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Master Shot - Filmes com origens... parvas? (1/2)

por Catarina d´Oliveira, em 31.03.11

 

Durante anos e anos, os “cérebros” de Hollywood beberam sumo de antigos programas de televisão, livros e peças para se inspirarem em novas histórias para contar no grande ecrã. Mas com a oferta cada vez menor de fontes de inspiração válidas, a indústria tem caído na repetição de fórmulas, seja pelo veículo das sequelas e dos remakes, seja pelo veículo de cópias descaradas de uns filmes a outros.

 

A indústria andava sedenta de criatividade e parece que mal começou a ver que o “filme sobre o facebook” não estava a dar mau resultado de todo - recorde-se que, na altura em que ficámos a saber que estava a ser feito, a recepção não foi a mais calorosa de sempre – começou a valer tudo menos arrancar olhos.

 

Brinquedos, jogos de tabuleiro, jogos de computador antigos…

 

O epicentro do lucro parece agora estar localizado no reconhecimento de marcas antigas, na nostalgia dos mais velhos e no entusiasmo pelas renovadas versões dos mais novos. À medida que Hollywood vai pedindo licenças para os seus novos filmes, uma nova onda de natureza estranha parece estar para chegar às salas de cinema.

 

Na mais recente rubrica do Master-Shot, deixo-vos com uma lista de alguns dos filmes mais estranhos que estão (ou pelo menos estiveram) de facto em negociações para serem realizados.

 

(*) NOTA - Por vezes os jogos surgirão com o seu nome em inglês. Isto dever-se-á ao facto de eu não ter a certeza de existir a versão do jogo em português ou de não saber o seu nome na nossa língua.

 

The Sims

 

 

Sobre o jogo: The Sims é um jogo de computador desenvolvido pela Maxis e distribuído pela Electronic Arts. É uma simulação das actividades mundanas de uma ou mais pessoas virtuais e  foi criado pelo americano Will Wright, também conhecido pelo desenvolvimento da linha de jogos SimCity.

 

Porquê a adaptação: The Sims é “apenas” o franchise de jogos de computador mais vendido do mundo, e o quarto em termos de jogos de vídeo (apenas precedido por Mario, Pokémon e Tetris).

 

Sobre a adaptação: As últimas notícias que encontrei desta possível adaptação datam de 2008, e apesar de o filme já ter página no IMDB, ainda tenho a esperança que os produtores tenham ganho juízo e abandonado a ideia. De qualquer forma, em 2008, o produtor associado ao projecto John Davis, além de se ter referido mal aos números de vendas do jogo (Davis falou em números superiores a 65 milhões quando na altura o franchise já tinha vendido mais de 100 milhões), afirmou que o enredo envolveria possivelmente um jovem de 14-16 anos e um amigo que encontram um jogo de computador chamado “Sims Infinity Pack” numa estranha loja de jogos de vídeo. Ao jogarem, os jovens chegam à conclusão de que este jogo é do mais real que já viram e notam ainda que a cada jogada, há um efeito no mundo real. Obviamente, por mais porreiro que isto pareça, terá consequências para eles, é claro. Segundo o produtor, este será (ou seria) um divertido filme de acção.

 

Última vez que ouvimos falar dele: Setembro/Outubro de 2008.

 

 

Cubo de Rubik

 

 

Sobre o brinquedo: O cubo de Rubik também é conhecido por cubo mágico e foi criado pelo húngaro Ernõ Rubik em 1974. Inicialmente, o quebra-cabeças tridimensional  foi chamado de "cubo Mágico", mas o nome foi alterado pela Ideal Toys Corp. para "cubo de Rubik" quando obteve a licença para ser vendido em 1980.

O Cubo de Rubik é um normalmente feito de plástico e possui várias versões, sendo a 3x3x3 a mais comum, composta por 6 faces de 6 cores diferentes, com arestas de aproximadamente 5,5 cm. É geralmente conhecido como o brinquedo mais famoso do mundo.

