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Um desabafo - Sobre a pataquada dos Sophias...

por Catarina d´Oliveira, em 13.09.13

É sempre a mesma história - antes chorava-se porque não havia, agora reclama-se porque há.

 

A constituição da Academia Portuguesa Cinema foi um passo crucial para o Cinema Português. Diz-se aqui Cinema e não Indústria porque referir uma indústria como aquilo que existe no nosso país seria puramente inocente - não há apoio, não há projeção, não há sustentabilidade, não há garantias... é o salve-se quem puder, e infelizmente é assim que vai (sobre)vivendo o nosso Cinema.

 

 

Voltando à Academia, constituiu-se com a missão de aproximar o cinema português dos portugueses e tentar levar mais longe o produto nacional que tantas vezes se encontra tão fechado sobre si mesmo. Precisamos de Academia, precisamos de Casas do Cinema, precisamos de tudo o que conseguirmos agarrar para dar fôlego a uma arte que no nosso país mal tem forças para arranjar sustento.

 

E entretanto, a Academia decidiu criar os Sophias, que tantas vezes são referidos como os "Óscares portugueses", em linha com a tradição norte-americana que seguimos religiosamente todos os anos, ali por fevereiro/março. E com a criação dos Sophias, caiu o Carmo e a Trindade... porque afinal aquilo é só um "bando de elitistas que premeia o que quer", um bocado como acontece no resto das premiações, de resto...

 

Não consigo compreender... Não consigo compreender como se pode estar contra uma Instituição que tanto se propõe a fazer por uma arte que tanto precisa... porque é uma arte, e tendemos a esquecer-nos tão facilmente disso... só porque vai entregar prémios e não conseguimos ser adultos o suficiente para respeitar escolhas diferentes.

 

É claro que a própria definição de "prémio" é polémica, porque haverá sempre vozes a discordar com as decisões do órgão... mas não é saudável que se estimule a troca de ideias? Não é saudável propiciar discussões sobre Cinema? Por as pessoas a falar do "Tabu" e da "Florbela", ou da "Operação Outono" ou da "Estrada de Palha"?

 

E que ofensa faz um prémio, ou dois, ou três à experiência que temos de um filme? O que lhe acrescenta, ou o que lhe retira? Que mal faz dar projeção a produções portuguesas?

 

A Academia não é uma instituição perfeita, e nunca será, como os Sophias também não serão os prémios perfeitos, confluentes com todas as opiniões e críticas. Mas esta Academia e estes Sophias estão dispostos a fazer algo pela nossa "indústria", algo que até hoje não foi feito e que pode, de facto, fazê-la renascer - levar as pessoas ao cinema, levar as pessoas a falar do nosso Cinema, e a reaprender a amá-lo, como um dia amou e entretanto esqueceu.

 

Abraçar a causa da Academia não é fechar os olhos aos problemas do Cinema português - é descruzar os braços e tentar fazer alguma coisa por ele, portanto deixem-se de merdas... Vejam os filmes nomeados/vencedores, discutam-nos com paixão (quer tenham gostado, quer não) e entreguem-lhes - cada um de vós, e mesmo que apenas à distância - o prémio que acham digno de entregar, porque é apenas isso que a Academia e os seus profissionais farão, com profundo respeito e Amor ao nosso Cinema.

 

Afinal não tem de ser sempre a mesma história - antes chorava-se porque não havia, agora celebremos e cantemos porque há.

 

Viva o Cinema Português!

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Point-of-View Shot - Blue Jasmine (2013)

por Catarina d´Oliveira, em 12.09.13

 

"Anxiety, nightmares and a nervous breakdown (...) there's only so many traumas a person can withstand until they take to the streets and start screaming." 

 

Woody Allen sempre escreveu bons papéis para mulheres, mas Jasmine parece ter sido agraciada com a magia da intemporalidade.

