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Mise en Scène - When Harry left Hogwarts

por Catarina d´Oliveira, em 20.10.11

Apesar de a saga de Harry Potter já ter acabado pelo menos umas três ou quatro vezes - entre livros, filmes e posteriores lançamentos em dvd, etc - muitas lágrimas foram e continuam a ser derramadas já cheias de saudades e com medo de enfrentar o mundo sem a companhia do trio de feiticeiros mais famoso de sempre.

 

Mas se os fãs choraram que se desunharam, também é justo dizer que também não deve ter sido fácil para as estrelas do filme fechar um capítulo que já leva uma década de existência. Com o desejo de captar esse mesmo sentimento, e de dizer um derradeiro adeus à versão cinematográfica do conto de J.K. Rowling, Morgan Matthews filmou e organizou um documentário de 48 minutos com entrevistas tocantes ao elenco e equipa de produção.

 

 

When Harry Left Hogwarts foi filmado durante a produção dos dois últimos filmes nos estúdios de Leavesden, e para todos aqueles que estão à espera de mais uma ronda de entrevistas que fazem as mesmas perguntas há 10 anos, parece-me bem que podem estar enganados - isto parece-me um trabalho muito mais pessoal e que se preocupa de facto mais em mostrar algo que ainda não foi visto.

 

A má notícia é que o documentário só vai estar disponível para quem comprar o set de quatro discos de "Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2"

na Target a partir de dia 11 de Novembro. Portanto, estejam atentos!

 

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100.000 Visitas...

por Catarina d´Oliveira, em 19.10.11

... e mais uns quantos Page Loads.

Ok, eu sei que há por aí sites que têm estas visitas diariamente... Mas para um blog pequenito, que nenhuma pretensão tem senão dedicar-se apaixonadamente a uma arte... é um grande feito.

 

 

Obrigada a todos os que já visitaram e continuam a visitar e a comentar o Close-Up. Prometo que ainda vou cá estar por uns largos tempos.

Um bem-haja a todos, e continuem a ver Cinema.

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Point-of-View Shot - José e Pilar (2010)

por Catarina d´Oliveira, em 19.10.11
 

“Se eu tivesse morrido antes de te conhecer, Pilar, teria morrido sentindo-me muito mais velho.”

 

Passava-se o século XVI quando o rei D. João III decidiu oferecer ao primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, um elefante indiano que há dois anos estava em Belém. “A Viagem do Elefante”, livro que narra as aventuras e desventuras de um paquiderme, é o ponto de partida e de chegada para José e Pilar, o filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río e que tem conquistado os mais cépticos admiradores.

 

Acompanhar o processo criativo de José Saramago, o primeiro português a vencer o Nobel da Literatura, parece uma oportunidade só ao alcance dos mais sortudos. Hoje isso mudou, e todos podemos seguir passo a passo o seu método que é por vezes surpreendente – quando o trabalho não rende, mais vale mesmo dar uma perninha de Solitário a ver se a coisa arranca.

 
 

Acho que o maior elogio que podemos prestar a Miguel Mendes pelo trabalho hercúleo de seguir este casal enigmático durante meses a fio, é que José e Pilar parece uma história saída do imaginário do próprio Nobel.

 

É claro, Saramago nunca foi homem de histórias de amor, de palavras aveludadas, doces. As suas histórias e contos foram sempre irrequietos. “Vivo desassossegado e escrevo para desassossegar”, dizia ele. E assim era e foi. Para quê escrever histórias de amor, quando temos a sorte de nós mesmos as vivermos, com todos os clichés a que temos direito?

 

Saramago tinha o dom de transformar a mais mundana das coisas em literatura pura, tenha sido na construção de um convento ou na viagem de um elefante. Mas a própria “Viagem do Elefante” serve de metáfora ao período da vida que Saramago ultrapassa. José é o elefante, e este é o retrato da sua pesada e custosa jornada, não entre duas cortes, mas por todo o mundo. E não só. Miguel Mendes não pega o touro pelos cornos, mas por outro sírio qualquer inesperado - talvez o rabo.

