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Feliz Ano Novo

por Catarina d´Oliveira, em 30.12.10

Olá amigos,

 

bem o cantinho aqui não está a hibernar.. estou apenas a aproveitar estas (pequenas) ferias para descansar e por em dia alguns afazeres. Dia 1 de Janeiro, volto já em força e com uma nova rubrica!

 

Até lá, desejo-vos um feliz ano novo, e que a passagem de ano seja a melhor possível para todos. Obrigada por visitarem!

 

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Feliz Natal amigos!

por Catarina d´Oliveira, em 24.12.10

 

Espero que este dia e o próximo sejam os melhores possíveis para vocês, e que os passem rodeados dos mais importantes.

 

Feliz Natal amigos.

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Point-of-View Shot - Love Actually (2003)

por Catarina d´Oliveira, em 24.12.10

 

"It seems to me that love is everywhere. Often, it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know, none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaky feeling you'll find that love actually is... all around."


Porque é Natal, apetece-me ser completamente parcial e ignorar todas as regras e rigores técnicos e partilhar convosco outro dos meus filmes favoritos, desta vez, o meu guilty pleasure.

 

O amor está em todo o lado. Está no ar, na água, no sol, na chuva, na música. Está em casa, nos aeroportos, no trabalho, na escola. Está sob todas as formas: ingénuo, platónico, sincero, sexual, proibido, sacrificado, silencioso ou exagerado. Esta é a grande premissa de Richard Curtis, o mesmo homem que escreveu três gigantes das comédias-românticas ‘recentes’: Four Weddings and a Funeral, Notting Hill e Bridget Jones' Diary.


Estamos na época natalícia em Inglaterra e seguimos dez histórias de amor paralelas. Uns casam-se, outros separam-se, outros preparam-se para encontrar a sua metade, outros estão loucamente apaixonados, outros sentem-se sozinhos. Vemos faces do amor que quase nunca consideramos, e aspectos tão intrincados das relações humanas que muitas vezes são negligenciados. Rimos, choramos, apaixonamo-nos e vemos a paixão no seu aspecto mais puro.


Love Actually, o filme de que vos falo, disseca todos os aspectos do amor como nenhum outro o fez, explorando-o em inúmeras nuances.

 

 

O preview do filme mostrou Hugh Grant a dançar, Colin Firth a sorrir, Emma Thompson a ver através da traição do marido, Laura Linney a vibrar de alegria. "Ok, tem um ar desembaraçado porém inteligente", mas ficamos a imaginar… como é que juntaram toda esta gente? No final de contas, existe ainda muito mais do que apenas estes actores de peso, incluindo pequenas personagens com enredos secundários que nos fazem sorrir e ligações meigas e carinhosas que equilibram o restante elenco cheio de estrelas e histórias maiores.

 

Há tantas situações inevitáveis como um concerto escolar, uma festa de escritório, um jantar de família, o miúdo apaixonado por uma rapariga que nem sabe o seu nome, e todo o tipo de encontros acidentais que possamos imaginar; e todos eles, tomam parte dominante na construção do charme natural desta fita que é impossível odiar.

 

É óbvio que, ainda que seja um dos meus filmes favoritos e sem dúvida “o” meu filme de Natal, tem as suas faltas: às vezes as piadas são forçadas, e algumas situações aproximam-se demasiado na natureza sitcom. Mas a combinação de um argumento inteligente, um elenco com talento colossal e um tema encantador – o Amor em várias das suas formas – torna este filme numa das experiências mais interessantes, tocantes e divertidas que se nos propõem nos tempos festivos (e em qualquer altura do ano para dizer a verdade).

  

 

Todos os personagens nos parecem velhos amigos, e para contar tantas histórias Curtis utilizou, sem dúvida, música lamechas, velhos clichés e muitos finais felizes. Todavia nada disso parece importar quando estamos num filme que nos faz sentir tão bem. Nem o final de alguns personagens, que fica a escassos centímetros de ser exagerado, consegue deitar abaixo esta obra que mostra que o Amor é das coisas mais belas com que nos podemos deparar. Ainda assim, não é sinónimo de felicidade ou perfeição, e não é um conto de fadas – também assistimos a casos de sacrifício, perda e decepção.