 

Em “Midnight in Paris”, Allen reconquistou muitos corações com a sua ode à nostalgia de um cinderella man que ao bater meia-noite mergulhava nos confins de Paris para acordar delirante no epicentro da explosão artística dos anos 20 e beber uns copos com F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Pablo Picasso.

 

Dois anos depois, a fantasia fica na gaveta, bem como o tom leve - mais para o humorístico do que para o dramático - para o realizador americano regressar a um tema que domina tão bem e que, ainda assim, tinha andado tão afastado da sua obra dos últimos anos: a neurose.

 

 

Tomando como inegável fonte de inspiração o clássico de Tennessee Williams – “A Streetcar Named Desire” – a queda (e subsequentes réplicas) de uma socialite desdenhosa é a base para a exploração da crise existencial e remoinho ilusório orquestrada por Allen.

 

Blue Jasmine” é assim a sua poderosa declaração anual que se debruça sobre a exploração da loucura como uma expressão daquilo que alguém – neste caso, Jasmine – é. A harmonia entre a tragédia do drama do estado de coisas desta mulher e o humor negro que ocasionalmente surge respirando pelos seus poros é a grande arma do título, que a usa com orgulho e finesse.

 

 

A estrutura - bipartida e alternando-se entre o passado sumptuoso de Jasmine e o seu presente menos nobre - nem sempre proporciona o desenrolar narrativo mais fluído roubando, inclusive, várias cenas da sua completa recompensa emocional. O problema com a grande parte da obra de Allen dos últimos 15-20 anos é que o realizador parece reunir energia para algumas excelentes ideias, como quem organiza uma mesa de snooker para um grande e promissor jogo, dando depois uma potente tacada que enfia, de uma só vez, várias bolas, mas que acaba por deixar outras tantas à deriva.

 

Mas à sua maneira, “Blue Jasmine” encapsula na perfeição aquilo que é o todo da carreira do realizador – uma criatura imponente, nem sempre regular, mas que exige a nossa atenção. Porque nos momentos em que estamos prestes a dar-nos por vencidos no seu imaginário neurótico, ele carrega no acelerador e o que nos oferece é unicamente tocado pelo brilho da genialidade.

 

Como é costumeiro, muito do crédito de uma filme de Woody Allen é do próprio Woody Allen, mas aqui parece mais do que certo, imperativo mesmo, reparti-lo com Cate Blanchett, cuja criação é digna de figurar na resposta assertiva à pergunta: “o que é o trabalho do ator?”.

 

 

O enigma de uma performance tão eletrizante é profundo: como é possível tornar uma mulher tão egoísta e desprezível em alguém com quem nos conseguiremos preocupar ao longo de 90 minutos? Blanchett é ardente, comovente, perdida. O génio desta construção é que convém a urgência extrema das suas verdadeiras preocupações e a forma como vemos - como se de um límpido vidro se tratasse - que esta é uma mulher em guerra consigo mesma, a lutar com os fardos da realidade. Maior do que a vida, Blanchett arrebata os nossos corações com uma personagem que secretamente desejamos odiar, numa performance que está além do brilhante, e que fica à margem qualquer análise.

 

No elenco secundário, e estabelecendo um estrondoso contraste com a protagonista, é bom que não se deixe passar ao lado a presença cativante e casual de Sally Hawkins, a sua fabulosa química com Bobby Cannavale e a colaboração honesta, dura e surpreendente de Andrew Dice Clay, como o amargurado ex-marido de Ginger.

 

 

Há uma qualquer fusão de desespero e prazer que confere a “Blue Jasmine” um lirismo trágico irresistível – o que começa como uma espécie de caricatura ao elitismo social, termina num retrato vívido e cru sobre a miséria de uma alma quebrada e perdida, que se recusa a abandonar os resquícios de uma bolha que um dia a isolava da realidade.

 

Jasmine já não é a “mulher-troféu” mal a encontramos pela primeira vez, naquele voo para São Francisco, tagarelando incessantemente sobre o que foi e já não é. Mas de alguma forma, o estatuto de troféu continua lá, como algo criado à imagem da nossa mais profunda admiração. Este é um retrato e uma criação inolvidável e isso não está apenas escrito nas estrelas; está tatuado nas chamas e imortalizado na história do Cinema.