 
 
 
Este não é um filme sobre José Saramago, o Nobel, nem tampouco sobre José, o homem. Esta é uma equação mais complexa, e a incógnita de José é acompanhada perpetuamente pela incógnita de Pilar – esta é uma história de amor. Quando José chama por Pilar, o que acontece recorrentemente e em contextos vários, a sua própria voz, a entoação, a mão que procura  a outra (às vezes cegamente, no meio da multidão), parecem declarações eternas.
 

Às vezes chegamos a pensar: “mas como é que permitiram filmar isto?”. E aí está mais uma prova da paixão e perseverança de Miguel Gonçalves Mendes, que diz sempre ter tido de moer bastante para que Saramago o continuasse a deixar gravar. Apesar de tudo, nunca nos sentimos como um intruso – afinal, ainda mais no género documentário, não parece que estamos a ver um filme, mas que estamos realmente lá.

 

Por mais que deteste dizer isto, tenho de ser honesta. Não estou muito habituada a ver documentários. Apesar de ter visto alguns nos últimos anos, são insuficientes para formar uma amostra decente. Mas algo que não me tem escapado à vista, apesar de não acontecer obviamente em todos, é aquela característica especial do género de disparar uma série de números, suposições, factos e depois terminar numa conclusão alarmante. José e Pilar não é nada disto. Não traz números, nem conclusões alarmantes, e para dizer verdade, quase sempre nos esquecemos de que estamos a assistir de facto a um documentário, não fossem algumas fugazes referências dirigidas à equipa de Miguel Mendes.

 
 
 

Este amor que passámos a conhecer, contrasta com o homem frio, irrequieto, descrente em deus e no Homem, e de ar altivo que conhecemos. Sobre a personalidade do escritor, Miguel Mendes defendeu numa entrevista ao Ante-Cinema que o “irritava imenso quando as pessoas diziam que ele era panfletário, porque ele não é nem panfletário nem político nem nada do género. E então eu basicamente queria conhecê-lo, e o filme foi uma desculpa para isso; é tão primário quanto isto, e não tenho qualquer problema em o admitir.”

 

Este outro Saramago, que apesar de continuar a aparência austera, demonstra uma paixão e sentido de humor imensos, tem de ser conhecido, e é pena que só o possamos constatar depois de ele jazer, tal como sempre desejou, à sombra de uma oliveira na Casa dos Bicos.

 

Aqui temos um José solto, um José que “não tem de parecer inteligente”, mas ainda assim o é invariavelmente, seja pelo humor (para mim surpreendentemente) sempre presente, pelas picardias animadas com amigos, pelas considerações filosóficas sobre vida e morte, ou pelas palavras de afecto dirigidas ao seu pilar, Pilar.

 
 
 
Mas esta não é apenas a história de amor de um casal, mas também de um realizador e de uma pequena equipa que se dedicaram a este projecto de corpo e alma, seguindo a frenética agenda do Nobel durante quase quatro anos.
 
Esta produção foi um autêntico tour de force, banhada por sangue, suor e lágrimas. A montagem, que surge de um material-fonte com mais de 240 horas, foi trabalho custoso, mas que se traduz num dos filmes mais bem editados de origem lusa. Juntando-lhe a banda sonora célebre e em todos os momentos perfeita, temos obra de arte.
 
Esta era também altura em que falaria do desempenho dos actores, mas aqui não os há. Aqui há duas personalidades antónimas. Um português puro, bem-humorado mas melancólico e uma espanhola energética e, bom, muito espanhola! Esta é uma simbiose rara e perfeita, encantadora. E no entanto, este é um casal cujas bases não poderiam ser mais banais, mais mundanas. É um retrato tão puro e verdadeiro que assim é mais fácil voltar a acreditar nas histórias de amor dos livros e das canções.
 

Apesar de versar muito sobre a morte, José e Pilar tem uma base muito optimista. Saramago começou tarde a sua carreira, e no fundo, a sua vida, e por isso, tudo está aumentado, tudo está em fast-forward. A vida não espera por nós, e Saramago sabia-o bem. Como o próprio teria dito caracteristicamente “ou vives agora ou não vives, pronto, acabou-se”.
 