 

Porquê a adaptação: Ao que parece, a Agência Creative Artists reuniu-se com vários produtores para desenvolver alguma coisa sobre este brinquedo diabólico: há que aproveitar antes que os brinquedos mais “fixes” tenham todos filmes, não é? Porque se tantos outros objectos inanimados vão ter filmes, por que raio é que o cubo mágico não haveria de ter um??

 

Sobre a adaptação: Quanto ao enredo pouco ou nada se sabe, sendo que a certa altura o único rumor que surgiu foi que o filme seria passado numa competição de cubos de Rubik. E realmente com o cubo como pano de fundo não há muito mais por que almejar, apesar de eu não me sentir especialmente entusiasmada com um filme sobre nerds a resolver puzzles… atenção, não tenho nada contra nerds, mas ainda por cima o record para a resolução do cubo é de 6,77 segundos, então ia haver ainda pelo menos uma hora e tal de chouriços para encher. Outras hipóteses poderiam ser um thriller passado dentro do cubo, possivelmente com uma série de pessoas lá presas que para sobreviver teriam de o resolver (ok, talvez seja muito Saw aqui), ou talvez um drama: uma família despedaçada pelo marido que não larga o cubinho. Nahh… não consigo lá chegar.

 

Última vez que ouvimos falar dele: Novembro de 2010.

 

 

Onde está o Wally?

 

 

 

Sobre o livro/jogo: “Onde está o Wally?” é uma série de livros infanto-juvenis criada pelo ilustrador britânico Martin Handford e o primeiro livro da série foi lançado em 1987.

Os livros consistem em ilustrações detalhadas de duas páginas com dezenas de pessoas a fazerem as mais variadas coisas num determinado local. Os leitores são desafiados a encontrar o Wally no meio da multidão. O personagem tem traços característicos: uma camisola às riscas vermelhas e brancas, um chapéu das mesmas cores e óculos.

 

Porquê a adaptação: Se o franchise teve tanto sucesso ao longo dos anos que teve direito a adaptação televisiva, jogos de computador e bandas desenhadas, porque não ter também um filme já agora?

 

Sobre a adaptação: A Universal conseguiu, depois de alguma luta com outros estudos, adquirir os direitos para a realização da versão cinematográfica de “Onde está o Wally?”. O estúdio tinha como objectivo criar um filme direccionado à família, e apenas um produtor foi associado ao projecto – Chris Meledandri.

A Paramount e a Nickelodeon já tinham, a certa altura, um projecto deste em mãos que acabaram por deixar para trás. Todavia, o enredo até poderia funcionar bem como um filme para crianças: Wally, com cerca de 30 anos, põe acidentalmente a funcionar uma máquina do tempo meia estragada e viaja perdido por vários destinos. Simples, e bem ao jeito de Bedtime Stories, mas podia funcionar.

 

Última vez que ouvimos falar dele: Junho de 2009

 

 

Batalha Naval

 

 

Sobre o jogo: Jogo de tabuleiro no qual dois jogadores têm de adivinhar em que local estão os navios do oponente. O primeiro jogo foi vendido pela Milton Bradley Company em 1937, mas antes o jogo já existia, jogando-se apenas com lápis e papel. São utilizadas duas grelhas para cada jogador – uma representa a disposição de barcos do jogador, e outra representa a disposição dos do oponente. Em cada grelha, o jogador coloca os seus navios e regista os ataques do adversário.

 

Porquê a adaptação: Não faço a mais pequena ideia. A Universal precisava mesmo de pedir os direitos da Batalha naval para fazer um filme sobre barcos que bombardeiam coisas? Pois, também achei que não.

 

Sobre a adaptação: Este deve ser dos projectos mais adiantados nesta lista tendo já estreia prevista para Maio de 2012, contando com Peter Berg como realizador, e argumento de Jon Hoeber e Erich Hoeber. O elenco é composto por Liam Neeson (WTF??), Taylor Kitsch e Alexander Skarsgård; depois também entram Brooklyn Decker e Rihanna, mas só para garantirem personagens complexas e multi-dimensionais mesmo...

