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"Shawnee Smith [as Amanda] is in Saw VI. There are several new characters. Also, this movie is a lot more violent than the previous five. Lastly, we have traps that pit victims against each other like the opening of Saw V. Could be the best script yet!"
(Mark Burg, produtor - Twisted Pictures, sobre o 6º filme do franchise Saw)
Ai filha... nunca mais se vê o fundo à garrafa...
Justin Reed é um famoso e talentoso cartoonista americano que de vez em quando nos brinda com as suas pérolas respeitantes ao cinema.
Ficam algumas...
Porreiro ou não?
Se quiserem ver mais podem ir até ao seu site oficial onde existem muitas mais peças relacionadas com o cinema! Mais uma vez...vale a pena!
Continuando a viagem pelas armadilhas históricas que se nos apresentam no grande ecrã...
Vamos lá embora ao nosso pacote de Mise en Scène de hoje!
Comecemos com Away We Go de Sam Mendes e com as presenças de John Krasinski, Maya Rudolph e Maggie Gyllenhaal. A história é, muito resumidamente, a de um casal que, á beira de ter o seu primeiro filho, não faz ideia de onde o criar.
Segue-se Chéri de Stephen Frears e com Michelle Pfeiffer, Kathy Bates e Rupert Friend, um drama histórico do fim da relação de um jovem com uma mulher mais velha que acaba por o levar a um mundo de loucura.
Cloudy with a Chance of Meatballs é o último trailer do dia. Desta feita, temos uma animação 3D baseada no livro infantil com o mesmo nome que acompanha as aventuras de um cientista arranjar uma solução para a fome no mundo mas encontra um problema na curiosa cidade de ChewandSwallow...é que a comida começa a cair do céu.
Ah! E só para terminar... fica o novo poster do muito aguardado e intrigante Where the Wild Things Are.
O Cinema não é apenas uma arte ou um meio de expressão ou entretenimento; é também uma escola. Posso dizer hoje com muita segurança, que ao longo de vários anos e centenas de filmes, muito do que sei, aprendi-o em frente a um ecrã.
Lições de vida, lições sobre a natureza humana e de outros seres e, sem dúvida, lições tecnológicas, científicas e históricas. Neste post, e provavelmente em mais um ou dois futuros, deter-me-ei neste último ponto: lições históricas.
O filme histórico, ou drama histórico se preferirmos, é um género cinematográfico que se traduz no conjunto de fitas baseadas em eventos históricos ou personalidades mais ou menos famosas. Podemos dividi-lo em três grandes sub-grupos aos quais tomo a liberdade de chamar filmes históricos fiéis, enfeitados ou ficcionais.
No primeiro caso, temos histórias que, dentro dos possíveis da pesquisa moderna, retratam fielmente um envento ou personalidade. No segundo caso, o enredo é maioritariamente verdadeiro historicamente com alguns extras em prol de uma melhor fluidez e maior interesse. Por último, no terceiro caso, embora o cerne ou grande base do filme seja um acontecimento ou personalidade reais, o enredo é algo altamente novo e ficcional.
Contudo, o que parecia ser uma frutífera e ao mesmo tempo divertida aula de história que desenvolvia inconscientemente o intelecto, pode revelar-se uma engenhosa armadilha que nos poderá levar a cometer erros, digamos que... vergonhosos.
Estamos já a chegar ao busílis da questão... até que ponto os filmes históricos são fiéis aos verdadeiros acontecimentos? Até que ponto poderemos nós acreditar e aceitar como conhecimento aquilo a que assistimos? Bom, estas são perguntas que não têm resposta fácil.
Antes de prosseguir com algumas análises gostaria de lembrar que, por vezes, as “alterações” nos acontecimentos não se dão por pura ignorância do realizador e argumentistas (o que também acontece, infelizmente, muitas vezes). O que se passa é que, com vista a um produto mais aliciante, seja, neste caso, um filme mais interessante, alguns elementos têm de ser forçosamente alterados por não funcionarem cinematográficamente, pelo que certas mudanças são compreensíveis e até certo ponto aceitáveis.
Mas como eu aqui no Close-Up sou uma defensora ávida da verdade e do conhecimento, deixo-vos com algumas coisas que aprendi quando confrontando um filme com o seu respeitante pano de fundo
(Nota: muitos outros “erros” não são aqui apontados tendo-me resumido aos que mais saltam à vista).
A continuar...
"We think we're a stick of chewing gum, a paper clip and an A-list writer away from a global franchise." Richard Brener - New Line sobre a adaptação cinematográfica de MacGyver
Preparem-se. MacGyver está para chegar...
