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Mini-pausa: Paris mode

por Catarina d´Oliveira, em 09.12.11

Pois é amigos, durante uns diazinhos aqui o cantinho vai estar meio parado porque vou passar uns dias bem descansados à cidade das luzes, ou cidade do Amor, para os mais românticos.

 

 

Prometo contudo trazer algumas lembranças, quem sabe algumas fotografias de alguns lugares pitorescos bem nossos conhecidos da sétima arte. A ver vamos se o tempo me deixa.

 

Enquanto vou tentando, até dia 15.

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Point-of-view Shot - Drive (2011)

por Catarina d´Oliveira, em 09.12.11

 

"If I drive for you, you get your money. That's a guarantee. Tell me where we start, where we're going and where we're going afterwards, I give you five minutes when you get there. Anything happens in that five minutes and I'm yours, no matter what. Anything a minute either side of that and you're on your own. I don't sit in while you're running it down. I don't carry a gun. I drive. "

 

Em algum momento da sua história, Drive estava destinado a ser um primo comercial da série Fast and Furious vagamente emulado da saga Grand Theft Auto protagonizado por Hugh Jackman. Mas um dia, Ryan Gosling apresentou este projecto de filme ao realizador Nicolas Winding Refn, e o potencial blockbuster metamorfizou-se num altamente estilizado neo noir que tomou hoje os cinemas portugueses de assalto.

O nosso protagonista é um homem sem nome que conhecemos apenas por “Driver”, que de dia trabalha como mecânico e duplo de filmes, e à noite usa toda a sua perícia atrás do volante para assistir roubos. Sem armas, sem perguntas ou qualquer participação no assalto, ele apenas conduz.

Não mãos de um actor menos capaz, Driver soaria a vazio, mas Ryan Gosling é um mestre na arte da interpretação minimalista. Heróis taciturnos não são novidade no Cinema, antes pelo contrário, mas Gosling é capaz de dizer muito mais com silêncios do que com diálogos – os maneirismos, os reflexos e os olhares mostram uma compreensão e imersão no personagem completas.

 

 

As influências identificáveis são várias, desde Thief (Michael Mann) até Western Shane (George Stevens), passando por Man with No Name (Clint Eastwood), já para não falar da banda sonora à anos 80 ou, se quisermos ir mais longe, ao lettering cor-de-rosa usado nos créditos. Mas Refn partilha uma outra qualidade com Tarantino além do gostinho sádico por um bom banho sangrento: a capacidade de pegar no velho, misturá-lo com elementos novos, temperar a gosto com personalidade e voilá – nasce Drive.

O mood é negro e a história mantém-nos à beira da cadeira – acho que uma das enormes qualidades deste capaz thriller é que nunca sabemos exactamente se o nosso anti-herói Driver está a salvo ou sob perigo eminente de desaparecer entre as profundezas de LA.

As perseguições são habilmente conseguidas, sem nunca caírem no cliché explosivo e frenético – de facto, uma das mais brilhantes cenas é o prólogo do filme, onde vemos Drver a executar uma tarefa minuciosamente planeada; tenho para mim que esta magnífica sequência teria direito a grandes honras como curta-metragem.

 

 

A utilização de ângulos de câmera pouco comuns alia-se ao estilo numa viagem que vê o velocímetro avançar a cada segundo até o motor tremer do esforço e adrenalina máximos. Impecavelmente filmado por Newton Thomas Sigel e com uma iluminação sombria que parece vir apenas das luzes das ruas frias de LA – que são, diga-se, exemplarmente aproveitadas – mas os contrastes são belíssimos, como é aliás vulgar no Cinema de Refn, já que o realizador é daltónico.

Mas o contraste não está apenas nos tons, na iluminação, nas cores. A justaposição encontra-se em todo o lado, com a sua representação suprema numa cena que certamente se tornará icónica – uma curta viagem de elevador origina um beijo carinhoso, que por sua vez dá lugar a uma exposição brutalmente violenta.

 

 

Refn traz um sentido de estilo muito europeu ao set, mostrando desde cedo que este não é um filme de acção como estamos habituados, daqueles onde o valor de produção se mede ao número de explosões que acontecem. Não. Drive tem respeito pelos seus personagens, pelos elementos de acção mas sobretudo pela cultura cinematográfica e pelos seus espectadores.

Alguns críticos vêem-no como pouco original e ao tomarem esse partido estão a perder metade do que viram. Refn não pretende criar algo novo, mas honrar coisas que em longos anos deixámos de saber apreciar, e a sua combinação de elementos familiares e uma abordagem diferente torna Drive um filme fresco.

Numa camada mais profunda, Drive é uma história de valores morais onde um Robin Hood alternativo protege os fracos e castiga os malvados.

Depois da trilogia Pusher, Valhalla Rising e Bronson, Refn traz-nos um thriller com ares de noir, um look retro irresistível e com um gostinho macabro pelo ultra-violento.

 

 

Lírico e brutal, Drive constrói meticulosamente os momentos de tensão para explodir violentamente dentro de segundos, e começar novamente esse processo minucioso até à próxima explosão. A moral é ambígua e coloca o nosso anjo vingador, tal como o escorpião que tem sempre visível nas costas do casaco, como alguém incapaz de escapar aos seus instintos mais violentos.

Talvez Drive seja um filme de acção para todos aqueles que não gostam de filmes de acção. Talvez seja um filme justamente para os apaixonados por filmes de acção. Ou talvez este seja um filme para todos aqueles dispostos a mergulhar numa experiência que nos oferece aquilo que de melhor se faz em cinema hoje. Não sei quanto a vocês, mas isso, para mim, já é um grande feito.

 

 

8.5/10

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