Infelizmente, já todos sabemos o final, ou pensamos que sabemos. Esta não é uma história especificamente sobre morte, ou uma homenagem tardia a uma personalidade que tão mais cedo a mereceu. Esta é uma ode à esperança, à dedicação e especialmente, ao amor.
 
Contra tudo e todos, Saramago recuperou e terminou o seu livro dedicando-o como sempre “A Pilar que não deixou que eu morresse”. José era um homem com sede de vida e com uma força tremenda, mas também com uma racionalidade cortante e sempre presente. “O que mais me falta? Tempo. (…) Sentir como uma perda irreparável o acabar de cada dia. Provavelmente é isto a velhice." Quando Pilar lhe pergunta "o que queres que eu faça?", ele responde: "Continuar-me."
 
E mesmo sem querer, é isso que faz também Miguel Mendes. Continua esta linda história de amor para a eternidade.
 
 
10/10 

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Flashforward - O novo IVA dos bilhetes de Cinema

por Catarina d´Oliveira, em 17.10.11

Para mal dos nossos pecados - e aqui leia-se que o nosso maior pecado é o ultraje de gostar de ir ao cinema - os bilhetes de cinema vão novamente aumentar o seu preço.

 

O Governo confirmou no passado dia 14 de Outubro que o IVA sobre o preço dos bilhetes de cinema e dos espectáculos ao vivo vão subir de 6% para 23%, uma subida de 17 pontos percentuais. E isto, amigos, não é brincadeira nenhuma, porque não estou a ver o pessoal dos cinemas a ir buscar esses 17% a mais aos preços que são agora praticados. Isto a juntar a todos os outros impostos, e aos subsídios que vão deixar de ser, e etc, etc, etc...  

 

O resultado, mais que provável, certo? Se o ano passado viu algumas tímidas melhoras no que respeita a espectadores que de facto gostam e se importam de ir ao cinema, este ano e o seguinte não deverão ter a mesma sorte (aliás, ainda este mês tivemos a notícia de que os cinemas portugueses perderam 892 mil espectadores).

 

 
 

Contudo, devemos recordar que o dedo não deve ser apenas apontado a uns e não a outros. Entre todos os "pequenos" aumentos que os bilhetes de cinema vão sofrendo, há que relembrar que a maior roubalheira adveio da chegada do €uro, cujo "E" com duas perninhas parece ter significado "ora vamos lá duplicar os preços porque isto até tem os mesmos números então ningúem repara".

 
E assim foi - bilhetes de 500 escudos passaram a 5.00 euros. Com tanta discussão sobre o download ilegal de filmes, há piratarias maiores que estas? É certo que todos temos de fazer um esforço. O país não está para luxos. Mas a desigualdade sempre foi uma coisa que me afligiu, e a forma como o Cinema e as artes em geral têm sido tratados, especialmente nas últimas duas décadas, é vergonhosa.
 
A culpa reparte-se, está visto. Mas quem se lixa é o mexilhão, e parece que, mais uma vez, o mexilhão somos nós

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New Shots - 17 a 23 de Outubro de 2011

por Catarina d´Oliveira, em 17.10.11

 

Esta semana nos cinemas:

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Point-of-View Shot - Luftslottet som sprängdes (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 16.10.11

 

"Lisbeth Salander tem a sua própria percepção confusa do mundo."

(tradução do original sueco)

 

Depois de ter sido baleada três vezes – na cabeça, na anca e no braço – Lisbeth recupera lentamente no hospital de Gotemburgo. Alguns quartos ao lado e também em recuperação está o seu pai, Zalachenko. Enquanto isto, o jornalista da Millenum Mikael Blomqvist organiza um artigo de exposição relativo à “Secção” que o coloca e a todos os colegas em perigo.

 

Continuando a infeliz tendência observada em A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo, este terceiro e último episódio - com tradução portuguesa de A Rainha no Palácio das Correntes de Ar -  conduz a saga por um caminho não menos interessante, mas talvez menos atraente que os episódios precedentes. É verdade, é quase injusto um filme ter de seguir o brilhante primeiro episódio, mas a verdade é que o termo de comparação nunca desaparece.

