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Há pessoas com sorte...

por Catarina d´Oliveira, em 13.03.12

... e mesmo com alguns azares e chatices que a vida me vai reservando, até me considero uma pessoa de relativa sorte.

 

Uma das razões para essa constatação de vida é que em menos de 40 horas estarei a embarcar para as terras mais longínquas do Uncle Sam, mais precisamente para território já governado pelo Terminator... perdão! Arnold Schwarzenegger.

 

É isso mesmo... California here I come - L.A awaits!

 

 
Por via deste muito feliz facto, acho que irão compreender que o blog andará na reserva pelos próximos dias. Tentarei que não páre por completo - vou ver se venho cá partilhar peripécias ou algumas fotos dignas desse nome, mas como sou meia trapalhona e como o wifi nem sempre quer conversas connosco, abandono o tom de promessa e embarco mais no "vou MESMO tentar" fornecer-vos um diário de bordo engraçado.
O meu regresso a casa está marcado para dia 23, 24 ou 25 - isto porque com o jet lag nem vou saber a quantas ando; mas lá para dia 26 de Março já consigo garantir que terão direito a um post mais capaz pela certa.
Até lá, virei cá sempre que possível partilhar coisas convosco, portanto não se atrevam a não passar cá.
Bons filmes para todos, e obrigada :)

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Deep Focus - Como ser um Super-Herói?

por Catarina d´Oliveira, em 12.03.12

 

O ano de 2012 vai ser especialmente atribulado no que respeita à representação cinematográfica de toda uma mitologia de super-heróis que vem habitando o nosso mais fantástico imaginário desde que, pela primeira vez que com um deles tomámos contacto, acreditámos do alto dos nossos cinco ou seis anos que éramos também diferentes e que por isso deveríamos ter um poder escondido que mais ninguém no mundo tinha - sim, eu sei que passaram dias à espera que a vossa coruja chegasse com a vossa inscrição em Hogwarts.

 

O que hoje vos trago é a realização de um sonho de criança... ou talvez apenas um artigo de elevado grau de estupidez que ainda por cima expõe, em várias ocasiões, a minha inaptidão para fazer desenhos no Paint. De qualquer das formas, apresento-vos o guia essencial de “Como ser um Super-Herói?”, que desvenda todos os segredos desta arte oculta e fantástica…

 

Antes disso, resta-me apenas deixar o sobreaviso de que não me responsabilizarei por atos de vandalismo ou de exposição de vergonha pública por falência de resultados. You have been warned.

 

 

 

 

Se pensarem na carreira cinematográfica dos super-heróis, verificarão que, a certa altura, quase todos eles tiveram direito a uma rendição no grande ecrã que dava luz sobre as suas origens misteriosas. Desta forma é crucial que também todos vocês, que almejam ser um super-herói, tenham o vosso backgroud de acordo. Alguns lugares comuns incluem infâncias infelizes, capacidades de interação social nulas ou o facto de ter presenciado a morte de alguém próximo pelas mãos do crime. Mas como aqui não queremos desgraças para ninguém, sugerimos histórias mais simples, como “era uma pessoa normal mas fui picado por uma alforreca mutante e agora cresceram-me barbas gelatinosas que eliminam qualquer adversário”. O que nos leva ao próximo e crucial ponto…

 

 

 

Este é um momento-chave no vosso treino. Se querem ser um verdadeiro super-herói têm de ter um poder especial… senão são só um herói, e isso não tem tanta piada (apesar de ser igualmente honroso).

 

Infelizmente, ter poderes não é fácil, e há apenas três maneiras básicas de o conseguir: 1º ou nascemos com eles (ex. Super-Homem, X-Men), 2º ou os obtemos devido a algum acontecimento cientificamente surreal e inimaginavelmente doloroso (ex. Homem-Aranha, Hulk, Capitão América), 3º ou somos ricos e construímos/mandamos construir o gadget mais cool de sempre cuja tecnologia de alguma forma está anos-luz à frente das descobertas dos maiores cientistas da actualidade. Porque a 1ª opção me parece pouco viável a menos que tenham uma nave espacial escondida na garagem e porque também não me responsabilizo por acidentes domésticos decorrentes da 2ª, parece que só nos resta a 3ª. E se estão com pressa, das duas uma: ou têm uma choruda herança à vossa espera, ou é melhor começarem a fazer mezinhas com promessas para ganharem o euro-milhões. Fico a torcer por vocês.