 

 

8.5/10

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Mise en Scène - "Escape from Tomorrow"

por Catarina d´Oliveira, em 12.09.13

Estão prontos para terem o vosso imaginário fortemente abanado e, quiçá, violentado?

 

Se não, preparem-se, porque "Escape from Tomorrow", o primeiro filme de Randy Moore, está a chegar.

 

 

Explorando o lado negro do "lugar mais feliz do mundo", esta incursão demente começa por encontrar  Jim White numa manhã que tinha tudo para correr mal. Acabando de saber que tinha sido despedido do emprego, Jim decide manter essa informação em segredo para proporcionar um último dia de férias feliz à sua família numa visita à Disney. Infelizmente, o despedimento foi apenas o início de um dia verdadeiramente diabólico, à medida que o parque começa a desenvolver uma série de encontros e visões perturbadoras.

 

A premissa já prometia coisas curiosas, mas o processo de produção peculiar não fazia prometer menos - grande parte do filme foi filmado em vários parques à volta do mundo, sem a permissão da Disney. 

 

 

Preparado para povoar uma ou várias noites de pesadelos, "Escape from Tomorrow" estreia nos cinemas e VOD americano a 11 de outubro.

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Mise en Scène - Novo trailer de "August: Osage County"

por Catarina d´Oliveira, em 12.09.13

A The Weinstein Company revelou um novo trailer de "August: Osage County", realizado por John Wells ("The Company Men") e protagonizado por Meryl Streep, Julia Roberts, Ewan McGreggor, Chris Cooper, Abigail Breslin, Juliette Lewis, Margo Martindale, Dermot Mulroney, Benedict Cumberbatch, Sam Shepard e Julianne Nicholson.

 

 

A comédia dramática baseada na peça teatral homónima de Tracy Letts lida com uma reunião familiar que sucede a morte do patriarca, encontro este que propicia a revelação de vários segredos que irão mudar para sempre a vida desta família.

 

 

 

Na receção do filme no festival de Cinema de Toronto, a crítica foi geralmente tépida, prezando, contudo e repetidamente, as prestações do elenco... mas nada é capaz de me tirar o entusiasmo para isto, confesso.

 

"August: Osage County" estreia, nos Estados Unidos, a 25 de dezembro de 2013.

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Master Shot - Posters Bizarros: À volta do Mundo

por Catarina d´Oliveira, em 11.09.13

 Porque nem só de polacos se fazem os posters esquisitos, e depois de ontem termos visitado alguns outros exemplos da sua genialidade (?), neste segundo post vamos explorar alguns exemplos bizarros de posters de filmes nossos conhecidos vindos de outros cantos do mundo.

 

*** *** ***

 

  

Não há necessidade de ver mais do que dois ou três minutos de “A New Hope” para perceber que se trata de um par de robôs que deambulam pelo deserto à espera de enfrentar inimigos mortíferos, que eliminarão um a um com os seus golpes de Kung-Fu. Mas para vencer o vilão dos vilões, terão de se juntar para formar um novo super-robô capaz de salvar a galáxia.

 

 

Não vamos ser picuinhas e argumentar que não há nenhuma senhora chinesa no filme e que a raça do cão está completamente errada (esta é a verdadeira, já agora)… mas quem fez o poster sabe perfeitamente que o Cujo é um cão raivoso que ataca e mata pessoas (eles próprios escreveram isso)… então porque é que a criatura está a chorar lágrima de sangue numa pose estóica? E porque é que as pessoas estão mesmo ao pé dele, com cara semi-sorridente de quem está em transe? O que significa isto, Gana? Por favor, precisamos de respostas…

  

 

Na Rússia, o inolvidável Darth Vader é um puma robótico adepto da cena disco.

