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Point-Of-View-Shot - Defiance (2008)

por Catarina d´Oliveira, em 21.01.09

 

"Our revenge... is to live"

 

No dia 1 de Setembro de 1939, a Alemanha Nazi invade a Polónia num movimento que viria a despoletar na Segunda Grande Guerra Mundial. O conflito que terá tirado a vida a mais de 50 milhões de pessoas teve finalmente termo em Agosto de 1945 com a rendição do Japão.
Durante quase seis anos os Nazis espalharam o terror pela Europa e pelo mundo. A palavra Holocausto, que até à altura atendia ao significado de “sacrifício (através do fogo)”, passou a designar uma das maiores atrocidades Humanas de todos os tempos.

 

Desde Schindler’s List de Steven Spielberg foram produzidos mais de 150 filmes sobre o Holocausto, transformando um tema frutífero em termos cinematográficos num novo Género. Vendo bem, só com estreia próxima, consigo recordar-me de mais cinco filmes (além de Defiance) - The Reader, Good, The Boy in Stripped Pajamas, Valkyrie e Adam Ressurrected.

 

No entanto, e apesar da sobre exploração mais recente, o Nazismo e o Holocausto são temas que suscitam, sempre e sem excepção, grande interesse. Defiance é mais um retrato do monstruoso e negro período; desta vez, um retrato pintado com as cores da revolta, da coragem e da sobrevivência.

 

 

Estamos em 1941 e centenas de milhares de Judeus já foram e estão a ser massacrados por toda a Europa do Leste. Três irmãos Bielski escapam miraculosamente de um ataque à sua aldeia Natal e, escondidos, vêem os seus familiares sucumbir à insanidade nazi. Juntos os irmãos resolvem passar a refugiar-se numa densa mata que rodeava a aldeia e que conhecem como a palma da própria mão. Aí iniciam eles a sua própria batalha, a da sobrevivência. Atraindo cada vez mais Judeus ao longo dos anos e nunca rejeitando nenhum, os Bielski criaram um dos maiores grupos de resistência aos Nazis durante a Guerra.

 

Sentimos a inevitável tendência de comparar Defiance a outra grande história sobre outro dos salvadores dos Judeus – Schindler. Desse prisma, Defiance nunca atinge a mesma potência, carisma ou carga dramática; no entanto, e independentemente das suas falhas, é difícil vê-lo sem sentir a enorme vontade de resistência e esperança.

 

Daniel Craig e Liev Schreiber são os grandes pilares do elenco com interpretações ricas (dentro do que lhes foi permitido): os conflituosos irmãos separados pelo poder e reunidos pela sede de sobreviver. Schreiber será certamente a “estrela do pedaço” com uma versão potente do rijo Zus, roubando a cena sempre que aparece. O elenco secundário, que inclui jovens promessas como Jamie Bell e Mia Wasikowska, responde também de forma competente ao desafio.

 

Duas das maiores forças da fita são técnicas: por um lado, a fotografia de Eduardo Serra, pautada pelas cores escuras (verdes, cinzentos e azuis), é simultaneamente bela e trágica; por outro lado, James Newton Howard dirige os violinos com um alcance dramático absolutamente brilhante.

 

 

A meu ver, o maior problema de Defiance está no argumento, que sendo bem-intencionado não tem metade da profundidade que deveria; os diálogos deixam a desejar, os clichés são porventura mais do que os necessários e nunca chegamos a estar suficientemente próximos das personagens para realmente compreendermos os seus conflitos e batalhas pessoais (nunca conhecemos, por exemplo, praticamente nenhuns antecedentes da vida dos Bielski antes de estalar o massacre, o que nos envolveria muito mais emocionalmente nas suas disputas). A primeira hora genericamente agradável acaba por tornar-se apenas satisfatória quando se prolonga por mais de 2 horas de fita.

 

Outra questão importante prende-se com a imagem mais “soft” dos Bielski que acabámos por ver representada. Na verdade, os verdadeiros Bielskis chegaram a cometer os seus próprios actos sádicos e de punição em nome da vingança; alguns que suscitariam uma interessantíssima ambiguidade moral mas que, infelizmente, não foram retratados no filme, tendo-se preferido uma versão quase estritamente altruísta e de solidária do grupo Bielski.

 

Apesar da espectacularidade da sua história de origem - a verídica jornada dos irmãos Bielski, Defiance acaba por ser muito morno e tenro. Faltam-lhe os "pozinhos mágicos".

