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Pela primeira vez em muuuuito tempo, voltamos à nossa ronda habitual dos trailers mais recentes a estarem disponíveis e quentinhos na web.

 

Catherine e David são, à primeira vista, o casal perfeito. Mas quando David perde um vôo e consequentemente sua festa de aniversário surpresa, Catherine começa suspeitar do marido e decide contratar Chloe, uma acompanhante para seduzi-lo e testar sua lealdade.

Chloe é realizado por Atom Egoyan e conta com as participações de Julianne Moore, Liam Neeson e Amanda Seyfried.

 

 

 

 

Robin Hood era um arqueiro fora da lei que servia o rei Richard de Lionheart, protegendo os mais indefesos das pessoas poderosas. Depois da morte do rei, seguimos Robin na sua origem, a infância entre os barões e o recém coroado rei John. Realizado por Ridley Scott, Robin Hood é protagonizado por Russell Crowe, Cate Blanchett e Mark Strong.

 

 

 

Antigamente, havia paz entre as quatro nações do mundo. O Avatar - mestre dos quatro elementos, mantinha o equilíbrio entre as tribos da Água, o reino da Terra, a nação do Fogo e os nómadas do Ar. Apenas o Avatar tinha poderes para dominar uns quatro; mas um dia, desapareceu. Nessa altura, a nação do Fogo atacou, forçando uma guerra para com as outras nações durante cem anos. Agora, está nas mãos do jovem Aang, o novo Avatar, restabelecer a paz e o equilíbrio. The Last Airbender é realizado por M. Night Shyamalan.

 

 

 

O polícia texano Steve Russel é casado e tem filhos. De forma inesperada para quem o rodeia, admite ser homossexual, mas descobre que, para manter o nível de vida que deseja, tem de se meter numas quantas traflhices, que acabam por levá-lo à prisão. É lá que conhece Phillip Morris, o sensível companheiro de cela... Quando Russel é posto em liberdade, tentará de tudo para voltar a rever o amor da sua vida. I Love You Phillip Morris é protagonizado por Jim Carrey e Ewan McGregor e realizado por Glenn Ficarra e John Requa.

 

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Point-of-View Shot - Avatar (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 03.02.10

 

 

"I see you"

 

A minha preferência cinematográfica mantém-se ao nível terreno de Precious, The Hurt Locker ou An Education, mas é impossível ignorar o titã ao canto: Avatar.

 

Como espectáculo, é indelével e inesquecível, é uma maravilha tecnológica e o maior filme 3-D alguma vez feito; mas como filme e como história, por entre um cocktail de clichés, evapora-se à medida que abandonamos o cinema.
 

Jake Scully é um fuzileiro paraplégico americano que, em 2154, é enviado numa missão para um planeta chamado Pandora, onde os humanos desenvolveram uma tecnologia que lhes permite controlar com a mente consciente um avatar – clone dos indígenas de Pandora, os Na’vi. Deitado num pseudo-solário, Jake transfere a mente para o seu Na’vi azul de três metros, olhos amarelos e cauda.

 

O processo foi criado pela cientista Grace Augustine, tendo como principal objectivo facilitar as relações com os Na’vi, uma vez que a atmosfera de Pandora é venenosa para os humanos e as necessidades técnicas atravessam-se no caminho. Para os nativos, é a última oportunidade de cooperar, já que um empresário ignorante ambiciona um elemento (Unobtainium - um termo frequentemente usado para descrever qualquer material que possui propriedades extraordinárias que são únicas ou impossível de obter no mundo real) que está enterrado debaixo da árvore sagrada dos Na’vi. Falhando a diplomacia, entra em campo o coronel Miles Quaritch, que o obterá a qualquer preço.