 

 

Eu… não consigo… não percebo… não…

 

 

Há uma série de coisas neste poster que sinto que não consigo processar, mas basicamente o clássico de Hitchcock onde, de repente, os pássaros nos querem matar a todos, é representado pela levitação de uma senhora nua com um grande casaco de peles, um anjo (ou será uma outra senhora com cabelo esvoaçante?) e uma cegonha – porque, afinal, era necessário haver algum pássaro.

 

 

Briefing para o artista que desenhou o poster: “Então, é o novo filme do Jack Nicholson que deve ser basicamente o “The Shining 2” portanto podes usar as mesmas fotografias do original, com a atriz e tudo… mas desta vez acrescentamos uma mão-cheia de zombies a acordar das suas campas, para pôr a aquilo tudo a mexer”.

  

 

A adaptação para cinema do simpático jogo “snake”, que antigamente habitava alegremente os nossos Nokias.

 

 

Homens de peitos insuflados, mulheres com cabelos incendiados a chamar por Charlton Heston e macacos com mãos de polvo e que se vestem à Michael Jackson. Basicamente, a sinopse.

 

 

Os espectadores à espera de um drama de guerra psicadélico passado numa lata de salsichas gigante no meio do mato devem ter ficado ligeiramente desapontados com a real natureza do filme com Peter Sellers….

 

 

Vamos ignorar a animação fora-de-série do Walt Disney e vamos focar-nos no coração da intemporal história da criança que não quer crescer e que pode ser exemplarmente representada por uma figura humana desenhada por um garoto de cinco anos. Já agora, este mesmo poster também lhes serviu para anunciar a nova temporada do Noddy e a remasterização de “Citizen Kane” (vá…esta última parte é mentira).

 

 

A história comovente de um homem que tem perpetuamente uma pomba como órgão sexual e que só pode salvar o seu destino com a ajuda de um homem com cara de cavalo.

 

 

No terceiro episódio da saga Star Wars, Luke Skywalker tem de contar com a ajuda dos primos do Q*Bert para derrotar… cenas.

 

 

Estão a ver o que eles fizeram ali, certo? O ator principal chama-se Bruce Campbell… enlatados Campbel… não?

 

 

Secretamente, o Arnold Schwarzenegger tem a caligrafia de uma menina de 12 anos, e põe corações em vez de pontos nos finais das frases e em cima dos “i’s”.

 

 

Só para que conste – e porque me sinto demasiado aterrorizada para fazer qualquer outra piada – este é o poster para o policial estiloso protagonizado por Steve McQueen.

  

 

Este poster encontra o queridíssimo do King Kong a limpar o sebo a uma cobra gigante (porque desenhar um dinossauro era complicado…e com muitas pernas), a um tubarão de “Sharknado” e, curiosamente, ao Titanic.

 

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Prémios Sophia 2013 - Os nomeados

por Catarina d´Oliveira, em 11.09.13

A Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas (Academia Portuguesa de Cinema) deu hoje a conhecer os nomeados para os Prémios Sophia 2013.




Abaixo segue a lista de nomeados.


Melhor Filme 

Florbela

Tabu

As Linhas de Wellington

Operação Outono

 

Melhor Ator Principal

Carlos Santos, Operação Outono

Albano Jerónimo, Florbela

Vitor Norte, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

Ivo Canelas, Florbela

 

Melhor Atriz Principal

Dalila Carmo, Florbela

Laura Soveral, Tabu

Teresa Madruga, Tabu

Rita Durão, A Vingança de Uma Mulher

Melhor Ator Secundário

António Fonseca, Florbela

Adriano Luz, As Linhas de Wellington

Nuno Melo, A Estrada de Palha

Carlos Paulo, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

Albano Jerónimo, As Linhas de Wellington

João Reis, Em Câmara Lenta

Luís Miguel Cintra, O Gebo e a Sombra

 

Melhor Atriz Secundária

Anabela Teixeira, Florbela

Maria João Bastos, A Moral Conjugal

Elisa Lisboa, A Teia de Gelo

Maria João Luís, Em Câmara Lenta

Carla Chambel, Operação Outono

 

