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A pedido de alguns leitores tentarei fazer uma pequena dissertação acerca das regras de selecção de Melhor Filme Estrangeiro pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. E se pensávamos que o processo normal eram complicado… esperem só até conhecerem este!

 

Definição de Filme Estrangeiro Segundo a Academia:
Um filme de língua estrangeira é definido como uma longa metragem produzida fora dos Estados Unidos da América com dialogo predominante em outra língua que não inglês.


A categoria de Melhor Filme Estrangeiro sempre foi, digamos que, problemática e não precisamos de recuar muito no tempo para descobrir porquê. Basta recordarmos “exclusões escandalosas” como Persepollis, Lust Caution ou Cidade de Deus. Este ano, apesar de algumas mudanças e menos objecções, ainda se levantaram protestos especialmente violentos, consequentes da exclusão do filme italiano Gomorra.


Vejamos primeiro como as coisas eram.

 

 

Daquele que, para facilitar a compreensão, chamarei “grupo de votantes da 1ª Fase”, faz parte qualquer membro da Academia que tenha visto um determinado número de filmes estrangeiros concorrentes nesse ano. Salvo erro, teriam de assistir a pelo menos 80% dos candidatos.


Bom, inicialmente, o grupo escolhia, de entre dezenas de candidatos, cinco nomeados. Sem espinha, sem processos complicados. No entanto, o processo de selecção sofria acusações constantes declarando, muitas vezes e como sempre, que alguns dos melhores candidatos ficavam de fora.


Há dois anos a Academia resolveu finalmente fazer algumas alterações: o processo passou a desenrolar-se em duas fases. Em vez de cinco, as centenas de membros poderiam agora escolher nove candidatos. Posteriormente, desses nove seriam escolhidos cinco por um restrito e separado comité executivo de 20 membros (10 escolhidos aleatoriamente do grupo anterior e 10 convidados especiais de Los Angeles e New York).


Mais espaço na lista, menos espaço para injustiças e subsequentes protestos certo? Errado. É que, aumentar o número de escolhas possíveis não torna o quadro de votantes menos conservador. Sim, conservador. Muitos dos grandes filmes excluídos versam, de facto, sobre realidades problemáticas ou desconfortáveis: Cidade de Deus, Persepollis ou 4 Months, 3 Weeks & 2 Days.

 

 

Em 2008 as regras voltaram então a ser alteradas de forma às mudanças entrarem em vigor a partir da cerimónia de 2009. Então, este ano, a coisa processou-se da seguinte forma:
O “grupo de votantes da 1ª fase” deixa de escolher nove candidatos para passar a escolher apenas seis. Os restantes três são escolhidos pelo comité executivo dos Filmes Estrangeiros.


Mark Johnson, o presidente do comité dos Filmes Estrangeiros admite que o “grupo de votantes da 1ªfase” é historicamente muito mais conservador e, ao delegar maior poder ao comité executivo (permitindo-lhe escolher desde logo três filmes) que é desde logo mais “aventureiro”, poderia equilibrar um pouco mais a balança - veja-se ainda que as nomeações do comité executivo são posteriores às do grupo da 1ª fase, pretendendo assim que, para o caso de um filme aclamado não estar entre os 6 escolhidos ainda poder entrar na corrida.


Depois numa segunda fase, um outro grupo distinto dos anteriores reduzirá os candidatos a cinco nomeados.
Tudo resolvido?
Bom… ainda parece que não. Mas ao menos já parece que as coisas estão melhor encaminhadas.
 

 

A escolha dos filmes é ainda subordinada a outros preceitos e regras de cariz mais…técnico que justifica a ausência de alguns grandes títulos. Segundo as regras oficiais:


A gravação de diálogos bem como o filme no seu todo devem ser predominantemente falados numa língua(s) nativa(s) do país, excepto em Inglês. (The Band’s Visit de Israel, um dos grandes candidatos do ano passado  foi considerado não elegível por apresentar demasiados diálogos em inglês)

 

O país que submeter um filme deverá certificar-se de que (grande parte) da equipa criativa seja constiuída por cidadãos ou residentes do país. (Lust Caution da Tailândia foi obrigado a ser retirado da corrida [sendo substituído por Island Etude] porque alguns membros chave da equipa criativa não eram nativos do país)

 

Sinceramente... até concordo com estas regras. Afinal, se é filme estrangeiro, a bem que o seja mesmo. Essa parte compreendo e até acho muito bem (tirando alguns casos em que a Academia possa ter sido um pouco radical nas exclusões...)