 

 

E o maior problema deste terceiro Millenium é a falta de algo que viemos a desejar cada vez mais: a presença da inigualável protagonista Lisbeth Salander. Os dois primeiros filmes tornaram Salander numa das personagens mais icónicas da ficção moderna, muito graças à interpretação irrepreensível de Noomi Rapace, e depois de duas aventuras frenéticas que nos viciaram nesta personalidade peculiar e anti-heróica, tiram-nos violentamente o aditivo viciante. Aqui, presa entre hospitais e prisões, Lisbeth só dá um ar de sua graça mais para o final, e nas restantes duas horas parece ser Mikael Blomqvist – um infinitamente menos carismático e talentoso Michael Nykvist – o nosso herói durante muito tempo.

 

Apesar de tudo, e felizmente, a aura de Lisbeth continua a ser o núcleo do filme, conforme visitamos os confins da sua vida perturbada. Diminuída no hospital, não demoramos a vê-la crescer mais e mais, até reaparecer em todo o esplendor em tribunal, com um mohawk punk, coberta de maquilhagem preta e piercings e correntes, como uma rainha do sub-mundo.


Mas é uma injustiça enorme apontar 3 como a ovelha negra da família Millenium – afinal, é um episódio de natureza diferente dos anteriores, apesar de manter muitos dos mesmos temas, é essencialmente uma história de conspiração e exposição, onde a paranóia impera junto do bem e do mal e onde passamos muito tempo numa sala de julgamento. O enredo requer que, além de um thriller, este episódio seja também um drama jurídico, sendo, deve dizer-se, uma janela que reflecte de forma muito exacta o sistema sueco.
 

 

O ritmo é mais lento e vemos um outro lado de Lisbeth. Contudo, este abrandamento é essencial para reunir (quase) todos os elementos deste enredo complexo e dar o final não triunfante mas merecido a esta anti-heroína cativante.

 

É uma história com algo poderoso a dizer - e que não deixa que a calem - e que mostra que até as sociedades mais desenvolvidas e iluminadas, têm os seus monstros negros e corrupções internas. Uma história que se alimenta da necessidade de transparência e do reconhecimento da violência extrema sob a sombra dos eventos nórdicos inacreditáveis do Wikileaks e dos massacres recentes. Os vilões são-no sem serem caricaturados, o que é não só importante a nível de realismo e proximidade, mas também para nos dar algo que pensar – afinal, os homens que lideram são velhos e estão a um passo da morte. Aqui vale a pena ainda prezar a interpretação de Anders Ahlbom como o odiável Peter Teleborian – sem dúvida um vilão (quase) à altura de Salander.

 

 

E assim termina a saga de Salander: uma heroína complexa, cujas simpatia e empatia que sentimos andam na corda bamba, mas sem nunca cair penhasco abaixo. Afinal ela magoa as pessoas, está emocionalmente num caco e é imprevisível. Mas ainda assim notamos a sua vulnerabilidade e intensidade, e acima de tudo, a sua resiliência. Lisbeth Salander é uma das heroínas mais incomuns da ficção moderna, e também a mais icónica e inesquecível, e resta-nos apenas esperar que esta saga sueca, que até começou por ser uma mini-série televisiva, continue a fazer sucesso por todo o mundo e que nunca mais seja recordada de ânimo leve.

 

7.5/10

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Mise en Scène - Posters e trailer de Shame

por Catarina d´Oliveira, em 14.10.11

O dia de hoje trouxe boas notícias para os amantes de Cinema. Além das submissões oficiais para os prémios da Academia, hoje ainda tivemos direito a espreitar um pouco mais um filme que será certamente muito falado nos próximos meses. Trata-se de Shame, realizado por Steve MCQueen e protagonizado por Michael Fassbender e Carey Mulligan.

 

Shame traz-nos a história de Brandon, um nova-iorquino na casa dos 30 que é tão viciado em sexo como numa vida sem compromissos. Um dia as coisas complicam-se, quando a irmã mais nova lhe aparece à porta, pronta para viver com ele... e também com uns certos traços autodestrutivos que não ajudam em nada.

