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Point-of-View Shot - The Rocky Horror Picture Show (1975)

por Catarina d´Oliveira, em 04.11.10

 

 

Tenho de admitir... Depois de ver o episódio de Glee que foi para o ar no passado dia 26 de Novembro – “Rocky Horror Glee Show” – ficou-me o bichinho em relação ao intrigante e explosivo musical.
Depois de alguma pesquisa online, foi com grande alegria que verifiquei que havia, na verdade, um filme baseado na peça musical, o que me deixou feliz e me fez arranjar maneira de o ter em mãos o mais depressa possível.

Rocky Horror Picture Show foi lançado há 35 anos, apenas dois anos depois da peça que lhe deu origem escrita por Richard O’Brien para os palcos de Londres. Na longa-metragem, o escritor ainda acrescenta os seus dotes de representação ao interpretar o mordomo Riff Raff.


Para todos os que não conhecem o fenómeno Rocky Horror, a história respeita à criação de uma espécie de Frankenstein com um grande apetite sexual chamado Rocky. E qual a utilidade de uma criatura destas perguntam vocês em coro: para ser o brinquedo sexual do ambíguo travesti Dr. Frank-n-Furter. O nosso amigo Frank não fecha bem a tampa, é um facto, por isso convida motoqueiros para as suas bizarras festas, mata pessoas em público para depois comer em cima dos seus cadáveres e dança números musicais de rock.

 

 

 

Os jovens Brad Majors e Janet Weiss decidem fazer fazer uma visita surpresa a um antigo professor depois de ficarem noivos. Infelizmente rebenta uma grande tempestade e o seu carro acaba por avariar no meio de uma estrada na floresta, perto de uma casa de ares sinistros e negros. Sem comunicação nas redondezas, são forçados a pernoitar na intrigante casa, apenas para descobrirem um novo mundo povoado de loucura e sexualidade subversiva.

 

A combinação que se forma nesta fatídica noite dá origem a alguns dos mais bizarros números musicais que veremos ao longo da vida.

Rocky Horror  é um bom filme por si; feito com um orçamento bastante pequeno, é um triunfo de realização inteligente por parte de Jim Sharman e uma montagem bastante competente captando especialmente a essência de cada momento musical.

 

No que respeita ao elenco, Tim Curry é um prazer de ver como Frank-N-Furter com os seus saltos altos gigantes, sombra negra e baton vermelho e é, sem dúvida, a alma do filme. O actor parece estar a divertir-se mais do que nunca, o que fortalece ainda mais a sua performance. Susan Sarandon e Barry Bostwick são amorosos como o casal Brad and Janet e o restante elenco é também bastante agradável, musical e divertido.

 

 

 

Como referido supra, tratava-se originalmente de uma peça britânica, e a reacção inicial à longa-metragem foi tudo menos boa com o próprio estúdio (20th Century Fox). Mas com o passar dos anos, Rocky Horror Picture Show tornou-se, tal como a versão teatral, numa experiência fundamental e única, evoluindo para uma tradição nocturna que oferece à audiência a possibilidade de participar em todo o estardalhaço, seja atirando arroz para o ecrã, mascarando-se ou cantando juntamente com o gang de travestis. E neste ponto acho que vale a pena vale a pena partilhar um parágrafo de alguém que esteve presente neste espectáculo para vos (e me) fazer um bocadinho de inveja.

 

"It is a dizzying experience, made all the more so if you are lucky enough to see it in a theater with a crowd who knows all the lyrics, dance moves, and proper audience responses to yell back at the screen. In this way, Rocky Horror has ceased to be a movie and has instead become the center of a ritualistic celebration of popular culture in all its twisted formations. Even when viewed on home video, it is hard not to imagine the audience involvement going on around you. Unlike most movies, the movie in and of itself is no longer enough. To be complete, The Rocky Horror Picture Show requires a two-way exchange between the film and the audience, making it a genuinely communal experience."
James Kendrick – Crítico de Cinema

 

 

 

Acredito piamente que as reacções geradas por Rocky Horror não são algo que possa ser alcançado conscientemente. Na verdade, John Huston descreve-o bem melhor que eu em 1950: “In pictures, if you do it right, the thing happens, right there on the screen.”

 

Mas além da participação colectiva, o grande factor X de Rocky Horror é a sua pura loucura e originalidade. É uma combinação inesperada de ficção científica, comédia, terror e musical que funciona.


Do lado negativo, além do espectro limitado de fãs que o filme terá, está um início forte e ritmado, um primeiro acto cheio de intriga e grandes músicas que é seguido por um período mais infértil e que permite uma certa rarefacção durante o aparato final.

 

 

 

Ninguém vê Rocky Horror com o objectivo de grandes significados profundos (se há mensagem a espalhar é mesmo a linha de diálogo “don’t dream it, be it”, que se tornou num grito de guerra para os fãs). Vêmo-lo sim porque é um autêntico pandemónio, e às vezes a única coisa que queremos é recostar-nos, deixar a loucura fluir e ver um filme maluco só porque sim.

 

Vai chegar a todos da mesma maneira? Certamente que não. Creio, na verdade, que estamos perante um daqueles casos de “8 ou 80”. Mas para todos os que estiverem dispostos a experimentar algo novo e fora do comum, The Rocky Horror Picture Show tem muito, mas muito para oferecer.

E odiando ou adorando, é uma viagem que tão cedo não vão esquecer.

 

7.5/10

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