Contudo ainda me parece que a Academia podia refinar o processo, e apesar de também compreender a dificuldade de visionamento de um tão grande batalhão de filmes, penso que a submissão de apenas UM filme por país é, por vezes, demasiado castradora. Lembro-me agora de um grande ano passado para a França com La Vie en Rose, Le Scaphandre et le Papillon e Persepollis; ou este ano com Entre Les Murs e Il Ya Longtemps que Je t’Aime....


As regras são revistas cuidadosamente todos os anos de forma a encontrar a melhor maneira de eleição dos nomeados. Vá lá, não sejamos mauzinhos. Nós protestámos e eles tentaram ir alterando progressivamente. Já melhorou bastante e eu cá sou optimista. Os senhores da AMPAS hão-de reconsiderar algumas outras questões “esquisitas”! E afinal, não será uma utopia imaginar o ano em que os nomeados obtenham absoluto consenso? Parece-me que sim...

 

Mas e vocês? Mudavam mais alguma coisa nesta ou noutras categorias?

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Point-Of-View-Shot - Waltz With Bashir (2008)

por Catarina d´Oliveira, em 29.01.09

 

A Guerra que precede o massacre

 

Em Junho de 1982, Israel invade o Líbano e dá início àquela que foi chamada a Primeira Guerra do Líbano. Depois de dois meses de incessantes bombardeamentos, é finalmente negociado o retiro das tropas israelitas de Beirute, capital do Líbano.
No ano seguinte, como represália pelo assassinato do adorado líder Bashir Gemayel, as milícias libanesas invadem os campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila e massacram os civis.


Mas o massacre não é o único evento hediondo desta Guerra. É que, afinal, a área dos campos de refugiados era controlada pelo exército israelita, e o ataque ocorreu sob o seu conhecimento. Quem serão os culpados?


Waltz With Bashir, ou Vals Im Bashir no seu título original, inicia-se mais de 20 anos depois da Guerra. A história é verídica, apresenta-se em tom de documentário e todos os que dão voz aos entrevistados são... eles mesmos (à excepção de dois).

 

 

Ari Folman (o próprio realizador do filme) é um dos ex-soldados das Forças Israelitas que se encontra com um antigo camarada do exército que lhe relata um estranho sonho recorrente que acredita estar de alguma forma ligado às suas experiências em combate. Confrontado com a bizarra situação, Folman dá-se conta que não se recorda nitidamente de muitos acontecimentos da altura. De alguma forma, as suas memórias foram recalcadas.


Numa viagem pelo mundo, Folman entrevista velhos amigos e companheiros, um psicólogo e um jornalista na tentativa de descobrir o que na sua cabeça é real e imaginado. Mas conforme os vários pedaços se juntam, ele começa a descobrir uma verdade que o vai assombrar pelo resto da sua vida.


A relação que mantemos com os filmes de animação é incrivelmente fixa e estereotipada: independentemente do tema, recorda-nos sempre algum momento da infância, a eterna idade da inocência.


Waltz with Bashir vem quebrar o vínculo com uma poderosa fita sobre a memória, o terror da guerra e o recalcamento. Alguém pensou na infância por algum momento que fosse? Eu sei que nunca me passou sequer pela ideia.
 

 

É um filme de terror humano que canta toda a vilandade e nojo pelos atrozes actos que inocentemente chamamos “humanos”. É um filme que demonstra aquilo que os horrores da Guerra podem fazer à cabeça de um homem. É um filme que ecoa a culpa não de um homem recalcado, mas de uma nação.

 

Folman nunca cai no erro de subir para a balança. Os factos são-nos apresentados como são, e como são serão ou não bem digeridos. Não há apontares de dedo a nenhuma das frentes. Há, como houve, factos e consequências. A essência é, claro, negativa, mas negativa para todos, num horrendo conflito com ares de pesadelo mas infelizes memórias de que foi real.


