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Snorricam - Clássicos do Cinema, segundo motivos Otomanos

por Catarina d´Oliveira, em 09.07.12

"Tudo começou há dois anos, com uma experiência que quis juntar os motivos tradicionais orientais (Otomanos) e cinema ocidental contemporâneo. Combinando o global com o local, tradicional com contemporâneo e acrescentando um pouco de humor tornou esta uma experiência recompensadora para mim. De acordo com as notas que recebi dos professores pelo projeto, têm a mesma opinião que eu".

 

Estas são as palavras de Murat Palta, que já dizem muito sobre o trabalho que realizou enquanto estudante. Os resultados são, porém, ainda mais surpreendentes.  

 

A Clockwork Orange

 

 

 

Goodfellas

 

 

 

Kill Bill

 

 

 

Pulp Fiction

 

 

 

Inception

 

 

 

Star Wars

 

 

 

Terminator 2

 

 

 

Scarface

 

 

 

 The Godfather

 

 

 

Alien

 

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Snorricam - O Cinema dos Miúdos

por Catarina d´Oliveira, em 08.07.12

A descrição de Kids Swede Movies fala por si:

"Adorable kids recreate scenes from classic films. What more could you want?" 

E é verdade; que mais poderíamos nós desejar? Deixo-vos com uma das minhas rendições favoritas. 

 

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Um desabafo - Sobre as primeiras reviews de TDKR

por Catarina d´Oliveira, em 08.07.12

Este tem sido um ano entusiasmante para os blockbusters em geral e para o mundo dos super-heróis em particular.

 

Depois de Avengers ( bom entretenimento) e The Amazing Spider-Man (um dos meus filmes de super-heróis preferidos - falarei dele num futuro próximo para explicar porquê) está quase a chegar aquele que é um concorrente inegável ao "filme mais esperado do ano": The Dark Knight Rises.

 

Ora infelizmente, a estreia ainda não está particularmente próxima - até à estreia portuguesa ainda teremos de esperar mais de três semanas, ou pouco mais de uma, se estivermos noutras partes do globo, como Espanha, Reino Unido ou Estados Unidos....

 

Mas parece que os primeiros sortudos já tiveram a oportunidade de espreitar o último filme da saga Batman de Christopher Nolan e as críticas têm sido... estrondosas.

 

 

Segundo o Worstpreviews.com, foi isto que se disse:

 

"* Wow. Quite speechless at the moment...."TDKR" was everything I wanted it to be.

* So much awesome... can't wait to see it again. And again. And 9 out of 10 for me. I'd put "Amazing Spider-Man" at a 7.5 and "Avengers" at an 8.5.

* This film was the perfect final chapter in the trilogy.

* I think Bale gives his best performance as Batman and as Bruce Wayne in this one.

* Nolan manages to convey this wild ride into 165 minutes of his best work.

* "The Dark Knight Rises" is not onlyeasilythe best Batman movie yet, but now one of my favorite movies I've ever seen. It was unbelievable!

* If this does not break the mold and win Best Picture, no comic book movie ever will."

 

Oh bom... se isto já estava difícil de aguentar, agora então vai ser criminoso...

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New Shots - 9 a 15 de Julho de 2012

por Catarina d´Oliveira, em 08.07.12

 

Esta semana nos cinemas:

  • Magic Mike                   Nota IMDB 6.6/10
  • Le Moine                   Nota IMDB 5.8/10
  • Puncture                   Nota IMDB 6.8/10

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Quatro

por Catarina d´Oliveira, em 07.07.12

Lembro-me perfeitamente do entusiasmo que sentia há exatamente quatro anos.

 

Pode parecer excessivo dizer que sentia um formigueiro pelo corpo, mas a verdade é que ele estava lá. O nervoso pelo novo projeto era incontrolável, e o desejo de partilhar cada vez mais tem saudavelmente crescido, sem interrupções de querer (ainda que por vezes as obrigações maiores terem sido entraves).