No entanto, e apesar de nem todas as peças estarem no lugar, é ainda um bom filme. Como alguém um dia disse, a história dos Bielski demonstra de facto que nem todos os Judeus foram vítimas; alguns foram guerreiros. Apesar das falhas, Defiance tem inegavelmente o poder de nos tocar e, acima de tudo, inspirar.

 

7/10

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Outtake - O Destino chama...

por Catarina d´Oliveira, em 20.01.09

Não é só o cinema que dá prazer a esta vossa leal súbdita; ocasionalmente, e porque o tempo infelizmente não estica, gosto de me entregar a meia dúzia de produtos televisivos. Como posso ver poucos, dentro destes 5 ou 6 programas tentos escolhê-los de géneros e estilos diferentes entre si... seja como for, existe uma série que desde que comecei a ver, foi-me simplesmente impossível parar. Falo, é claro, de LOST.

 

 

E porquê um post sobre Lost?

Bom porque, além de ser uma das mais fascinantes séries da actualidade, a 5ª temporada está mesmo aí à porta!

Eles estão quase a chegar. E agora, longe da ilha, mais perdidos do que nunca.

 

A menos de dois dias da estreia nos States, sou a única a estar em pulgas e sem mais unhas para roer??

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Freeze Frame Shot - Wolverine e Grandes Monstros...

por Catarina d´Oliveira, em 19.01.09

O Hugh Jackman é um homem às direitas, disso já desconfiávamos! Mas não é que ele também vem à internet ler blogs de cinema?

 

É verdade. Jackman enviou uma notinha para o Ain't It Cool News a dar notícias acerca do seu próximo grande filme: X-Men Origins: Wolverine. Até teve a simpatia de mandar uma nova e exclusiva imagem promocional... O homem parece mesmo ser um porreiro!

 

[Para os menos informados na questão, da esquerda para a direita temos Deadpool (Ryan Reynolds), Gambit (Taylor Kitsch), Wolverine (Jackman), Sabretooth (Liev Schreiber) e Silver Fox (Lynn Collins) ].

 

*** *** ***

 

Em segundo lugar, gostava de vos mostrar algumas novas imagens de um curioso filme que, não obstante já ter ouvido falar, nunca referi aqui no Close-Up. Trata-se da adaptação da história para crianças de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are.

 

Muito brevemente, a narrativa desenvolve-se em torno do pequeno Max, um rapazinho algo endiabrado que, a castigo da saturada mãe, é mandado ir para a cama sem direito a jantar. Revoltado, Max acaba por criar um mundo só seu onde habitam ferozes e gigantes criaturas que vêem em si o seu legítimo rei.

 

  

 

  

(a ponto de curiosidade, as duas últimas imagens representam de facto tábuas de skate. Sem dúvida uma forma inovadora de promover um filme!)

 

É uma aposta arriscada, mas os resultados parecem-me por estas amostras, extremamente interessantes! A mistura do real com o imaginário nas feições dos gigantes é requintada, dando-lhes um toque de novidade e originalidade que me apanharam realmente de surpresa! Sem dúvida a ter em atenção!

 

Where the Wild things Are tem estreia marcada nos Estados Unidos lá para Outubro deste ano. Por cá não me admira que surja nas proximidades do Natal...

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Deep Focus - A Curiosa Criação de Benjamin Button (II)

por Catarina d´Oliveira, em 19.01.09

 

Na sequência do post de 15 de Janeiro onde muito primitiva e sumariamente expliquei um dos processos de criação de Benjamin Button, hoje trago-vos algo que, dentro da mesma questão, é material de excelência.

 

  

 

Trata-se de um belíssimo site em flash criado pela Paramount Pictures, Warner Bros., Digital Domain, Asylum FX, Matte World e Lola FX; uma espécie de "Making Of..." por assim dizer, com vários vídeos, textos e imagens sobre o complexo processo que foi dar vida ao nosso já favorito Benjamin Button.

É de facto maravilhoso e realmente impressionante ver o que a tecnologia é capaz de fazer. Uma verosimilhança abolutamente espectacular.

 

 

 

Para acederem ao site ser-lhes-ão pedidos alguns dados:

username: sfx e password: buttonsbuttons .

 

E agora que já têm tudo o que precisam, força. Vão até BenjaminButtonFX e percam-se no fantástico mundo do homem que nasceu velho e morreu criança. 