 

Como em alguns destes casos não havia muita informação sobre o enredo, os cinéfilos por todo o mundo “inventaram” enredos para os filmes sobre jogos que ainda não os têm. Todavia Battleship já tem enredo, e é caso para dizer que mais valia pôr um miúdo de cinco anos a inventar um melhorzinho. É claro que barcos a bombardearem-se uns aos outros não é propriamente entretenimento para duas horas, mas barcos a bombardearem aliens aquáticos parece que sim. Parece que quando não há volta a dar, recorremos a aliens.

 

- ‘Bora fazer um filme sobre papel higiénico?

- Sim!

- E qual é o enredo?

- Hmm, não sei, mas podíamos pôr aliens a infectar pessoas enquanto elas limpavam o ra..

 

Epá não! A sério, nós nem sequer encontramos aliens na vida, e se entre nós somos racistas, o que dizer da nossa atitude perante os aliens? Nunca os vimos mas já os pomos sempre a tentar destruir-nos.

OK, vou deixar os aliens e voltar à batalha naval: até o nosso amigo James Cameron, directamente de Pandora, afirmou para um website alemão: “Agora querem fazer da batalha naval um filme! Isto é puro desespero (…) isto degrada o cinema”.

 

Última vez que ouvimos falar dele: Finais de 2010..

 

 

Stretch Armstrong

 

 

Sobre o brinquedo: Um boneco elástico posto no mercado pela Kenner em 1976. Não sei exactamente se este modelo existiu em Portugal, mas o Stretch Armstrong tinha a forma de um homem louro e musculado que vestia uma tanga (educativo, não?). O boneco de tamanho original próximo dos 40 cm podia ser esticado até quase 1,5 metros.

 

Porquê a adaptação: Além de em Fantastic Four, onde é que já vimos um homem cuja habilidade especial é esticar-se? Eu digo-vos: em lado nenhum. E ainda acham que isto não merece um filme próprio? Sinceramente…

 

Sobre a adaptação: Eu nem sei bem por onde começar. Bom, para já, não se sabe muito sobre este projecto, excepto membros da equipa. Brian Grazer é produtor e Steve Oedekerk tem a seu cargo o argumento. Mas quem é a estrela? Pois bem, o fabuloso homem que estica será nada mais nada menos que Taylor Lautner (pelo que foi confirmado nas últimas notícias sobre a produção em 2010).

 

“Nos últimos dois anos, o Taylor tem-se mostrado como uma estrela na box Office. Ele traz o equilíbrio perfeito de energia e atleticismo ao papel de um herói pouco comum com um poder fantástico” defendeu Donna Langley, uma das responsáveis da Universal.

Parece que o estúdio nem sequer anda a tentar fazer bons filmes e tenta apenas garantir enredos de porcaria (perdoem-me a expressão). Não é possível que alguém ache que particularmente este filme seja uma boa ideia, e talvez tenha sido por isso que se apressaram a garantir Taylor Lautner que, não, não sabe representar, mas sim, trará manadas de meninas ao cinema que não se importam que o filme seja na verdade uma bandalheira pegada.

 

Mas tenho de admitir que o que me faz temer ainda mais este projecto é o entusiasmo do produtor Brian Grazer: “O Stretch Armstrong é um personagem que sempre quis ver no grande ecrã… é uma história sobre um homem que estica…”. Enfim.

Alguns rumores apontam a estreia para Março de 2012.

 

Última vez que ouvimos falar dele: Início de 2010

 

 

(continua...)

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Mise en Scène - Eh, tanta tralha e até tem posters e tudo

por Catarina d´Oliveira, em 29.03.11

Boa tarde amigos, bem-vindos a mais uma ronda de trailers & posters fresquinhos.