 

 
 
  

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Oscars 2012 - Candidatos à Nomeação de Filme Estrangeiro

por Catarina d´Oliveira, em 14.10.11

Foram 63 os países que enviaram filmes e foram admitidos pela Academia de Cinema Americana para serem considerados para as nomeações de Melhor Filme estrangeiro. Ficámos então a conhecer oficialmente os 62 adversários de José e Pilar na corrida às nomeações.

 

 

Os concorrentes são:

  • África do Sul,"Beauty," Oliver Hermanus, realizador;
  • Albânia,   "Amnesty," Bujar Alimani, realizador;
  • Alemanha,   "Pina," Wim Wenders, realizador;
  • Argentina,   "Aballay," Fernando Spiner, realizador;

  • Áustria,   "Breathing," Karl Markovics, realizador;

  • Bélgica,   "Bullhead," Michael R. Roskam, realizador;

  • Bósnia-Herzegovina,"Belvedere," Ahmed Imamovic, realizador;

  • Brasil,   "Elite Squad: The Enemy Within," José Padilha, realizador;

  • Bulgária,   "Tilt," Viktor Chouchkov, Jr., realizador;

  • Canadá,   "Monsieur Lazhar," Philippe Falardeau, realizador;

  • Cazaquistão,   "Returning to the ‘A,’" Egor Mikhalkov-Konchalovsky, realizador;

  • Chile,   "Violeta Went to Heaven," Andrés Wood, realizador;

  • China,   "The Flowers of War," Zhang Yimou, realizador;

  • Colombia,   "The Colors of the Mountain," Carlos César Arbeláez, realizador;

  • Coreia do Sul,"The Front Line," Jang Hun, realizador;

  • Croácia,   "72 Days," Danilo Serbedzija, realizador;

  • Cuba,   "Havanastation," Ian Padrón, realizador;

  • Dinamarca,   "Superclásico," Ole Christian Madsen, realizador;

  • Egipto,   "Lust," Khaled el Hagar, realizador;

  • Eslováquia,"Gypsy," Martin Sulík, realizador;

  • Espanha,   "Black Bread," Agusti Villaronga, realizador;

  • Estónia,   "Letters to Angel," Sulev Keedus, realizador;

  • Finlândia,   "Le Havre," Aki Kaurismäki, realizador;

  • Filipinas,   "The Woman in the Septic Tank," Marlon N. Rivera, realizador;

  • França,   "Declaration of War," Valérie Donzelli, realizador;

  • Geórgia,   "Chantrapas," Otar Iosseliani, realizador;

  • Grécia,   "Attenberg," Athina Rachel Tsangari, realizador;

  • Holanda,   "Sonny Boy," Maria Peters, realizador;

  • Hong Kong,"A Simple Life," Ann Hui, realizador;

  • Hungria,   "The Turin Horse," Béela Tarr, realizador;

  • Islândia,   "Volcano," Rúnar Rúnarsson, realizador;

  • Índia,   "Abu, Son of Adam," Salim Ahamed, realizador;

  • Indonésia,   "Under the Protection of Ka'Bah," Hanny R. Saputra, realizador;

  • Irão,   "A Separation," Asghar Farhadi, realizador;

  • Irlanda,   "As If I Am Not There," Juanita Wilson, realizador;

  • Israel,   "Footnote," Joseph Cedar, realizador;

  • Itália,   "Terraferma," Emanuele Crialese, realizador;

  • Japão,   "Postcard," Kaneto Shindo, realizador;

  • Líbano,   "Where Do We Go Now?" Nadine Labaki, realizador;

  • Lituania,   "Back to Your Arms," Kristijonas Vildziunas, realizador;

  • Macedónia,   "Punk Is Not Dead," Vladimir Blazevski, realizador;

  • México,   "Miss Bala," Gerardo Naranjo, realizador;

  • Marrocos,   "Omar Killed Me," Roschdy Zem, realizador;

  • Nova Zelândia,"The Orator," Tusi Tamasese, realizador;

