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Point-of-View Shot - Skyfall (2012)

por Catarina d´Oliveira, em 30.10.12



"007 reporting for duty."

 

É disso que se fala, portanto mais vale adereçar o “elephant in the room” o mais cedo possível na análise.

 

Na modesta opinião desta que vos escreve, Skyfall não é o melhor James Bond de sempre, ainda que o isolamento de determinados momentos de fulgor e brilho ímpares pudessem elevá-lo a tal estatuto.

 

Despachada a conversa da praxe, vamos ao que realmente interessa.

 

Em Skyfall, a lealdade de James Bond a M. será posta à prova quando o passado desta volta para assombrá-la. Com o MI6 sob ataque, o agente secreto mais famoso do mundo deve investigar e destruir a ameaça que paira sobre a organização e o país, mesmo que tais atos tragam graves custos pessoais.

 

 

Bond é, em si mesmo, um género cinematográfico estabelecido. Não é (ou era) comparável a qualquer outro tipo de filme, que não a si mesmo, em todo o charme, ação e suspenção de crença que o espectador mais ou menos assíduo já leva preparado. Posto isto, o legado de Bond é celebrado com pompa, circunstância e engenho pelo realizador ao leme, Sam Mendes (American Beauty, 1999), não apenas à superfície – com gadgets, Bond girls, ação e o incontornável Aston Martin -  mas também por dentro, com uma exploração inédita da psique de Bond. Skyfall representa, de certo modo, a desconstrução e reconstrução de James Bond, tanto como ícone e como homem. E como é refrescante vê-o efervescer com estes enigmas humanos, físicos e morais…

 

A narrativa é limpa e direta, a ação é eletrizante mas sempre de bom gosto, e o core de performances tem qualidade tal que qualifica Skyfall como o melhor elenco Bond alguma vez reunido.

 

O 50º aniversário da saga no Cinema é coroado com um 23º título que tem tanto a levantar o chapéu a elementos passados que polvilharam o imaginário de Bond no último meio século, enquanto olha o futuro sob um semblante negro e um tom mais duro do que nunca, herança contemporânea essa que vinha sendo cimentada desde o fantástico Casino Royale, e que infelizmente Quantum of Solace não soube prezar da melhor forma.

 

 

A própria decisão de, a par de fazer de Bond uma personagem tridimensional, tornar a ameaça pessoal é um reflexo da contemporaneidade, que cada vez mais se tenta soltar do arquétipo vilanesco cujo propósito único passa pelo domínio da humanidade. Silva é ambíguo, e extraídos os devidos devaneios, tem uma linha de vingança completamente relacionável e reconhecível para o espectador. A ameaça que paira em Skyfall é capaz de quebrar o inquebrável Bond, e talvez seja essa a sua maior potencialidade. Mesmo que ele ressurja reconstruído, fortalecido e renascido.

 

Muito disso se deve ao sólido (e bem escrito) argumento de Neal Purvis, Robert Wade e John Logan, que não negligencia a herança de Bond, mas que não hesita em olhar o futuro nos olhos. Essa tal qualidade incrementada no desenvolvimento do enredo e diálogos faz-se sentir ao nível das interpretações.

 

 

Na sua terceira vez como Bond, Daniel Craig surge com a sua performance mais persuasiva, emotiva e real, e apesar das dúvidas que se levantaram a propósito da sua escolha para continuar o legado do agente secreto a partir de Casino Royale, o ator britânico prova cada vez mais que se tratou de uma escolha não apenas sólida, mas das mais acertadas do franchise oficial que já viu materializar seis Bonds diferentes. Ninguém conseguiu como ele convir a natureza psíquica fraturada do agente secreto que se contrasta na sua brutalidade física e sofisticação do gesto, e quase vale a pena por si só pagar o bilhete para observar a linguagem física que Craig nos faz passar, de um Bond que está longe do seu auge físico e emocional.

 

Quem está de volta ao universo Bond é Q, numa oportunidade única e nunca desperdiçada por Ben Wishaw, que rouba cada cena que protagoniza. E por falar em “ladrões de cenas”, vamos ao maior: o enigmático Javier Bardem que, enquanto Silva, nos justifica em cada segundo de cena o Óscar que recebeu em 2008 pela sua fabulosa rendição assassina em No Country for Old Men. A harmonia entre o realismo e a exuberância torna o vilão credível, misterioso e incrivelmente perigoso.