 

De David Gordon Green trago-vos um filme do qual já vos falei por aqui: Your Highness. Esta comédia é protagonizada por Zooey Deschanel, Danny McBride, James Franco, Natalie Portman e Justin Theroux e relata a história de uma noiva de um príncipe arrogante que é sequestrada. O príncipe parte então numa longa jornada para resgatá-la e como aliados terá o irmão preguiçoso e inútil e uma misteriosa arqueira.

 

 

O elenco de The Three Musketeers conta com Milla Jovovich, Orlando Bloom, Juno Temple, Logan Lerman, Mathew Macfadyen, Ray Stevenson, Luke Evans e Christoph Waltz. É uma nova adaptação da famosa história de Alexandre Dumas, desta vez em 3D.

 

 

Realizado por Michael Greenspan, Wrecked conta com as participações de Adrien Brody, Caroline Dhavernas e Ryan Robbins. O enredo envolve um homem que acorda ferido e desorientado num carro completamente destruído. Um cadáver que também se encontra no carro vai, no entanto, forenecer-lhe algumas pistas sobre o que o levou até aquela situação.

 

 

Morgan Spurlock regressa ao mundo dos documentários, desta vez com um interessante olhar sobre as estratégias de marketing e publicidade que são utilizadas pelos maiores estúdios de Hollywood para promover e vender os seus filmes. The Greatest Movie Ever Sold é a tentativa de Spurlock criar um filme sobre produtos, publicidade e posicionamento de marca, financiando-o inteiramente com o apoio dessas mesmas marcas e produtos.

 

 

The Bang Bang Club é um drama realizado por Steven Silver baseado nas experiências reais de quatro fotógrafos de combate que capturam os últimos dias do apartheid na África do Sul. Com interpretações de Ryan Phillipe, Malin Akerman, Taylor Kitsch e Frank Rautenbach.

 

 

Midnight in Paris, o mais recente filme de Woody Allen,é uma comédia romântica que segue uma família numa viagem de negócios. O filme celebra a paixão de um jovem pela cidade de Paris e, simultaneamente, explora a ilusão que as pessoas têm de que uma vida diferente da que têm é melhor que a sua. Como Paris é sempre retratada como a "cidade do amor", a abordagem de Woody Allen parece-me até bastante rebuscada. Owen Wilson e Rachel McAdams são os protagonistas mas também podemos contar com interpretações de Kathy Bates, Adrien Brody, Michael Sheen, Marion Cotillard, entre outros.

 

 

 

 

Além da tralha toda dos trailers, ainda vos trago uns posterzinhos novos de algumas das grandes promessas do cinema de 2011.

 

  

 

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Snorricam - Princesas animadas em carne e osso

por Catarina d´Oliveira, em 28.03.11

O fotógrafo Ryan Astamendi aventurou-se a fotografar algumas das mais icónicas mulheres do cinema de animação. O resultado? Supreendente no mínimo!

 

(clicar para ampliar)

 

 

 

 

 

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New Shots - 28 de Março a 3 de Abril de 2011

por Catarina d´Oliveira, em 27.03.11

 

 

Esta semana nos cinemas:

  • Sucker Punch                Nota IMDB - /10
  • Big Mommas: Like father, like son                Nota IMDB 2.8/10
  • Whip it                Nota IMDB 7.0/10
  • The Resident                Nota IMDB 5.2/10
  • Winx club 3D: Magic Adventure                Nota IMDB 5.1/10
  • Loong Boonmee Raleuk                Nota IMDB 7.0/10

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Deep Focus - Como escrever uma Comédia Romântica

por Catarina d´Oliveira, em 24.03.11

Diz-se por aí que já não há histórias novas para contar. Até alguma extensão, até posso concordar com isso sendo que temos de considerar dois contra-argumentos: 1) histórias originais (raça em grave extinção); 2) uma história é sempre contada de maneira diferente por diferentes indivíduos. E neste segundo ponto amigos… bom podemos sempre enganar a audiência e fazê-la pensar que este nosso produto é de facto novo.