 

Todos os presentes se juntam de alguma maneira, seja directamente ou por amizade, ou apenas estando lá naquele segundo precioso para que tudo aconteça como devia. E assim, apesar de um olhar profundo notar que algumas situações não são as mais verosímeis, nada é forçado… apenas mágico. Não existe um único frame cínico neste futuro clássico que se dirige, sobretudo, a todos aqueles que perderam a fé nos finais felizes


Love Actually não tem muita acção, mas compensa com linhas de diálogo mágicas, um sentido de humor bem britânico e uma gigantesca porção de citações de e sobre o amor manter-vos-ão atentos, a sorrir (as bochechas chegam a doer de tanto sorrir), por vezes com a visão embaciada das lágrimas que teimam em formar-se.

 

 

É inútil falar do elenco quando este é tão vasto e tão talentoso. Emma Thompson, Hugh Grant, Alan Rickman, Liam Neeson, Colin Firth, Laura Linney… e continua! Mas não podia deixar passar o grande brilharete de Bill Nighy como o roqueiro que adapta o clássico “Love is All Around” à quadra natalícia com tanto… requinte.

 

Algumas notas técnicas muito breves são imperiais em relação à direcção artística (que passa tanto do espírirto de Natal, ainda que este não seja o tema central do filme), a fotografia (Londres está lindíssima como pano de fundo para este romance pós-moderno) e à banda sonora fantástica (que inclui Beatles, Joni Mitchell, Dido, The Beach Boys, Norah Jones, Santana, e muito mais).

 

Este é um daqueles filmes que raramente aparece nas salas de cinema. É uma fita que vem redefinir o conceito de comédia romântica em toda a sua extensão. Curtis tentou criar um brilho especial que acompanha apenas alguns filmes mágicos. Ele quis que as pessoas saíssem do cinema a flutuar, a pensar em romance, a sorrir por fora e por dentro. Vejam o filme com alguém e olhem em volta. Mission acomplished.

 

 

Love Actually é irresistível, e teriam de ser o velho Scrooge para conseguirem não sorrir durante e depois, quando já passam os créditos finais.

 

Às vezes não precisamos de um dramalhão, de um thriller irrequieto ou de uma comédia para rir a bandeiras despregadas. Às vezes a única coisa que precisamos é um filme que nos faça companhia e nos faça sentir felizes e seguros. Love Actually faz parte de uma raça rara de filmes: aqueles que são imunes à negatividade. E seja para ver de braço dado com a nossa mãe, ao monte no sofá com os irmãos ou de mão dada com o nosso Amor, Love Actually luta contra todas as probabilidades e humildemente mostra que o amor está mesmo por todo o lado.

 

Sem vergonha, sem medo, e sim... completamente embriagada pela mensagem, a época festiva e o sentimento que me despertou... sai uma nota máxima.

 

10/10

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Point-of-View Shot - Black Swan (2010)

por Catarina d´Oliveira, em 23.12.10

 

 

"I had the craziest dream last night about a girl who has turned into a swan, but her prince falls for the wrong girl and she kills herself."

 

Há muito interessado pelos lugares frios e desesperados onde os sonhos nos podem levar, Darren Aronofsky desenvolveu gradualmente o seu vocabulário visual para condizer com as suas ambições visionárias, chegando ao filme mais completo e audacioso da sua carreira. Black Swan.

 

Nina (Natalie Portman) é uma bailarina que sabe que não triunfará no mundo competitivo do ballet se não se "matar a tentar". A sua dedicação espelha-se no seu próprio corpo: o que não está partido ou ferido, está coberto de nódoas negras. A sua mãe, Erica, que também foi um dia bailarina, acompanha o seu treino em casa protegendo-a em demasia, tentando mantê-la eternamente numa redoma que preserva a inocência da infância. O objectivo de Nina? O papel principal em "O Lago dos Cisnes" de Tchaikovsky, livre depois do abandono forçado da famosa bailarina Beth (Wynona Ryder). Thomas (Vincent Cassel) é o director da companhia e é enfeitiçado pela inocência de Nina como o Cisne Branco. Todavia, considera que lhe falta o fogo da sedução necessário para o seu alter-ego, o Cisne Negro. “Go home and touch yourself”, diz-lhe ele.

