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Snorricam - Idosos recriam cenas icónicas

por Catarina d´Oliveira, em 23.01.14

Um lar de idosos alemão - mais especificamente, o Contilia Retirement Group em Essen - resolveu criar o calendário mais awesome de sempre, onde coloca alguns dos seus elementos a recriar famosas cenas de filmes.

 

Brilliant stuff!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Close-Up Soap Awards 2014 - 3ª Edição - Nomeados

por Catarina d´Oliveira, em 17.01.14

 

Há um ditado egípcio que diz que "toda a gente tem medo do tempo; mas o tempo tem medo das pirâmides".

 

Isto não tem nada a ver com nada, mas achei que ficava bonito partilhar um ditado sobre o tempo quando reparei que já vamos na 3ª Edição dos SOAP Awards, organizados pelo Close-Up. "E o que são os Soap Awards?", perguntam vocês que por alguma matreirice do destino ainda não os conhecem.

  

Ora os Soap Awards são, basicamente, os prémios de CINEMA que vão celebrar coisas que mais ninguém celebra nas cerimónias oficiais, mas que merecem reconhecimento. Os prémios são, pois com certeza, fictícios e a cerimónia não vai além da secretária do meu quarto, que por sinal está bem desarrumada...

 

 

É, no entanto, da minha crença que é muito mais divertido recordarmos o que de melhor (e pior) se fez no Cinema com a colaboração e contributo de todos, do que propriamente ao escarrapachar uma daquelas listas intermináveis com as minhas opiniões verborreicas pouco atestadas.

 

Para que esta cerimónia fictícia seja o mais participativa possível, pedia-vos que colaborassem comigo e me ajudassem a distinguir os melhores dos melhores... e dos piores... votando (em todas as categorias que puderem, mas não obrigatoriamente em todas). Mas mesmo!

 

Quero atempadamente pedir-vos desculpa se tiver ocorrido alguma omissão grave, quer nos nomeados ou nas próprias categorias – basicamente a escolha foi baseada em cinco fatores:

- filmes estreados pela primeira vez em 2013;

- filmes que vi (este ano vou tentar ver mais, prometo) ou conheço o suficiente para mandar uma ou outra bujarda;

- a minha fraca memória, que decerto acabou por excluir muita coisa que aqui devia estar;

- algumas dicas que alguns amigos cinéfilos me foram dando (particularmente, os meus estimadíssimos Tiago Mourão e Tiago Ramos que ajudaram a criar algumas categorias);

- a tentativa de manter uma lista de nomes conhecidos e reconhecidos o suficiente para esta brincadeira ter piada e o máximo de pessoas possível poder votar com conhecimento de causa.

 

 

Quero recordar que esta "cerimónia" tem o único objetivo de nos divertir e todos são vencedores, até os que aqui não estão.

 

Porque almejamos sempre ao mais glamouroso, os vencedores serão anunciados durante o dia 26 de Fevereiro.

 

E agora, sem mais demoras... minhas senhoras e meus senhores, o link para a votação está AQUI e os nomeados (com fotografias e bonecos para ajudar a identificar) são:

 

 

 (ATENÇÃO este artigo pode conter, ou melhor, contém mesmo imensos spoilers)

 

 

MELHOR FILME QUE NÃO FOI NOMEADO AO OSCAR DE "MELHOR FILME"

 

 

  • “Before Midnight”
  • “Rush”
  • “Blue Jasmine”
  • “Inside Llewyn Davis”

 

 

 

 

MELHOR FILME QUE PROVAVELMENTE MUITA GENTE NÃO VIU

 

  • “La Vie d’Adéle”
  • “Short Term 12”
  • “Stories We Tell”
  • “Upstream Color”
  • “Stoker”
  • “The Act of Killing”
  • “A Touch of Sin”

 

 

 

MELHOR BLOCKBUSTER

 

  • “The Great Gatsby”
  • “Star Trek: Into Darkness”
  • “The Man of Steel”
  • “The Hunger Games: Catching Fire”
  • “Fast & Furious 6”
  • “Iron Man 3”
  • “The Wolverine”
  • “Pacific Rim”

 

 

 

 

MELHOR BLOCKBUSTER DA LOJA DO CHINÊS

 

  • “R.I.P.D.”
  • “After Earth”
  • “Mortal Instruments: City of Bones”
  • “G.I. Joe Retaliation”

 

 

 

 

PIOR FILME PARA VER COM OS MEUS PAIS E AVÓS

 

  • “The Wolf of Wall Street”
  • “La Vie d’ Adèle”
  • “Nymphomaniac – Volume 1”
  • “Spring Breakers”
  • “Adore”

 

 

 

 

FILME QUE NÃO NOS ATREVEMOS A TOCAR NEM COM UM PAU DE TRÊS METROS

 

  • “Grown Ups 2”
  • “A Madea Christmas”
  • “Battle of the Year”
  • “The Smurfs 2”
  • “Ronal Barbaren”

 

 

 

 

A TENDÊNCIA DO ANO

 

  • McConascência (ou o renascimento de Matthew McConaughey)
  • Guias de Sobrevivência (“Gravity”, “Captain Phillips”, “Al lis Lost”, “The Purge”, “You’re Next”, “Olympus Has Fallen”, “White House Down”, “The Hunger Games: Catching Fire”)
  • No futuro estamos bem f***** (“Elysium”, “Oblivion”, “Pacific Rim”, “After Earth”)
  • Preto e Branco (“Nebraska”, “Frances Ha”, “Much Ado About Nothing”; “A Field in England”; “Escape from Tomorrow”)
  • Londres parece um bom lugar para destruir (“G.I. Joe: Retaliation”, “Star Trek Into Darkness”, “Fast & Furious 6”, “Thor: The Dark World”, “Closed Circuit”)
  • Inspiração em Contos Infantis (“Jack the Giant Slayer”; “Epic”; “Oz: the Great and Powerful”; “Hansel & Gretel: Witch Hunters”)
  • Obras de Arte e Maroscas (“Trance”; “La Migliore Offerta”; “Hodejegerne - Headhunters”)