 

*** *** ***

Mais sobre Benjamin Button....

 

A Curiosa Criação de Benjamin Button (Parte I)

 

Crítica

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New Shots - 19 a 25 de Janeiro

por Catarina d´Oliveira, em 18.01.09

 

Esta semana nos cinemas:

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Point-Of-View-Shot - Religulous (2008)

por Catarina d´Oliveira, em 17.01.09

 

"Religion is dangerous because it allows human beings who don't have all the answers to think that they do."

 

Num mundo cada vez mais dominado pela Ciência e pela prossecução da justificação dos fenómenos, a Religião representa ainda um papel muito significativo nas sociedades contemporâneas. De facto, estima-se que cerca de 85% da população mundial seja, de alguma forma, religiosa.

 

Bill Maher é um comediante americano que se propõe a uma jornada de descoberta pela América e alguns dos locais mais religiosos do mundo (Vaticano, Jerusalem…). Para quê? Para questionar as pessoas acerca de fé, crenças, religião e igreja. O seu documentário, realizado por Larry Charles (que também dirigiu Borat) tem o provocante título de Religulous, que tem origem numa perigosa soma de palavras: Religion+Ridiculous.

 

É tão certo como eu me chamar Catarina que Religulous está destinado a fazer a mostarda subir ao nariz de muito boa gente. A mim não, mas apresentou-se com um dos temas que, quando em cima da mesa, discuto com mais entusiasmo: Religião/Igreja/Fé.

 

 

Respeito a Religião, mas tenho muitas dificuldades em não tocar na ferida quando se fala de Igreja. Para mim são coisas absolutamente distintas: a Religião merece toda a consideração pelo conjunto de crenças predominantemente positivas que têm como simples objectivo apoiar e amparar o Homem por essa longa e complicada jornada que é a vida. Por outro lado, e sem me querer alongar em considerações polémicas, vejo a Igreja como uma instituição que nem sempre respeita ou se propõe a seguir o que a Religião de facto representa, caindo por vezes em teias de hipocrisia.

 

Assumo-me, hoje, agnóstica. Até há pouco tempo envergava a camisola do Ateísmo mas não pude mais recentemente deixar de considerar o quão desonesta e deficitária posição essa é: afinal, a certeza absoluta é algo que não me parece que nos esteja destinado, e que arrogância seria dizer “Não. É impossível. Não existe”.Poderá ser o agnosticismo a posição mais fácil? Quanto a isso não sei responder, só sei dizer que, no meu caso pessoal, hoje apresenta-se como a mais honesta. E até tenho como projecto futuro, logo que o tempo me permita, ler a Bíblia, pois acredito ser algo essencial independente de crenças ou descrenças e porque de facto tenho curiosidade em conhecer o que escondem as suas páginas.

 

E cá está! Viram? Viram como me entusiasmei e logo escrevi 3 parágrafos que em nada têm a ver com a crítica ao filme? Ehe! Voltando à questão que realmente aqui interessa…

 

Religulous é, para quem estiver preparado, inquestionavelmente divertido; muito divertido.
Maher teve ele mesmo uma infância e adolescência em contacto com diferentes religiões, o que prova que a sua abordagem não é exclusivamente derivada de alguma implicância, imaturidade ou falta de conhecimento. Aliás, ele tem até o cuidado de dedicar a grande fatia do documentário às religiões com as quais contactou pessoalmente.

 

 

A mais legítima crítica que podemos fazer a Religulous respeita aos entrevistados escolhidos, estando entre muitos deles autênticos charlatães e fanáticos sem grandes bases aceitáveis, não travando assim uma batalha que se possa chamar de justa… 90% deles são mesmo hilariantes; Maher, numa engenhosa cadeia de perguntas difíceis acompanhada de sugestivos comentários que passam por vezes em rodapé, deixa muitos deles desarmados ou sem resposta. Mas não acreditem que o contrário não acontece, e aí é ainda mais engraçado. O próprio Maher que parece preparado para os maiores fanáticos ou charlatães fica completamente boquiaberto com algumas das pérolas. Mas mesmo esta crítica é justificável: Maher não crucifica a religião mas antes aqueles “ridículos” que dizem agir em seu nome e de Deus.

 

Algo que me deixou genuinamente contente foi ver um padre realmente moderno que Maher até designou de “maverick” (significando rebelde) que, apesar de se ter de conformar com muitos dos pressupostos da Igreja (leia-se Igreja e não Religião ou Fé), os renega energicamente.