 

 

Na sua primeira missão, Jack separa-se do grupo liderado por Grace depois de um ataque animal e é salvo por Neytiri, uma verdadeira Na’vi. Vigiando-o e treinando-o, o povo Na'vi começa a aceitá-lo como um deles; e também gradualmente ele aceita e depois abraça a nova cultura, a comunidade e… Neytiri. Depois chega a altura em que se vê que os humanos são maus, e qualquer lembrança de “Dances with Wolves” não é de estranhar porque as semelhanças entram pelos olhos adentro e mais vale não lutar contra isso.

 

Há alegorias óbvias: Pandora é um "avatar" da floresta amazónica e a sua destruição no nosso mundo real, dando ainda tempo para dois ou três discursos ecológicos, e as “tarefas diplomáticas” dos americanos para com os Na’vi recordam, obviamente, os confrontos no Iraque e Afeganistão.

 

Cameron mistura de forma suave e discreta live action, animação gerada por comuptador e tecnologia 3-D – a tecnologia que nos tinha arrebatado com Gollum e as paisagens da Terra Média em Lord of the Rings, atinge um novo nível de mestria e perícia, permitindo, entre outras coisas, maiores nuances nas expressões faciais.
 

Com a magnificiência visual que é Avatar, James Cameron é coroado o rei do mundo virtual. Mas até os reis precisam de uma mãozinha, e Cameron precisa (urgentemente) de contratar um argumentista. É que quando pomos na mesma balança a grandeza técnica do CGI e do 3D e a história vista e revista e os personagens unidimensionais, ela desequilibra-se… muito.

 

A primeira metade vale a pena – é uma experiência cinematográfica única e imperdível onde nos vemos completamente imersos no mundo de James Cameron.

Na última parte, quando os tanques e aviões de combate entram em cena, a fita não se torna mais inventiva do que um bom e sofisticado jogo de computador.

 

 

 
Pode ser considerada uma estrutura clássica, mas num filme de tamanha dimensão, também pode ser chamada de preguiça. A história não necessitava de originalidade integral, mas apenas algumas luzes ou perspectivas frescas sobre um modelo familiar. O diálogo também não vai além do aceitável, relembrando até o dos comic books, o que deixa apenas espaço para o visual e a estética da fita brilharem.

 

Os Na’vi impressionam com os movimentos fluidos e a unicidade dos elementos e expressões faciais; mas à medida que avançamos, até as faces começam a ser inexpressivas, porque não têm matéria com que se desenvolver, não há nada nas entrelinhas.

 

Mas a (triste) verdade, é que não é sequer pela história que as massas são atraídas às salas. É, sim, pela visão de Cameron, e isso é inegavelmente brilhante. A riqueza e a beleza das cores, das texturas e dos grafismos são ainda mais realçados pelo 3-D de que Cameron faz uso inteligente para dar mais profundidade e vida ao seu filme.

 

Por mais que nos custe deitar fora o trabalho de alguns profissionais, a verdade é que os actores não sao os protagonistas aqui, sabendo, inconscientemente, que no tabuleiro de jogo de Cameron são quase obsoletos.
Não há problema em fazer um filme cuja base seja a tecnologia, mas acaba por ser irónico que um dos principais temas de Avatar seja o aprender a estar ligado a tudo o que nos rodeia de uma forma única e respeitadora.

 

É claro, e devemos dizê-lo, que Cameron não é um realizador que faça filmes totalmente vazios como Transformers 2 (leia-se Michael Bay, por exemplo) ou algo do género... Avatar tem algo por detrás dos efeitos; mas é algo subnutrido e subdesenvolvido e sem forças para se equilibrar ao lado da genialidade visual.

 

 

Outro dos problemas que advém do facto de fazer um filme 3-D com duas horas e meia, não tem nada a ver com o filme assim, mas sim com as nossas próprias capacidades: ver um filme hiperrealista requer mais de nós fisicamente do que qualquer outro, e a fadiga ocular nunca é uma das grandes ajudas num filme deste género.

 

O resultado não é um filme “para sempre”, mas “O” filme do agora: deslumbrante, um portentoso sonho dos sentidos, que deixará as audiências impressionadas mas pouco comovidas.