 

 

 

 

MELHOR PERSONAGEM SECUNDÁRIA QUE É INEQUIVOCAMENTE MAIS 'FIXE' QUE O PROTAGONISTA

 

  • Crystal (em oposição a Julian), em “Only God Forgives”
  • Alien (em oposição às miúdas), em “Spring Breakers”
  • Samantha (em oposição a Theodore), em “Her”
  • Loki (em oposição a Thor), em “Thor: The Dark World”
  • Tauriel (em oposição a toda a gente) em “The Hobbit: The Desolation of Smaug”
  • Rosalyn & Sydney (em oposição a Irving Rosenfeld) em “American Hustle”

 

 

 

 

MELHOR CAMEO

 

  • Channing Tatum, em “This is the End”
  • Michael Cera, em “This is the End”
  • Stan Lee, em “Iron Man 3”
  • Bruce Campbell, em “Evil Dead” (pós-créditos, ver aqui)
  • Ian McKellen e Patrick Stewart, em “The Wolverine” (pós-créditos, ver aqui)

 

 

 

 

MELHOR PERFORMANCE ANIMAL

 

  • A girafa em “The Hangover III”
  • O gato em “Inside Llewyn Davis”
  • O peixe em “The Wolf of Wall Street”
  • Os tubarões em “Sharknado”

 

 

 

 

MELHOR PRESENÇA DA CASA BRANCA NUM FILME

 

  • “White House Down”
  • “Olympus Has Fallen”
  • “Lee Daniel’s The Butler”
  • “Iron Man 3”
  • “G.I. Joe Retaliation”

 

 

 

 

MELHOR TÍTULO DE UM FILME QUE TAMBÉM SERVIRIA NA INDÚSTRIA PORNOGRÁFICA

 

  • “Mama”
  • “Jobs”
  • “Inside Llewyn Davis”
  • “Pacific Rim”
  • “Trance”
  • “Los Amantes Passajeros”

 

 

 

 

MELHOR (MONSTRO, EPIDEMIA, CRIATURA) DESTRUIDOR DA CIVILIZAÇÃO

 

  • O tornado de tubarões, em “Sharknado”
  • Os zombies atletas olímpicos, em “World War Z”
  • O espaço, em “Gravity”
  • Os Kaijus, em “Pacific Rim”
  • A má vida, em “Spring Breakers”

 

 

 

 

MELHOR ORGANIZADOR DA FESTA QUE NOS VAI DESGRAÇAR A VIDA 

 

  • “The Great Gatsby”
  • “La Grande Bellezza”
  • “This is the End”
  •  “21 & Over”

 

 

 

 

REI/RAINHA DA PISTA DE DANÇA

 

  • Biaggio, em “The Kings of Summer” (vídeo aqui)
  • Jordan Belfort, em “The Wolf of Wall Street” (gif animado aqui)
  • Theodore, em “Her”
  • Rosalyn, em “American Hustle” (gif animado aqui)
  • Frances, em “Frances Ha”

 

 

 

 

MELHOR UTILIZAÇÃO DE BANDA SONORA NÃO-ORIGINAL

 

 

 

 

 

MELHOR GUARDA-ROUPA NUM FILME QUE NÃO SEJA PASSADO NO ANTIGAMENTE

 

  • “The Hunger Games: Catching Fire”
  • “Blue Jasmine”
  • “Her”
  • “The Bling Ring”
  • “Spring Breakers”
  • “Stoker”
  • “La Grande Bellezza”

 

 

 

 

MELHOR ITEM DE VESTUÁRIO/ACESSÓRIO RESISTENTE A QUALQUER CONTENDA

 

  • Lenço de Brad Pitt, em “World War Z”
  • Chapéu do Gandalf, em “The Hobbit: the Desolation of Smaug”
  • As setas de Katniss, em “The Hunger Games: Catching Fire”
  • O penacho de Tonto, em “The Lone Ranger”

 

 

 

 

MELHOR MOMENTO A PUXAR P'RA LÁGIMA, TAMBÉM PATROCINADO PELO "ARREPIO NA ESPINHA"

 

  • O reencontro no café de Adèle e Emma, em “La Vie d’Adèle”
  • O salvamento, em “Captain Phillips”
  • Victory Tour – Paragem no Distrito de Rue, em “The Hunger Games: Catching Fire”
  • O momento em que Tim e o pai correm pela praia, em “About Time”
  • Todo o filme, em “Lee Daniel’s: The Butler”

 

 

 

 

MAIOR MOMENTO WTF?

 

  • A revelação do Mandarim, em “Iron Man 3”
  • Performance de “Everytime”, em “Spring Breakers”
  • O salto sobre-humano de Dom para salvar Letty, em “Fast and Furious 6”
  • As sessões de Karaoke do Mestre Chang, em “Only God Forgives”
  • Cameron Diaz numa sessão de sexo apaixonada com um carro, em “The Counselor”
  • O cameo de Martin Scorsese, em “One Direction: This is Us”
  • Todo o filme, em “Movie 43”

 

 

 

 

LOOK AT MA SHIT! AWARD – PREMIANDO A MAIOR PERVERSÃO DO SONHO AMERICANO

 

  • “The Great Gatsby”
  • “The Wolf of Wall Street”
  • “The Bling Ring”
  • “Spring Breakers”
  • “Pain and Gain”
  • “American Hustle”

 

 

 

 

LINHA DE DIÁLOGO QUE ANIMA O ESPÍRITO

 