 

 

Ainda relativamente ao elenco, resta destacar aquela que é uma das forças motrizes deste renascimento de Bond – M., fabulosamente interpretada por Judi Dench. Talvez mais do que em qualquer outra das suas seis participações na saga, Dench encontra aqui espaço para jogar com os seus trunfos, e equilibrar uma performance que tem tanto de emocional e vulnerável como de fria e impiedosa, encontrando os seus pontos mais luminosos nas cenas em que interage diretamente com Daniel Craig, e quase conseguimos palpar os anos de história que antecedem as ações retratadas em Skyfall.

 

Pode não ser o melhor Bond de sempre – avaliação essa, claro, subjetiva – mas é quase indubitavelmente o Bond mais polido e com melhor aspeto de sempre, distinção atingida não só pelo olho único de Sam Mendes, mas pelo dedo mágico que apontou Roger Deakins como o diretor de fotografia de serviço.

 

 

Ao contrário do que a tradição de 50 anos de James Bond vem agoirando, e não desfazendo Bérenice Marlohe e Naomir Harris, a verdadeira beleza de Skyfall está na fotografia. Nove vezes nomeado para o Oscar, desde The Shawshank Redemption até True Grit, (nunca levando, no entanto, o galardão maior para casa). Deakins embebe cada frame de uma luxúria nunca antes vista, e é talvez a primeira vez que o estilo associado à figura e ações de Bond se equilibra no mesmo pé com a sua imagem cinematográfica total.

 

A ultrapassar a marca das duas horas e vinte, o filme sente-se ligeiramente longo, mas pelo menos Mendes nunca deixa que a energia esmoreça, e cada peça se move num sentido específico, que culminará num objetivo trabalhado para equilibrar o quadro final.

 

Como a trilogia Batman de Christopher Nolan, Skyfall vem provar que entretenimento entusiasmante e glamuroso não tem se sobreviver com neurónios catatónicos, e que é possível combinar a espetacularidade com a abordagem (mesmo que breve) de questões de interesse social, político e moral contemporâneo.

 

 

Em jeito de conclusão, não podia deixar, no entanto de partilhar a minha maior inquietação. Skyfall, como outros Bonds recentes antes de si, equilibra-se perigosamente entre o fervor de recordar os tempos áureos do passado, e a necessidade de atualizar um homem e, por extensão, uma instituição que, supostamente, se encontram ultrapassados.

 

O crime mudou, mas as noções relativas ao seu combate permanecem, grosso modo, estagnadas, como aliás o próprio filme admite. A questão que se coloca após o término do 23º Bond é, no entanto: vamos dar um passo em frente ou dois atrás?

 

A ambição ou, antes, a espécie de cliffhanger que nos é deixado no final só poderá ser totalmente interpretado quando pudermos ver o que nos espera em Bond 24. Porque o tom dramático com que nos abandona tanto serve o propósito de regresso às origens (menos apetecível, tendo em conta o que já foi alcançado e, sim, a mudança dos tempos e das vontades) ou, ao contrário, a catapulta para um novo e dinâmico universo Bond, aquele que Casino Royale começou a construir cuidadosamente, e que pode encontrar em Skyfall um lanço de escadas imprescindível para chegar ao nível seguinte.

 

Só resta fazer figas para que se trate da segunda hipótese.

 

 

8.0/10

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Snorricam - Curiosidades do Terror

por Catarina d´Oliveira, em 30.10.12

Em jeito de celebração do Halloween - tradição iniciada para os lados da Grã-Bretanha, e que hoje tem especial relevância nos países onde se fala inglês - o unrealitymag compilou uma série de factos curiosos sobre os filmes que são a manteiga do pão do Halloween: os de terror, pois claro.

 

Hoje o Close-Up partilha alguns desses factos (inalterados, apenas traduzidos) e prometem-se algumas surpresas... surpreendentes, no mínimo.

 

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Mise en Scène - Teaser poster de Wolverine

por Catarina d´Oliveira, em 29.10.12

A 20th Century Fox revelou há momentos o primeiro teaser poster de The Wolverine, o "próximo X-Men", cujos eventos terão lugar logo depois da ação de X-Men: The Last Stand.

