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Reflexão sobre os Oscars 2011

por Catarina d´Oliveira, em 28.02.11

Tenho de admitir. Sou daquelas pessoas que vibram bastante com os Oscars. Talvez não tanto com as distinções em si, que valem o que valem é claro, mas porque vejo esta cerimónia como a entrada de um novo ano no cinema. A passagem do dia 31 para o dia 1 cinematográfico, é o fechar de um capítulo que teve os seus bons filmes, e as suas fraquezas. 2010 não foi um ano especialmente prolífero ou forte para o cinema, mas não podemos dizer que tenhamos sido servidos com muitos GRANDES filmes. Todavia, tivemos uma boa conta de filmes bastante razoáveis. Bons, vá.

 

 

Voltando à cerimónia, sou uma das maiores fãs admito. Aquelas cinco horas passam a voar para mim, que fico entristecida por ver que todos os anos querem cortar minutos preciosos ao meu bebé. Contudo, e para meu desencanto este ano processou-se de uma forma um pouco diferente. Os Oscars foram um espectáculo que gostei de ver, mas não foram o meu espectáculo. A falta de organização coroada com a prestação medonhamente pavorosa de James Franco como apresentador afastou-me quilómetros de distância da noite pela qual espero o ano inteiro com ansiedade.

 

Antes de mais, quanto à organização da cerimónia.

 

Além do som que não era dos melhores - algo que se notou especialmente em algumas das performances musicais - um dos pontos mais negativos da noite esteve ligado à apresentação da cerimónia. A tarefa esteve ao cargo dos actores James Franco e Anne Hathaway, e a seguir partilho convosco algumas das críticas ao par da noite mais cinematográfica do ano.

 

 

Hollywood Reporter
"In what could go down as one of the worst Oscar telecasts in history, a bad and risky idea — letting two actors host — proved out in spectacularly unwatchable fashion on the biggest of all nights for the film world".

 

Washington Post

"As for your hosts, Hathaway worked her derriere off and Franco came off like that lacrosse boy you wish your daughter didn’t hang out with so much, sort of heavy-lidded and smirky and … well, let’s give him credit for being James Franco, the 23-hour-a-day workaholic/grad student/filmmaker/soap-opera/not-Best Actor wunderkind of his generation".

 

USA Today

"At least Hathaway was in there pitching throughout — unlike her co-host, who sometimes seemed to be preparing for a remake of Dazed and Confused. Never was that more clear than in one of their big set pieces, with Hathaway pushing through a bad version of On My Own only to introduce an embarrassed-looking Franco dressed as Marilyn Monroe. If you’re that hard up for a joke, don’t make one".

 

Eu tenho a sensação de que além de estar completamente pedrado, James Franco fez todos os possíveis por tornar pior uma cerimónia que já não era particularmente boa – má distribuição de tributos ao longo do espectáculo, discursos poucos inspirados e algumas piadas sem eco de graça deixavam antever que esta seria uma das mais fracas noites de Oscars de que tenho memória.

 

A coisa até não começou mal com um sketch bastante original dos apresentadores nos dez filmes nomeados – o timing foi óptimo e a loucura e

extroversão necessárias pareciam estar presentes no par de jovens actores que entraram depois em palco para um pequeno monólogo. E aí começou a descambar.

 

 

Franco parecia sonolento (ou pedrado mesmo) e não particularmente interessado ou empenhado em desempenhar papel activo na apresentação. Tenho de admitir que Franco é um dos meus actores favoritos da sua geração, mas a apresentação não deverá nunca mais constar no seu currículo. Anne Hathaway não esteve mal de todo, e talvez tivesse feio um óptimo trabalho se tivesse alguém com quem trabalhar. A exctitação pela apresentação do evento foi adorável e talvez porque os produtores tenham entendido que Franco era o mesmo que um espantalho falante, Hathaway carregou a cerimónia as costas com algum custo, mas dignamente. Por mim ela até podia voltar para o ano! Se pudesse ser, com alguém que se importasse minimamente com o que se está a passar...

 

A certa altura, Billy Cristal apareceu de surpresa para apresentar um segmento, e por momentos ficámos com esperanças que fosse ele o apresentador daí para a frente. Afinal, ele até trouxe piadas… com piada. Mas não, foi sol de pouca dura. Enfim… é irónico que esta tenha sido publicitada como a mais jovem e cool cerimónia de sempre (pelos apresentadores com que partia) , e que o momento mais jovem e cool tenha vindo de Kirk Douglas… que tem 94 anos.

 

 

Mas nem tudo foi mau. Aliás, houve coisas das quais gostei bastante e que partilharei brevemente convosco.


Em primeiro lugar, gostei que a questão da exclusão das montagens não tenha sido tão literal como pensava. A Academia brindou-nos com duas montagens no início e no final da cerimónia que apesar de ligeiramente tendenciosas (o som proveio exclusivamente de The King’s Speech e The Social Network), atendem ao nosso gosto crónico de ver uma bela mistura dos melhores momentos do ano.