 

A certa altura, o tom muda ligeiramente e assistimos a um filme de terror onde a linha que separa a realidade da alucinação é cada vez menos visível. Nina veste-se de branco mas vê a sua cara em mulheres vestidas de negro. As obsessões levam-na a arrancar a própria carne, revoltar-se contra a mãe e partir freneticamente para a acção com Lily, uma bailarina rival. Uma espécie de erupção cutânea começa a crescer nas suas costas e, a certa altura, algo parece começar a nascer. Uma pena negra.

 

 

Black Swan é um daqueles filmes cujas críticas nunca poderão ser resumidas à palavra “meio-termo”. Porque é tão audacioso, é por vezes risível (ainda que faça parte do seu charme natural), mas sempre urgente e impossível de não ser visto com enorme fascínio. Black Swan quer uma resposta: ama-me ou odeia-me, mais nada. Eu, confesso, fiquei-me pela primeira, ainda que sentisse traços da segunda em alguns momentos demasiado literais que mais tarde entendi necessários. As reacções desencadeadas pelo visionamento são um reflexo perfeito do filme: a tensão entre opostos, as lutas interiores. Odiamos o filme, amamos o filme, odiamo-lo mais um pouco, e amamo-lo. Nós somos o filme.

 

Partindo do argumento de Mark Heyman, Andres Heinz e John McLaughlin, o realizador Darren Aronofsky é um visionário sem medos. Depois de ensaios da loucura como Pi ou Requiem for a Dream e dramas humanos como The Wrestler, Aronosfky funde as melhores características de todos num híbrido que se apresenta como o seu trabalho mais completo.

 

A "quase-obra-de-arte" serpenteia entre o controlo e o abandono, entre a criatividade e a loucura, e entre as experiências objectivas e subjectivas. Nas suas pequenas falhas, ou momentos risíveis como falei talvez cruelmente no início, tende a literalizar demais, ainda que seja por vezes um sacrifício necessário. Todavia, constitui-se como um thriller astuto e épico passado no mundo sadomasoquista e de clausura do ballet, que desafia a audiência com a sua graça, inteligência e profundidade. Um hábil retrato de uma metamorfose, mas não apenas isso.

 

A fita provoca as nossas expectativas antes de tirar o chão debaixo dos nossos pés. Nina mostra-se como uma profissional perseguida e aterrorizada por terceiros que a prejudicam (afinal, vemos toda a acção sob o seu ponto de vista). Mas, à medida que avançamos na narrativa, essa ideia vai-se dissipando, tal como outras. Thomas é a promessa de um bandido manipulador que usa as suas bailarinas para satisfação de prazeres pessoais. Todavia, quando o filme termina, temos uma ideia completamente diferente de um homem cujo motor é artístico e não carnal. O mesmo princípio aplica-se a Lily, e à medida que o filme progride, interrogamo-nos sobre o que aconteceu realmente de mau e o que foi apenas uma projecção da mente perturbada de Nina.
 


Aronofsky apontou Black Swan como uma espécie de ‘metade’ de The Wrestler, ainda que seja muito mais ambíguo – ambos são, de uma forma ou outra, um filme de personagem, cujo arco se desenvolve de forma semelhante, embora em cenários completamente opostos. Tal como na história de Randy The Ram, o final de Black Swan fica em aberto para interpretações. Todavia, a história do wrestler Randy é mais propícia a respostas emocionais fortes, sendo uma tragédia mais tradicional. Black Swan não é menos intenso, mas, sendo intelectualmente mais exigente, os métodos de storytelling empregues obrigam a uma certa distância entre o espectador e a protagonista Nina, ainda que vejamos tudo da sua perspectiva .

 

Ainda como fez em The Wrestler mas agora respeitando a questões meramente técnicas, Aronofsky filma muitas vezes Portman por trás; uma elaboração pertinente do ponto de vista imersivo do filme (um estilo que é particularmente bem usado, uma vez que a postura de Portman diz tanto da história da personagem). 