 

 

Segundo a sinopse oficial, o filme segue o arco original do personagem nos comics e encontra Logan, o eterno guerreiro e outsider, no Japão. Será em terras nipónicas que Logan confrontará uma figura misteriosa do seu passado que o mudará para sempre. O elenco contará com participações de Hugh Jackman, Will Yun Lee, Svetlana Khodchenkova, Hiroyuki Sanada, Hal Yamanouchi, Tao Okamoto, Rila Fukushima e Brian Tee.


The Wolverine tem estreia marcada para Julho de 2013 nos cinemas norte-americanos.

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New Shots - 29 de Outubro a 4 de Novembro de 2012

por Catarina d´Oliveira, em 29.10.12

 

Esta semana nos cinemas:

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Outtake - Quatro blogs companheiros

por Catarina d´Oliveira, em 26.10.12

É o que eu digo: isto às vezes, há coisas que não lembra à velha... como por exemplo, o facto de ainda não ter na minha lista de blog, os meus companheiros do CCOP (Círculo de Críticos Online de Cinema): Inês Moreira Santos, Miguel Ferreira e David Lourenço.

 

Porque as senhoras têm de vir sempre primeiro, a Inês pertence a uma raça ameaçada, aquela das bloggers meninas de Cinema, pelo que é com um grande carinho, orgulho e respeito que tenho o prazer de acrescentar os seus blogs à lista: o Espalha Factos (onde a Inês colabora como editora de Cinema), site dedicado sobretudo à Televisão, Cinema e Música, com críticas, artigos, entrevistas e muito mais.

 

 

O Hoje vi(vi) um filme é, por assim dizer, o seu projeto a solo - um blog de Cinema onde se permite a escrever sem restrições aquilo que pensa sobre a arte que mais lhe apraz.

 

 

 

 

O Miguel Ferreira resolveu dar descanso ao Última Sessão para se dedicar a um novo projeto, o Shut up and Watch the Movies que é descrito pelo Miguel assim mesmo: um começar de novo.

 

Por fim, temos o David Lourenço e o seu Narrador Subjectivo, onde se dedica à crítica e divulgação da nossa amada arte.

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TCN BLOG AWARDS - Close-Up, Magazine-HD e CCOP nomeados

por Catarina d´Oliveira, em 26.10.12

Como já vai sendo tradição na blogosfera de Cinema e Televisão, o Cinema Notebook vai este ano organizar uma nova edição dos muito simpáticos TCN BLOG AWARDS, que se dedicam à celebração daquilo que de melhor se faz (ou escreve) por esses blogues de cinema e televisão fora. 

 

Este ano as regras mudaram (como pode ser observado aqui, aqui e aqui) em virtude de algumas confusões que surgiram de anos passados, mas penso que, polémicas à parte, o que continua a importar realmente na questão é o bonito gesto promovido pelo Miguel Reis, onde supostamente os prémios são apenas secundários (ou terciários) e o que importa é a divulgação de novos blogues, os gigantes do costume da velha guarda, de boa escrita e a desculpa para nos encontrarmos todos numa tarde divertida.

 

 

 


Mas voltando à mecânica dos prémios, este ano existem dez categorias que vão mais ou menos assim:

 

Melhor Artigo
Melhor Crítica de Cinema
Melhor Crítica de Televisão
Melhor Entrevista
Melhor Iniciativa
Melhor Novo Blogue de Cinema/TV
Melhor Blogue Individual de Cinema/TV
Melhor Blogue Colectivo de Cinema/TV
Melhor Site/Portal de Cinema/TV
Blogger do Ano

 

O Close-Up candidatou-se a umas quantas (ainda com o precalço de ter lido mal as regras no que respeita ao limite de candidaturas, não fosse eu do mais despistada que existe) e acabou por ter a honra de ser escolhido para duas (Melhor Artigo de Cinema e Melhor Blog Individual), o que já de si me dá um prazer enorme, especialmente olhando pelo ombro para aqueles que competem nas minhas categorias e não só.

 

Além deste espaço, ainda tive o prazer de ver a "minha" Magazine-HD (onde colaboro e coordeno) nomeada como Melhor Site/Portal de Cinema/TV. Tanto eu como a minha equipa ficámos infindavelmente deliciados com a escolha da Academia e esperamos poder contar com o apoio de todos os que nos seguem.