  • Noruega,   "Happy, Happy," Anne Sewitsky, realizador;

  • Perú,   "October," Diego Vega and Daniel Vega, realizador;

  • Polónia,   "In Darkness," Agnieszka Holland, realizador;

  • Portugal,   "José and Pilar," Miguel Gonçalves Mendes, realizador;

  • Reino Unido,"Patagonia," Marc Evans, realizador;

  • República Checa,"Alois Nebel," Tomás Lunák, realizador;

  • República Dominicana,"Love Child," Leticia Tonos, realizador;

  • Roménia,   "Morgen," Marian Crisan, realizador;

  • Rússia,   "Burnt by the Sun 2: The Citadel," Nikita Mikhalkov, realizador;

  • Sérvia,   "Montevideo: Taste of a Dream," Dragan Bjelogrlić, realizador;

  • Singapura,   "Tatsumi," Eric Khoo, realizador;

  • Suécia,   "Beyond," Pernilla August, realizador;

  • Suiça,   "Summer Games," Rolando Colla, realizador;

  • Taiwan,   "Warriors of the Rainbow: Seediq Bale," Wei Te-sheng, realizador;

  • Tailândia,   "Kon Khon," Sarunyu Wongkrachang, realizador;

  • Turquia,   "Once upon a Time in Anatolia," Nuri Bilge Ceylan, realizador;

  • Uruguai,   "The Silent House," Gustavo Hernández, realizador;

  • Venezuela,   "Rumble of the Stones," Alejandro Bellame Palacios, realizador;

  • Vietname,   "The Prince and the Pagoda Boy," Luu Trong Ninh, realizador.

 

Os nomeados para a 84ª cerimónia dos prémios da Academia vão ser revelados no dia 24 de Janeiro de 2012, e os galardões serão entregues no dia 26 de Fevereiro, como é habitual, no Kodak Theatre.

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Point-of-View Shot - Flickan som lekte med elden (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 14.10.11

 

"Eu vou encontrar provas, vou encontrar o verdadeiro assassino e vou escrever um artigo que te vai lixar a ti e aos teus colegas."

(tradução do original sueco)

 

Se têm vivido debaixo da terra, é provável que ainda não tenham ouvido falar da saga Millenium, uma trilogia de crime/mistério escrita por Stieg Larsson. Os romances receberam os nomes lusos de Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, e já devem ter vendido à volta de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Obviamente, os outros media interessaram-se. Produziu-se uma mini-série, e como o Cinema não gosta nada de ser posto de parte, essa mini-série foi transformada em três filmes. Este que vos apresento hoje é o segundo.


Entretanto, vou dizê-lo para tirar já isto do caminho: o segundo episódio cinematográfico da saga Millenium não é tão entusiasmante como o primeiro… mas isso não quer dizer que seja mau ou feito às três pancadas. Antes pelo contrário.

Revelando um sub-mundo de actos sórdidos e imoralidades, este segundo capítulo de Millenium é inteligentemente complexo e interligado. E apesar de um pouco mais atabalhoado, quem é que, sendo fã da saga, resiste a mais uma exibição de badassness by Lisbeth Salander? 

 

 

Neste Segundo episódio, Mikael Blomkvist está à beirinha de terminar um artigo de exposição que liga elites poderosas a redes de exploração sexual de menores quando encontra os corpos de dois jornalistas da Millenium que foram brutalmente assassinados. Com as impressões de Lisbeth Salander por todo o lado, esta torna-se uma mulher procurada. A todo o custo, Mikael tenta juntar provas para provar a inocência do “anjo vingador” e acaba por descobrir verdades tenebrosas sobre o passado de Lisbeth e sua família.

 

Sabem aquela filosofia de Hollywood… “sou durona, mas continuo a ser muita gira e boa”? Completamente falsa em termos reais, certo? Felizmente, a saga Millenium, e particularmente este A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo não segue esse princípio.