 

Hoje, quatro anos depois de ter decidido criar o Close-Up, sinto-me uma pessoa mais feliz e realizada.  Não porque deixo uma "marca", mas porque sinto-me hoje uma pessoa mais persistente nas lutas que trava, e o que fica é, ou parece-me ser, uma carta apaixonada à coisa que mais amo na vida - com exclusões familiares e que tais, claro - o Cinema. Essa arte capaz de encapsular todas as outras.

 

Quanto a este espaço, manterá as convicções que sempre quis defender: a de ser um espaço exclusivo à discussão da sétima arte, onde só aparecerá quem assim o desejar, apenas e só pelo que o blog tem de oferecer, sem nunca recorrer a outro tipo de incentivos - claro está, absolutamente nada contra parte dos meus colegas bloggers que o fazem, que só merecem, devem confessar, a minha maior admiração. A eles também, especialmente mas não só aos meus colegas do Círculo de Críticos Online Portugueses, o meu muito obrigada pelo apoio ao Close-Up, mas especialmente pela dedicação inequívoca ao Cinema, que tanto precisa de nós, e cada vez mais.

 

 

Fica também devido um agradecimento ao SAPO, pelo apoio de divulgação e ajuda tão pronta nas alturas de maior sufoco - nunca por um momento achei que podia ter criado o Close-Up em melhor casa.

 

Obrigada a todos de vocês que continuam a visitar, com maior ou menor assiduidade, e a contribuir, sempre que possível também, com a vossa visão dos factos. É também isso que faz tudo isto valer a pena, e que faz o Close-Up ser muito mais do que um projeto meu, mas nosso.

 

Por fim, o agradecimento à família e amigos, que foram como sempre serão o maior pilar das alturas difíceis, e o "fã incondicional" em todos os momentos. A todos e especialmente a ti, I., o meu obrigada, por nunca me deixares vergar.

 

A única promessa que vos deixo é que esta aventura está longe de acabar, e muita coisa, muito Cinema há-de ainda ser partilhado, com a mesma dedicação, senão sempre maior.

 

Obrigada, e bons filmes.

 

 

Catarina d'Oliveira

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Flashforward - Boas notícias para Cinema Português

por Catarina d´Oliveira, em 07.07.12

A proposta de lei do cinema apresentada pelo Governo foi aprovada ontem no Parlamento, com o votos favoráveis de PSD, CDS/PP e PS e a abstenção do Bloco de Esquerda, PCP e Verdes.

 

A lei mantém a taxa de 4% sobre as receitas de publicidade nas televisões mas alarga a incidência à publicidade exibida nas salas de cinema e nos operadores de televisão por cabo, ou outras plataformas. Das receitas dessa taxa, 80 % continuarão a destinar-se ao Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), para apoio à arte cinematográfica e produção audiovisual e multimédia , e 20% à Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, para conservação do património.
As televisões são agora obrigadas a investir directamente em produção nacional até 1,5% das suas receitas publicitárias. E os operadores de serviços de televisão por subscrição passam a contribuir com o pagamento de uma taxa anual de 3,5 euros. 
Contudo, os partidos da oposição avisaram que vão insistir em alterações na especialidade da legislação.

 

Ainda no que respeita à lei, está previsto um outro avanço muito desejado no cinema português: um plano de cinema para as escolas onde, à semelhança do que acontece no Plano Nacional de Leitura, os alunos terão uma lista de filmes portugueses para ver. 

 

 

Fontes: Sol, Renascença, Público.

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Point-of-View Shot - Moonrise Kingdom (2012)

por Catarina d´Oliveira, em 07.07.12

 

"I love you but you have no idea what you are talking about."

 

O panteão dos grandes pares românticos encabeçado pelos eternos Romeu & Julieta prepara-se para acolher os seus mais recentes integrantes: em todo o seu esplendor, apresentamos Sam & Suzy, os fugitivos apaixonados de uma das histórias de amor mais puras do cinema contemporâneo: Moonrise Kingdom.