 

Em último lugar e não menos importante, o CCOP (Círculo de Críticos Online de Cinema) também mereceu honras de nomeação na categoria de Melhor Iniciativa, pelo que saluto os meus "companheiros de luta" e membros do CCOP: Gonçalo Trindade (Ante-Cinema), Inês Moreira Santos (Espalha Factos), João Pinto (Portal Cinema), João Samuel (Dial P for Popcorn), Jorge Rodrigues (Dial P for Popcorn), Miguel Ferreira (Shut up and watch the movies), Nuno Reis (Antestreia), Pedro Ponte (Ante-Cinema), Samuel Andrade (Keyzer Soze's Place), Tiago Ramos (Split Screen), e os mais recentes integrantes, David Lourenço (O Narrador Subjectivo), Miguel Reis (Cinema Notebook) e Rui Madureira (Portal Cinema).

 

 



O desafio que vos deixo agora é de darem um pulinho ao Cinema Notebook do Miguel e... votem. 
Se acharem que aqui a tasquinha e a Magazine-HD merecem os votos de confiança, fico muito agradecida; mas não há forma de alguém se sentir injustiçado com a qualidade dos nomeados em questão. Portanto, toca a escolher o que mais gostam, que é sem dúvida o mais importante!
A terminar, fica o desejo de maior sucesso para esta edição e que os TCN BLOG AWARDS se repitam por muitos, muitos anos.

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Master Shot - Posters Bizarros: O Caso Polaco (Parte 2/2)

por Catarina d´Oliveira, em 25.10.12

 

Com um dia de atraso, continuamos a celebrar a arte do poster polaco e partilhar algumas das suas mais célebres criações (as fantásticas, as boas e as horripilantes), acompanhadas dos comentários parvos do costume.

 

PARTE 1 DO ARTIGO

 

*** *** ***

 

Só lhe falta falar… com gafanhotos gigantes.


 

Gosto deste por duas razões: primeiro, porque acho uma obra de arte fabulosa, que conflui com o core temático do filme em questão; segundo, porque teve tomat… coragem para publicitar o filme sem dar sequer sinal da dupla protagonista.

 

 

Pure badass! ... mas aquilo deve ter custado a limpar da carpete.

 

 

Talvez este, como alguns outros, seja um exemplo clássico daquela situação do “epá, não podemos assistir ao filme nem perder tempo a ler a sinopse, portanto podemos fazer isto só com o nome do filme”. É certo que um título como “Sex and the City” faz antever um festival de rituais de acasalamento e protagonistas com seios de formas geométricas e capazes de provocar corcundas a um pau de vassoura… mas é difícil imaginar que pelo menos uma pessoa nessa reunião de brainstorming nunca tenha ouvido falar da série, a menos que vivam todos debaixo de uma pedra, que é o que já começo a desconfiar.

 

 

Temos de dar a mão à palmatória: a expressão de Shelley Duvall está perfeita (como aliás, podemos comparar pelo poster original), e a obra polaca convém na perfeição o tema e tom do clássico de terror de Stanley Kubrick.

 

 

Não tenho palavras, e isto não me acontece assim tantas vezes...

 

 

A história tocante de uma moça com uma testa considerável que é cruelmente esfaqueada por um anão… no nariz.

 

 

Sem dúvida a parte mais atraente para o público em geral de The Fly: Jeff Goldblum a vomitar para depois voltar a comer...

 

 

É verdade que Raiders tem os seus momentos “menos apropriados para cardíacos”, mas daí a reduzi-lo a uma caveira dentolas com uma cobra demoníaca sem cabeça é um bocadinho demais.

 

 

Ainda na senda da arte empregada no filme de Indiana Jones, temos agora o exemplo de "Romancing the Stone", uma comédia romântica de aventura passada na selva que, pelos vistos, também encontra sinónimo numa caveira perfurada. Das duas uma: ou os anos 80 criaram um culto manhoso nos designers de posters polacos, ou foram criados pela mesma pessoa… que não teve uma infância lá muito alegre.