 

No final, Maher deixa cair a face de comediante e reveste-se de seriedade falando sobre o poder de destruição da Religião e de uma certeza infundada e admitindo-se como “seguidor” da Dúvida. Não deixando de apontar questões com alguns fundos de verdade, talvez o tom tenha sido demasiado melodramático e alarmista para uma peça que até então tinha sido tão jocosa e agradável de ver; talvez o humor tivesse funcionado integralmente.

 

 

Ao contrário da grande maioria, não vejo Religulous como uma visão ateísta da Religião, mas sim agnóstica. Aos meus olhos, a fé propriamente dita, ou o conceito real de Religião (como eu o vejo) por si não foram postos na linha de fogo mais avançada. O que Bill Maher fez, intencionalmente ou não, foi apenas expor o ridículo das concepções fanáticas que se dizem Religiosas e de todos os fenómenos ou actos que se proclamam “em nome de Deus” mas que vão contra tudo o que seriam supostamente as suas linhas-guia. Maher não pretende, em última instância, deitar a religião abaixo, mas compreender o que a move e o que a justifica.

 

E foi por isso mesmo que me identifiquei com o que vi… Por que a última questão que vale a pena deixar no ar é se poderemos nós ser tão arrogantes ao ponto de deliberar definitivamente se algo é verdade ou não? Eu penso que não.

E um conselho…abram os horizontes e deixem-se levar.
 

7.5/10

 

*** *** *** ***

Para terminar e, mais uma vez confirmando o que vos disse anteriormente (- quando falo de algo que me interessa nunca mais me calo), deixo-vos alguns factos, curiosidades e esclarecimentos acerca da Religião.

 

Países menos Religiosos
1. Suécia (cerca de 85% são descrentes, ateus, agnósticos)
2. Vietname
3. Dinamarca
4. Noruega
5. Japão
6. República Checa
7. Finlândia
8. França
9. Coreia do Sul
10. Estónia (cerca de 49% são descrentes, ateus, agnósticos)
 
A Nigéria, o Brasil, a Índia e Marrocos são dos países mais religiosos do mundo, sendo que mais de 95% (!) da população se descreve como sendo de alguma forma religiosa. Os Estados Unidos seguem de perto com 89% e a Itália e a Polónia com 87%.
Três Grandes Blocos Religiosos no Mundo:
Cristianismo - 2.1 Biliões de seguidores, 33% Total da População
Islamismo – 1.5 Biliões de seguidores, 21%
Hinduísmo – 900 Milhões de seguidores, 14%
 
(Não Religiosos – 1.1 Biliões de pessoas, 16%)
 
De entre variações nos termos particulares, têm-se geralmente que:
O Agnóstico defende postura de que é impossível à mente humana deter a verdade absoluta; não se considera crente nem descrente até obtenção de provas.
O Ateu nega e não acredita na existência de Deus ou deuses; não tem fé religiosa
O Deísta crê em Deus, mas não aceita religião, certos dogmas e a revelação.

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Deep Focus - A Curiosa Criação de Benjamin Button

por Catarina d´Oliveira, em 15.01.09

 

 

Estreia hoje nas salas portuguesas um dos mais intrigantes e esperados filmes do ano: The Curious Case of Benjamin Button, a história de um homem que nasceu velho e que, ao longo da vida, vai ficando mais jovem num processo evolutivo em tudo contrário ao nosso. A fita realizada por David Fincher tem tido reacções mistas relativamente ao argumento e enredo, contudo, é unâmine que este Benjamin Button é uma autêntica revolução em termos técnicos, abrindo novas portas às possibilidades impossíveis do Cinema Actual. Hoje o Close-Up traz um pequeno artigo especial que explica sumariamente o processo de criação da carsimática personagem.

 

*** *** ***

 

ATENÇÃO: Leitura aconselhada apenas a quem JÁ VIU o filme.

 

The Curious Case of Benjamin Button era uma daquelas histórias fantásticas: admirada por muitos, mas que ninguém ousava pegar para adaptação cinematográfica; “é impossível fazer um filme disto!” diziam…


David Fincher recusou-se a aceitá-lo e agarrou-se com unhas e dentes ao corajoso projecto iniciando um longo e árduo caminho. A Digital Domain foi a empresa de efeitos especiais escolhida por Fincher para dar conta do recado “impossível” que era ajudar a criar Benjamin Button.