Técnica recorrente utilizada pelo realizador é ainda o grafismo extremo em momentos específicos, cujo objectivo é transportar o espectador o mais possível para a dor sentida pela personagem. Este grafismo foi visto em Requiem for a Dream, The Wrestler, e agora Black Swan que é, por vezes, extremamente difícil de ver.

 

O hand-held shooting (técnica de filmagem onde a câmera está nas mãos do operador em vez de estar fixa num tripé) de Matthew Libatique e a banda sonora de Clint Mansell que exala todo o temor da obra de Tchaikovsky são duas importantes adições ao tornado de emoções.

Aronofsky filma close-ups íntimos e intensos seguram as personagens bem perto. Nas filmagens firmemente enquadradas de Nina, não vemos tanto da dança como a sua absorção e interpretação da mesma – a concentração de uma profissional que abriu mão de todo o egoísmo e egocentrismo em prol da carreira.

 

A fotografia é altamente evocativa, usando ângulos pouco comuns e contrastes fortes entre o preto e o branco.

 

 

A performance da bailarina que se desintegra psicologicamente está num patamar muito superior ao alcançado pelo mero elogio. O desempenho arrebatador tem o selo de Natalie Portman, a mesma actriz que, com apenas 13 anos deu que falar com The Professional (1994). Portman, no papel da sua carreira (pelo menos até agora), esvai-se em ansiedade e solidão – uma jovem mulher (ou menina) cujos sonhos e ambições são maiores que a vida. Mesmo nos extremos, é impossível vê-la representar. E isto acontece, meus amigos, quando estamos perante aquelas raras performances, aqueles tour de force que nos mostram para que servem as nomeações dos Oscars. Ou melhor, para que servem os Oscars, ou quaisquer outros prémios e reconhecimentos.

 

O restante elenco sofre pelo brilhantismo da protagonista, mas não deve ser esquecido, especialmente, as duas actrizes secundárias Mila Kunis e Barbara Hershey. A primeira demonstra uma feliz capacidade de actuar em algo mais do que comédias e dramas leves. A partir de uma abordagem narrativa que lhe requer a interpretação de três papéis distintos (pelas diferentes formas como Lily é vista e entendida), Kunis arranja boas formas de diferenciar as três e, ainda assim, manter um elo de ligação entre todas. Ainda que viva na sombra de Portman, é um trabalho que merece reconhecimento. Quanto a Hershey, actua com um poder enorme, ajudando Portman a construir uma relação mãe-filha aterradora e encorporando uma personagem que é tão fácil de odiar como de entender.

 

Ainda digna de nota é a presença de membros do Pennsylvania Ballet que emprestam verosimilhança e veia artística a algumas sequências. A representação do clímax de O Lago dos Cisnes é uma fusão transcendente de música, dança, representação e cinema emocionante.

 

 

Não será o favorito de todos, mas estou aqui para vos assegurar que este conto de loucura, dança e repressão é completamente esmagador desde que os primeiras frames invadem o nosso frágil globo ocular. A loucura é, aliás, intencional e tem um objectivo derradeiro - uma mancha negra ao serviço da arte.


O acto criativo e o impulso destrutivo estão unidos no pavoroso sopro das últimas palavras da protagonista: “It was perfect”. E talvez tenha sido mesmo. Assim, Black Swan é um dos melhores e mais empolgantes filmes de 2010.

 

"This role is destroying you!" 

 

9/10

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Widescreen - O poema de Candy

por Catarina d´Oliveira, em 21.12.10

Filme, Ano: Candy, 2006

Realização: Neil Armfield

Descrição da Cena: Enlouquecida, Candy deixa uma "pequena" mensagem a Dan...

 

 

Muito diferente de Requiem for a Dream ou Trainspotting no estilo e na abordagem, Candy acaba por ser "uma filme sobre a droga" mais verosímil e quotidiano, mais fácil de acreditar. É uma obra absolutamente trágica e arrepiante em toda a sua real verdade; é um daqueles filmes de terror humanos. A vida toma cursos para os quais não estamos preparados..