Uma espantosa visão acompanha o montar do puzzle: os soldados israelitas, banhando-se à noite no mar, completamente nus, erguem-se e caminham por um local desgraçado, esquecido por todos, menos por aqueles com a vil missão de o destruir.
Quanto à animação, para os mais esquisitos, far-me-ei valer de um célebre dito de Fernando Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. E é verdade que assim é contribuindo ela mesma para o ambiance surrealista porém terrivelmente cru.
 


Muitos filmes ousam já utilizar imagens extremamente chocantes. Outros nem tanto. Mas todos eles se mantém num caminho tão literal que não são poucas as vezes que acabam por não nos dizer nada de todo. Foi preciso chegar uma animação para nos provocar um autêntico choque cerebral. O final de Waltz with Bashir é desconcertante e desarmante: de um momento para o outro, a animação transfigura-se em imagem real e, apenas por breves minutos, imagens reais do massacre tomam conta do ecrã.


A viagem de Folman é orientada por uma verdade que ninguém que conhecer, nem mesmo o próprio, mas que necessita de ser desenterrada. E aí está a verdadeira e horrível força de Waltz with Bashir. Uma animação que o é, mas ao mesmo tempo não o é. Algo que nos reduz à insignificância do mais primário medo humano. Um medo que, mesmo que não confessemos, envolve o coração de todos os Homens.

 

9/10

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Point-Of-View-Shot - Frost/Nixon (2008)

por Catarina d´Oliveira, em 27.01.09

 

"I let them down. I let down my friends, I let down my country (...) And I'm gonna have to carry that burden with me for the rest of my life. My political life is over"
 

Antes de começar a crítica propriamente dita, devo admitir que, antes de assistir a este filme, não me era muito clara a questão de Watergate ou da Presidência de Nixon. Afinal, tudo se passou cerca entre 20 e 15 anos antes de eu nascer. No entanto, fazia-me confusão ver um filme desta espécie sem saber de facto as bases que o sustentavam. Por isso resolvi fazer um pequeno “estudo” acerca da Presidência de Nixon e do escândalo Watergate antes de ver o filme.
Como compreendo que algumas pessoas possam estar em situação semelhante à que eu estava – de alguma ignorância – resolvi colocar aqui uma breve introdução histórica relativa ao tema que elucida, muito resumidamente, as questões mais importantes. Para os que assim o desejarem, cliquem em baixo para o pequeno resumo.
Passando ao filme…

 

A fita abarca o período pós-renúncia de Nixon. David Frost, um entusiasta apresentador de programas para multidões britânico propõe-se a ser o primeiro a entrevistar o ex-Presidente. A tarefa não é fácil, seguindo-se obstáculos atrás de obstáculos, no entanto, a grande entrevista acaba mesmo por acontecer. E foi nessa mesma entrevista, mesmo no final que Nixon finalmente assume culpas e se desculpa ao povo Americano.
Se a sinopse que podemos fazer de Frost/Nixon é breve e directa, não podemos dizer que seja realmente justa, apesar de conformar objectivamente com o desenrolar narrativo. De facto, para um espectador que não seja muito afecto à política, como até é o meu caso por vezes, ela não se mostra muito apelativa. Tenho no entanto de me bater por esta belíssima peça, porque, além de grande material cinematográfico de qualidade, apresenta uma história realmente interessante não só a nível político, social ou cultural, mas também a nível humano.
O início do filme pode ser enganador, mas demonstra-se posteriormente como crucial na compreensão geral da situação. Frost é-nos apresentado como um apresentador “do povo”. Os seus programas são definitivamente de índole popular e a sua vida privada é regada por seduções físicas que lhe dão a alcunha de Playboy. Porque quereria e como poderia um homem destes aliciar Nixon?
A resposta à primeira questão é mista: Frost queria mais popularidade mas também mais respeito; a resposta à segunda é deduzível: pagando a bom pagar; do próprio bolso.