Filmes como The Day the Earth Stood Still, War of the Worlds, Monsters vs Aliens (a estrear em Abril em Portugal) e tantos outros, têm um importante elemento narrativo em comum: uma invasão alienígena. Normalmente, talvez em mais de 90% dos casos, esta chegada de novos seres não é coisa boa...
Pois bem hoje enquanto fazia uma das minhas navegações encontrei um esplendido vídeo, creio que já um pouco antigo, que é, nada mais nada menos que um sublime guia para sobreviver a estas fatais invasões. Não percebo como é que os britânicos não levam ainda mais crédito pelo seu humor sempre afiadíssimo...é que, até neste vídeo são...hilariantes! Ora vejam.
Ah! Para terminar uma nota especial que, por acaso, não foi referenciada no vídeo.
Quem vive na América está bem tramado desde já...os aliens escolhem sempre a America quando atacam a Terra. Portanto...só para evitar futuras chatices...já sabem ;)
"Are you watching closely?"
2006 foi um ano em que a magia teve um papel especialmente proeminente no Cinema.
Pessoalmente não gosto da palavra magia. Ou, por outras palavras, não gosto do uso que geralmente lhe damos.
Quando assistimos na televisão a um espectáculo de Copperfield ou mesmo Luís de Matos, notamos a insistência na palavra. Para mim é muito claro que o que vemos não é magia, é ilusionismo; e a diferença é subtíl mas de singular importãncia. Ilusionismo é a arte de enganar o olho humano através da práticas aparentemente inexplicáveis e sobrenaturais. Magia é a mesmíssima coisa retirando-se o “aparentemente” da frase anterior.
Então, refazendo a minha observação inicial, 2006 foi um ano em que a Ilusão teve um papel especialmente proeminente no Cinema.
Primeiro. pelas mãos de Neil Burger e protagonizado por Edward Norton, Jessica Biel ePaul Giamatti, tivemos The Illusionist; a história de um mágico que, apaixonando-se por uma mulher sua superior a nível social, tem de usar todo o seu engenho e poder para a libertar.
Apenas alguns meses mais tarde, tivemos The Prestige, o filme de que hoje aqui vos falo.
No final do séc. XIX em Londres, Robert Angier e Alfred Borden são amigos e assistentes de um mágico vivendo com o sonho de que um dia também eles subirão ao palco e demonstrarão toda a sua arte. Um dia, no entanto, um truque corre especialmente mal e Julia, uma assistente do mágico que é também a mulher de Angier, morre durante uma actuação.
Angier cega de raiva e culpa Borden pelo incidente, iniciando-se uma longa e não raro violenta rivalidade. Ambos se tornam mágicos, mágicos inimigos que numa perseguição interminável sabotam e prejudicam as actuações um do outro.
Quando Borden cria um truque absolutamente inovador e sem aparente explicação, a rivalidade atinge proporções inimagináveis com a obsessão e inveja de Angier a levá-lo a lugares perigosos. A tempestade criada pelo ódio e desejo de vingança dos dois homens é incontrolável e todos àsua volta são afectados...
Contudo, no mundo do ilusionismo, nada é o que parece, e as regras do mundo físico e real nem sempre se aplicam...
Escrito pelos irmãos Nolan e realizado por um deles (Christopher), The Prestige é um fantástico mistério de época com tantos twists e reentrancias narrativas que é impossível desviar o olhar.
O trabalho de recriar o “backstage” do mundo do ilusionismo é sublime, incluindo até uma espreitadela à solução de alguns dos mais famosos truques que já vimos serem apresentados. Este scoop especial é auxiliado por uma análise cuidada á forma como estas “estrelas” viam e conduziam o seu público. Como se não bastasse, ainda temos a questão do romance/traição que acaba por ser um enredo secundário que acompanha continuamente a acção principal fundindo-se com ela muitas vezes na perfeição.
Não podemos confiar inteiramente nos manos Nolan, e uma vez mais Christopher demonstra a sua fascinação pela ilusão e o engano através da manipulação do tempo. Apesar de bem distintos, não é difícil de associar Memento e The Prestige com a mesma mão criadora. Em ambos o tempo é também um personagem, em ambos a acção está partida e reorganizada. Nolan é um adepto de histórias com princípio, meio e fim; o que não significa que as conte necessariamente por esta ordem, mergulhando no caos da manipulação temporal.