 

Suzy e Sam são duas crianças de doze anos prestes a descobrir a ponta do icebergue da aventura amorosa. Cada um tem a sua estranheza inocente, sendo ambos indivíduos que não se enquadram na totalidade da pintura que integram. Um dia, durante uma produção teatral da escola da “Cheia de Noé”, a faísca do amor é lançada, até ao dia em que inúmeras palavras trocadas no papel de uma carta culminam na fuga conjunta.

 

Sam foge dos Escuteiros Khaki, onde é um excomungado apesar das habilidades exemplares; Suzi foge do casamento em rutura dos pais. A estrutura é a de um conto de fadas: Sam é um Peter Pan cujas aptidões visam única e exclusivamente a proteção da sua Bela Adormecida resgatada do castelo do mal, e tudo isto se desenrola enquanto a comunidade adulta da pequena ilha se convulsa na sua procura.

 

 

Moonrise Kingdom, que podia muito bem ter-se chamado “Guia do Amor para Crianças”, é largamente contado sob o ponto de vista das crianças e a partir da forma como elas veem o mundo.

 

Estilizado até ao tutano, projetado até ao mais ínfimo detalhe e impassível por todo o caminho percorrido, Moonrise Kingdom é inequivocamente um filme de autor, e esse autor só poderia ser, neste mundo ou noutro, Wes Anderson.

 

Como o icónico crítico Roger Ebert questionou, “haverá sítio mais entusiasmante para uma ideia nascer e florescer do que na mente de alguém como Wes Anderson?”. Dificilmente.

 

 

Anderson é alguém que vê o mundo alegremente desbotado, um mundo onde os livros de capa rija ainda não deram lugar aos Kindles e Ebooks desta vida, e onde as crianças, desgarradas desses inventos tecnológicos tantas vezes macabros, têm a possibilidade de ser verdadeiramente inocentes.

 

Esta ode destrambelhada à intensidade do primeiro amor é um projeto de descoberta constante e fascinante para o espectador – o detalhes são de requinte tal que não podem ser de forma alguma ignorados.

 

O argumento foi escrito pelo próprio Anderson em parceria com Roman Coppola, e que argumento! Versando sobre a forma como o Amor nos verga e o quão complicado pode ser, coexiste num universo de personagens excêntricas e cenários capazes de aquecer os corações de uma sala inteira.

 

 

O objeto pode ser aparentemente pequeno, mas Anderson amplifica o core emocional para que a audiência se afete cada vez mais pelo destino deste casal predestinado. A “imaturidade” de Anderson representa aqui um papel crucial, e nunca num mau sentido. Ao mesmo tempo que o realizador reconhece que estes personagens foram profundamente feridos pela vida, mantém a crença de que o Amor pode ser o seu salvamento último.

 

O otimismo de Moonrise é do mais cristalino que pode existir, porque é aquele que sobrevive mesmo quando nem tudo corre bem, e que aprende a coexistir com a tristeza e a dificuldade. A melancolia que acompanha Moonrise Kingdom está muito ligada à inveja sentida pelos adultos desesperados pelo regresso dos heróis. O que fica é a saudade inabalável do descuido, da inocência, do amor e da liberdade da juventude.

 

A banda Sonora, que alterna entre maravilhosas composições de Alexandre Desplat, pedaços escolhidos a dedo de “The Young Person's Guide to the Orchestra" de Benjamin Britten e outras peças musicais, que se unem à narrativa de forma homogénea, quase como a sua segunda voz.

 

 

A fotografia a 16mm de Robert Yeoman – que tantas vezes faz lembrar um diorama ou um postal gasto pelo tempo - é material retirado de um sonho: as florestas, os panoramas oceânicos e as paisagens míticas da ilha de New England são reconfortantes e infinitamente convidativas, na sua coloração dourada simplesmente deliciosa.