Melhor Argumento Original

Vicente Alves do Ó, Florbela

Pedro Lopes, Assim Assim

Rodrigo Areais, A Estrada de Palha

Margarida Gil e Maria Velho da Costa, Paixão

Carlos Saboga, As Linhas de Wellington

 

Melhor Argumento Adaptado

Bruno de Almeida, Frederico Delgado Rosa e John Frey, Operação Outono

Rui Cardoso Martins, Em Câmara Lenta

Júlia Bûisel, O Gebo e a Sombra

António Torrado e João Nunes, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

 

Melhor Realizador

Miguel Gomes, Tabu

Vicente Alves do Ó, Florbela

Bruno de Almeida, Operação Outono

Rodrigo Areais, A Estrada de Palha

Francisco Manso e João Correa, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

 

Melhor Fotografia

Luís Branquinho, Florbela

Rui Poças, Tabu

André Szankowski, As Linhas de Wellington

Acácio de Almeida, Paixão

 

Melhor Direção Artística

Sílvia Grabowski, Florbela

Isabel Branco, As Linhas de Wellington

Zé Branco, Operação Outono

Fernanda Morais , Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

 

Melhor Som

Jaime Barros, Tiago Matos e Elsa Ferreira, Florbela

Ricardo Leal, António Lopes, José Moreira e Miguel Martins, As Linhas de Wellington

Joaquim Pinto, Nuno Leonel e Vasco Pimentel, A Vingança de Uma Mulher

Quintino Bastos e Vasco Carvalho, A Moral Conjugal

Ricardo Leal e Miguel Martins, Operação Outono

Vasco Pimentel, Miguel Martins e António Lopes, Tabu

 

Melhor Guarda- Roupa

Sílvia Grabowski, Florbela

Tânia Franco, As Linhas de Wellington

Lucha D’Orey, Operação Outono

Susana Abreu, A Estrada de Palha

 

Melhor Caracterização

Íris Peleira, As Linhas de Wellington

Abigail machado e Mário Leal, Florbela

Aracelli Fuente Basconcillos e Donna Meirelles, Tabu

Sandra Pinto e Ana Ferreira, Aristides Sousa Mendes – o Cônsul Bordéus

 

Melhor Montagem

João Braz, Florbela

Telmo Churro e Miguel Gomes, Tabu

Tomás Baltazar, A Estrada de Palha 

Roberto Perpignani, Operação Outono

 

Melhor Música

The Legendary Tigerman e Rita Redshoes, A Estrada de Palha

Guga Bernado, Florbela

Joana Sá, Tabu

Dead Combo, Operação Outono

 

Melhor Filme Documentário em formato de longa-metragem

Linha Vermelha, José Filipe Costa

É na Terra não é na Lua, Gonçalo Tocha

Kolé San Jon é Festa di Kau Berdi, Rui Simões

Cartas de Angola, Dulce Fernandes

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Luz da Manhã, Cláudia Varejão

Cerro Negro, João Salaviza

O dia mais feliz da tua vida, Adriano Luz

O Facínora, Paulo Abreu

Melhor Curta-Metragem de Animação

Kali, o pequeno vampiro, Regina Pessoa

Sem querer, João Fazenda

Lágrimas de um palhaço, Cláudio Sá

Do céu e da terra, Isabel Aboim Inglez

 

Melhor Curta-Metragem em Formato de Documentário 

Raúl Brandão Era Um Grande Escritor, João Canijo

A Rua da Estrada, Graça Castanheira

A Comunidade, Salomé Lamas

A Luz da Terra Antiga, Luís Oliveira Santos




Os vencedores nas 19 categorias serão conhecidos na cerimónia de entrega de Prémios que decorrerá no dia 6 de outubro, no Teatro São Carlos, em Lisboa.


