Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Setembro 2008

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930

subscrever feeds


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D


Deep Focus - Disney (Pais Ausentes)

por Catarina d´Oliveira, em 23.09.08

 

Antes de começar quero dizer que eu sou uma pessoa que acredita que às vezes um “choque” só faz bem e ajuda a crescer e a aprender.
Acredito que as crianças precisam de saber o que é a vida desde cedo, e que é escusado (e até injusto e errado) tentar esconder-lhes que este é também um mundo de perda e de dor; que nem tudo são flores e coisas felizes e que, por uma vez ou outra, os obstáculos à nossa frente parecem impossíveis de ultrapassar e que nos vemos (aparentemente) sem saídas.
 
 
Claro que não vamos agora desatar a destruir-lhes a felicidade e a “ignorância” bela da infância; apenas dar um maior toque de realidade à sua percepção.
 
E estes pensamentos filosóficos vêm a que propósito?
Numa das minhas habituais navegações cibernéticas, descobri alguns sites interessantes que se debatiam contra a aparente “mania” da Disney de matar quase todos os pais dos protagonistas dos seus filmes. Isso atraíu o meu interesse e quis saber mais!
 
Abaixo os pais!
 
Se repararmos bem, é simples. Na maioria dos filmes Disney, se a personagem principal não é órfã de início, sê-lo-á antes de o filme acabar.
 
A morte, fuga ou desaparecimento dos pais permite à personagem crescer, desenvolver-se, dar valor a coisas que não dava antes. É um facto, e é sem dúvida uma lição valiosíssima a dar às crianças. A questão é... será realmente necessário levá-lo ao extremo de o aplicar em praticamente todas as histórias? Não haverá outros caminhos a explorar? Caminhos esses que, quem sabe, pudessem incluir os pais no processo?
 
Façamos um pequeno exercício de transfer: entrar na cabeça de uma criança e constatar que esta, ao ver um ou mais ídolos seus sobreviverem e ultrapassarem tamanhas tragédias sempre ligadas aos pais, fá-los pensar que é esse o padrão; que os pais são um elemento estacionário e não estritamente necessário ao seu crescimento e à sua vida.
 
Não me interpretem mal. Eu sempre idolatrei os filmes da Disney quando era pequena; ainda hoje recordo muitos com carinho e de vez em quando cedo ao prazer de os ver, bem aconchegada na cama com uma caneca de leite quente. Aliás, alguns deles fazem parte do meu rol de filmes favoritos.
 
Mas para compreenderem melhor aquilo a que me refiro, nada melhor que alguns exemplos concretos. Vamos lá então ver!
 
 
O Bambi é talvez o exemplo mais antigo desta “ofensa”. Numa das mais chocantes cenas de animação já feitas para crianças, o pequenito perde a mãe quando um caçador a mata. O propósito? Bambi crescer sozinho.
 
 
  
A mesma técnica, um animal diferente. Simba vê o pai morrer e é obrigado a fugir e crescer sozinho (mais uma vez). Não há problema. Hakuna Matata e tudo corre bem.
Mais um? Papuça e Dentuça - a mãe do pequenito raposo Dódó morre logo na primeira cena do filme.
 
O Corcunda de Notre Dame perde a mãe no início do filme.
Os pais de Stitch (Lilo and Stitch) morrem num acidente de carro.
 

Um dos desenhos animados mais traumatizados de sempre só pode ser o Tarzan!
Cum escamartilhão que é complicado ser pai/mãe dele! Não bastava o rapaz ter visto os pais serem brutalmente comidos por uma chita no início do filme, como ainda assistiu à morte da gorila-mãe-adoptiva com um tiro
.
 
  
Nos filmes mais recentes ainda temos o Koda, cuja mãe é morta (aahh! Que surpresa!) e o Nemo... que a mãe, coitada, lá se foi também.
 
Calma...nem todos vêem os pais morrer...
 
 
...aliás, muitas vezes os pais estão convenientemente desaparecidos.
 
Que é feito dos pais da Branca de Neve, e por que raio é que ela vive com a rainha malvada? Nunca explicaram isso que eu me lembre…A Cinderella é outra, que também não tem pais e também vive com uma malvada.
 
E mais duas moças: a Pequena Sereia e a Bella (Bela e o Monstro): Mães que é bom é mentira. Isto de se ser muito bonita parece que nem sempre compensa...
 
  
O Aladdin é órfão.
O Mogli (do Livro da Selva) foi abandonado e criado por lobos.
O Dumbo é arrancado da mãe durante o filme quase todo (pai nem vê-lo).
A Pocahontas também não tem mãe (mas atenção… fala com uma árvore; deve ser moda porque a Floribella também fazia isso).
 