The Prestige é deliciosamente teatral, dando a falsa sensação de cumplicidade para com as personagens. E é desta forma que as dúvidas e suspeitas persistem... afinal, aprendemos a conhecê-los... mas o mundo da ilusão é enganador. Em quem é suposto acreditarmos e confiarmos?
A dupla protagonista lembra-nos uma batalha curiosa entre a Marvel e a DC Comics com Wolverine (Jackman) e Batman (Bale) a medirem forças. Jackman é especialmente adequado como o homem do espectáculo; ainda para mais depois de o termos visto apresentar com tanta distinçãoa cerimónia dos Oscars deste ano. Bale tem talvez o personagem mais complexo da trama. Um homem atormentado pelo seu génio tantas vezes incompreendido e que vive uma vida de escolhas difíceis. O outro destaque é obviamente o sempre grandioso Michael Caine cujo Cutter acaba por ser o único personagem que realmente nos disperta simpatia e carinho.
Todavia, por vezes, é perigoso ter um enredo demasiado complexo como temos neste caso; as coisas tendem a espalhar-se e a fugir ao controle, e mesmo tendo Nolan conseguido um excelente sumo, The Prestige está longe de ser perfeito.
A insistência na profundidade humana é continuamente barrada pela unidimensionalidade dos personagens que não é evitada pelos protagonistas (Christian Bale e Hugh Jackman a fazerem o melhor possível).
Outra questão que me incomodou foi a resolução de Angier. Apesar de ter servido os propósitos da história, gostaria de que fosse algo mais real e menos científico e visionário. Afinal, o que tinhamos vindo a assistir era um belo quadro da chamada magia da época, uma luta épica pela atenção do público por maquinarias e técnicas engenhosas mas, ainda assim, reais e terrenas. A resolução promovida por Tesla pareceu-me excessivamente fantasiosa e ainda que tenha achado o twist explendido, não consegui deixar de pensar, já depois do final, que gostaria mais de ter visto uma coisa de outro género.
The Prestige não é um filme soberbo, mas é um fantástico exercício à mente e um belo thriller que, sem dúvida, nos prende a cada minuto. É um filme positivamente estranho que é feroz e violento nas suas críticas. E fazendo jus á temática da ilusão...é um pequeno filme que parece grande, um thriller de época com ares modernos... uma fita que, em muita da sua história e da sua significância parece algo que na realidade não é.
“Every great magic trick consists of three parts or acts. The first part is called "The Pledge". The magician shows you something ordinary: a deck of cards, a bird or a man. He shows you this object. Perhaps he asks you to inspect it to see if it is indeed real, unaltered, normal. But of course... it probably isn't. The second act is called "The Turn". The magician takes the ordinary something and makes it do something extraordinary. Now you're looking for the secret... but you won't find it, because of course you're not really looking. You don't really want to know. You want to be fooled. But you wouldn't clap yet. Because making something disappear isn't enough; you have to bring it back. That's why every magic trick has a third act, the hardest part, the part we call "The Prestige".”
8/10
Esta semana nos cinemas:
Hoje é novo dia de trailers!
Para começar trago-vos o novo filme de Jennifer Aniston com o talentoso porém por vezes desaparecido Steve Zahn, Management.
Jango é um desleixado gerente de um hotel onde Sue fica por algumas noites. Depois de um rápido relacionamento, ela parte e é perseguida por ele, ainda apaixonado, pelas terras dos Estados Unidos.
Orphan conta a história de Kate e John, um casal devastado pela trágica perda do filho que nem chegou a nascer. A mente frágil da mulher leva-a a ter pesadelos, que trazem demónios do passado. Na luta para manter uma imagem de normalidade, o casal decide adoptar uma criança. Mas a partir do momento que Esther (a menina adoptada) chega, uma série de eventos começam a acontecer, levando Kate a acreditar que há algo errado com ela e que não é tão inocente quanto aparenta ser. Preocupada em proteger a sua família, Kate tenta convencer John a investigar o passado de Esther. Como sempre, ele não dá atenção aos sinais até à altura em que pode ser tarde demais... para todos.
O próximo trailer dispensa grandes introduções. O filme chama-se Tyson e é um olhar sobre a vida do polémico ex-lutador Mike Tyson.
Por fim...a próxima grande aposta da Pixar para 2009! Up já encantou e continua a encantar o mundo a cada trailer. E continuando uma óptima campanha, a produtora resolveu lançar....Upisodes, uns pequenos vídeos que nos dão a conhecer um pouco melhor as personagens; neste caso, o pequeno e aventureiro Russell.
Para verem os dois Upisodes já disponíveis basta irem até aqui. Olhem que vale a pena.