 

 

Para que não restem dúvidas, além da já óbvia comparação entre poster original e polaco, Weekend at Bernie’s é uma COMÉDIA sobre dois colegas de trabalho que descobrem uma fraude milionária e são convidados pelo chefe, como prémio pela descoberta, a passar um fim-de-semana na sua casa de praia. Quando lá chegam, o chefe está morto, o que desencadeia uma série de embrulhadas DIVERTIDAS.

Não sei se já disse isto, mas, se tivesse de dizer a primeira coisa que me surge quando penso em Weekend at Bernie’s é COMÉDIA, e penso que não estou a ofender alguém quando digo que NINGUÉM vai  dizer “ah e tal, uma mão esquisita com óculos”. Só há álgumas comédias nestes dois posts, mas se isto é o modelo de posters dedicado ao género, então a Polónia deve ser um dos países mais deprimentes do mundo.

 

 

Uau outra comédia… vamos ver se isto corre melhor… Ok, NÃO. Mil vezes posters com mãos em posições estranhas, agora figuras semi-humanas com dedos eretos e um pénis na cabeça? A sério?

 

 

 

Isto começa a tornar-se verdadeiramente perturbador. Mas porque é que a Pantera Cor-de-Rosa tem de parecer um filme de terror porno italiano dos anos 80, porquê?

 

 

FIM


PARTE 1 DO ARTIGO

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Mise en Scène - Evil Dead

por Catarina d´Oliveira, em 24.10.12

 A promessa de boas surpresas já vem de há quase duas semanas, onde o painel de Evil Dead na New York Comic Con louvou o filme como à altura do original que "representa" e sangrento o suficiente para apelar aos gostos de todas as bocas.


 

O trailer 'green-band' já tinha dado boas indicações... mas não há nada como o bom velho e perverso 'red-band' para mostrar as coisas como elas são.

 

Os "elementos Evil Dead" foram mantidos ao máximo, enquanto adaptados à linguagem do terror moderno. O resultado pode ser visto agora... para quem se atrever.

 

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Mise en Scène - O Avatar da loja do Chinês

por Catarina d´Oliveira, em 24.10.12

Tenho quase a certeza de que a maior parte de vocês nunca ouviram falar do filme que hoje vos trago, mas deixo a garantia: não mais o vão esquecer.

 

Depois do sucesso de 'Avatar' na China, o país ficou embriagado com os poderes do 3-D criando o duvidoso '3D Sex and Zen', em busca de uma produção inovadora que introduzia a tecnologia pela primeira vez no cinema erótico.

 

Como seria de esperar, os resultados não foram os mais simpáticos, pelo que foi necessário começar a pregar noutras freguesias. E que melhor forma para imitar o sucesso de 'Avatar' que não replicá-lo… debaixo de água?


Empires of the Deep tem de se aguentar à bucha: é o Avatar chinês (ou de origem chinesa, pelo menos). Mas isto em modo pavoroso.

 

 

A aventura fantasiosa passa-se na Grécia antiga e traz-nos a história de um jovem que se aventura debaixo do mar para salvar o pai. Para o fazer terá de, no entanto, ultrapassar provas imensas no reino das sereias, enfrentando monstros e demónios e desenvolvendo um pouco prático interesse amoroso pelo caminho.

 

Posto isto, as coisas não parecem promissoras. Apesar do orçamento chorudo de 130 milhões de dólares (só para contextualizar o valor, cada filme de 'Lord of the Rings' custou menos de 95 milhões), a produção esteve envolta numa série de dificuldades, desde equipa e elenco desfalcado, a produção continuamente atrasada (esteve em fermentação durante mais de três anos).

 

Quanto ao trailer em si, só aparenta potencial desgraçado: enredo fraquíssimo, aspeto pouco atrativo e, sobretudo, gráficos capazes de competir com jogos de computador do ano passado...

 

Não podemos, todavia, esquecer o célebre exemplo do hit de James Cameron, cujas inúmeras dores de cabeça por detrás dos panos faziam antever um flop esbanjador de dinheiro tremendo. Esse mesmo filme que, meses depois, se tornava o mais rentável de sempre… Mesmo assim, e juntando as histórias que ouvimos e ao trailer que poderá ser visto abaixo, ou muito nos enganamos ou o destino na bilheteira de Empires of the Deep será muito, mas mesmo muito diferente.