 

Senti algo diferente em Candy que não senti noutros filmes, algo que não sei explicar, apesar de achar, por exemplo, Requiem for a Dream um dos filmes mais brilhantes sobre o tema (ainda que não seja exclusivamente sobre isso, é claro). Mas Candy tem uma simplicidade, uma profunda compaixão...pela história e pelas pessoas.

 

Uma cena poderosa e poética num maravilhoso pequeno filme australiano. Uma descoberta ao acaso... um trailer que me chamou à atenção e que me fez pensar "bem, este é capaz de nem ser mau". E afinal, era mesmo muito bom.

 

 

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Boa tarde amigos, hoje trago-vos mais uma rodada de trailers para darem um olhinho.

 

Baseado no romance best-seller com o mesmo nome, Water for Elephants relata a história do estudante de veterinária Jacob, que abandona o curso depois dos pais morrerem e se junta a um circo antigo, onde conhece e se apaixona por Marlena, a estrela principal. Descobrindo a beleza na Big Top, unem-se através da compaixão por um elefante muito especial, e têm ainda de enfrentar a ira do carismático mas perigoso August, marido de Marlena. Bom, para já... tenho de mandar a "boca". É giro ver o eterno Edward a representar o papel de... Jacob. Bem mas piadas parvas à parte, o trailer é interessante, tem um quê de Moulin Rouge sem as partes musicais (e sem tanto glamour pelo que suspeito)... É esperar para ver. Não me desagradou de todo, apesar de não ser especial fã de Pattinson.

 

 

 

The Tree of Life conta uma história ambientada à década de cinquenta e relata os maiores acontecimentos da vida de Jack (Sean Penn), mais concretamente a sua infância e a desilusão da sua vida adulta, altura em que se tenta reconciliar com o pai (Brad Pitt). A sinopse pode parecer aborrecida, mas o trailer parece-me bastante apelativo e com bastantes nuances interessantes. É uma pena que tenha demorado tanto tempo a sair do forno, mas para o ano poderemos, sem dúvida, dar uma vista de olhos.

 

Graeme Willy e Clive Collings são dois aficcionados por ficção científica que vão para a estrada em peregrinação até à Área 51, no deserto de Nevada, nos EUA. Os amigos só não esperavam encontrar na mítica base para experiências com aliens um extra-terrestre verdadeiro - Paul - que depois de 60 anos decidiu ir embora e apanhar boleia com os primeiros que aparecessem. Agora, perseguidos por polícias e pelo pai fanático de uma jovem que acidentalmente raptam, Graeme e Clive criam um plano mirabolante para devolver o pequeno aliens à sua nave-mãe. Tenho de admitir... Não fiquei grande fã de Shaun of the Dead, e parece-me que Paul vai pelo mesmo caminho... I guess it's not my thing. De qualquer forma, fica o trailer.

 

 

Um escritor falhado, em maré de azar a todos os níveis, resolve experimentar uma nova droga que, sem saber, lhe aumenta exponencialmente a capacidade intelectual, o torna mais rápido, intuitivo e até mais carismático. A sua vida dá uma volta de 180º por causa da droga que não pára de consumir. Contudo, eventualmente, os efeitos secundários vão aparecer e a descoberta daquela droga não terá sido tão acidental quanto isso. Esta é a sinopse de Limitless, o filme de suspense/ficção científica protagonizado por Bradley Cooper, Abbie Cornish e Robert DeNiro, e enquanto a sinopse pode ter algumas coisas potencialmente engraçadas, o trailer não foi capaz de me entusiasmar muito... Bem, é claro que não tem nem pretende ter o perfil de um Grande filme, e posso estar enganada.. mas podia ser melhorzinho. É pena..

 

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Awards Season - Vencedores dos Satellite Awards 2011

por Catarina d´Oliveira, em 20.12.10

Menos de um mês depois de anunciar os nomeados, a International Press Academy revelou os vencedores dos Anual Satellite Awards ontem, 19 de dezembro de 2010. À frente na lista de vencedores estão, The Social Network e Inception, com três galardões cada um (Inception ganhou apenas categorias técnias).