 

É por esta razão que a Cinderella tem centenas de versões, e até os filmes mais populares podem ser reproduzidos em novas “cash cows”, como podemos ver nas imagens seguintes.

 

(clicar para aumentar)

  

 

Um caso célebre onde a adaptação de histórias é (quase) são as comédias românticas.


Uma comédia romântica envolve um enredo que se desenvolve sobre um romance, e que é contado de uma forma leve e com elementos de humor à mistura. Como os argumentistas deverão saber, é fácil de dizer mas difícil de fazer – pessoalmente considero a comédia um dos géneros mais difíceis de realizar bem em cinema.

 

Um bom primeiro passo para compreender este género cinematográfico é tentar entender porque é que estes filmes captam a atenção da audiência. Ora então, elas fazem-no ao atarem nós de elementos dramáticos que envolvem romance:


• O amor verdadeiro existe;
• Há sempre alguém para nós por aí, e se encontrarmos essa pessoa, encontramos o amor verdadeiro;
• O amor ultrapassa todos os obstáculos.

 


Posta esta pequena definição para enquadrar a questão, passemos ao que interessa. Os argumentistas escrevem não só por amor, mas por dinheiro, e as comédias românticas são um tesouro inesgotável. A menos que tenham vivido debaixo de uma pedra, todos vocês sabem que as comédias românticas são um bom negócio, um grande negócio.

 

Filmes como The Proposal, The Ugly Truth, Love and Other Drugs, os filmes do Matthew McConaughey e da Jennifer Aniston e mesmo No Strings Attached e Dilemma, que estão agora em exibição nos cinemas portugueses, fazem milhões e milhões de euros por todo o mundo.

 

Se ainda há alguém que acredite que isto acontece porque estes filmes são bons… oh meus inocentes filhos! A verdade é que fazem muito dinheiro porque muitos deles (ainda que não todos, como devemos sublinhar), de uma forma mais geral ou particular, assentam numa fórmula comum com a qual as pessoas se identificam e na qual se confortam. Não tenho nada contra comédias românticas, e até gosto bastante de um punhado delas, mas a maioria de facto é simplesmente mais do mesmo. Deixo-vos com dez simples passos para escreverem a vossa própria comédia romântica. 

 

1) CASTING
Duas pessoas vão apaixonar-se.
Duas pessoas vão estar no poster.
Duas pessoas – o primeiro passo na construção da comédia romântica.

 

   

   

 

Antes de mais, o ideal é que a mulher não seja demasiado bonita para não distrair a audiência – neste caso, os senhores – e para não dar problemas com as namoradas. Isto não quer dizer que não possam ser bonitas (na verdade, devem ser), mas de preferência, só não modelos da Victoria Secret ou algo do género. O que se procura mais é uma rapariga querida, e com estilo suficiente para que as mulheres a possam admirar: Amy Adams, Sandra Bullock, Kate Hudson, Sarah Jessica Parker, Katherine Heigl, Jennifer Aniston… por aí. Se ela tiver MESMO de ser muito atraente, façam-na problemática.


Quanto aos homens, é matemática simples: bom corpo = you’re on board. Justin Timberlake, Ashton Kutcher, Matthew McConaughey, Ryan Reynolds… todos são boas escolhas.

 

 

2) TÍTULO

A última coisa que pode existir numa comédia romântica é confusão ou surpresas, por isso no título deve estar algo que desvende grande parte do enredo: The Proposal, What Happens in Vegas, How to Lose a Guy in 10 Days, Runaway Bride, Ghost of Girlfriends Past, The Break Up, No Strings Attached, por aí fora. Se não der para isto, a segunda opção é trocadilhos parvos, do género de Made of Honor, Maid in Manhattan ou All about Steve.