  • I’m a firm believer in Karma, and I think this situation is a huge learning lesson for me.  I want to lead a country one day, for all I know” por Emma Watson, em “The Bling Ring”
  • Hermione just stole all our sh*t” por Danny McBride, em “This is the End”
  • "Young man, if it is your wish to handle ladies' undergarments, I suggest you take employment in a launderette" por Emma Thompson, em “Saving Mr. Banks”
  • "The only woman pretty enough to not wear makeup was Elizabeth Taylor, and she wore a ton." por Meryl Streep em “August Osage County”
  • "One of the perks of being over 35 is that you don't get raped as much" Por Julie Delpy em “Before Midnight”
  • Look at my sh*t!” por James Franco, em “Spring Breakers”
  • Today we are cancelling the Apocalypse!” por Idris Elba, em “Pacific Rim”
  • She was the Picasso of passive-aggressive karate” por Christian Bale em “American Hustle”

 

 

 

 

PRÉMIO ESPECIAL - HOMICÍDIO EM PRIMEIRO GRAU À ARTE DO PHOTOSHOP

 

  • Poster de “Grudge Match” (poster completo aqui)
  • Poster de “The Hobbit: the Desolation of Smaug” (poster completo aqui)
  • Poster de “The Heat” (poster completo aqui)
  • Poster de “The Wolverine” (poster completo aqui)
  • Poster de “Grown Ups 2” (poster completo aqui)

 

 

 

 

PRÉMIO ESPECIAL - ANTIDEPRESSIVOS PARA QUE VOS QUERO!

 

  • “12 Years a Slave”
  • “Blue Jasmine”
  • “Inside Llewyn Davis”
  • “Short Term 12”

 

 

 

 

PRÉMIO ESPECIAL – “NOSSA, QUE BIOLÊNCIA!”

 

  • O porradão que o Julian leva, em “Only God Forgives”
  • O castigo de Patsey, em “12 Years a Slave”
  • A moça que rasgou a cara, em “Evil Dead”
  • A potência dos “Lemmons” na moca de Jordan e Donnie, em “The Wolf of Wall Street”
  • As sessões de tortura, em “Prisoners”
  • A sessão de escalpe, em “Maniac”
  • O pénis do Demónio, em “This is the End”
  • A confissão de Jasmine às crianças, em “Blue Jasmine”

 

 

 

 

 PRÉMIO ESPECIAL - OMNIPRESENÇA

 

  • James Franco [“Interior. Leather. Bar.”; “Oz: the Great and Powerful”; “This is the End!”; “As I Lay Dying”; “Palo Alto”; “Child of God”; “Third Person”; “Homefront”; “Lovelace”]
  • Paul Giamatti [“Al lis Bright”; “The Congress”; “Turbo”; “12 Years a Slave”; “Parkland”; “Romeo and Juliet”; “Finding Mr. Banks”]
  • Melissa Leo [“The Necessary Death of Charlie Countryman”; “Olympus Has Fallen”; “Oblivion”; “Bottled Up”; “Prisoners”]
  • Benedict Cumberbatch [“Star Trek: Into Darkness”; “12 Years a Slave”; “The Fifth Estate”; “August Osage County”; “The Hobbit: the Desolation of Smaug”]

 

 

 

 

MEMBRO HONORÁRIO DA LIGA: "A MINHA ALMA ATÉ ABANDONOU O CORPO"

 

Campanha de marketing de bastante gosto e requinte de “Ronal Barbaren”

 

 

*** *** ***

 

 

Relembro que o voto de cada um de vocês é essencial para que esta iniciativa se torne um sucesso. Podem aceder ao formulário de votação AQUI (caso não estejam familiarizados com todas as categorias, podem votar apenas nas que desejarem). E aproveitem já que estão nisto para gostar da alegre página no facebook do blog.

 

Obrigada.

 

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Point-of-View Shot - Dallas Buyers Club (2013)

por Catarina d´Oliveira, em 16.01.14

 

I prefer to die with my boots on

 

Movido a combustível de mais uma magnética performance do renascido Matthew McConaughey, “Dallas Buyers Club” é a crónica de uma luta pela dignidade e aceitação movida pelo poder transformador da resiliência.

 

Ron Woodroof é um cowboy do Texas cuja vida sofre uma reviravolta quando, em 1985, lhe é diagnosticado o vírus da SIDA e previstos apenas 30 dias de vida. Vivem-se os primeiros momentos desta epidemia e os EUA estão divididos sobre como combater o vírus.

 

Ostracizado por muitos dos seus antigos amigos e sem acesso a medicamentos eficazes comparticipados pelo governo, Ron decide tomar conta do assunto e procurar tratamentos alternativos em qualquer parte do mundo por meios legais ou ilegais. Ignorando as regras estabelecidas, o empreendedor Woodroof une forças com um improvável grupo de renegados e marginalizados - que ele próprio teria evitado no passado - e estabelece um "clube de compradores" de enorme sucesso.

 

 

O argumento não se reserva a oferecer soluções ou declarações, recusando-se, inclusive, a tornar Woodroof num cavaleiro intocável ou um sagrado messias, mantendo os seus traços mais rudes e grosseiros enquanto ajuda a (não salvar, mas) prolongar incontáveis vidas condenadas. É esta, por ventura, a verdadeira beleza do filme de Jean-Marc Vallée – resiste à redenção e ao feel-good para contar uma história real, terna quando assim se pede, crua quando tem de o ser.

 

Mas além da trajetória algo clássica e previsível do argumento, que inclui um terceiro ato cujo ritmo pode ser questionado, “Dallas Buyers Club” é sobretudo um palco de interpretações que, apenas por si, valem o bilhete de entrada.

 

 

Há 20 anos, McConaughey entrou no mapa de Hollywood com uma surpreendente performance no clássico juvenil “Dazed and Confused”. A promessa era inestimável, mas de alguma forma, os anos 90 não o serviram de feição e a chegada do novo milénio marcou a definitiva viragem. Fazendo o desfile da praxe pelas comédias românticas e filmes de ação leve, McConaughey andou ocupado a ser uma Estrela e foi apenas na viragem da segunda década dos 2000 que resolveu tornar-se um (grande) Ator.