 

Algumas estrelas inesperadas brilharam na entrega, incluindo Noomi Rapace (The Girl with the Dragon Tattoo), Anne Hathaway (Love and Other Drugs) e Michael Cera (Scott Pilgrim Versus the World). A lista dos vencedores segue abaixo.

 

 

Melhor Filme (Drama): The Social Network

Melhor Filme (Comédia ou Musical): Scott Pilgrim Versus the World

Realizador: David Fincher – The Social Network

Argumento Original: Seidler David – The King's Speech

Argumento Adaptado: Aaron Sorkin – The Social Network

Melhor Actriz (Drama): Noomi Rapace – The Girl With The Dragon Tattoo

Melhor Actor (Drama): Colin Firth – The King's Speech

Melhor Actriz (Comédia ou Musical): Anne Hathaway – Love and Other Drugs 

Melhor Actor (Comédia ou Musical): Michael Cera - Scott Pilgrim Versus the World

Melhor Actriz Secundária: Weaver Jacki – Animal Kingdom

Melhor Actor Secundário: Christian Bale – The Fighter

Melhor Filme Estrangeiro: The Girl With The Dragon Tattoo (Suécia)
Melhor Animação: Toy Story 3
Melhor Documentário: Restrepo
Melhor Fotografia: Wally Pfister – Inception

Melhor Edição: Robert Frazen – “Please Give”
Melhor Banda Sonora: Hans Zimmer –Inception
Melhor Direcção de Arte e Design de Produção: Guy Hendrix Dyas, Lucas Ricker, Freeborn Brad e Wolcott Dean – Inception
Melhor Guarda-Roupa: Colleen Atwood – Alice in Wonderland

Canção Original: “”You Haven’t Seen the Last of Me”" por Cher e Diane Warren – Burlesque

Som (edição e mistura): Stoekinger Mark P., Kevin O’Connell, Fronteiras Beau e William B. Kaplan – Unstoppable
Efeitos Visuais: Phillips Ken Ralston, Schaub Dave, Villegas Carey e Sean –Alice in Wonderland

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Deep Focus - Ensaio sobre Fobias no Grande Ecrã (II)

por Catarina d´Oliveira, em 19.12.10

Continuando o artigo iniciado aqui, mais umas quantas fobias para partilhar convosco.

 

(medo de palhaços)

 

Este é um daqueles medos que pode parecer estranho e mesmo ridículo para o indivíduo mais racional… Todavia, todos de nós que vimos IT de Stepen King, ficámos traumatizados e assim, este medo é totalmente plausível. O enredo desenvolve-se à volta de uma criatura demoníaca que toma a forma de um palhaço e aterroriza uma pequena cidade. As simple as that. Tim Curry tem uma performance majestosa, e a verdade é que só a pintura da cara chegaria para dar suores frios a qualquer coulrofóbico… A parte boa é que, a certa altura, o nosso amigo Pennywise se transforma numa espécie de aranha gigante, e os coulrofóbicos podem respirar de alívio… a menos que tenham também medo de aranhas. Aí é melhor esquecerem este filme.

 

(medo da morte oud e coisas mortas)

 

They’re coming to get you” – com esta frase (Night of the Living Dead, 1968), George A. Romero lançou finalmente os zombies para o mainstream do horror, pondo em pânico todos aqueles que sofriam (e sofrem) de fobia de coisas mortas, ou que pelo menos deviam estar mortas. Hoje o que não falta por aí é material fresquinho para por os necrofóbicos com um ataque de nervos. Se têm algum inimigo assim, mostrem-lhe o competentíssimo Dawn of the Dead (2004). Se, por outro lado, têm um amigo… tentem diverti-lo com Shaun of the Dead (2004). Afinal, e como já foi frisado nesta rubrica, rir é o melhor remédio.