 

De qualquer forma, e se querem uma ajuda a decidir o poder (ou poderes) que querem adoptar, deixo-vos uma lista de alguns dos mais comuns, e dos mais estranhos.

 

Poderes Mainstream

 - Voar

 - Super-força

 - Prever o Futuro

 - Assumir diferentes formas/corpos

 - Elasticidade

 - Telecinese

 - Invisibilidade

 - Regeneração Celular

 - Rapidez

 - Controlo de um dos cinco elementos (fogo, por exemplo)

 

Poderes Estúpidos, mas que na verdade existem

 - O poder de comer tudo, incluindo ferro, plástico, etc – Matter-Eater Lad (DC Comics)

 - O poder de trasnformar-se num disco voador – Fatman, the humanflying saucer (Lightning Comics)

 - O poder de arrancar os membros e utilizá-los como marreta ou objecto de arremesso- Splitter/Arm Fall Off Boy (DC Comics)

 - O poder de mudar as cores das coisas – Color Kid (DC Comics)

 - O poder de transformar som em luzes fortes – Dazzler (Marvel)

 - O poder de se transformar em qualquer tipo de gelado – Eye Scream (Marvel)

 - O poder de transpirar ácido – The Anarchist (Marvel)

 - O poder francês, que muitas vezes se traduz em espancamentos por meio de baguetes – Jean de Baton Baton (DC Comics)

 - O poder de atirar pessoas pela janela (porque transporta sempre uma consigo) – The Defenestrator (DC Comics)

 

 

 

Se pensavam que este guia vos ensinava a ser um super-herói sem terem de passar umas boas horas a transpirar no ginásio, estão redondamente enganados. Porque mesmo que nascessem abençoados com um dom, não iam querer que aquela banhinha marota aparecesse entre a vossa indumentária, certo? As batatas fritas e bolachas de chocolate têm de ser varridas do sistema, pelo que a motivação e força de vontade são elementos chave no vosso treino. Aconselha-se ainda, especialmente se não dispuserem de um super-poder que envolva força e que por isso não necessite mais do que um selo na boca para deixar os inimigos K.O, que aprendam algum tipo de arte marcial mista. Não só vos ajudará a derrotar os vossos oponentes com mais eficácia como serão capazes de golpes muito mais elegantes para o noticiário das oito.

 

 

 

Temos de enfrentar a dura realidade: este é um mundo que dá extrema importância aos outfits de cada dia, especialmente de quem vai estar exposto, digamos, em capas de jornal a salvar velhinhas em apuros. Se tinham pensado numas confortáveis calças de fato de treino, uns ténis velhos e um casaco de capucho, tirem daí a ideia – até porque podiam acabar a ser confundidos com um ladrãozeco de rua e ainda levavam umas bolachadas por engano. O ideal é que a vossa fatiota seja algo desconfortável à vista, e também para vocês, mas que ninguém fale sobre isso. Nos homens é obrigatório que permita boa visualização dos abdominais e nas mulheres há uma de duas opções: ou fatinho justo alampadinho ao corpo, ou saias curtas acompanhadas de grandes decotes. Em ambos os casos, a lycra é sempre uma boa opção, mas se dispuserem do super-poder da riqueza ou da sabedoria tecnológica, podem sempre almejar algo que vos proteja ativamente as partes mais sensíveis e que seja pesadão – ou acham que o fato do iron-man é uma pluma?

 

A questão da capa é muito importante neste tema, pelo que há que pesar os prós e contras: se por um lado fica sempre bem numa foto no topo de um edifício ao por do sol e incrementa a taxa de bazófia, por outro também pode ter o triste inconveniente de ficar presa em escadas rolantes ou arames ou qualquer coisa do género.

 

Pensando bem, é melhor arranjarem também um super-poder para aprenderem a coser a vossa própria indumentária ou mantenham um designer famoso no topo da lista de contactos, senão são capazes de estar metidos num sarilho. É que o alfaiate comum é capaz de estranhar quando vir o fato que criou nas capas de jornais de todo o mundo.

 

NOTA IMPORTANTE: ganham pontos extra se o vosso disfarce conseguir ser usado debaixo das roupas comuns do dia-a-dia; afinal, o crime não espera que vão a casa trocar de roupa.