 

Não podemos no entanto cingir-nos a esta simplicidade de situações. Nixon também precisava desesperadamente desta entrevista, e não se tratava apenas de uma questão monetária.
Parece-me que Nixon seria movido por uma vontade de confessar os seus pecados políticos e ao mesmo tempo por um reflexo que via no próprio Frost. Este representava as suas vulnerabilidades, desvantagens e desejos, algo que ficou explicito numa fabulosa cena de um estranho telefonema entre os dois quando a noite já ia longa.
Peter Morgan, o argumentista da peça de teatro e do filme, alterna entre os acontecimentos reais e fictícios com um realismo e timing fenomenais. O resultado é um poderoso e intrigante thriller com o qual Ron Howard constrói um castelo de cartas lenta e excepcionalmente; cada carta, uma tensão – cada vez é mais difícil manter o castelo em pé, mas o resultado final é um clímax surpreendente, mesmo que já conheçamos o final.
Michael Sheen é um impecável Frost, um apresentador que na maioria do tempo se deixa revestir por uma carapaça que esconde a sua verdadeira essência. Uma carapaça de extravagância que esconde um potencial génio da televisão; um dos poucos homens que compreende de facto a camera. A performance de Sheen é, mais uma vez muitíssimo competente, assim como a dos secundários Bacon e Rockwell sobretudo.
Mas o filme pertence a Langella. Frank Langella incorpora todos os gestos, todos os maneirismos que qualquer pessoa que conhecesse ou tivesse visto Nixon lhe reconheceria. O poder da sua interpretação não jaz nas parecenças imediatas: de facto Langella não se parece com Nixon e nunca chega mesmo a imitá-lo. Em vez disso, Langella respira-o, transforma-se na sua personalidade e, de repente, notamos que só podemos estar a ver o próprio Nixon em pessoa.

 

Mas se ainda assim Frost Nixon não alicia os que de política só querem distância, devo dizer que este pedaço de cinema é ainda uma bela introspecção do que é fazer jornalismo sério. Ou ainda melhor, fazer jornalismo para um país inteiro ouvir o que tem e quer ouvir.
Frost/Nixon é um filme sobre o poder. O poder da preseverança, o poder do desejo de regresso, o poder das palavras, o poder da imagem...o poder do poder. Todos estes poderes juntaram dois homens, frente a frente, num embate por vezes violento, por vezes perspicaz, por vezes cru, mas sempre surpreendente. Um embate que os Americanos nunca esqueceram, e que certamente nunca hão-de esquecer.

"Nixon: When the President does it, that means it's NOT illegal!" 

 

8.5/10

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Awards Season - SAG Awards

por Catarina d´Oliveira, em 26.01.09

Não resisti.

Tinha mesmo de postar este video da GRANDE Meryl Streep a vencer na categoria de Melhor Actriz nos Screen Actors Guild. Que discurso! Fossem todos assim...

 

 

Quanto aos prémios, já agora fica a lista de vencedores em cinema (é dificil resistir à tentação de postar, postar, postar...mas enfim!). Recordo que os Screen Actors Guild são atribuídos com base na votação de Actores em Actores. Como em todos os prémios deveria ser. ;)

Fica a lista de nomeados e vencedores (a sublinhado e a cor).


Performance Actor Principal
RICHARD JENKINS / Walter Vale - "THE VISITOR" (Overture Films)
FRANK LANGELLA / Richard Nixon - "FROST/NIXON" (Universal Pictures)
SEAN PENN / Harvey Milk - "MILK" (Focus Features) *
BRAD PITT / Benjamin Button - "THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON" (Paramount Pictures)
MICKEY ROURKE / Randy - "THE WRESTLER" (Fox Searchlight Pictures)

Performance Actriz Principal

ANNE HATHAWAY / Kym - "RACHEL GETTING MARRIED" (Sony Pictures Classics)
ANGELINA JOLIE / Christine Collins - "CHANGELING" (Universal Pictures)
MELISSA LEO / Ray Eddy - "FROZEN RIVER" (Sony Pictures Classics)
MERYL STREEP / Sister Aloysius Beauvier - "DOUBT" (Miramax Films)
KATE WINSLET / April Wheeler - "REVOLUTIONARY ROAD" (Paramount Vantage)

Performance Actor Secundário
JOSH BROLIN / Dan White - "MILK" (Focus Features)
ROBERT DOWNEY, JR. / Kirk Lazarus - "TROPIC THUNDER" (Paramount Pictures)
PHILIP SEYMOUR HOFFMAN / Father Brendan Flynn - "DOUBT" (Miramax Films)
HEATH LEDGER / Joker - "THE DARK KNIGHT" (Warner Bros. Pictures)
DEV PATEL / Older Jamal - "SLUMDOG MILLIONAIRE" (Fox Searchlight Pictures)