 


3) AMIGOS IDIOTAS

A fórmula básica das comédias românticas requer que se diminuam todos os homens e mulheres em arquétipos – a mulher preocupada com a carreira e que não está preparada para o amor, o playboy que não se quer comprometer, etc. Bom, como a audiência pode achar isto um pouco… insultuoso, vá, temos de meter à mistura uns quantos personagens secundários – os amigos parvos cujos exemplos extremos e estereotipados parecem dar alguma profundidade aos personagens principais.

 

 

Infelizmente, muitas vezes este papel é dado a um actor bom, mas que é mal utilizado: Philip Seymour Hoffman em Along Came Polly, Judy Greer em 27 Dresses (e Elizabethtown e 13 Going on 30…), Rob Corddry em Heartbreak Kid (e What Happens in Vegas e Failure to Launch…), Jason Sudeikis emThe Bounty Hunter, e Jon Favreau em The Breakup.

 


4) MÚSICAS POPULARES

Sem qualquer tipo de ofensa, este ponto é como dar os biscoitos favoritos ao nosso cachorrinho. E o que é que isto quer dizer em termos práticos? Vamos lá dar canções conhecidas à nossa audiência, se possível, em formas literais. Quando o casal dizer amor pela primeira vez podem tocar  “Feels Like the First Time” de Foreigner (Valentine’s Day), quando a protagonista aprender a erguer-se por si mesma toquem “Respect” da Aretha Franklin (Bridget Jones Diary), quando o protagonista embarca numa viagem de auto-conhecimento sozinho toquem o “Here I Go Again” de Whitesnake. Alguns de vocês podem estar a perguntar-se neste último caso, “porque não uma música dos Journey?”. Porque não. Estão a ser criativos, parem com isso!

 


5) NÃO GOSTAM UM DO OUTRO LOGO À PRIMEIRA…

A personagem principal deve partir em busca de dois desejos centrais: o primeiro, é, claro, o romance e a personagem fará tudo para conquistar este primeiro ponto; o segundo objecto de desejo será algo que entrará sempre em conflito com o primeiro desejo e que resultará nas situações humorísticas. Eis o que acontece na grande maioria das comédias românticas: duas pessoas conhecem-se, depois fazem sexo. Infelizmente, temos de encher mais 90 minutos, por isso convém que os protagonistas comecem o filme a odiar-se (ou se não for possível, pelo menos um a ignorar o outro). Talvez ela possa ser uma mulher de carreira e ele possa ser o Matthew McConaughey, ou ela uma feminista e ele um chauvinista.

 


A questão é: os opostos atraem-se e o amor está onde menos esperamos – os clichés são as guias principais aqui. O objectivo é explicar porque é que estes dois caucasianos não andam enrolados apenas 10 minutos depois de se conhecerem.

 


6) … MAS DEPOIS ACONTECE ALGO

Temos duas pessoas atraentes e que não gostam muito uma da outra. Porreiro. Agora precisamos de factores exteriores que as façam juntar-se, quer queiram quer não, para que possam apaixonar-se à vontade. Portanto agora precisamos de uma razão para os protagonistas fazerem uma viagem juntos, ou terem de casar para um deles não ser deportado, ou trabalhar em equipa para encontrar um tesouro perdido.

 

 

7) “KISS IN THE RAIN”

Não é preciso muito para explicar esta, pois não? Bem, andar a cavalo na praia também poderá servir.

 

 

 

8) SEPARAÇÃO

Temos de encher chouriços durante 90 minutos, lembram-se? E assim que o casal se apaixona e se beija à chuva, não podemos simplesmente acabar aqui. A audiência precisa de chorar., e por isso, yep, o nosso casal tem de voltar a separar-se. Uma das personagens utilizará algum mecanismo de aldrabice para perseguir os seus objectivos. Esta aldrabice é sempre ultrajante e será revelada eventualmente a 2/3 da duração do filme. É uma coisa temporária, por isso tem de ser por uma razão mesmo estúpida. A forma mais fácil de atingir o objectivo é completar a frase “Estás comigo porque me amas ou apenas porque ______”. O espaço em branco pode ir de fazer uma aposta com o chefe, até prometer dizer sim a tudo, precisar de ajuda para encontrar um tesouro, etc. “Mas amor, isso foi antes de me apaixonar por ti!”. Sim, também toda a gente sabe isto, mas ela tem de ficar super fula e fugir; caso contrário não poderia haver a grande reconciliação no final, não é?