 

 

 

Um super-herói que se preze tem de ter um símbolo que o represente que tem de obedecer a três regras: 1º tem de ser esteticamente confluente com o resto da fatiota; 2º tem de ser suficientemente diferente dos símbolos que representam os heróis já existentes (nada de letras ou bicharocos tipo aranhas); 3º e mais importante, tem de dar uma boa t-shirt - um herói não é digno desse nome se não puder resultar num tsunami de merchandising que vá desde as comuns t-shirts às hediondas lancheiras escolares que transportam leitinhos com chocolate, sandes de mortadela e cromos p’ra troca.

 

 

 

Se no vosso inventário de super-poderes não estiverem a velocidade ou a capacidade de voar, uma das coisas mais importantes na vossa lista de necessidades é arranjar um veículo digno para o efeito. Para o bem do ambiente, até vos recomendava transportes públicos, mas o mais provável é que só chegassem ao local do crime no dia seguinte, o que se revelaria profundamente ineficiente. Sendo assim, e com o dinheiro que por esta altura já devem ter arrecadado do euromilhões, toca a desembolsar num bólide bonitinho e poderoso. Pode ser um carro, um avião, uma nave, um triciclo a motor… o que quiserem. Só tem de ser rápido... e estiloso – o Batman não era assim tão cool se chegasse num Fiat Uno cinzento com 30 anos, pois não?

 

 

 

Combater o mal nem sempre é uma tarefa fácil, pelo que saber que podemos ter alguém a lutar ao nosso lado pode, em algumas instâncias, não ser uma má ideia. Há, contudo, várias notas mentais que devemos tomar:

  • A sua fatiota deve ter cores completamente distintas da vossa – não vão querer ser confundidos com a personagem secundária decerto;
  • Nunca deve ter poderes ou habilidades superiores às vossas – era embaraçador se fosse ele a ter de vos salvar de cada vez que houvesse sarilho;
  • Nunca deve ser mais bonito e/ou interessante do que vocês – não querem que vos fique com o interesse amoroso, certo?
  • Deve estar sempre preparado para as tarefas menos queridas ao herói – afinal, nem todos são ricos como o Batman para contratar uma legião de empregados para limpezas e tarefas menos nobres do que salvar gatinhos presos em árvores, e o bólide tem de estar um brinco…

 

 

Este elemento serve apenas para enaltecer a vossa vida sofrida, uma vez que não podem, em nenhuma instânci,a juntar-se a ele ou contar-lhe o vosso segredinho, prevenindo assim um eventual ataque do vilão (outra peça essencial, já lá iremos!). Mas ei, há que manter a esperança, e talvez num futuro livre de vilões possam ter o vosso pôr-do-sol na praia – fingers crossed para nenhum transeunte ser picado por um peixe-aranha e terem de entrar ao serviço.

 

 

 

Como disse um dia Billy Crystall e bem, “o tamanho do vilão determina o tamanho do herói; sem o Golias, o David seria só um parvalhão que atirava pedras”. Para a coisa não parecer demasiado ridícula, daquele tipo que podia ser resolvido pelo puto do Sozinho em Casa, convém que o vilão seja inteligente e forte e que os vossos encontros se cinjam à regra dos três simples (não, não tem nada que ver com a fórmula matemática, é só mesmo porque são três): 1º encontro – apresentação do vilão ao herói em roupas civis e sem pancadaria mas com ameaças; 2º encontro – primeira cena de pancadaria onde o vilão sai vencedor; 3º encontro – segunda sessão de pancadaria onde o vilão está prestes a triunfar de novo mas dá-se o twist final e o herói leva a bicicleta.

 

 

 

Se desejam ardentemente ser um super-herói, têm de estar preparados para os momentos difíceis. Apesar de nos sonhos mais distantes pensarmos que toda a gente nos vai achar a “última bolacha do pacote”, a verdade é que os super-heróis são, por norma, marginalizados. Portanto, toca a trabalhar numa moral de ferro e que não seja afetada por insultos de terceiros.

 

Outra questão importante neste ponto é a da identidade secreta. Se não querem que o vilão vos apareça à porta às 4 da manhã depois de ter descoberto onde vivem através do Google Maps, é melhor arranjarem um “disfarce diurno”. Uma coisa importante… no mundo real, tirar os óculos e fazer um caracol na poupa não nos torna irreconhecíveis – aprende qualquer coisinha, Clark Kent.

 

Por fim, uma motivação é sempre importante, e se querem ser um super-herói digno, ela será sempre lutar pelo bem maior. Se quiserem ser um super-herói mascarrado, podem usar a da vingança, mas eventualmente cedam ao bem maior. É sempre mais seguro.