 

A ressurreição mais impressionante desta geração começou a passo calmo, em 2011 com o thriller “Lincoln Lawyer” e a surpreendente comédia indie “Bernie”. Mas entre 2012 e 2013 o jogo mudou de nível. Desde “Magic Mike” a “Mud”, não esquecendo uma carismática passagem por “The Wolf of Wall Street”, a coroação definitiva de McConaughey chega com “Dallas Buyers Club”.

 

A sua transformação física (perdeu mais de 20 kg) é apenas uma das camadas que atestam o seu compromisso à arte se criar uma personagem tão exigente e complexa como Ron. McConaughey é hipnotizante em todas as cenas, não facilitando no retrato de um homem duro e calejado, e um dos grandes anti-heróis entre os anti-heróis do nosso tempo.

 

 

Era de esperar, assim, que o filme fosse totalmente carregado pelo físico já não tão proeminente do ator texano, mas há alguém mais com quem dividir os louros, e alguém tão surpreendente como ele. Jared Leto, o vocalista dos 30 Seconds to Mars que divide a sua vida entre os palcos e os sets desde os anos 90 volta ao grande ecrã no seu primeiro papel em cerca de 5 anos de ausência.

 

Partindo desde já como o grande favorito a todos os prémios na sua categoria – Melhor Ator Secundário – Leto criou uma personagem para a posteridade, uma alma doce e perfurada pela dor que é o catalisador da transformação de Ron. É um retrato autêntico e uma verdadeira revelação.

 

A química entre os dois atores é inegável e a sua relação é tocante mas não inverosímil ao ponto de cair nos clichés do “bromance” de Hollywood.

 

Infelizmente, Jennifer Garden perde o comboio das grandes interpretações, sendo que a sua personagem existe apenas para ajudar a história a avançar, nunca ganhando uma vida própria ou, sequer, interessante.

 

 

Dallas Buyers Club” é, não só mas sobretudo, uma obra que se faz valer das assombrosas performances dos seus protagonistas, que conferem uma resiliência à verdade dos seus personagens, não obstante o seu destino irreversível.

 

Além das graves e emergentes questões que coloca sobre a legitimidade e boa-fé das ações levadas a cabo no universo das empresas de fármacos, da comunidade médica e da FDA – e que por si só chegariam para encher várias páginas de teses de mestrado e doutoramento - há uma energia muito particular no centro de “Dallas Buyers Club”, que eleva a significância da sua luta de um grupo de renegados contra o sistema imposto pelo Homem, e da fascinante interseção do interesse, empreendedorismo e altruísmo do seu protagonista.

 

Não é fácil ou particularmente otimista, mas duro, poderoso e derradeiramente revelador.

 

 

8.0/10

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Oscars 2014 - Nomeados

por Catarina d´Oliveira, em 16.01.14

 

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas revelou há momentos a lista final de nomeados para os prémios de Cinema mais mediáticos do ano e que dispensam apresentações, os Oscars.

 

 

 Nos grandes líderes da corrida seguem "Gravity" e "American Hustle" com 10 nomeações e "12 Years a Slave" com nove.

 

 

MELHOR FILME

  • “American Hustle”
  • “Captain Phillips”
  • “Dallas Buyers Club”
  • “Gravity”
  • “Her”
  • “Nebraska”
  • “Philomena”
  • “12 Years a Slave”
  • “The Wolf of Wall Street”

 

MELHOR REALIZADOR

  • “American Hustle”, por David O. Russell
  • “Gravity”, por Alfonso Cuarón
  • “Nebraska”, por Alexander Payne
  • “12 Years a Slave”, por Steve McQueen
  • “The Wolf of Wall Street”, por Martin Scorsese

 

MELHOR ATOR

  • Christian Bale, em “American Hustle”
  • Bruce Dern, em “Nebraska”
  • Leonardo DiCaprio, em “The Wolf of Wall Street”
  • Chiwetel Ejiofor, em “12 Years a Slave”
  • Matthew McConaughey, em “Dallas Buyers Club”

 

MELHOR ATRIZ

  • Amy Adams, em “American Hustle”
  • Cate Blanchett, em “Blue Jasmine”
  • Sandra Bullock, em “Gravity”
  • Judi Dench, em “Philomena”
  • Meryl Streep, em “August: Osage County”

 

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO

  • Barkhad Abdi, em “Captain Phillips”
  • Bradley Cooper, em “American Hustle”
  • Michael Fassbender, em “12 Years a Slave”
  • Jonah Hill, em “The Wolf of Wall Street”
  • Jared Leto, em “Dallas Buyers Club”

 

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA

  • Sally Hawkins, em “Blue Jasmine”
  • Jennifer Lawrence, em “American Hustle”
  • Lupita Nyong’o, em “12 Years a Slave”
  • Julia Roberts, em “August: Osage County”
  • June Squibb, em “Nebraska”

 

MELHOR MONTAGEM

  • “American Hustle”
  • “Captain Phillips”
  • “Dallas Buyers Club”
  • “Gravity”
  • “12 Years a Slave”

 

MELHOR FOTOGRAFIA

  • “The Grandmaster”, Philippe Le Sourd
  • “Gravity”, Emmanuel Lubezki
  • “Inside Llewyn Davis”, Bruno Delbonnel
  • “Nebraska”, Phedon Papamichael
  • “Prisoners”, Roger A. Deakins

 

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

  • “Before Midnight”, escrito por Richard Linklater, Julie Delpy, Ethan Hawke
  • “Captain Phillips”, escrito por Billy Ray
  • “Philomena”, escrito por Steve Coogan e Jeff Pope
  • “12 Years a Slave”, escrito por John Ridley
  • “The Wolf of Wall Street”, escrito por Terence Winter

 

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

  • “American Hustle”, escrito por Eric Warren Singer e David O. Russell
  • “Blue Jasmine”, escrito por Woody Allen
  • “Dallas Buyers Club”, escrito por Craig Borten & Melisa Wallack
  • “Her”, escrito por Spike Jonze
  • “Nebraska”, escrito por Bob Nelson

 

