu árido protagonista um último momento de dignidade, quando esta parece já tê-lo abandonado há muito, e para sempre.

 

 

Apesar de ser o primeiro filme de Payne não escrito por ele – aqui foi Bob Nelson quem fez as honras – “Nebraska” é “payniano” de uma ponta à outra, dando maior primazia às falhas de comunicação do que propriamente ao diálogo e alimentando, inclusive, a noção generalizada no cinema de Payne de que o ambiente e o tom podem falar mais alto do que a própria história. O truque dos contrastes aparentes volta a entrar em jogo – depois do energia vibrante havaiana esconder as duras verdades em “The Descendants”, aqui é uma realidade monocromática e quase austera que encobre um núcleo morno e doce.

 

A belíssima fotografia a preto-e-branco – que não parece menos contemporânea por isso – sugere, em perfeita sincronia com o argumento. Não é propriamente uma versão atualizada do Sonho Americano, porque esse, não obstante as crenças cegas de um desejo de mudança e sucesso, foi-se perdendo, algures no tempo, quem sabe numa daquelas beiras de estrada do interior. O que subsiste é o mito.

 

 

June Squibb rouba praticamente todas as cenas que protagoniza, mas o verdadeiro coração de “Nebraska” está evidentemente ancorado à corajosa performance de Bruce Dern, que ganhou mesmo o prémio de Melhor Ator no Festival de Cannes do ano passado. O mecanismo utilizado para explicar Woody e o seu estado é delicioso - ao invés de flashbacks ou confissões palavrosas, são os encontros ao longo do caminho que o mostram como alguém que se mostrou disposto a compromissos e sacrifícios imensos que justificam hoje o seu alheamento, e os silêncios e olhares distantes de Dern falam mais alto do que qualquer discurso.

 

Apesar de empático e esclarecido quanto ao seu papel na trama, Will Forte (ex-membro do SNL) não deixa de parecer algo deslocado ao lado da Dern e Squibb, especialmente se considerarmos que atores como Paul Rudd, Casey Affleck e Bryan Cranston foram considerados para o papel de David.

 

 

Tendo seguido praticamente toda a filmografia de Alexander Payne, tenho dificuldade em compreender o apelo, a distinção como um dos grandes realizadores americanos contemporâneos. Os seus filmes nunca chegaram até mim – desenvolvi um “ódio de estimação” muito particular a “The Descendants” – ou eu nunca cheguei até eles, a pontos de os conseguir ver como obras completas, totalmente maduras ou absolutas.

 

Mas não obstante o contínuo sentimento de que o Cinema de Payne parece sempre algo incompleto e rascunhado, existe algo intensamente profundo da possibilidade de acompanhar esta viagem predestinada ao longo das estradas americanas. O verdadeiro impacto dos seus pequenos momentos, aparentemente desconexos e pouco significantes, só se regista mais tarde, numa retrospetiva íntima e encantadora – Payne compreende que são os entretantos, os não-acontecimentos que alimentam o grosso da nossa existência.

 

 

É difícil declarar que “Nebraska” é um filme negativista ou derrotista. Não o é exatamente. Mas é uma fatia da vida que o brilho de Hollywood, da cultura pop e do brilho da fantasia do sucesso tentou cobrir com uma espessa pasta de ilusões. Por baixo permanece um bolo que nem é muito bom, nem é muito mau, mas uma receita estranha e falhada, cuja figura imponente na montra apenas abriu alas a uma peculiar desilusão.

 

A lotaria da vida parece estar ao virar da esquina, à distância de um mero toque. Às tantas, o nosso momento de glória parece ter chegado, e tem os ares de revolução monumental… mas materializa-se apenas numa miniatura agridoce.

 

 

Nebraska” pode aparecer assim um sujeito de envergadura pesada, que por vezes se arrasta languidamente. É tudo parte de um plano, de uma visão que nos pretende trazer de volta à realidade, furar a cobertura e olhar à volta do mundo aborrecido e cinzento que nós – os comuns mortais que representam 99% da população mundial - habitamos.

 

No final de contas, creio que será a sua própria experiência, visão de vida e estado de espírito a ditar o seu ponto de vista sobre o mais recente filme de Alexander Payne. Porque aqui o sonho pode pensar que comanda a vida, mas a vida trata sempre de o por no seu lugar.

 

 

8.0/10

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