 

*** *** ***

 

E pronto. Por esta altura já devo ter diante de mim uns quantos marmanjos para me salvar o dia. Uff…

Obrigada vigilantes!

 

 

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New Shots - 12 a 18 de Março de 2012

por Catarina d´Oliveira, em 11.03.12

 

Esta semana nos cinemas:

  • Wanderlust                  Nota IMDB 6.2/10
  • L'Autre Monde                  Nota IMDB 5.5/10
  • Enter the Void                  Nota IMDB 7.2/10
  • John Carter                  Nota IMDB 6.8/10
  • The Grey                  Nota IMDB 7.4/10

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Master Shot - My Movie Sucks... And I Know It

por Catarina d´Oliveira, em 10.03.12

 

Por mais certo que um projeto possa parecer-nos à primeira vista, a verdade é que muitas vezes as coisas acabam por não correr como planeámos. Acontece a todos nós, pessoal e profissionalmente, sendo então apenas natural que, ocasionalmente, também aconteça a pessoas que, pela natureza do que fazem, estão mais expostas do que o resto de nós… como as estrelas de Cinema.

 

Com o dinheiro que a indústria movimenta, este é um tópico passível de se tornar polémico. “Afinal, se meteram milhares ao bolso, estão a reclamar porquê?”. Bom, às vezes dá vontade de dizer isso, mas outras tratam-se apenas de desabafos em retrospectiva ou, em casos mais apertados, de obrigações contratuais que levaram a revoltas dentro da equipa. E não é, por um lado, reconfortante saber que há gente que não se contenta simplesmente com a mentira de ter de sorrir perante um produto seu de que não gosta? Eu acho que é um bocadinho; em alguns casos nobres, pelo menos.

 

Se por um lado existem os que saem logo aos tiros para com o produto que apesar de lhes encher o bolso lhes vazou o orgulho, também existem os que esperam alguns respeitosos anos até cascar no fruto menos apetecido.

 

O post que hoje vos trago dedica-se então a essa busca pelos grandes descontentamentos públicos das estrelas que se em muitos casos até nos fazem respirar de alívio pela sua sanidade mental, noutros são incrivelmente surpreendentes. Mas não desanimem, são todos de leitura bem divertida.

 

 

  

Parece que o pesadelo não estava só no título…

“Aprendemos a autossabotar coisas com as quais não queremos ficar (…) às vezes não queres alguma coisa, mas fazes um trabalho excelente e ficas com ela na mesma. Foi mais ou menos isso que aconteceu com A Nightmare on Elm Street – eu nem sequer queria o papel… E depois foi à audição e foi do género ‘F*****. De certeza que vou ficar com isto’”.

 

“Nem queria representar mais. Pensei que não era isto que queria, e que se estas eram as oportunidades que iria ter, então não estava interessada em representar. Senti-me muito desencorajada e desanimada. E depois chegou-me o guião de The Social Network e inspirou-me.”

 

 

Há aqui alguém sem grandes dúvidas quanto ao ponto baixo de uma carreira…

“Entrevistador: Qual foi o seu pior trabalho?

Bob Hoskins: Super Mario Bros.

 

Entrevistador: Qual foi a sua maior desilusão?

Bob Hoskins: Super Mario Bros.

 

Entrevistador: Se pudesse alterar o passado, o que mudaria?

Bob Hoskins: Não faria o Super Mario Bros.

 

 
Afinal o músculo vem com humor também.

“Eu fiz filmes verdadeiramente horríveis. O pior foi Stop! Or My Mom will Shoot. Se algum dia quiserem que alguém confesse um homicídio, façam-nos assistir ao filme. Aposto que confessam tudo depois de 15 minutos”

 

 

Afinal o músculo vem com humor e sabedoria paternal também.

“É o pior filme que já fiz. Agora quando os meus filhos se portam mal, mando-os para o quarto e forço-os a ver a Red Sonja 10 vezes. Nunca tive grandes problemas com eles.”

 

 

Depois de Clash of the Titans, saiu-lhe outra fava.

“Eu posso procurar defeitos e ir à lista de coisas que li no IMDB onde pessoas encontraram buraco lógicos e pensar ‘vocês estão certos”. Se estava um robô de 10 toneladas a sair da estação, de certeza que o ouvíamos! E essas coisas escaparam-me. Por essa razão vou tentar ser um pouco melhor quando estiver a escolher os meus guiões. Para elevar um pouco a minha fasquia, porque agora sinto-me um idiota por não ter falado com o McG, percebem?”