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Há coisa de um ano, falei-vos aqui do caso peculiar dos posters de cinema polacos que muita fama adquiriram pela web ao longo dos anos pela sua representação curiosa (e muitas vezes confusa) de títulos tão nossos conhecidos.

 

Depois de me cruzar com um considerável número de pérolas "lost in translation" e fruto de trabalho de artistas que muitas vezes não chegavam a ver os filmes em questão (true story), resolvi ressuscitar essa saga de artigos com mais dois posts, mesclando desta vez uma terceira edição com - quem mais? - alguns outros exemplos da genialidade polaca e num segundo post, alguns exemplos de posters bizarros dos vários cantos do mundo.

 

Atentem então e sejam maravilhados...

 

*** *** ***

 

“Menos é mais” dizemos tantas vezes… mas, às vezes, “menos é… mais valia estar quieto”. A menos que a minha memória me esteja a atraiçoar, e na verdade "The Godfather" seja a história dramática da paixão proibida entre um polegar gigante e um pequeno homem de patilhas proeminentes.

 

 

Para a Polónia, a melhor forma de representar a comédia de Mel Brooks é com uma figura encapuçada que arrancou a pele de metade da cara e, com uma mão mecânica, força um sorriso na metade que restou.

 

 

... (...) ...

 

 

Todos temos andado errados, porque não existe símbolo mais romântico para a história de amor ambientada a era da Guerra Civil do que uma ventoinha com lâminas em forma de coração.

 

 

Não é bem clara a natureza “osmótica” entre o demónio e a cavidade craniana da outra criatura – de todo o modo, envolve alguma transmissão perturbadora de fezes ou necessidades fisiológicas que prefiro não explorar com detalhe.

 

 

As analogias - apesar de pouco subtis - da arma e do sol significando a morte são pormenores interessantes... mas não consigo prestar atenção a mais nada que não ao requinte do design de um poster que, certamente, foi cronometrado para não demorar mais do que três minutos a fazer.

 

 

 

É possível que seja eu e a minha memória incapaz que já não estejamos aí para as curvas, mas não me recordo de o filme de Spielberg ser protagonizado pelo primo drogado do E.T. em poses de Pedro Abrunhosa.

 

 

Alguém tem alguma coisa muito grave contra a saga do Planeta dos Macacos, e nunca chegou a resolver o problema. Isto é obra do demo. Isto é a face de todos os nossos pesadelos.

 

 

Antes de mais, penso que é importante assinalar que o título polaco de “Aliens” não é “Orgy”, mas “Obcy” – lamento. Depois… a quantidade de droga que foi necessário ingerir para chegar a este resultado final deve ter sido cavalar dando origem a uma conversa que se terá processado mais ou menos da seguinte forma, entre os artistas responsáveis pelo poster da direita: “ouve lá mano, quantos olhos tem um alien?”, ao que um colega responde “epá todos mano, todos”.

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Snorricam - O princípio do fim do 3D?

por Catarina d´Oliveira, em 06.09.13

Depois de Steven Spielberg e George Lucas preverem uma implosão de Hollywood, parece que há vários sintomas de que os paradigmas estão, de facto, a mudar. Um deles concerne o (infame) 3D.

 

Um utilizador do reddit tratou de examinar o nº de filmes em 3D lançados entre 2005 e 2014, o que vem a demonstrar uma tendência interessante do meio.

 

Na decorrência dos comentários do post, um outro leitor postou outro gráfico ainda mais informativo, que mostra como os filmes de 3D surgem tipicamente em ondas. Apesar de não terminar com previsão de declínio como o gráfico anterior, julgando pelos exemplos passados, não custa a crer no entanto que será isso mesmo que mais cedo ou mais tarde deverá vir a reproduzir.
(clicar na imagem para ver no tamanho original)
Apesar de parecer óbvio que o 3D está à beira de mais uma mó de baixo na sua sucessão de ondas de ataque, não esperem que desapareça por completo - o que está totalmente fora de hipótese se pensarmos, por exemplo, na previsão de 2015 como "O" ano do blockbuster.