Performance Actriz Secundária
AMY ADAMS / Sister James - "DOUBT" (Miramax Films)
PENÉLOPE CRUZ / Maria Elena - "VICKY CRISTINA BARCELONA" (The Weinstein Company)
VIOLA DAVIS / Mrs. Miller - "DOUBT" (Miramax Films)
TARAJI P. HENSON / Queenie - "THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON" (Paramount Pictures)
KATE WINSLET / Hanna Schmitz - "THE READER" (The Weinstein Company)

Performance Elenco

The Curious Case of Benjamin Button

Doubt

Frost/Nixon

Milk

Slumdog Millionaire

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Agora sim...Hibernação (quase) total

por Catarina d´Oliveira, em 25.01.09

Meus amigos e leitores...está a chegar aquela altura crucial na vida de qualquer estudante universitário.

 

Com início no dia 2 de Fevereiro e estendendo-se até ao final do mês, seguir-se-ão Frequências, Exames e Orais (vamos lá ver se consigo despachar tudo sem ir a Orais ehe).

 

 

Infelizmente esta é também uma altura que exige a máxima concentração e dedicação, e por vezes, para conseguir bons resultados, temos de abdicar de algumas coisas das quais gostamos por algum tempo. E assim acontecerá comigo.

 

Não digo que não actualizarei nunca o Close-Up no próximo mês, no entanto, os posts serão, certamente, em reduzida quantidade (2 ou 3 por semana talvez...é impossivel prever). É uma chatice, mas o que tem de ser tem muita força. Sei que vou sentir falta de vos vir aqui escrever todos os dias, mas fica a certeza do regresso em pleno para breve!

 

A todos os que se encontram na mesma situação que eu, MUITO BOA SORTE. ;)

 

Obrigado a todos.

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New Shots - 26 de Janeiro a 1 de Fevereiro

por Catarina d´Oliveira, em 25.01.09

 

 

Esta semana nos cinemas:

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Não são poucas as vezes que damos por nós a questionar o funcionamento do processo de selecção de nomeados para os conceituados prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A mais recente questão surgiu com a (aparente) dubiedade da nomeação de Kate Winslet para Actriz Principal com o filme The Reader, para o qual tinha sido nomeada em vários outros prémios, como Actriz Secundária.


Para esclarecer esta e outras questões (por exemplo a exclusão do lote de nomeados do aclamado The Dark Knight), resolvi explicar o mais sucintamente o processo de selecção dos nomeados que, qcreditem…não tem nada de simples!


O complicado processo tem como objectivo primário fazer com que todos os votos contem. Desde 1936 a Academia faz-se valer do Sistema de Votos Preferenciais, no qual os votantes escolhem os seus 5 favoritos em cada categoria.

 


Bom, segundo a Academia, cada “grande grupo” vota na sua categoria, ou seja, realizadores votam em realizadores por exemplo. A única excepção é a categoria de Melhor Filme, no qual TODOS votam.


Os votantes escolhem os seus 5 filmes/actores… e colocam-nos por ordem de preferência, porque, apesar de se colocarem 5 escolhas, apenas uma será contada.


Acabados os prazos das votações, é hora de recolher as cédulas de voto e começar a peculiar contagem dos votos.Foquemo-nos numa categoria em particular para ser mais fácil a compreensão. Por exemplo, Melhor Actor.


1222 votantes no ramo dos Actores. Este número é depois dividido por 6, ou seja, os 5 nomeados + 1. Ficamos assim com 203, ao qual somamos 1, finalmente ficando com 204, o número chave. E porquê? Porque, para um Actor ser nomeado, tem de ocorrer 204 vezes em primeiro lugar entre as 1222 listas iniciais.

 

(Uma cédula de Votação da 75ª Edição dos Oscars)


A partir daqui, todas as cédulas que voltarem a colocar este Actor em primeiro lugar são postas de lado, já que, uma vez que já está nomeado, não necessita de mais votos. O que fazer então? Bom, começam a considerar-se as escolhas seguintes, hierarquicamente.