 

Do fundo dos óculos fundo-de-garrafa, Jared Gilman é glorioso como Sam, enquanto Kara Hayward é absolutamente desoladora. Juntos, estes garotos de doze anos interpretam garotos de doze anos, e por mais simplista que esta assunção possa parecer, penso que o momento em que se permitirem deitar os olhos sobre este título irão compreender do que vos falo. Além de que é incrivelmente saboroso observar dois jovens que não foram esculpidos até à exaustão para parecerem integrantes do Clube Disney.

 

O resto do elenco é um caso extreme de foras-de-série: Bruce Willis relembra-nos que também sabe representar, Edward Norton é surpreendente como o líder dos Escuteiros, Bill Murray (um habitué de Anderson – fez seis dos sete filmes do realizador) oferece-nos um Walt cheio de nuances de tirar a respiração incorporando uma espécie de Homer Simpson a antidepressivos, Frances McDormand é exímia na linguagem corporal que transmite, e para não nos alongarmos até todos os participantes, Tilda Swinton, como a personagem que mais perto nos surge de uma vilã nesta trama, com uma representante dos serviços sociais maléfica que, ironia das ironias, se chama Serviço Social.

 

 

O Cinema de Anderson sempre foi caprichoso e extravagante, mas Moonrise Kingdom tem a si associada uma natureza deliberadamente travessa, uma teatralidade aparentemente pouco natural que pode, a modos de má vontade, ser considerada asfixiante. Intendendo implicar, qualquer um pode dizer que esta ilha de desajustados é um manifesto alheamento do mundo real, mas para todos aqueles de nós, verdadeiros aventureiros do dia-a-dia, que guardamos religiosamente o mapa secreto da procura da felicidade numa caixa de sapatos debaixo da cama, esta “fonte da juventude” representa uma alegria que não poderá nunca ser eclipsada.

 

À falta de melhor analogia, é como uma road-trip às lembranças do passado, que nos permite abrir a janela do carro, por a cabeça de fora, e respirar fundo o ar puro da montanha até os pulmões encherem. E quando, ao expirar, os olhos se reabrem ao mundo, tudo o que existe é um sentimento de inexplicável e imensurável libertação.

 

9/10

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Flashforward - Um apanhado

por Catarina d´Oliveira, em 05.07.12

Nas últimas horas ficámos a saber de algumas novidades importantes do mundo do Cinema que não quis deixar de partilhar convosco. Assim sendo e sem molengar...

 

 

  • O biopic da princesa Diana protagonizado por Naomi Watts que até agora vinha sendo conhecido como Caught in Flight vai passar a chamar-se simplesmente Diana.
  • The Dark Knight Rises foi registado no The British Board of Film Classification com a duração de 164 minutos, sendo assim o título mais longo da trilogia (Batman Begins - 140 min; The Dark Knight - 152 min)
  • Foi revelado que The Amazing Spider-Man (que estreou hoje nas salas portuguesas) será apenas a primeira parte daquela que deverá ser (pelo menos) uma nova trilogia da saga de Peter Parker.
  • Parece quase certo que será Jena Malone a interpretar Johanna Mason nas duas sequelas de The Hunger Games; depois de rumores que chegaram a apontar Mia Wasikowska e Zoe Aggeliki para o papel, parece ter sido uma das protagonistas de Sucker Punch a ganhar a corrida.
Over and out.

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Com mais uma adaptação de um super-herói prestes a chegar às nossas salas – para os mais distraídos, The Amazing Spider-Man estreia amanhã em todo o país – começou a ficar claro na minha mente que tinha algo mais a partilhar sobre este universo convosco.

 

Depois de vos ter ensinado com grande distinção a tornarem-se super-heróis de acordo com os filmes, cheguei à conclusão que por detrás de um grande herói não está uma moça escultural de seios avantajados. O que está por detrás de um grande herói é, claramente, um grande vilão.