Se isto fosse a contar pontos o Peter Pan ia destacadíssimo à frente: não só não tem pais, como tem uma colónia de órfãos que simplesmente não querem crescer a segui-lo e idolatrá-lo. E nem me vou alongar a falar da grande “família” da Wendy, que deixa uma cadela a tomar conta de uma molhada de miúdos pequenos. 
Mas até se pode dizer “ah pois…mas estas histórias já existiam há uma cangalhada de anos antes de a Disney as adaptar. Não têm culpa, só estão a seguir as linhas das histórias.”
 
Está bem. Então e os pais do Mickey? E do Donald? E que embrulhada é que houve ali para ter de ser ele a criar os sobrinhos? E depois o tio Patinhas… Que é que se passa com os irmãos desta gente?
O Pateta é outro fenómeno de que não se conhecem pais e resolveram também dar-lhe um filho, o Max. Vá lá um bocadinho de responsabilidade não faz mal a ninguém, e se alguém precisava dela era o Pateta mas… pai solteiro??
 
A cegonha já deve andar a precisar de reforma com tanta gente vinda do nada!
 
Mas... nem tudo é mau e horrivelmente infeliz
 
Felizmente, há sempre uns que se safam da terrível maldição.
 
Temos o glorioso exemplo de Mulan, onde AMBOS os pais sobrevivem durante todo o filme e ainda há o bónus da avó sobreviver também. Claro que há um qualquer (já não me recordo bem qual) que morre, para equilibrar a questão mas enfim… já nos podemos dar por contentes que a família de Mulan chega ao fim inteira.
A "sortuda"; A "escolhida"!
 
Também parece que ser cão é a opção mais segura: veja-se Lady and the a Dama e Vagabundo e os 101 Dálmatas (apesar daquele drama todo da Cruela querer fazer os casacos...mas o que interessa é que nunca se chega a realizar!)
E o prémio Survival of the Fittest vai para... os cães!!
 
A Realidade
 
Claro que, há que ser realista: em muitos momentos deste artigo cheguei a pontos que se aproximam do extremo ridículo. Mas tentei satirizar ao máximo uma situação real que está mesmo à frente dos nossos narizes e que nem sempre podemos ter reparado.
 
É óbvio que existem situações em que não é necessário acrescentar um “background” à história; mas será que se tem de proceder sempre desta forma? Ou será que os pais nunca poderão fazer parte da vida dos filhos em desenhos animados (com excepções claro)? Mais uma vez... não há outros trilhos que possam ser explorados?
 
Afinal, no mundo real, são os pais que pagam à Disney não é verdade?
 
(*)Momentos...
 
Para acabar, gostava de partilhar convosco os três momentos-morte-by Disney que mais me tocaram até hoje; momentos de tristes mas de coragem, que ainda me destroçam por completo, passados tantos anos. Três mortes valentes, três perdas que para sempre mudaram a história da vida dos nossos protagonistas. Três pérolas do cinema animado.
 
The Fox and the Hound (Papuça e Dentuça) - 1981
A morte da mãe do pequeno raposo Tod (ou Dódó na versão brasileira que eu via) protegendo a sua cria dos caçadores.
 
Bambi - 1942
Mais uma vez, velando pela protecção da sua cria, uma mãe morre corajosamente; desta vez, a de Bambi
 
 
Lion King (Rei Leão) - 1994
O meu favorito pessoal. Uma sequência arrasadora e tocante onde Mufasa salva Simba e é morto pelo seu irmão e rival, Scar.

 

 

Então e vocês? O que acham disto tudo?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mise en Scène - 007, Bedtime Stories, The Spirit

por Catarina d´Oliveira, em 23.09.08

Há uns dias saiu a suposta capa da banda sonora de 007 Quantum of Solace.

Novo poster?? Não sei, mas lá que tem boa cara tem!

 

 

(*)  Numa entrevista recente, o realizador Marc Foster afirmou que neste Quantum of Solace algumas das "imagens de marca" de Bond não vão aparecer.

É isso mesmo... não vai haver "My name is Bond, James Bond" nem Martinis para ninguém.

 

----      ----      ----      ----       ----       ----         ----      ----

Adam Sandler tem mais uma comédia a saír bem quentinha. Chama-se Bedtime Stories e segue um arquitecto que vê as histórias que conta à noite aos sobrinhos a começarem a tornar-se realidade.

Eis o trailer para os interessados.

 

----      ----      ----      ----       ----       ----         ----      ----

 Frank Miller foi um revolucionário no mundo do cinema ao lançar filmes com o grafisco de 300 e Sin City. Mas descansem os fãs que o seu trabalho está longe de estar acabado. Na mesma linha (penso eu) vem aí o muito falado The Spirit, que teve direito a mais dois posters.

 

(clicar para aumentar)

  

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Setembro 2008

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930

subscrever feeds


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D