 

 

Depois de questionar-se sobre como era possível uma pessoa não sair do filme com um aneurisma cerebral ou pelo menos uma enxaqueca, Megan Fox ainda acrescentou calorosamente à sua opinião bem formada sobre o segundo episódio dos robôs falantes….

“Eu estou no filme, e li o guião, e vi o filme, e ainda não sei o que estava a acontecer. Se não leram o guião e forem ver o filme e perceberem o que acontece, devem ser um génio… este é um filme para génios.”

 

 

 

 

E também há os que reconhecem o mal, mas mesmo assim o apreciam no seu devido valor…

“Em retrospectiva, é fácil olhar para trás e dizer ‘Wow, aquilo foi mesmo uma m**** e eu representei mesmo mal’, mas a verdade é que o Batman também foi a minha grande oportunidade. Mudou a minha carreira. E não faria o que faço agora se não fosse por ele.”

 


Brad Pitt quis abandonar o barco antes das filmagens começarem, mas foi ameaçado por um processo de milhões de dólares… o que não o impediu, contudo, de enterrar o filme o máximo possível em entrevista… antes de este ser lançado.

 

“Não tínhamos guião. Bom, nós tivemos um guião, mas foi descartado por várias razões. E ter de inventar um conforme se vai filmando – Jesus, era uma grande pressão! Foi ridículo. Foi a manobra cinematográfica – se é que a podemos chamar assim – mais irresponsável que alguma vez vi. Eu nem conseguia acreditar.”

 

 

Esta bateu mesmo forte, já que afastou derradeiramente o sir escocês do grande ecrã.

“Foi um pesadelo… esta experiência influenciou-me bastante, e fez-me pensar sobre o showbiz. Fartei-me de lidar com idiotas.”

   

 

Temos de tirar o chapéu a Halle Berry pela manobra corajosa de aceitar pessoalmente o Razzie para Pior Atriz, pela sua performance em Catwoman… os agradecimentos na cerimónia foram… épicos.

“Tenho de agradecer, porque não se ganha um Razzie sem a ajuda de muita gente. Primeiro quero agradecer à Warner Bros. por me escolherem para este filme horrível de m****. (…) Quero agradecer ao elenco, porque para ter uma performance realmente putrefacta como a minha, temos de ter atores terríveis à nossa volta” 

 

 

 

 

Pelo menos foi uma alegria entre a desgraça.

“Foi um filme mesmo, mesmo, mesmo mau. Mas consegui trabalhar com o John Frankenheimer. Não estava a mentir a mim mesma – foi por isso que o fiz”.

 

 

Maek Wahlberg, em conversa com a colega Amy Adams, que antes de The Fighter quase tinha trabalhado com o ator em The Happening…

“Eu era um grande fã da Amy Adams e tivemos o prazer de almoçar antes e falámos sobre outro mau filme que fiz. Ela esquivou-se bem da bala. Eu não quero dizer qual foi o filme… ok, f***-se The Happening. F***-se. É o que é. Umas p*rras de umas árvores, meu. As plantas. F***-se. Não me podem culpar por não querer tentar interpretar um professor de ciências.”

 

“Foi um pouco sexista. Pinta as mulheres como ranzinzas, sem humor e tensas e os homens como adoráveis e engraçados. Alguns dias foram difíceis para mim. Interpreto uma c*bra; porque é que ela tem de ser tão desmancha prazeres?”

O mais engraçado disto tudo é que, como bem apontou Seth Rogen numa entrevista, depois de Knocked Up, Katherine Heigl fez The Ugly Truth, que deve ser uma das comédias românticas mais misóginas de sempre.

 

 


Este é um dos típicos casos onde, sim, o filme é um grande monte de porcaria… mas esta é uma demonstração de desrespeito e "mania de estrela” que para mim valia o fim de uma carreira.

“Honestamente, foi a experiência cinematográfica mais miserável que já tive. Não pelo elenco ou pela equipa mas… fui forçado a ponto legal a embarcar num cruzeiro durante uma semana. Não havia razão nenhuma para eu lá estar. Se virem o filme – e não vejam! -, na cena do cruzeiro eu estou sempre com um fato de pelicano onde não se consegue ver nenhuma parte da minha pele e onde não tenho nenhuma fala.”