 

Em segundo lugar, como já tinha falado anteriormente, gostei bastante do sketch inicial de Hathaway e Franco, que se inseriram nos filmes nomeados, com a ajuda de Alec Baldwin. Podem assistir ao vídeo em baixo com qualidade média enquanto está disponível.

 


 

Em terceiro lugar, fiquei bastante feliz por não terem eliminado por completo os tributos aos actores nomeados, sendo que a diferença desta vez é que o mesmo é feito por um único actor – o vencedor da categoria no ano passado. É verdade que tiveram sorte este ano – Jeff Bridges e Sandra Bullock deviam ser das pessoas mais porreiras daquele pequeno mundo – mas esta é uma tradição que não deveria ser nunca desfeita. Afinal, não importa apenas reconhecer quem vence o prémio, mas todos os que se dedicam à sua arte com amor.

 

Em último lugar, gostei bastante da actuação final dos miúdos do P.S. 22 Chorus que posteriormente juntou todos os vencedores do Oscar da Academia em palco. Os miúdos têm jeito, e formou-se um momento de união bastante especial.

 

*** *** ***

 

Quanto aos prémios propriamente ditos, não houve um grande vencedor como nos anos de Titanic ou Lord of The Rings. Desta vez, Inception controlou as categorias técnicas levando quatro estatuetas para casa, The Social Network levou algumas também (incluindo notavelmente a banda sonora e o argumento adaptado) e The King’s Speech foi coroado o filme do ano, com mais três prémios à mistura. Apesar de partir para a cerimónia como um dos mais nomeados (10 indicações), True Grit foi para casa de mãos a abanar.

 

FilmeThe King’s Speech (Iain Canning, Emile Sherman and Gareth Unwin, Produtores)
Actor Principal – Colin Firth em The King’s Speech
Actor Secundário – Christian Bale em The Fighter
Actriz Principal – Natalie Portman em Black Swan
Actriz Secundária – Melissa Leo em The Fighter
Filme de AnimaçãoToy Story 3 (realizador: Lee Unkrich)
Direcção ArtísticaAlice in Wonderland (Design de produção: Robert Stromberg; Decoração de set: Karen O’Hara)
Fotografia – Inception (Wally Pfister)
Guarda-Roupa – Alice in Wonderland (Colleen Atwood)
Realizador The King’s Speech - Tom Hooper
DocumentárioInside Job (Charles Ferguson e Audrey Marrs)
Montagem – The Social Network (Angus Wall e Kirk Baxter)
Filme Estrangeiro – In a Better World (Dinamarca)
Maquilhagem – The Wolfman (Rick Baker e Dave Elsey)
Banda Sonora Original – The Social Network (Trent Reznor e Atticus Ross)
Canção Original – We Belong Together de Toy Story 3 (Música e letra por Randy Newman)
Curta-metragem (Animação) – The Lost Thing (Shaun Tan e Andrew Ruhemann)

Curta-metragem (Documentário)Strangers No More (Karen Goodman e Kirk Simon)
Curta-metragem (Live Action) God of Love (Luke Matheny)
Edição de Som – Inception (Richard King)
Mistura de Som – Inception (Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick)
Efeitos Visuais – Inception (Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb)
Argumento Adaptado – The Social Network (Argumento por Aaron Sorkin)
Argumento Original – The King’s Speech (Argumento por David Seidler)

 

De uma forma geral, os vencedores foram previsíveis, sendo talvez as maiores surpresas (mas nem tanto assim) a vitória de Tom Hooper sobre David Fincher na corrida da Melhor Realização e a vitória de Inception na categoria de Fotografia, onde True Grit se apresentava como grande favorito. Os discursos não entusiasmaram, à excepção do palavrão que escapou a Melissa Leo logo no início da noite e das palavras emocionadas de Colin Firth.

 

 

*** *** ***

 

Para terminar, gostava apenas de apontar mais um ponto que me deu bastante prazer nesta cerimónia. Apesar da tradição ser a de distinguir os melhores, este ano pareceu existir uma maior unidade, uma celebração maior do todo e não apenas do vencedor.

 

Como Steven Spielberg explicou na apresentação do Melhor Filme, os Oscars não são tudo, e nem sempre é possível honrar todos os filmes que mereciam com uma estatueta dourada. A falta de consenso que se tem registado pode não só demonstrar que estamos perante um forte conjunto de nomeados, como há espaço para reconhecer todos (ou bastantes). E toda esta experiência de grupo teve o seu clímax na actuação final do coro de crianças que reuniu os vencedores no palco, demonstrando que esta foi uma celebração para todos, e não apenas para um grande filme.

 

Na verdade, reitero o que referi supra: os Oscars valem o que valem, e não fazem um filme.  Os filmes que resistirem à passagem do tempo fá-lo-ão por si mesmos, e não por um prémio, como provam tantos clássicos e filmes de culto que nunca sequer foram nomeados.
E que filmes serão relembrados? É impossível saber, só podemos apostar. Contudo, eles mostrar-se-ão na altura certa. Disso não tenhamos dúvidas.

 

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