Depois de longos meses de várias tentativas falhadas, a solução parecia clara: Brad Pitt interpretaria Button até o seu corpo lhe permitir. Mas esta não era uma das supostas partes impossíveis do projecto;  seria sim quando o personagem fosse fisicamente mais velho e, consequentemente, mais “mirrado” em termos corporais. Decidiu-se então que o corpo que veríamos no ecrã seria de actores duplos, colocando-se posteriormente a cabeça de Pitt.

 

Mas… que diabo… como fizeram eles isto? Vejamos...

 

1ª FASE
O departamento de maquilhagem inicia um minucioso e complexo trabalho de criação de vários moldes em tamanho real da cabeça de Brad Pitt.

Concluída a tarefa, é tempo de começar a deitar os “pozinhos mágicos” e envelhecer os tais moldes. Desta forma, havia um exemplar para cada período da vida de Benjamin Button: com 80 anos, com 70 anos, com 60 anos, por aí fora.


Esta primeira etapa termina com o scan destes agora novas maquetas para o computador.

 

2ª FASE
Com um software de ponta, a Digital Domain usou um sistema de captura de movimentos para recolher dados intermináveis sobre mais de 120 expressões faciais de Brad Pitt. Para quê? Para que se tenham disponíveis todas as informações possíveis e imaginárias acerca do dinamismo e movimento facial do actor, permitindo assim, por exemplo, saber exactamente como se move uma sobrancelha ou uma ruga quando Pitt esboça um rasgado sorriso.


Forma-se assim uma autêntica base de códigos que explicam e conseguem prever absolutamente tudo o que a cara de Brad Pitt pode fazer - movimentos faciais, plasticidade, enrugamentos, etc.


3ª FASE
Num período mais jovem da sua vida cronológica, Benjamin Button é um mirrado velhote com a mente de uma criança. Ora nesta altura, David Fincher dirigiu em New Orleans várias cenas com diferentes Benjamin Buttons que não reconhecemos ou lembramos quando estamos confortavelmente sentados a assistir ao filme. A verdade é que, obviamente, o corpo que vemos no ecrã não é de Brad Pitt mas sim de duplos, se é que assim os podemos chamar.


Estes “actores corpo” usaram um capacete azul especial que servia para, mais tarde, ser possível eliminar digitalmente a sua cabeça e colocar no mesmo lugar a cabeça de Brad Pitt.
Algo que me impressiona é a pouca atenção que é dada a estes importantíssimos actores “sem cara” que, mesmo não tendo diálogos ou intervenção directa, são também eles que dão personalidade a Benjamin exprimindo-se eximiamente pela movimentação e expressão corporal. Aos duplos Robert Towers, Tom Everett e Peter Donald Badalamenti II, uma grande vénia!


4ª FASE
Brad Pitt, hora de voltar à labuta! Numa soundstage, sentado numa máquina que o mantém fixo e imóvel, está rodeado de câmaras de alta-definição que capturam não só som mas ainda mais movimentos e trajeitos faciais.

 

5ª FASE

Com um poderoso software de tratamento de imagem, a Digital Domain junta finalmente as performances de Pitt com a base de dados e códigos das suas expressões faciais, inserem electronicamente a face envelhecida e, por fim, substituem a cabeça de Pitt no corpo dos duplos!

 

 


Fácil não é?


Esta fase particular da vida de Benjamin Button (quando teria, fisicamente, mais de 70 anos) envolveu o trabalho de mais de 150 profissionais de efeitos visuais e intermináveis horas de trabalho.

 

 

 

O resultado? Uma mistura perfeita que a história do cinema recordará, certamente, nas suas páginas de glória.

 

*** ***

 

Para os interessados, podem dar um pulinho até à página da crítica ao filme aqui no blog.

 

*** ***

 

Imagens e fonte de informação: NYTimes

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Awards Season - Nomeações BAFTA

por Catarina d´Oliveira, em 15.01.09

 

 

Foram divulgados os nomeados de uma das mais prestigiosas e famosas academias de cinema do mundo, a British Academy of Film and Television Arts (BAFTA). Num patamar semelhante ao dos Globos de Ouro (mas para os Britânicos), os prémios BAFTA são, igualmente, dos mais importantes e aguardados pelo universo cinematográfico.