 

“Senti que tinha feito porcaria com o legado que as pessoas adoravam e estimavam (…) e acho que, se não o admitirmos, porque é que havemos de esperar que confiem em nós da próxima vez que promovermos um filme?”

Oh bom, eu detesto-o, mas pelo menos o rapaz é honesto. Pena que não pareça ter aprendido muito pelos vistos, porque no ano seguinte…

 

 

“Quando vi o Segundo filme, não fiquei bem impressionado com o que fizemos… Tinha boas sequências de ação, mas o coração tinha desaparecido… perdemo-nos. Tentámos fazer tudo maior… o Mike tentou tudo tão grande que penso que perdemos a âncora do filme… Perdemos as relações. E a não ser que elas existam, o filme não importa. Assim são só uns robôs a lutar uns com os outros”.

Yup.

 

 

“Ora aí está uma bela m*rda de filme. É inacreditavelmente mau; mau do princípio ao fim. Há uma cena onde fujo de um alien e me escondo debaixo das escadas. Eu desço as escadas e escondo-me debaixo delas, estou a tremer, e esta coisa gigante desce as escadas e lá estou eu escondida debaixo delas. Isto é uma coisa que consegue abrir paredes de ferro e eu escondo-me debaixo das escadas! Foi talvez a única vez em que soube que algo era realmente mau e que não havia nada que pudesse fazer contra isso”.

 

 

Não dá para ser muito mais honesto do que isto. E genial também.

“Nunca o cheguei a ver, mas ouvi dizer que é terrível. Contudo, vi a casa que construí com o que ganhei com ele, e é lindíssima!”

 

 

E a coroar o que foi considerado o pior filme da década...

“Deixem-me começar por pedir desculpa a qualquer pessoa que tenha ido ver o Battlefield Earth. Não saiu como eu esperava – a sério. Ninguém quer fazer um desastre. Aliás, compará-lo a um desastre não é justo para com os desastres, porque na verdade as pessoas querem vê-los. Escrevi o pior filme de sempre – desculpem.”

 

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Snorricam - Coleção de Posters Alternativos

por Catarina d´Oliveira, em 09.03.12

Hoje fiquei a conhecer mais uma espetacular coleção de posters alternativos de filmes bem nossos conhecidos. O autor é Brandon Schaefer, e o resultado é um cruzamento entre o retro e o futurista que assenta que nem uma luva na maioria dos filmes visados.

 

Vale MESMO a pena conferir.

 

 

 

 

E porque a publicidade é rainha, se quiserem ver o resto da coleção, toca a dar um pulinho ao facebook do Close-Up aqui.

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Freeze Frame Shot - The Lone Ranger

por Catarina d´Oliveira, em 08.03.12

Depois de muito falatório à volta da adaptação cinematográfica de The Lone Ranger - a icónica série televisiva dos anos 50 - temos finalmente à disposição a primeira foto da produção que contará com interpretações de Johnny Depp e Armie Hammer nos principais papéis, será realizada por Gore Verbinski e que deverá chegar às salas lá para meados de 2013.

 

As fotos da série e do filme seguem abaixo para comparação...

 

 

 
... e parece que estamos num "extreme make-over gone wild". O Armie Hammer não me parece mesmo nada mal - bem aprumadinho, com o ar misterioso e tal... agora o Johnny Depp... não sei bem o que dizer, desde o pássaro que tem pousado no cimo da cabeça à espinha de peixe ao pescoço...
Mas se houve coisa que Johnny Depp nos ensinou foi a não julgar os seus personagens pela aparência - desde o fantástico Eduardo Mãos de Tesoura até ao icónico capitão Jack Sparrow, só nos resta esperar que esta re-imaginação de Tonto seja também ela, uma para a história.

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Snorricam - Dia da Mulher

por Catarina d´Oliveira, em 08.03.12

Não festejo particularmente este dia, porque acho que, às vezes, funciona ao contrário - se temos um dia dedicado a nós, ao mesmo tempo que temos um dia para nos celebrarmos, gera simultaneamente um sentimento de inferioridade que não me agrada lá muito... como se precisássemos efectivamente de um dia para nós, ao invés de todos.

 

 

De qualquer forma, gostava de partilhar este vídeo convosco, que já tem uns aninhos mas que me lembro sempre que achei genialmente simples quando o vi pela 1ª vez, e se bem me lembro nunca o cheguei a postar aqui... se já postei... Sorry peeps.