 

Lisbeth Salander é amarga (muito justificadamente), quase selvagem e carrega um fardo maior do que qualquer um de nós possa sequer começar por entender. Ela vive num mundo de predadores, de violência e de corrupção. Ao contrário do primeiro episódio, este versa mais sobre a história de Lisbeth, o que não quer dizer que alguns dos seus maiores entusiastas do primeiro filme fiquem totalmente contentes com esta versão… menos realista. Eu cá não me importei muito, mas admito que isto já cheira um bocadinho a cliché americano entre as cenas de acção mirabolantes e um regresso debaixo da terra, literalmente.

 

 

O filme constrói um paralelo interessante entre as buscas pela verdade de Lisbeth e Mikael, mas utiliza pouco ou quase nada a justaposição deste dinâmico par. Relativamente a Homens que Odeiam as Mulheres, também temos mais situações forçadas e artificiais, mas felizmente, e para compensar estas falhas, as revelações surgem no momento certo para o nosso interesse se manter sempre em altas.

 

Na realização, Niels Arden Opley abandona o barco e quem toma os comandos do segundo e terceiro filmes é Daniel Alfredson, que se demonstra um pouco mais áspero e menos sensível a nível de momentos chave que talvez exigissem maior contemplação. O realizador não faz grande coisa para enquadrar novos espectadores, e este segundo filme perdeu um pouco do feel televisivo do primeiro, mas é também mais urbano e tenso, com uma perseguição bem cinematográfica e uma boa cena de pancada (parece que ouvimos Hollywood chamar lá ao fundo). Mas nem todas as mudanças são boas, já que se peca um pouco em inovação, e a graça visual é menor, tal como a sofisticação, levando a série para o terreno pantanoso das coincidências e improbabilidades, que inclui um personagem que parece um vilão gigante à James Bond um pouco deslocado do realismo que se pretende das restantes personagens.

 

 

Ainda assim, é um thriller entusiasmante com uma continuada crítica à forma pobre como os governos respondem aos casos de abuso e violência doméstica. Desenrola-se a um bom ritmo e ainda nos reserve alguns momentos doces e meigos entre o resto do tempo que andamos com o coração nas mãos.

 

Visualmente, ficamos com uma visão belíssima de Estocolmo numa fotografia dramática neste thriller-policial cheio de acção. Pode não ter as qualidades noir do primeiro episódio, mas a estrutura e estilo continuam a prender-nos à cadeira sem dar vagar para uma ida ao wc.

 

Quanto aos dois leads, Noomi Rapace e a sua Lisbeth continuam o coração da série – sim tenho uma fascinação pela personagem, e nas três reviews vou-me dirigir muito a ela. A sua ousadia e brutalidade asseguram a audiência como sua cúmplice mais próxima, na sua cruzada para eliminar obstinadamente os oponentes mais repugnantes. Ela é a epítome do que é ser cool e Rapace é novamente soberba no papel que equilibra na perfeição a dureza com a vulnerabilidade. Também relativamente bem nos surge novamente Michael Nyqvist que representa segurança e bondade num mundo de homens cruéis.

 

 

A brutalidade do segundo filme não é tão sexual como a do capítulo que o precede, mas não se preocupem que ainda há muita “fruta” a ser distribuída. Lisbeth não leva desaforos para casa, e quem tiver inclinações para o abuso ou corrupção vai pagar bem caro.

 

8/10

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Mise en Scène - Albert Nobbs

por Catarina d´Oliveira, em 13.10.11

Albert Nobbs vive na Irlanda do final do séc. XIX, um lugar que não encorajava especialmente as mulheres a serem independentes. Nobbs é mordomo num hotel chique de Dublin, mas as aparências iludem, e os segredos muitas vezes não podem ser partilhados em prol de uma vida melhor. Ora Albert é nada mais, nada menos do que uma mulher que deseja algo mais da vida e que um dia conhece alguém que a faz reconsiderar  enfrentar o mundo de frente.

 

 

Numa performance cheia de coração e emoção, Glenn Close traz-nos uma história que batalhou para chegar ao grande ecrã. Realizado por Rodrigo Garcia, que nos trouxe séries televisivas fantásticas como The Sopranos, Albert Nobbs promete emocionar e arrebatar até os mais cépticos.

 

  

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