 

Ora o problema desta dinâmica normalmente inspirada nos meandros da banda desenhada é que o vilão até pode ser grande e poderoso, mas nem sempre é o tipo mais brilhante do enquadramento.

 

É claro: as convenções e a ética da moralidade fazem-nos saber de cor e salteado que, de uma ou outra forma, no final do dia e mesmo com algumas nalgadas valentes, o bem triunfa. Mas não era divertido se, uma vez por outra, fossemos surpreendidos?

 

Eu acho que sim, e é com esse objetivo em mente que resolvi criar aquela que vos apresento hoje como a “Compilação de Conselhos para o Triunfo de um (Super) Vilão no Cinema”.

 

 

1. Se o vilão se dá ao trabalho de ter conselheiros sábios de confiança, mais vale ouvi-los de quando em vez, sendo que um deles deve obrigatoriamente ser um garoto de 5 anos;

 

2. Os agentes infiltrados não deverão nunca ter tatuagens na testa a identificá-los como membros de um determinado grupo.

 

3. Nunca incluir um mecanismo de autodestruição na super-arma-do-mal, muito menos um que tenha um botão vermelho a dizer “Carregar para ativar autodestruição”. Ao contrário, este botão deverá desencadear uma enchurrada de tiros baleados nas nalgas de quem carregar no mesmo.

 

4. Até pode ser que alivie o stress, mas ter uma “gargalhada maléfica” é meio caminho andado para a cova do plano malvado.

 

5. Antes de gastar balúrdios em estátuas de gárgulas e arcos renascentistas, mais vale ver se não há outros sítios mais úteis onde gastar esse dinheiro, como por exemplo, sei lá, treinar convenientemente um exército. 
6. Como sublinhado em cima, a instrução das tropas do mal não deve nunca ser descurada, pelo que devem saber sempre que:

     (a) Devem atacar o herói todos ao mesmo tempo, e não um de cada vez, enquanto esperam que ele os mate a todos;

     (b) Quem não passar nos testes de tiro ao alvo será imediatamente retirado da equipa de assalto/defesa;

     (c) Serão sempre treinados no uso das armas mais rudimentares; desta forma, no caso de os geradores de energia serem destruídos, não são derrotados por um bando de tipos com fisgas;

     (d)  Quando uma câmara de vigilância falhar, todos serão instruídos a agir como se de uma emergência máxima se tratasse;

 

7. Todos os inimigos vencidos deverão ser incinerados, vaporizados ou ver o bucho cheio de balas, em vez de serem abandonados “meios-mortos” no fundo do mar ou numa praia deserta com possibilidades remotas de retorno.

 

8. Nunca programar uma bomba com contagem regressiva digital. Se esta for estritamente necessária, deverá ser ativada não no zero, mas num número inesperado, tipo 19.

 

 

9. Não matar o mensageiro só porque o desgraçado traz más notícias e porque se é “muita mauzão”. A verdade é que o mercado dos mensageiros está cada vez mais pobre e o desperdício não deve ser tolerado.

 

10. Por falar em mensageiro, o vilão também nunca deve ignorá-lo até acabar os seus exercícios de Yoga no Wii Fit se este parecer esbaforido e agitado… é que pode ser algo importante.

 

11. Nunca empregar a frase “mas tragam-mo vivo!”. Pode não ficar gramaticamente tão apelativo, mas um “tentem trazê-lo vivo se for razoavelmente conveniente” pode ser incrivelmente mais eficiente.

 

12. Contratar um designer para criar uniformes decentes para o exército do mal; porque se for para cair, que se caia bonito.

 

 

13. Para incrementar o fator confusão, o vilão deve usar roupas de cores alegres e primaveris.

 

14. Apesar de as capas imprimirem toda uma iconografia (e bazófia) a um vilão, a verdade é que não são nada funcionais tendo a tendência irritante de ficar presas durante a fuga.

 

15. Contratar um corpo de arquitetos (certificados!) para que examinem a fortaleza do mal em busca de túneis abandonados que o vilão possa desconhecer.