 

É quase um crime dizer “Avatar é um grande filme” ou “Avatar não presta”. Na fita de James Cameron, as coisas nunca podem ser lineares: temos o Avatar genial, com uma fotografia de tirar a respiração e efeitos nunca antes vistos; e temos o Avatar em segunda mão, com falhas narrativas e de diálogo e pejado de clichés. O primeiro merece um claro 10, o segundo, no máximo, um 6. A média dá 8.
 

Se ao menos Cameron tivesse gasto tanto tempo na construção da história como gastou nos efeitos para a contar, estaríamos certamente perante um dos melhores filmes da história…

 

8/10

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Oscars 2010 -And the nominees are...

por Catarina d´Oliveira, em 02.02.10

 

 

Podem deixar as apostas: os magníficos foram escolhidos.

 

Entre algumas surpresas, muitas das escolhas recaíram sobre os suspeitos do costume e nomeados de outros eventos.

 

Ficam os principais apontamentos:

  • Avatar e The Hurt Locker dominam a lista de nomeados com nove indicações cada
  • Segue-se Inglourious Basterds com oito indicações, Precious e Up in the Air com seis, e Up com cinco.
  • Up é nomeado para Melhor Filme, tornando-se apenas a segunda animação a alcançar o feito (Nota: a primeira foi Beauty and the Beast)
  • Invictus está de fora da corrida do Melhor Filme e Melhor Realizador
  • The Blind Side está na rota de Melhor Filme... quando havia, definitivamente, outros (melhores) candidatos
  • (500) Days of Summer fora do Argumento Original....really?????
  • E a incontornável 16ª nomeação (!!!) de Meryl Streep a um Oscar

Sem mais demoras, os nomeados são...

 

FILME
Avatar
The Blind Side
District 9
An Education
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
A Serious Man
Up
Up in the Air

 

REALIZADOR

Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
James Cameron, Avatar
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Lee Daniels, Precious
Jason Reitman, Up in the Air

 

ACTOR PRINCIPAL

Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Up in the Air
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, The Hurt Locker

 

ACTRIZ PRINCIPAL
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Meryl Streep, Julie & Julia

 

ACTOR SECUNDÁRIO

Matt Damon, Invictus
Woody Harrelson, The Messenger
Christopher Plummer, The Last Station
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Christoph Waltz, Inglourious Basterds

 

ACTRIZ SECUNDÁRIA
Penelope Cruz, Nine
Vera Farmiga, Up in the Air
Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart
Anna Kendrick, Up in the Air
Mo'nique, Precious

 

ARGUMENTO ORIGINAL

Mark Boal, The Hurt Locker
Quentino Tarantino, Inglourious Basterds
Alessandro Camon & Oren Moverman, The Messenger
Joel & Ethan Coen, A Serious Man
Peter Docter, Bob Peterson, Tom McCarthy, Up

 

ARGUMENTO ADAPTADO
Neill Blomkamp & Terri Tatchell, District 9
Nick Hornby, An Education
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci & Tony Roche, In The Loop
Geoffrey Fletcher, Precious
Jason Reitman & Sheldon Turner, Up in the Air

 

FILME ESTRANGEIRO
Ajami, Israel
El Secretro de sus Ojo, Argentina
The Milk of Sorrow, Chile
Un Prophete, France
The White Ribbon, Germany

 

FILME DE ANIMAÇÃO
Coraline
Fantastic Mr. Fox
Princess and the Frog
The Secrets of Kells
Up

 

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Freeze Frame Shot - Alice in Wonderland

por Catarina d´Oliveira, em 01.02.10

Foram divulgadas novas imagens do próximo clássico de Tim Burton, Alice in Wonderand onde, pela primeira vez, pomos os olhos em Caterpillar (voz de Alan Rickman)... pfff creepy.

 

 

 

 

 

 

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