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL

  • “The Book Thief”, de John Williams
  • “Gravity”, de Steven Price
  • “Her”, de William Butler e Owen Pallett
  • “Philomena”, de Alexandre Desplat
  • “Saving Mr. Banks”, de Thomas Newman

 

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

  • “American Hustle”
  • “Gravity”
  • “The Great Gatsby”
  • “Her”
  • “12 Years a Slave”

 

MELHOR GUARDA-ROUPA

  • “American Hustle”
  • “The Grandmaster”
  • “The Great Gatsby”
  • “The Invisible Woman”
  • “12 Years a Slave”

 

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

  • “The Broken Circle Breakdown” (Bélgica)
  • “The Great Beauty” (Itália)
  • “The Hunt” (Dinamarca)
  • “The Missing Picture” (Cambodja)
  • “Omar” (Palestina)

 

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

  • “The Croods”
  • “Despicable Me 2”
  • “Ernest & Celestine”
  • “Frozen”
  • “The Wind Rises”

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

  • “The Act of Killing”
  • “Cutie and the Boxer”
  • “Dirty Wars”
  • “The Square”
  • “20 Feet from Stardom”

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

  • “All Is Lost”
  • “Captain Phillips”
  • “Gravity”
  • “The Hobbit: The Desolation of Smaug”
  • “Lone Survivor”

 

MELHOR MISTURA DE SOM

  • “Captain Phillips”
  • “Gravity”
  • “The Hobbit: The Desolation of Smaug”
  • “Inside Llewyn Davis”
  • “Lone Survivor”

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

  • “Gravity”
  • “The Hobbit: The Desolation of Smaug”
  • “Iron Man 3”
  • “The Lone Ranger”
  • “Star Trek Into Darkness”

 

MELHOR MAQUILHAGEM E CABELOS

  • “Dallas Buyers Club” Adruitha Lee e Robin Mathews
  • “Jackass Presents: Bad Grandpa” Stephen Prouty
  • “The Lone Ranger” Joel Harlow e Gloria Pasqua-Casny

 

MELHOR CURTA-METRAGEM (DOCUMENTÁRIO)

  • “CaveDigger” Jeffrey Karoff
  • “Facing Fear” Jason Cohen
  • “Karama Has No Walls” Sara Ishaq
  • “The Lady in Number 6: Music Saved My Life” Malcolm Clarke and Nicholas Reed
  • “Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall” Edgar Barens

 

MELHOR CURTA-METRAGEM (ANIMAÇÃO)

  • “Feral” Daniel Sousa and Dan Golden
  • “Get a Horse!” Lauren MacMullan and Dorothy McKim
  • “Mr. Hublot” Laurent Witz and Alexandre Espigares
  • “Possessions” Shuhei Morita
  • “Room on the Broom” Max Lang and Jan Lachauer

 

MELHOR CURTA-METRAGEM (LIVE-ACTION)

  • “Aquel No Era Yo (That Wasn’t Me)” Esteban Crespo
  • “Avant Que De Tout Perdre (Just before Losing Everything)” Xavier Legrand and Alexandre Gavras
  • “Helium” Anders Walter and Kim Magnusson
  • “Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa? (Do I Have to Take Care of Everything?)” Selma Vilhunen and Kirsikka Saari
  • “The Voorman Problem” Mark Gill and Baldwin Li

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

  • “Alone Yet Not Alone” de “Alone Yet Not Alone”
  • “Happy” de “Despicable Me 2”
  • “Let It Go” de “Frozen”
  • “The Moon Song” de “Her”
  • “Ordinary Love” de “Mandela: Long Walk to Freedom”

 

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Oscars 2014 - Live Stream das Nomeações

por Catarina d´Oliveira, em 16.01.14

São daqui a pouco reveladas as nomeações à 86ª edição dos Oscars da Academia.

 

Para quem não tem TVI 24 ou não tem possibilidade de se sintonizar com o canal por volta das 13:30 (mais precisamente, 13:38!), aqui fica o link do live stream as nomeações.

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Um desabafo - Uma carta ao Matthew McConaughey

por Catarina d´Oliveira, em 15.01.14

Querido Matthew,

 

Desculpa começar esta carta de uma forma tão rude e crua, mas não posso negar... odiava-te. Não desgostei de um dos teus primeiros filmes - o excelente e excêntrico clássico juvenil "Dazed and Confused" - mas confesso que depois disso, especialmente na entrada nos anos 2000, só de ouvir o teu nome dava-me urticária nos sítios mais reconditos e menos recomendáveis do meu ser. Chegava ao ponto de perder a vontade de ver algum filme só porque ouvia dizer que ias lá andar a desfilar em tronco nu, arrogante e com aquele sotaque texano meio irritante.

 

É verdade que não creio que tenha perdido grande coisa ali na primeira década do novo milénio, mas agora que penso nisso, era quase uma questão de ódio, o que nunca é saudável... e pelo que algumas pessoas me têm dito, até perdi, no meio do meu preconceito cego, alguns filmes bem porreirinhos teus, como o "A Time to Kill" e o "Killer Joe"... mas enfim, não gostava de ti e não havia - achava eu - nada a fazer para mudar isso.

 

Lembro-me que, há coisa de um ano e meio, coloquei aqui uma notícia sobre um anúncio de um qualquer filme em que ias participar. Sinceramente já nem sei qual era, e na altura decerto não me interessava. Como boa hater que era, desanquei-te logo, sem dó nem piedade, apenas porque não gostava de ti. Não gostava nada e de nada em ti.

 

Lembro-me também que desse post decorreu um comentário de um leitor que nunca mais me esqueci e que dizia algo do género: "oh Catarina não devias dizer essas coisas... olha que o homem não é assim tão mau. Devias espreitar o "Lincoln Lawyer". O tipo não está nada mal aí".