 

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Snorricam - Movie: The Movie

por Catarina d´Oliveira, em 08.03.12

Sorry, isto ja vai atrasado quase duas semanas... mas achei que era precioso demais para não partilhar convosco.

 

 

Todos os anos, pela altura dos Oscars, o Jimmy Kimmel consegue arrastar um número brutal de celebridades (provavelmente por obrigações contratuais) a participar num skit colectivo que se chamou este ano "Movie: The Movie" e corresponde, nem mais, nem menos, ao trailer oficial do maior filme de sempre. 

 

E todas as modas que se possam lembrar... estão lá. Até o Jacob.

 

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Point-of-View Shot - Margin Call (2011)

por Catarina d´Oliveira, em 07.03.12

 

"These people have no idea what's about to happen." 

 

Muitos de nós, comuns mortais, não estão familiarizados com os trâmites do funcionamento de Wall Street (ou “A Rua”, como é enigmaticamente chamada), o centro financeiro do mundo que, não vamos colocá-lo por menos, é um dos grandes responsáveis pelo (bom e mau) funcionamento da sociedade humana.

 

Desde o café que tomamos pela manhã até ao jantar apressado que compramos em take-away, o preço de tudo o que consumimos depende destes homens que das oito da manhã às seis da tarde não largam o telefone e não descolam o olhar de gráficos e números aparentemente incompreensíveis no ecrã de um computador.

 

E hoje, na situação cada vez mais deteriorada e crítica em que nos encontramos, é cada vez mais importante olhar para lá do nosso umbigo e tentar compreender o que se passa com o mundo. Afinal, o que podemos fazer para que a história não se repita? E ainda mais primário do que isso – o que aconteceu realmente em 2008, que despoletou um dos maiores tsunamis financeiros da história?

 

Uma das respostas possíveis, como se fosse dada a entender a um Golden Retriever a pedido de um dos personagens da trama, é simples. Primeiro, os bancos atraíram pessoas a empréstimos que não poderiam pagar, por exemplo, para comprar uma casa. O passo seguinte e decisivo, era um tiro cego mas financeiramente suculento: bem embonecadas, essas hipotecas arriscadas eram então vendidas a investidores incautos e desprevenidos.

 

 

Margin Call segue uma firma que trava conhecimento com as inevitáveis repercussões deste cenários (ter prejuízos que excedem o capital da empresa) por um dos seus mais jovens e brilhantes trabalhadores. A avalanche eminente desafia as leis de newton caminhando num sentido vertical, de baixo até acima.

 

Eventualmente, chegamos ao elo mais forte da cadeia. O CEO John Tuld (cujo nome é um piscar de olho pouco discreto a Richard Fuld – antigo CEO da Lehman Brothers) é chamado de urgência  e, depois de surgir num dispendioso helicópetro, reúne a artilharia mais pesada da firma às duas da madrugada para delinear uma estratégia desesperada e, bom, desesperante quando lhe conhecemos os traços: livrar-se rapidamente da “maior pilha de excrementos malcheirosos na história do capitalismo” na manhã seguinte, vendendo tudo a preço de saldo antes que os investidores descubram que estão a comprar… bom, trapos.

 

E como infelizmente vimos por experiência própria, esta enchente de trapos no mercado salvou de facto algumas cabeças de rolarem pelo chão, proporcionando-lhes um resto de vida bastante cómodo, mas trouxe aos restantes 99% da população o encarar de um sistema paralisado e profundamente fragilizado.

 

Se desejam ficar ainda mais assustados e encolerizados com o sistema dos colarinhos brancos, corram já para assistir a Inside Job. Se o que pretendem é uma versão ficcional que dê uma perspectiva do ponto de vista das grandes cabeças de Wall Street, bom, não têm de ir mais longe: Margin Call é um dos melhores filmes sobre Wall Street alguma vez feitos, e talvez também um dos mais amigáveis ao espectador comum, que como eu, não está muito ao corrente da maquinaria d’A Rua.

 

 

Margin Call é um olhar intenso perante o abrir portas da crise de 2008 a partir da perspectiva de uma empresa sem nome (cof… Lehman Brothers… cof) que em vésperas de um furacão financeiro, tenta safar-se o melhor que pode enchendo os bolsos de dinheiro sujo mas precioso à sobrevivência. Somos colocados em cima do acontecimento, justamente no momento em que decisões baseadas na ganância e no medo são tomadas, e a mensagem que nos fazem passar é simultaneamente lúcida e assustadora.