 


9) ELE FAZ ALGO MALUCO PARA PROVAR O SEU AMOR

Uma das provas mais famosas do passo número nove é a cena de John Cusack em Say Anything, onde este se encontra na rua, à porta do apartamento da sua “the one” e lhes faz uma serenata da música “In Your Eyes”. Se não se conseguir algo assim TÃO criativo, ponham-no a correr atrás dela no aeroporto antes de se mudar para uma cidade a 39594802 km de distância, ou aparecer na igreja quando ela está prestes a casar com o macho errado. It works everytime.

 


10) FINAL FELIZ

Um happy ending é essencial! O casal deve acabar junto e feliz ou, no máximo dos máximos, a audiência deve ficar a acreditar que eles poderão eventualmente juntar os trapinhos.

 

 

*** *** ***

 

E pronto, é tudo. Já estão habilitados a escrever uma comédia romântica!
Vemo-nos nos Oscars! Ou não… porque com comédias românticas são capazes de não chegar lá.

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Trago-vos notícias fantásticas para o cinema português! Portugal vai ter  finalmente uma Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, como existe nos EUA, Espanha ou França, para «dignificar o cinema e os seus profissionais», disse à Lusa Paulo Trancoso, um dos promotores do projecto.

 

A futura Academia Portuguesa de Artes e Ciências Cinematográficas, que deverá ficar formalizada entre finais de Abril e começo de Maio, pretende aproximar o cinema português do público, premiar a produção nacional e promover estudos e trabalhos sobre o sector.

 

«É também um voto de confiança no cinema português e que os agentes estejam mais unidos do que separados», explicou o produtor Paulo Trancoso, que acalentava há vários anos a ideia de criação de uma academia.

 

  

Portugal dá assim os primeiros passos para constituir uma organização que já existe em países como os EUA, Reino Unido, França e Espanha, que atribui prémios às produções anuais que são estreadas no país, atribuindo Óscares, BAFTAs, Césares e Goyas, respetivamente.

 

Até ao momento a academia tem cerca de 150 inscrições para futuros membros, como Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida, assim como agentes de todas as áreas do setor - do guarda-roupa ao técnico de som - e espera atingir os 200 para avançar com uma assembleia constituinte e aprovar os estatutos.

 

A Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas será uma associação cultural sem fins lucrativos para promover o cinema português dentro e fora de portas. «Queremos que o público se reveja no seu cinema e que os profissionais sejam reconhecidos», sublinhou Paulo Trancoso.

 

Em 2012 já deverão ser atribuídos os primeiros prémios da academia, mas o nome oficial do galardão está ainda em discussão.

 

 

Fonte: SAPO/Agência Lusa

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R.I.P. - Artur Agostinho e Elizabeth Taylor

por Catarina d´Oliveira, em 23.03.11

O mundo do cinema portugês e internacional ficou mais pobre, perdendo duas das suas estrelas mais brilhantes num curto espaço de apenas dois dias.

 

Artur Agostinho, a voz do Leão da Estrela (clássico do cinema português de 1947), deixou-nos terça-feira, com 90 anos de uma vida cheia de contributos nas áreas do cinema, rádio, televisão, publicidade, imprensa e literatura.

 

O premiado actor português participou nos filmes Cais do Sodré (1946), O Leão da Estrela (1947), Capas Negras (1947), Cantiga da Rua (1950), Sonhar é Fácil (1951), O Tarzan do 5.º Esquerdo (1958), Dois Dias no Paraíso (1958), O Testamento do Senhor Napumoceno (1997), A Sombra dos Abutres (1998) e Perfeito Coração (2009).