 

Confesso que ainda não vi o "Lincoln Lawyer" - o que farei mal tenha oportunidade - mas aquele comentário não me saiu da cabeça. Detesto preconceitos, sejam eles sobre o que for, e ali estava eu, a fazer exatamente a mesma coisa contigo. Estavamos algures em 2011, e o "Magic Mike" estava mesmo ao virar da esquina.
"Bom, estão a dar-lhe mesmo o que o tipo quer. Mais papéis onde mostrar o cabedal e afetar aquele sotaque carregado e ridículo" pensei eu quanto passavam os créditos do Steven Soderbergh - a outra razão, além daquele inesquecível comentário de um leitor, que me obrigou a arrastar-me para te ver num filme sobre strippers - o que era talvez a descrição conjunta que me dava mais vontade de medir uma autoestrada com fósforos do que me sentar na sala de Cinema.

Aguentei... e não desgostei - nem do filme, nem de ti, Matthew. Mas continuei apreensiva - afinal aquilo era uma continuação do que andavas a fazer nas comédias há anos, apenas um bocadinho mais bem feita.

Depois veio a surpreendente comédia indie "Bernie", e sobretudo "Mud" de Jeff Nichols, que é uma das minhas grandes promessas do Cinema Americano, e assim, sem reparar bem como comecei a render-me. Aquela combinação dura de um bandido e um sábio tolo deixou-me a pulga atrás da orelha, e estava finalmente a começar a perceber.

Que diabo pá, para mim não era suposto seres bom...!
2013 adivinhava-se um ano especial para o ti, ainda que, mesmo que já começasse a simpatizar contigo e a preparar-me para te suportar, nunca estaria pronta para o que me tinhas reservado. Um filme com o Martin Scorsese e um outro onde tinhas de interpretar um cowboy homofóbico que se viu encurralado pelo vírus da SIDA?

"É agora que te vamos testar, filho" pensei eu dando gargalhandas maléficas dentro da minha cabeça.

E para minha contínua surpresa, passaste com distinção.

A tua participação em "The Wolf of Wall Street" está confinada a uns 5 ou 7 minutos, mas de alguma forma, tornaste-a inesquecível e incrivelmente carismática. O ritual de bater no peito e cantarolar que introduziste no filme é um clássico instantâneo.
Todavia, a tua coroação suprema chegou no "Dallas Buyers Club". Fiquei completamente rendida. Muita gente fala da tua entrega quase unicamente a partir do pressuposto que perdeste 20 kg para interpretar o papel, mas isso foi apenas uma finíssima camada do todo que construíste para um homem tão complexo, tão dicotómico como o Ron Woodroof.

 

No Domingo passado, a Hollywood Foreign Press teve a decência de te atribuir o Globo de Ouro de Melhor Ator de Drama do ano. E sem ofensa para os restantes nomeados, que sem exceção fizeram um trabalho magnífico este ano, foi inteiramente merecido, não só pela tua criação específica para o "Dallas", mas pela tua completa ressurreição.

 

Para coroar tudo isto, ainda fizeste um excelente discurso ao aceitar o teu prémio, que teve a sua dose de divertido, agradecido e sem dúvida um grande splash da tua personalidade (e provavelmente do álcool servido na cerimónia) - que até já aprendi a gostar, veja-se!

 

 

O futuro brilha para ti, e já vejo com ansiedade a tua próxima colaboração muito promissora, no novo filme do Christopher Nolan.
Além disso, materialmente, não sei o que te está reservado. As nomeações aos Oscars saem amanhã. É quase certo que estarás entre os nomeados, apesar de não ser assim tão certa a tua vitória - a competição e os lobbies são sempre ferozes. Mas isso não importa. O que é um Oscar ao pé do significado de uma obra? De uma carreira?

 

A maior lição já tu nos deste, com ou sem Globo de Ouro, Oscar ou qualquer outro indivíduo de lata que não atesta coisa nenhuma. Hoje, Matthew, decidiste que já chegava de ser uma Estrela, e resolveste tornar-te um Ator (que sempre foste na verdade, mas andavas atolado em filmes menores que tu). Claro que não foi do dia para a noite - o teu renascimento foi fruto do encontro entre o dom que sempre lá esteve, e um amadurecimento e crescimento na tua abordagem à carreira e à própria arte. Não esperava isso de ti, nunca na vida. Acho que se me dissessem isso há uns anos, acreditava tanto como se me dissessem que a autora da saga Twilight ia ganhar um Pullitzer.

 

Não sou uma pessoa inflexível, mas confesso que o teu caso estava preto... E estou impressionada Matthew, estou muito impressionada. Mas, sobretudo, agradecida.

Obrigada por me dares a volta, seu sacana.


P.S. Mau! Não te estiques!

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Master Shot - Os Melhores Trailers de 2013

por Catarina d´Oliveira, em 14.01.14
Uma forma simples de definir um trailer é pensá-lo como uma publicidade feita a um filme que pretende gerar agitação e atrair as audiências a querer vê-lo. O seu objectivo? Como li por aí: sentar rabos nas cadeiras de cinema. Simples. Talvez até mais do que o poster, o trailer é uma ferramenta determinante da maquinaria de marketing por detrás de um filme, e é muitas vezes um poderoso fator de decisão na altura de optar por um, ou outro título.

 

Um bom trailer pode construir o sucesso de um filme, um mau trailer pode retirar a primeira pedra no seu desmoronamento. Mas tal como nos posters, nem sempre um anúncio bom se traduz num produto bom, por isso recordo-vos uma vez mais que esta lista é feita apenas com base na qualidade única do elemento de marketing, e não daquilo que promove.

 

Mas sem mais grandes conversas, apresento-vos então aquela que é a minha seleção não ordenada dos melhores trailers de 2013 (é provável que me tenha esquecido de algum, mas qualquer coisa avisem!).

 

*** *** ***

 

"The Wolf of Wall Street"

Foi o vencedor do Hollywood Reporter’s Key Art Awards na categoria de Melhor Trailer, e é uma recorrência absoluta em praticamente todas as listas de melhores trailers do ano. Alimentado pela frenética faixa de Kanye West “Black Skinhead”, o trailer é uma ode ao ritmo caótico e louco do mais recente filme de Scorsese. Montado de forma brilhante, deixa o espectador sedent(íssim)o de mais.