 

A realização de J.C. Chandor (na sua película de estreia) é competente, e apesar de não ser particularmente inventiva e da segunda metade do filme ter ligeiros problemas de ritmo, tem toques que merecem menção. Um dos que mais me chamou à atenção, e que penso ser um grande contribuidor para este ser um filme ao alcance de todos é que nunca somos confrontados com a informação que os personagens vêm. Este mecanismo simples tem uma dupla função exímia: por um lado, obriga os personagens a trocarem por miúdos o que se passa sem termos também nós uma dor de cabeça a decifrar o indecifrável, por outro, permite-nos focar em quem aqui interessa – os humanos por detrás das máquinas, os olhares aterradores, a impotência perante o que está para vir.

 

Num enredo guiado pelo diálogo, e de superior em superior, a notícia espalha-se como um cancro entre escritórios escuros e salas de reuniões deprimentes ressaltando ainda mais o distanciamento que, escalando a pirâmide do poder, parece existir relativamente à essência do trabalho n’A Rua. De facto, quanto mais subimos na “cadeia alimentar”, menos se entende da verdadeira maquinaria, mas ninguém tem vergonha de admitir que chegou onde chegou por ganância e cinismo cordial.

 

É verdade que Chandor faz uso do estereótipo, mas não duvidemos da sua eficácia, porque este acaba sempre por ser extrapolado humanizando assim a personagem a que respeita. Estes são Homens que sabem como são vistos mas cuja ganância não é a única força motriz – cada um tem a sua própria estrutura moral e ética.

 

 

O guarda-roupa monocromático foi um toque de classe, exacerbando a ideia que temos de que, de facto, aquelas pessoas longínquas mas de extrema importância para a nossa sobrevivência são quase máquinas, todas iguais, mecanizadas. O azul é a cor predominante com a exceção deliciosa feita, imagine-se ao segurança que escolta os recém-despedidos para fora do prédio, que veste um enigmático fato vermelho.

 

A fotografia é sóbria e acompanha o look azulado do guarda-roupa, dando uma adequada ideia de frieza à “Rua”.

 

Um dos mais óbvios pontos fortes de Margin Call é o elenco, que não toca nem uma nota errada – sim, até Demi Moore é exemplar na personificação de um horror contido do bode expiatório forçado pelo “bem maior” da firma que representa.

 

Mas a verdadeira estrela da madrugada é Kevin Spacey, que com flutuação fantástica entre o leal heroísimo e a vilania golpista nos brinda com uma das melhores performances de 2011 e a melhor de Spacey desde American Beauty. Sam Rogers pode não ser a personagem mais carismática do conjunto, mas é sem dúvida a mais calejada e a mais importante do ponto de vista dramático do enredo. Este é um homem que trocou uma vida familiar pela dedicação leal ao trabalho e que hoje se vê numa encruzilhada entre o moralmente certo e o errado, e onde o dinheiro sujo que porá ao bolso não ajudará a cavar o túmulo do seu cão morto.

 

 

Talvez fosse mais fácil fechar o pano da forma que achamos mais justa: encarcerando até à putrefação todos aqueles que nos arrastaram para a miséria que, quatro anos passados, ainda nos assola como se tivesse sido ontem. Mas Chandor não o faz. Ninguém é marginalizado, culpado ou absolvido. Margin Call apenas mostra uma das respostas que procurávamos para o resultado desde jogo de xadrez onde, desde peões a rainhas e reis, todas as peças são humanas, dispondo “apenas” de um papel de maior relevo na vida dos restantes de nós, e tendo também uma maior oportunidade de ceder aos seus – e nossos - piores instintos.

 

O final, que não foi decerto deixado ao acaso, é profético e emblemático.

 

Entre lágrimas e sofrimento, Sam enterra o seu companheiro de longos anos, mas não apenas isso – o que sai também enterrado e sem glória é a ordem económica que um dia tivemos como certa, e no dia seguinte, como se já não tivéssemos tido lições históricas suficientes, se viu destroçada por um armagedão inesperado que espalhou viralmente miséria em todo o globo.

 

 

8.5/10

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Mise en Scène - The Muppets parodiam The Hunger Games

por Catarina d´Oliveira, em 06.03.12
Oh I missed these guys...

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