 

16. Deixar crescer uma barbicha geométrica e diabólica era adequado no séc. XIX, mas sendo que estamos no séc. XXI é de se adotar um look mais atual.

 

 

17. Regra básica da vilania: nunca reservar dez ou quinze minutos para explicar o plano maquiavélico inteiro antes de matar o herói. Se por acaso o herói perguntar “porquê tudo isto?”, o vilão deverá responder friamente “porque sim” e matá-lo. Idealmente, deve matá-lo primeiro e só depois dizer “porque sim”.

 

18. Os mecanismos das portas automáticas devem ser programados para que estas sejam fechadas caso o painel de controlo seja rebentado por for a, e abertas caso seja rebentado por dentro, e não o contrário.

 

19. Distribuir o terror e a opressão de forma igualitária.

 

20. No caso de estarmos perante uma vilania tecnologicamente avançada, ou seja, munida de sistemas informáticos (supostamente) impenetráveis, talvez não seja má ideia comprar um antivírus decente.

 

 

21. Se, em última instância, for preciso escapar, o vilão nunca deve parar para fazer uma última pose dramática e mandar uma qualquer posta de pescada em forma de chavão de diálogo.

 

22. Não criar planos demasiado complicados para derrotar o herói, que envolvem reunir oito hamsters de cristal no altar sagrado dos roedores quando os nove planetas estiverem alinhados.

  

23. Se o cientista maluco diz que a super-arma-do-apocalipse ainda não está pronta e precisa de testes, há que esperar pelos testes. Que eu saiba, ninguém conquistou o mundo com versões beta.

 

 

24. Quando o herói for capturado, é melhor ter a certeza que também foi apanhado o seu cão, gato, macaco ou marmota de companhia que seja capaz de o soltar e/ou roubar chaves para divisões importantes.

 

25. Se o general responsável pelas forças de ataque do exército maléfico diz que este não terá capacidade de vencer a batalha, mais vale acreditar; afinal o general é ele.

 

26. Os canais de ventilação da fortaleza da vilania deverão ser pequenos o suficiente para ninguém conseguir gatinhar até à invasão por lá.

 

 

27. A ter alguma besta mortífera enclausurada nas masmorras, há que trata-la com carinho e respeito, não vá um dia ela fugir e perseguir o vilão em busca de vingança.

 

28. Para o caso de a super-arma-do-apocalipse ter uma ficha que é facilmente desligada pelo herói no último segundo, é sempre conveniente investir numa tecnologia de complexidade imensa chamada… bateria.

 

29. O herói capturado não tem direito a um último pedido, telefonema, beijo, Kinder Bueno para partilhar ao lanche, nem a qualquer outro último desejo. 

 

30. Tanto no computador pessoal como no arquivo físico, os nomes das pastas com os planos secretos para dominar o mundo deverão ser trocados com os das pastas que contém as melhores receitas de bacalhau da avó Maria. Já imaginaram a cara do herói a pensar que tinha salvo o mundo com uma receita de Bacalhau à Zé do Pipo?

 

 
*** *** ***
E no fundo é isto. Mas os futuros vilões desse Cinema fora agradecem as vossas mais inspiradas sugestões.

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Snorricam - James Bond, de Christopher Nolan

por Catarina d´Oliveira, em 03.07.12

Um fã com tempo e criatividade nas mãos resolveu imaginar o que seria um filme de James Bond realizado por Christopher Nolan e o resultado foi, no mínimo, épico - bom, vamos ignorar aquele único momento onde Michael Fassbender diz com a dobragem de Daniel Craig "the name is Bond, James Bond. 

 

 

Com contribuições de filmes como Batman BeginsInceptionPrometheusShameMission Impossible: Ghost Protocol e muitos outros, o trailer do dito filme imaginado pode ser visto já abaixo. Assim fica mais fácil de imaginar um Bond-Nolan não é verdade?

 

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