É muito pouco provável que terminada a primeira ronda pelos 1222 votantes, tenhamos 5 actores com os 204 votos necessários à nomeação.  Então, nesse caso, vão contar-se os 2ºs lugares, depois os 3ºs e assim por diante. No entanto devemos sublinhar que é muito provável que os nomeados estejam decididos nas primeiras voltas, sendo os últimos nomes da lista "ignorados".


Assim já me parece mais fácil de compreender a ausência de grandes nomes ou grandes filmes nas listas de nomeados, demonstrando que não há, necessariamente, injustiças ou faltas de reconhecimento.

 

 

Mais algumas nuances importantes e…interessantes:

  • Existem categorias com sistema de votação diferente, como os filmes de língua estrangeira ou os documentários.
  • Para ser efectivamente nomeado, mesmo tendo muitos 2ºs lugares, o concorrente tem de ter pelo menos 1 primeiro lugar. Afinal se ninguém o tivesse votado como Melhor Filme/Actor/Realizador…, é porque talvez não fosse mesmo.
  • Alguns sistemas de votação atribuem aos diferentes lugares uma pontuação correspondente (ex.1º lugar – 10 pts; 2º lugar – 8pts). Este sistema não funciona dessa forma.
  • Erros de escrita não são penalizados; o mesmo não acontece quando o voto é ambíguo ou confuso (ex: votar na prestação de Angelina Jolie em Revolutionary Road)

Passando agora aos casos actuais, comecemos por The Dark Knight.

 

 

Pessoalmente, não seria uma das minhas escolhas para Melhor Filme como já tive a oportunidade de explicar. Não obstante, considero-o um dos filmes do ano, como, aliás, acontece com muita gente. O que se passa então é que, podendo ser um dos filmes favoritos, The Dark Knight foi poucas vezes O favorito. Teoricamente, até podia ter estado em todas as listas (ocupando 4ºs e 5ºs lugares por exemplo), nunca ficando nomeado.
 

Quanto à questão da Kate Winslet, tanto no que respeita à (1) dúvida quanto ao papel principal/secundário de The Reader como no que respeita à (2) preferência deste em detrimento de Revolutionary Road, já explicado o processo de votação é mais fácil supor o que possa ter acontecido.

 


Sem serem preciso grandes explicações da minha parte, deixo-vos 3 das 7 regras especiais para a eleição de Actores que já desfazem por si só muitas das dúvidas:


3. A performance por um actor ou actriz em qualquer papel poderá ser elegível quer para papel principal, quer para secundário. (…)
4. Os votos dos papeis principais e secundários são tabelados simultaneamente. Se alguma performance receber os votos necessários em duas categorias (ex: Kate Winslet em The Reader como actriz principal e como actriz secundária), contará apenas aquele que tiver atingido mais rapidamente o valor necessário. No caso de se alcançarem os mesmos votos simultaneamente, a performance será considerada principal/secundária conforme a percentagem  total de votos.
5. Se duas performances do mesmo actor (ex. Kate Winslet em The Reader e Revolutionary Road) receberem votos suficientes para figurar numa determinada categoria, apenas uma performance será nomeada, utilizando-se o processo de tabulação preferencial.

 

*** *** ***

Mais esclarecidos? Espero que sim! Eu pelo menos fiquei! E sinceramente, mais descansada. Desta forma várias questões acerca de injustiças ou "aldrabices" caem por terra! Temos de admitir que, complicado ou não, o sistema acaba por ser justo. Afinal, cada um de nós, mesmo gostando de determinado conjunto de filmes, estabelece uma hierarquia. "Este é o meu preferido. Aquele vem logo a seguir". E sendo os Oscars a distinção dos Melhores ou, se preferirem, dos Favoritos, é realmente justo que um filme que seja evocado muitas vezes como "o primeiro" esteja entre o lote. Independentemente da nossa opinião.

 

Para os curiosos ou interessados, podem consultar ou fazer download da lista das regras de elegibilidade:

 

Consulta Regras Oficiais

Download PDF Regras Oficiais

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Outtake - Dança, Ritmo e Música

por Catarina d´Oliveira, em 23.01.09

 

Hoje é um grande dia.

 

Hoje é um dos dias em que os magníficos STOMP vão actuar no Casino de Lisboa. Hoje vou lá estar a assistir.