 

 

 

 

"The Conjuring"

O Cinema de Terror é um dos meus grandes guilty pleasures, especialmente pelo significado que foi adquirindo ao longo dos anos - curiosamente, quando me reuno com a minha família para assistir a filmes quase todos os fins-de-semana, a escolha recai, na grande maioria das vezes, sobre um filme de terror. Fui crescendo a vê-los, fascinada e agarrada à minha mãe, que com os seus saltos no sofá já me tirou mais anos de vida e me pregou mais "cagaços" do que os próprios filmes... mas é uma história bonita. Posto isto, fiquei felicíssima por 2013 ter trazido um filme de terror excecional como "The Conjuring". Já estava a fazer falta, e o trailer acompanha o ambiente e o tom muitíssimo bem.

 

 

 

 

"La Vie d'Adèle"

Confesso que não sei dizer se gosto tanto deste trailer porque o filme foi o meu favorito do ano, ou se pelo seu real valor, a nível individual. Admitido este facto, quero ainda acrescentar que não sou normalmente fã de trailers que se reservam a espetar com 305830 críticas positivas ao filme e mais 404829 menções de prémios para nos aguçar o apetite, mas há qualquer coisa nesta breve e quase muda apresentação das três horas que seguimos Adèle que me deixou completamente enfeitiçada. Talvez seja a versão quebrada de "I follow rivers", ou a sequência de imagens bem conseguida, ou qualquer outra coisa que, provavelmente, nunca conseguirei explicar.

 





"Gravity"
A campanha de marketing via trailers de "Gravity" foi, a par de "The Wolf of Wall Street", uma das mais bem conseguidas do ano. Com uma série de vídeos capazes de fazer passar a ideia da vastidão do universo e, simultaneamente, um sentimento de claustrofobia capaz de induzir os mais violentos ataques de pânico, resolvi escolher um exemplo em particular, que se serve apenas de um excerto do incrível plano sequência inicial de 12 minutos e que melhor convém o tom e ritmo do filme.





"The Grand Budapest Hotel"
Tenho de admitir, sem vergonha ou embaraço, que sou uma fan girl absoluta de Wes Anderson. Posto isto, como não vibrar com o charmoso, hilariante e excitante trailer do seu próximo filme que, de uma ponta à outra, grita pelas suas marcas de estilo?





"The Bling Ring"

Parte do que tornou "The Bling Ring" um dos filmes socialmente mais importantes de 2013 - pelo menos na minha opinião - é que não critica esta cultura plástica, vivida através das redes sociais e do dinheiro dos outros, predominante e deteriorada na humanidade, mas torna-se nela. O trailer vive à sua imagem e povoa-se de one-liners inesquecíveis: "I wanna lead a country someday, for all I know".





"Man of Steel"

Estive quase tentada a deixá-lo de fora, perante a deceção que senti quando vi o filme, e que defraudou quase tudo o que esperava dele. Todavia, reuni forças e lembrei-me do que achei do trailer quando o vi da primeira vez: "independentemente do filme, este é um grande trailer". E é verdade, continua a ser, mesmo que - a meu ver - o filme não tenha sido capaz de lhe acompanhar a pedalada.




"The Secret Life o Walter Mitty"
Está na altura de mais uma confissão: como o Super-Homem verga perante a Kryptonite, eu sou uma daquelas pessoas maricas que chora e se arrepia com trailers com imagens bonitas e músicas inspiradoras. Já tentei lutar contra isso, mas não consigo. Ainda não vi o Walter Mitty - pelo que ouvi dizer, não é grande espingarda, mas vou espreitar de qualquer forma - mas este trailer enche-me as medidas e arrepia-me a espinha. Lamento, mas há pancadas piores.




"Evil Dead"
Mais um filme de terror, mais uma voltinha que a menina não paga. Desta vez, um remake de um clássico, ou a possbilidade de um monumental tiro no pé. O resultado foi misto: se por um lado não substitiu o original de Sam Raimi em toda a sua frescura e inovação, por outro também não o envergonha, e é um festival de sangue e tripas como há muito tempo não via. Quanto ao trailer, mantém uma cadência muito boa e mostra mais do que o suficiente para nos fazer retorcer na cadeira.




"Her"
Spike Jonze já nos habituou a trailers espetaculares, e "Her" não é uma exceção. É, inequivocamente, uma das coisas mais belas e intrigantes que vão ver este ano.



MENÇÕES HONROSAS


"The Turning"
Lembram-se da conversa da mariquice, das imagens bonitas e músicas inspiradoras. Aqui está mais um, desta vez, uma longa-metragem australiana que é, na verdade, composta por várias curtas unidas por um fio condutor.




"Filth"
Ainda não vi o filme, mas qualquer trailer de "Filth" tem sido genialmente montado, com uma banda sonora contagiante e absolutamente fiel ao título do filme.




"Frances Ha"
Apenas porque é um dos trailers mais honestos (para com o filme que representa) do ano e porque me faz querer passar a atravessar a rua em piruetas.

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Awards Season - Golden Globes 2014: Vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 13.01.14

Realizou-se, durante esta madrugada, a morna 71ª edição dos Golden Globes, entregues pela Associação dos Jornalistas Estrangeiros de Hollywood.

 

Os láureos foram bem distribuídos pelas várias aldeias sendo que "American Hustle" e "Dallas Buyers Club" foram os únicos filmes a ouvir o seu nome ser repetido mais do que uma vez na lista de vencedores. Sem surpresas, e apesar de não obter mais nenhuma vitória, "12 Years a Slave" foi considerado o Melhor Filme de Drama do ano.