 

 

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Master Shot - Posters Bizarros: O Caso Polaco (Parte 1/2)

por Catarina d´Oliveira, em 23.10.12

 

Quando um filme viaja para o estrangeiro, é apenas natural que veja o seu título alterado (por vezes de forma pouco inteligente ou perspicaz), ou o seu material promocional refeito para confluir com os valores e realidades sociais dos diferentes países onde será lançado.

 

O poster é um dos principais mecanismos de venda e promoção de um filme sendo, em várias instâncias, a sua própria cara e a representação (mais ou menos fiel) da experiência que poderá proporcionar, sendo aliás, de importância vital no futuro sucesso do mesmo. Afinal, o material promocional de um filme terá de estar preparado para potenciais extrapolações que vão além do serviço de “mero” postermerchandise, roupas,bandas-sonoras, edições de vídeo, etc.

 

Nações como a Rússia, a Polónia, a República Checa ou o Japão ganharam fama pelos posters que criaram para filmes clássicos, e que primavam pela criatividade pungente e pelo retrato pouco óbvio do título que apresentavam.

 

 

 

Ainda a era do entretenimento global estava para vir, quando as mentes criativas do mundo – e, no caso particular que abordamos hoje e amanhã, da Polónia – tinham carta-branca para criar a sua visão de um filme, para que este fosse publicitado no seu mercado. Uma série de artistas formaram-se na arte do poster, e felizmente ainda tivemos tempo de ver surgir criações que preenchem todo o espectro do bizarro ao excecional. Por outro lado, e agora infelizmente, os anos de opressão política e social começaram a fazer a indústria definhar, acabando por morrer mesmo em 1989.

 

Atualmente a criação de posters alternativos ainda existe, mas apenas como exercício criativo para os artistas que mantém a paixão acesa e o génio inconformado, sendo estes expostos e vendidos em galerias de arte.

 

Hoje (e amanhã) o Close-up celebra a arte do poster polaco e partilha algumas das suas mais célebres criações (as fantásticas, as boas e as horripilantes), acompanhadas dos comentários desmiolados do costume.

 

 

NOTA: para os interessados, deixo um fabuloso artigo sobre a história do legado do design de posters da Polónia que vale muito a pena ler aqui.

 

*** *** ***

 

A primeira grande regra para criar um poster de qualidade digna na Polónia é… NÃO ver o filme. Foi claramente o que sucedeu neste primeiro exemplo, que pode ter confundido o verdadeiro Alien com um sistema nervoso assassino flutuante.

 

 

Cá está uma vez mais a confirmação da regra referida no ponto anterior, e mantendo a coerência do enredo anterior, temos agora a história de uma moça de cabelo encaracolado que produz bolhas de sabão.

 

 

Uma suástica feita de pernas com uma face duvidosa no meio - sim, vamos dizer que aquilo representa apenas e só uma face, para isto não descambar - só pode significar… ocupação Nazi em formato cabaret.

 


 

Picasso erótico.

 


A emocionante história da stripper de um braço que jura vingança. 



 

Um dos melhores. Badass to the core. E um busto do Brando mete sempre o devido respeito.

 

 

 

Foi a comédia sobre a experiência de um verdadeiro aventureiro na cidade que colocou no mapa o australiano Paul Hogan, mas o poster polaco de Crocodile Dundee parece esconder sub-enredos mais obscuros, que inclui alucinações induzidas por LSD de crocodilos coloridos e crianças negras profundamente horrorizadas.

 

 

 

O dia em que Gandhi foi o protagonista de Matrix.

 

 

 

Não que uma história sobre um tubarão com duas bocas não fosse aliciante (vou já escrever o argumento!), mas parece uma interpretação um bocadinho literal demais do título.

 


 

Este é, na verdade, um dos meus favoritos do lote dos que selecionei, mas o senhor que o criou só pode chafurdar avidamente numa sopa de drogas bem apuradinha.

 



 

É a reinterpretação de uma cena basilar no enredo, é certo. Mas convém sempre que o artista em questão tenha algum tipo de filtro no cérebro que lhe faça entender que relações sexuais entre macacos não são o maior chamariz para a audiência. E daí que já acredito em tudo neste mundo…

 



O Coração (ou o Amor) visto pelo cérebro masculino.

 


 

Das duas uma: ou foi desenhado por uma criança assassina, ou pelos próprios Gremlins. No paint.

 

 

(continua)

 

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