 

Os STOMP são um famoso grupo de dança que tem as suas origens em Brighton no Reino Unido no Verão de 1991 (apesar de os seus fundadores já se conhecerem e dançarem juntos há mais de dez anos) .

 

 

No entanto, não se trata de um grupo de dança qualquer. Dançando e representando, eles também fazem música; esta que, por sua vez, também não é uma música qualquer, ou estamos nós habituados a ouvir enérgicas sonoridades vindas de caixotes do lixo, vassouras ou caixas de fósforos?

 

STOMP apresentam, a cada espectáculo, uma miscelânea de ritmo, dança, teatralidade e muito ritmo; salpicado por uma originalidade e criatividade raras. 

 

 

“Pure stage magic, you’ll be dancing in your seats! Some of the wildest and most imaginative rhythms and movements ever seen.”
The Sunday Telegraph

"Brilliant and very funny: theatre at its most seductive"
New York Times

"This is comedy, but it’s music too – it’s entrancing, exhilarating
and uncannily orchestral. Terrific"
Independent

“Pop art for the ears. Rhythm for the eyes. Theatre for the feet.”
The Advertiser, Adelaide

“A phenomenal show! Bashing, crashing, smashing, swishing, banging and kicking - a joyous invention!”
Chicago Tribune

 

 

Para vos fazer inveja, deixo-vos dois vídeos dum espectáculo mais antigo, o Stomp Out Loud que está disponível em DVD para os interessados ;)

 

 

 

 

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Óscares 2009 - "And the Nominees are..."

por Catarina d´Oliveira, em 22.01.09

 

E já está. Agora não há mais volta a dar. A Academia escolheu os seus nomeados.

Surpresas? Algumas; mas acima de tudo muitas confirmações.

Vejamos alguns pontos interessantes:

  • Na Categoria de Melhor Filme, The Reader "rouba" o lugar a Revolutionary Road;
  • Richard Jenkins consegue a nomeação de Melhor Actor em The Visitor;
  • Doubt impõe-se como um dos filmes mais bem interpretados:os 4 actores são nomeados;
  • Bolt está entre os nomeados para Melhor Animação;
  • The Dark Knight fica de fora das categorias principais, à excepção de Actor Secundário
  • Revolutionary Road é o "grande derrotado" com apenas Michael Shannon na categoria de Actor Secundário; Gran Torino não marca presença nos Oscars.
  • The Curious Case of Benjamin Button é o filme mais nomeado com 13 indicações; segue-se Slumdog Millionaire com 10, The Dark Knight e Milk com 8, Wall.E com 6 e Frost/Nixon, The ReaderDoubt com 5.

Fica então a lista dos nomeados nas 24 categorias:

 

FILME
The Curious Case of Benjamin Button
Frost/Nixon
Milk
The Reader
Slumdog Millionaire

 

REALIZADOR

Danny Boyle, Slumdog Millionaire
Stephen Daldry, The Reader
Clint Eastwood, Changeling
David Fincher, The Curious Case of Benjamin Button
Ron Howard, Frost/Nixon

 

ACTOR PRINCIPAL

Richard Jenkins, The Visitor
Frank Langella, Frost/Nixon
Sean Penn, Milk
Brad Pitt, The Curious Case of Benjamin Button
Mickey Rourke, The Wrestler

 

ACTRIZ PRINCIPAL

Anne Hathaway, Rachel Getting Married
Angelina Jolie, Changeling
Melissa Leo, Frozen River
Meryl Streep, Doubt
Kate Winslet, The Reader

 

ACTOR SECUNDÁRIO
Josh Brolin, Milk
Robert Downey Jr., Tropic Thunder
Philip Seymour Hoffman, Doubt
Heath Ledger, The Dark Knight
Michael Shannon, Revolutionary Road

 

ACTRIZ SECUNDÁRIA

Amy Adams, Doubt
Penelope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis, Doubt
Taraji P. Henson, The Curious Case of Benjamin Button
Marisa Tomei, The Wrestler
 

ARGUMENTO ORIGINAL

Courtney Hunt, Frozen River
Mike Leigh, Happy-Go-Lucky
Martin McMcDonough, In Bruges
Dustin Lance Black, Milk
Andrew Stanton, Wall-E

 