 

(medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão)

 

Days of Heaven é um filme de 1978, protagonizado por Richard Gere e que contava uma história passada na América em 1916. É a história de um homem que tinha apenas uma mulher que o amava, e é uma história (agorafóbicos, segurem-se bem) contada inteiramente num espaço aberto. Temos ainda o exemplo do clássico Hitchcockiano North by North West (1959), onde um executivo inocente é perseguido pelos Estados Unidos por ser confundido com outra pessoa. Foi um dos primeiros filmes a representar o medo de espaços públicos e abertos.

 

(medo de fantasmas)

 

O recente primo do The Blair Witch Project (1999), Paranormal Activity (2007), é quase demais para que não têm de suportar uma fobia em relação a fantasmas. Para aqueles que não conseguem dormir com a luz apagada, por mais triste que esta recomendação possa parecer, é sincera e preocupada: levem uma troca de roupa interior, porque vão precisar. The Amityville Horror (1979 e 2005)… not a good choice either.

 

(medo de crianças)

 

Tenho de admitir que, por mais que goste de crianças, às vezes existem filmes que me provocam uma certa pedofobia. Na verdade, a lista de filmes para desenvolver esta fobia é vastíssima, mas vou indicar apenas alguns. Joshua (2006) tem uma certa queda para atacar animais, esventrar bonecos e apredrejar mendigos, Cole Sear de Sixth Sense (1996) via pessoas mortas (um cubo de gelo difícil de derreter nas conversas de recreio), Gage Creed de Pet Sematary (1989) é morto a meio do filme para depois renascer em busca de sangue, Rhoda Penmark de The Bad Seed (1956) tinha uma grande afinidade com a morte, desordem e jóias, os miúdos de Village of the Damned (1960 e 1995) são assustadores até à raiz dos cabelos loiros e exercem um preverso poder sobre os pais, Damien Thorn (The Omen – 1976 e 2006) é nada mais nada menos que o próprio filho de Satanás, o anti-cristo, o rebento do cornudo… e são precisos mais exemplos? Parece que nenhum destes pequenotes ia ser convidado a ir a vossa casa comer gelatina e gelado…

 

(medo de pessoas estúpidas)

 

Uma fobia interessante e que, sim, existe mesmo. Dada a quantidade de filmes ah.. estúpidos… que saem todos os anos, o difícil é seleccionar os que mais se adequam a esta lista. Todavia, podemos lembrar Jackass: the Movie de 2002 (onde homens parvos fazem coisas estúpidas), Epic Movie de 2007 (ou qualquer um dos “… Movie” que existem) ou mesmo o clássico de 1980 Airplane! (sim, é uma grande comédia; sim, adorei o filme; não, não tem muito humor inteligente).

 

(medo de pensar)

 

Ora cá está uma fobia complicada de ultrapassar que pode muitas vezes levar quem a tem à loucura pela recusa de pensar ou responder ao ambiente em que se inserem. Neste caso, poderíamos argumentar que qualquer filme servia para por um indivíduo com este medo de cabelos em pé e a chorar que nem uma criança, mas resolvi propor três relativamente recentes que já põem a cabeça em água dos que pensam, quanto mais dos que não pensam. Memento (2000) é contado do final para o início, e acho que não preciso dizer mais nada. Donnie Darko (2001) inclui um coelho que fala, viagens no tempo, esquizofrenia e terapias do mais bizarro que se pode imaginar. Por fim, não podia deixar de fora David Lynch com Mulholland Drive (2001), um trabalho por que será sempre lembrado e que recebe muito crédito por não ser compreendido… nem pelo próprio Lynch.

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New Shots - 20 a 26 de Dezembro de 2010

por Catarina d´Oliveira, em 19.12.10

 

Esta semana nos cinemas:

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Smash Cut - Sam Worthington

por Catarina d´Oliveira, em 19.12.10

 

"I think the first one, we kind of let down some people. And yeah, I totally agree. The only point of doing a sequel is either the audience demands it or you believe you can better the first one. What we're setting out to do with this one -- the writers and the director and myself -- is improve. I think I can act fucking better, to be honest ... Just take all the notes from people that I have been reading about on the 'net and give them a movie they fucking want. This one I want to kind of try to satisfy a lot more people."

 

Sam Worthington (sobre os erros de Clash of the Titans e a sua sequela)

 

 

Nice move! É raro...

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