 

 

Gostava de ser lembrado assim: morreu um gajo porreiro.”

Artur Agostinho
 

Elizabeth Taylor deixou-nos também hoje, depois de longos anos mostrando-se debilitada fisicamente. A actriz vencedora de dois Oscars (BUtterfield 8 - 1960 e Who's afraid of Virginia Wolf - 1966 ) e que participou em mais de 50 filmes, foi operada a tumor no cérebro em1997 e em 2004 admitiu sofrer de insuficiência cardíaca.

 

Elizabeth Taylor foi uma das estrelas mais mediáticas da era dourada de Hollywood, e que saltou para as páginas das revistas cor-de-rosa por causa dos seus oito casamentos.

 

Considerada em tempos uma das mulheres mais belas do Mundo,  brilhou em grandes produções como Cat on a Hot Tin Roof (1958), Cleopatra (1963), Raintree County (1957), Little Women (1949), entre muitos outros.

 

 

"I feel very adventurous. There are so many doors to be opened, and I'm not afraid to look behind them."

Elizabeth Taylor

 

 

Aos dois, um infinito "obrigada" e um sentido "até já".

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Snorricam - Pecados capitais nas princesas Disney

por Catarina d´Oliveira, em 23.03.11

De vez em quando, partilho convosco algumas interpretações de artistas de personagens famosos do cinema, tendo já inclusive, mostrado algumas "adaptações" das princesas da Disney. Desta vez, trago-vos uma vez mais as princesas mas agora com um pequeno acrescento: cada uma delas representa um pecado capital.

 

Do "DeviantArtist" Chill07 vem este conceito porreiro e de magnífica execução.

 

(clicar em qualquer das imagens para aumentar)

 

 

GULA: Se não estivesse com tanta vontade de comer maçãs, a Branca de Neve tinha-se poupado a muitos trabalhos.

 

 

 

VAIDADE: Quem é que não é vaidosa quando é constantemente chamada de "Bela"?

 

 

 

INVEJA: Além de ser meia verde, ainda tinha uma inveja incrível da Wendy.

 

 

 

IRA:  Ficou chateada com o Aladino porque lhe mentiu acerca de ser rico? E por Jafar tentar matar todos os que ela conhecia e amava? (Não é a mais indicada para o pecado, mas pronto)

 

 

 

AVAREZA: Invadir aqueles navios naufragados e cheios de tesouros todos tornou-a uma princesa um bocadinho mimada.

 

 

 

LUXÚRIA: A sua história baseia-se, no fundo, a beijar um homem enquanto usa uma máscara, uma vida luxuosa que não é a sua (parece um pouco alcoolizada na imagem). 

 

 

 

PREGUIÇA: A única princesa que esteve a dormir durante quase toda a sua história...

 

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Mais uma consideração pessoal...

por Catarina d´Oliveira, em 21.03.11

A universidade não perdoa e mal tenho tido tempo de ver filmes infelizmente. Espero que nos próximos dias as coisas acalmem. (Acho bem que acalmem!).

 

 

Não deixem de cá passar de vez em quando que tentarei actualizar o máximo possível ;)

 

Obrigada amigos!

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Não costumo fazer isto mas...

por Catarina d´Oliveira, em 20.03.11

... desta vez não pude ficar indiferente.

 

A cultura portuguesa precisa de todos os empurrões que lhe pudermos dar, por isso, a todos os interessados, há um novo blog de moda no pedaço. Chama-se Advérbio de Moda, e tem como principal missão mostrar a todos os seus leitores que a moda não tem de ser tão complicada como por vezes a pintam.

 

Tenho de reforçar que ainda está nos primeiros passos do seu desenvolvimento, de facto, foi criado hoje mesmo. Mas, com os olhos mais imparciais que consigo ter, vejo-lhe bom futuro, porque sei que a escrita estará nas melhores mãos que tenho o prazer de conhecer!

 

(clicar na imagem para aceder)

 

 

Good luck V*

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