ARGUMENTO ADAPTADO

Eric Roth, Frost/Nixon
John Patrick Shanley, Doubt
Peter Morgan, Frost/Nixon
David Hare, The Reader
Simon Beaufoy, Slumdog Millionaire

 

FILME ESTRANGEIRO
Baader Meinhoff (Alemanha)
The Class (França)
Departures (Japão)
Revanche (Austria)
Waltz with Bashir (Israel)

 

FILME DE ANIMAÇÃO
Bolt
Kung Fu Panda
Wall-E

 

 

Começa a verdadeira contagem decrescente para os prémios da Academia que se realizarão daqui a exactamente um mês: 22 de Fevereiro de 2009. Mais uma vez a ter lugar no Kodak Theatre, veremos sonhos realizados e sonhos perdidos. Perdidos? Nunca. Apenas adiados.

Até lá, só nos resta esperar...

 

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Óscares 2009 - Previsões Close-Up

por Catarina d´Oliveira, em 21.01.09

 

A algumas horas do fim das dúvidas, o Close-Up resolveu fazer uma mini-previsão aldrabada para os Nomeados dos Oscars de 2009. Trocando por miudos,  "mini" porque só respeita as ditas categorias principais e "aldrabada" porque, de facto ainda não todos os filmes que indiquei (apesar de não faltarem muitos).

 

Não gosto muito de "previsões"... na verdade, a palavra tem, neste contexto, um carácter objectivo de mais que não me agrada. Porque, afinal, os nomeados não vão ser aqueles que pensamos merecer mas sim aqueles que, de um conjunto de atributos específicos, apresentarem a estrutura mais forte e completa (aos olhos dos votantes é claro). Por isso esta coisa das previsões é toda ela muito relativa...

 

Admito que a minha técnica é muito irregular: se numas alturas a força da opinião geral me levou a apontar um candidato mesmo contra a minha opinião pessoal (ex: Milk em Melhor Filme), noutros casos, prevalece a minha visão subjectiva (ex: inclusão de Leonardo DiCaprio ou Bennicio Del Toro na categoria de Actor Principal).

 

Como vêem estas "apostas" não têm grande sentido...no entanto apetecia-me "arriscar" e partilhá-las connvosco. Afinal, é para isso mesmo que serve um Blog! ;)

 

Mas chega de conversa chata.

Fiquem então com as minhas previsões para as 10 Categorias "Principais" dos Oscars de 2009. Amanhã veremos como me saí!

 

Filme

Revolutionary Road

Slumdog Millionaire

Frost/Nixon

The Curious Case of Benjamin Button

Milk

 

Realizador

David Fincher (The Curious Case of Benjamin Button)

Danny Boyle (Slumdog Millionaire)

Gus Van Sant (Milk)

Ron Howard (Frost/Nixon)

Sam Mendes (Revolutionary Road)

 

Actor Principal

Mickey Rourke (The Wrestler)

Sean Penn (Milk)

Frank Langella (Frost/Nixon)

Leonardo DiCaprio (Revolutionary Road)

Benicio Del Toro (Che)

 

Actriz Principal

Kate Winslet (Revolutionary Road)

Meryl Streep (Doubt)

Melissa Leo (Frozen River)

Anne Hathaway (Rachel Getting Married)

Kristin Scott Thomas (Il Ya Longtemps que Je t'Aime)

 

Actor Secundário
Michael Shannon (Revolutionary Road)

Robert Downey, Jr. (Tropic Thunder)
Philip Seymour Hoffman (Doubt)
Heath Ledger (The Dark Knight)
Dev Patel (Slumdog Millionaire)

 

Actriz Secundária

Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)

Taraji P.Henson (The Curious Case of Benjamin Button)

Viola Davis (Doubt)

Kate Winslet (The Reader)

Marisa Tomei (The Wrestler)

 

Argumento Original

Wall.E

The Wrestler

Rachel Getting Married

Frozen River

Milk

 

Argumento Adaptado

The Curious Case of Benjamin Button

Slumdog Millionaire

Doubt

The Reader

Frost/Nixon

 

Filme Animação

Wall.E

Waltz with Bashir

Kung-Fu Panda

 

Filme Estrangeiro

Waltz with Bashir (Israel)

The Class (França)

Everlasting Moments (Suécia)

3 Monkeys (Turquia)

The Baader Meinho Complex (Alemanha)

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