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Mise en Scène - "Robocop"

por Catarina d´Oliveira, em 06.09.13

A Columbia Pictures e a MGM revelaram o primeiro trailer oficial do novo remake de "Robocop", do brasileiro José Padilha ("Tropa de Elite").

  

No enredo, estamos no ano de 2028 e a multinacional OmniCorp está no centro da tecnologia robótica. Os seus drones estão a ganhar as guerras americanas por todo o globo e agora o seu desejo é trazer esta tecnologia para "casa". Alex Murphy é um bom marido, pai e polícia que faz o melhor que pode para parar a maré de crime e corrupção em Detroit. Depois de ser ferido de forma crítica em serviço, a OmniCorp utiliza a sua impressionante ciência de robótica para salvar a vida de Alex. O seu regresso às ruas da cidade dá-se com novas e aumentadas habilidades que as pessoas comuns nunca viram na vida.

O trailer dá apenas algumas dicas daquela que poderá ser uma dinâmica muito interessante no que respeita às "grandes questões" que a nossa própria sociedade enfrenta. No painel da Comic-Con deste ano, José Padilha confirmou que apesar de manter em alguns momentos um tom satírico como o original de 1987, o objetivo não era reimaginá-lo, já que se tratava de um "belíssimo filme". Depois Padilha prosseguiu dizendo que o seu filme se foca sobretudo na questão humanos vs robôs - seja em termos de questões relacionadas com a responsabilidade da sua utilização, ou se nos devemos preocupar com a pessoa que usa um determinado tipo de tecnologia.

Tudo isto são temas interessantes, explorados de forma muito breve no trailer, mas que parecem oferecer a "Robocop" uma dimensão que, pelo menos para mim, lhe acrescenta muito interesse.


Entre o elenco contam-se participações de Joel Kinnaman, Abbie Cornish, Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams e Jay Baruchel.

 

"Robocop" deverá chegar aos cinemas em fevereiro do próximo ano. 

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Pull Back Shot - O sabonete e a pomada de Bryan Cranston

por Catarina d´Oliveira, em 05.09.13

Muito antes de dar vida ao inesquecível Walter White de "Breaking Bad" ou de participar em filmes como "Argo", "Little Miss Sunshine" ou mesmo "Saving Private Ryan", Bryan Cranston era um ator como tantos outros, a deambular por Los Angeles, fazendo novelas e anúncios televisivos enquanto procurava o seu verdadeiro "furo" profissional.

 

Ali pelos anos 80, Cranston foi especialmente prolífero no mundo da publicidade, tendo-nos mesmo oferecido aquela que será uma das maiores e mais inequívocas pérolas do "epá já não me lembrava que tinha feito isto então não vou dizer a ninguém".

 

 

Case in point: este anúncio televisivo a um sabonete - e como os anúncios dos anos 80 adoravam uma boa analogia... porque, estão a ver, ele cheirava tão mal quanto uma doninha, então vestiram-lhe um fato de doninha. Bem subtil. Mas nada temas, marido mal-cheiroso, porque a tua esposa tem a resposta no fabuloso sabonete Shield (mais uma analogia estão a ver? shield, escudo, proteção... uff isto custa a acompanhar). Este não é um sabonete qualquer, cujo odor desaparece ao fim de, bom, uns 7 minutos.. este é um sabonete a sério.
 
Mas este não é o único anúncio televisivo na carreira de Cranston que vale a pena recordar - e ele teve muitos, muitos mesmo, acreditem. Algures no tempo - também nos loucos anos 80 - Cranston era um homem bem aprumado e sofisticado. Exatamente aquela pessoa em quem confiamos cegamente... quando nos dói o rabo.

 

Pois bem, Cranston é o tipo dos óculos que vem em salvamento da guerra que as hemorróidas abriram à nossa extremidade menos nobre. E o Cranston é um tipo que sabe as coisas, porque usa óculos e... sabe.

 

Para mais tarde recordar.

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