 

 

No pico da liderança encontramos dois filmes: Slumdog Millionaire e The Curious Case of Benjamin Button com umas espantosas 11 nomeações cada. Seguem-se The Dark Knight com 9 (maioritariamente técnicas), Changeling a aparecer com umas surpreendentes 8, Frost/Nixon com 6The Reader com 5 e, cada um com 4, Milk, In Bruges e Revolutionary Road.

 

 

Como grandes destaques temos...

  • Além da esperada dupla nomeação de Kate Winslet (The Reader e Revolutionary Road, neste caso, ambas para Actriz Principal), também o "pleno" para Brad Pitt, sendo nomeado com Benjamin Button e Burn After Reading (Principal e Secundário).
  • A nomeação de Freida Pinto (Slumdog Millionaire) para Actriz Secundária.
  • O destaque para filmes até agora não muito nomeados noutras premiações, como Changeling, The Reader ou mesmo In Bruges.
  • Por fim, e como não poderia deixar de ser... Gomorra nomeado para Melhor Filme de Língua Estrangeira...

Segue então a lista de nomeados

 

BEST FILM
THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON
FROST/NIXON
MILK
THE READER
SLUMDOG MILLIONAIRE

 

OUTSTANDING BRITISH FILM
HUNGER
IN BRUGES
MAMMA MIA!
MAN ON WIRE
SLUMDOG MILLIONAIRE

LEADING ACTOR
FRANK LANGELLA Frost/Nixon
DEV PATEL Slumdog Millionaire
SEAN PENN Milk
BRAD PITT The Curious Case of Benjamin Button
MICKEY ROURKE The Wrestler

 

LEADING ACTRESS
ANGELINA JOLIE Changeling
KRISTIN SCOTT THOMAS I’ve Loved You So Long
MERYL STREEP Doubt
KATE WINSLET The Reader
KATE WINSLET Revolutionary Road

 

SUPPORTING ACTOR
ROBERT DOWNEY JR. Tropic Thunder
BRENDAN GLEESON In Bruges
PHILIP SEYMOUR HOFFMAN Doubt
HEATH LEDGER The Dark Knight
BRAD PITT Burn After Reading

 

SUPPORTING ACTRESS
AMY ADAMS Doubt
PENÉLOPE CRUZ Vicky Cristina Barcelona
FREIDA PINTO Slumdog Millionaire
TILDA SWINTON Burn After Reading
MARISA TOMEI The Wrestler

 
 

 

 Os vencedores serão conhecidos dia 8 de Fevereiro de 2009.

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Mise en Scène - Killshot

por Catarina d´Oliveira, em 14.01.09

E em honra ao grande retornado Mickey Rourke, o Close-Up tem o prazer de apresentar o novo trailer do seu próximo filme, Killshot.

 

Por vezes, parece que estamos no lugar errado à hora errada...foi o que aconteceu com Wayne e Carmen Colson, que acabaram por ser testemunhas de um grave caso de extorsão que saiu furado. Apesar de estarem protegidos pelo programa federal de apoio às testemunhas, começam a ser perseguidos por dois assassinos, um experiente e um novato, sedentos de vingança.

 

Além de Mickey Rourke, o elenco conta ainda com Joseph Gordon-Levitt, Diane Lane e Thomas Jane. 

 

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Óscares 2009 - 9 para Filme Estrangeiro

por Catarina d´Oliveira, em 14.01.09

 

Lá se foi o Nosso Querido Mês de Agosto...

 

Foram reduzidos para apenas 9 de uma lista de 65 os candidatos às 5 vagas para nomeação de Melhor Filme Estrangeiro nos Oscars de 2009.

Ao que parece a lista é muito boa - espero ter oportunidade de ver alguns destes candidatos que me interessam bastante - no entanto tem as suas surpresas; especialmente pela pesada ausência: Gomorra (Itália).

 

Sem mais demoras...ei-los:

 

Alemanha, “The Baader Meinhof Complex” (Uli Edel)

Áustria, “Revanche” (Gotz Spielmann)
Canadá, “The Necessities of Life” (Benoit Pilon)
França, “The Class” (Laurent Cantet)
Israel, “Waltz with Bashir” (Ari Folman)
Japão, “Departures” (Yojiro Takita)
México, “Tear This Heart Out” (Roberto Sneider)
Suécia, “Everlasting Moments” (Jan Troell)
Turquia, “3 Monkeys” (Nuri Bilge Ceylan)

 

Por agora aposto em França, Israel e Suécia...os outros dois ainda em aberto!

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