 

 

Melhor Filme (Drama)
"12 Years A Slave"

Melhor Filme (Comédia ou Musical)
"American Hustle"

Melhor Realizador
Alfonso Cuarón por "Gravity"

 

Melhor Atriz (Drama)
Cate Blanchett em "Blue Jasmine"

Melhor Ator (Drama)
Matthew McConaughey em "Dallas Buyers Club"


Melhor Atriz (Comédia ou Musical)
Amy Adams em "American Hustle"

Melhor Ator (Comédia ou Musical)
Leonardo DiCaprio em "The Wolf of Wall Street"

Melhor Ator Secundário
Jared Leto em "Dallas Buyers Club"

Melhor Atriz Secundária
Jennifer Lawrence em "American Hustle"

Melhor Argumento
Spike Jonze por "Her"

Melhor Filme Estrangeiro
"La Grande Bellezza" (Itália)

Melhor Filme de Animação
"Frozen"

Melhor Banda Sonora Original
Alex Ebert por "All Is Lost"

Melhor Canção Original
"Ordinary Love" de "Mandela: Long Walk To Freedom"

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Awards Season - Em estágio para os Globos de Ouro...

por Catarina d´Oliveira, em 12.01.14

Estamos a apenas algumas horas dos Globos de Ouro e... há que entrar na fase dos preparativos.

 

Uma noite como estas é rara, pelo que temos de preparar-nos com pompa e circunstância para que nada corra mal - e aqui queremos dizer "para não adormecermos a meio" ou "para não termos de combater o ratinho que se instala no nosso estômago". Assim, aqui o Close-Up resolveu fazer um manual rápido para os mais descuidados fazerem desta uma noite para mais tarde recordar.

  

 

EMISSÕES

 

Red Carpet - a partir das 23:00 no E!.

Cerimónia - a partir da 1:00 no SIC Caras (para quem não tiver, vou tentar arranjar o livestream, mais logo).

 

 

RED CARPET

 

Antes dos prémios propriamente ditos, ainda temos pelo menos uma ou duas horas de Red Carpet para aquecer os corações das fashionistas por esse mundo fora. Os "Globos", sobejamente conhecidos como "o campo de treino" para os Óscares, são, antes de uma celebração do entretenimento, um desfile de moda, de estilo... e de gente gira... e de gente esquisita, às vezes. 

 

 

 

A CERIMÓNIA

 

Aqui pouco há a dizer que já não todos saibamos: os Golden Globes são um dos muitos prémios entregues anualmente que pretendem distinguir o que de melhor se faz em Cinema e Televisão.  São organizados desde 1944 pela Hollywood Foreign Press Association e têm uma conotação diferente da dos Oscars, que são organizados pela própria indústria; no caso dos Globos, trata-se de um prémio atribuído pela crítica.

 

 

 

AS APRESENTADORAS

 

Tina Fey e Amy Poehler. Tornaram a cerimónia do ano passado uma das minhas favoritas desde que me lembro de ver Globos de Ouro. Alguém deve ter achado isso também na produção dos prémios, porque apressaram-se a garanti-las como apresentadoras em 2014 e 2015.

 

 

Para hoje só podemos esperar que elevem ainda mais o nível, se possível, acompanhadas de "apresentadores convidados" que entrem no espírito descontraído do evento e façam coisas destes género...

 

 

 

 

SNACKS 

 

O jantar já lá vai, mas para suportar uma cerimónia de 3 horas que só começa à 1:00, há que manter o estômago bem forradinho. Vale aqui a pena reforçar que sou a favor de uma alimentação cuidada... mas há dias que são feitos para os guilty pleasures, e este é um deles. Portanto, comfort food, come to momma

 

 

 

 

 

 

 

 

Para ir molhando o bico 

 

Em Los Angeles, os Globos de Ouro vão para o ar a meio da tarde, estendendo-se até perto da hora de jantar. Oito horas mais à frente no relógio estamos nós, e madrugada adentro lutaremos contra o Zé Pestana para assistir a uma das noites mais cinematográficas do ano. Por isso há que estar bem equipado de cafeína e, quem sabe, uns palitinhos para os olhos.

 

 

 

 

O Xixizinho

 

Para todos os que, como eu, combinam uma grande necessidade de ingerir líquidos com uma bexiga pouco resistente mas mesmo assim não querem perder um segundo do que se vai passar, o xixizinho requer um planeamento e atenção cuidados. Estejam atentos àqueles intervalos minúsculos entre apresentações e pisguem-se para o WC mais próximo. Mesmo que estejam com pressa, não se esqueçam é de lavar as mãozinhas.

 

 

 

Um Complemento Essencial...

 

Sem querer fazer publicidade descarada - mas já fazendo - não deixem de passar aqui no cantinho para espreitar uma ou outra crítica dos filmes nomeados - desculpem séries, mas infelizmente não tenho tempo para vocês... Pela página de Facebook do Close-Up a coisa deve estar mais animada, mas ligeiramente menos inteligente, provavelmente com comentários parvos sobre os acontecimentos.

 

 

E pronto, assim mesmo, sem quase repararem, estão prontinhos para a noitada. Vemo-nos mais logo rapaziada.

 

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Mise en Scène - Trailer de "O que os Olhos não Vêem"

por Catarina d´Oliveira, em 10.01.14

O nosso querido e respeitado leitor Pedro Horta anda numa animada algazarra a terminar o seu filme de terror e fantasia - "O que os Olhos não Vêem" - e finalmente temos a oportunidade de por a mão na chicha (salvo seja).

 

No enredo, 5 amigos que andam na Faculdade de Cinema de Lisboa, fazem praxes e partidas uns aos outros, e sem querer (ou não), despoletam uma entidade Demoníaca através de um livro de feitiços. Nesse fim de semana, vão fazer filmagens a uma casa numa localidade isolada em Portugal, um deles começa a revelar sinais de possessão, e todos eles começam a desconfiar uns dos outros. Um a um são condenados por aquela entidade desconhecida, mas um deles resiste ao Demónio e pode ser a chave da solução.

 

A fazer figas pelo Pedro e pelo que espero que seja uma saga de terror indie como faz falta ao Cinema Português, aqui fica ainda a página de facebook oficial do filme do Pedro.

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