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Deep Focus - Como fazer um Trailer

por Catarina d´Oliveira, em 27.01.11

 

Um dos pontos fulcrais na envolvência de um filme que quer ter sucesso é a sua campanha de marketing. Posters, releases, outdoors, tudo isto contribui para, como Cobb de Inception descreveu tão bem, criar uma ideia, um parasita resistente na mente das pessoas: “eu quero ver aquele filme”.


Ter um bom trailer, é meio caminho andado para encher uma sala de cinema. De facto, não aconteceu tantas vezes vermos um trailer que nos arrepiou a espinha e depois chegarmos ao filme e adormecemos a meio? Ou o contrário… pôr de lado um filme que até era bom, mas quando vimos o trailer não gostámos.


Enfim… eu cá gosto de pensar que fazer um trailer é como trabalhar numa obra de arte. É verdade que trabalhamos a partir de material que já existe, mas acredito que aquela mistura certa entre a imagem e o som só surge muito raramente.

Um trailer deverá ter entre 30 segundos e três minutos, sendo que o ideal está entre o minuto e meio e os dois minutos e meio. Por pior que o filme seja, tem de ter pelo menos 30 segundos de imagens porreiras numa carrada de horas de filmagem…

 

 

Quando se faz um trailer tem de se pensar grande: “toda a gente tem de querer ver o meu filme!”. Temos de fazer com que o filme pareça maior que a vida e que a alma. E mesmo que o filme não valha um centavo e os espectadores saiam desiludidos, bem… pelo menos foram ver o filme não é?


Para já é preciso saber fazer três coisas:

  • Estudar outros trailers – ver os trailers dos bons filmes, ver os trailers dos maus filmes, ver todo o tipo de trailers. O que é que faz os espectadores irem ver um filme? E o que é que não é apelativo para eles?
  • O que é bom é para se ver – ponham-se aqueles shots mais porreiros, e as linhas de diálogo mais cool. Todavia, é melhor não elaborar muito para explicar o enredo. “Sell the sizzle, not the steak”, como diriam os britânicos.
  • Construir à volta da criatividade – vamos supor que o nosso filme é sobre um mago que lança um feitiço maluco a um caranguejo arraçado de escaravelho que fica gigante e começa a atacar vilas e depois grandes cidades. O trailer deveria mostrar: 1º) o mago a fazer as suas macumbas (isto de uma forma estilosa se possível); 2º) pessoas a serem atacadas por uma “coisa não identificada”. E pronto, é isso. É tudo o que a audiência precisa de saber. Quanto menos se mostrar, mais curiosidade desperta. É óbvio que não podemos mostrar o escagarelho, nem sequer mencionar que o monstro é um escagarelho. As perguntas terão resposta quando os potenciais espectadores decidirem ir até ao cinema ver o nosso filme.

Não há nada mais importante do que levar o máximo de pessoas possível a ver o filme. Devemos convencer a audiência de que o nosso produto é merecedor do seu tempo e, especialmente, do seu dinheiro. E para isto, não há nada que encaminhe melhor do que um bom trailer.


E depois desta lição rápida sobre como nos prepararmos para fazer um trailer de um filme… vamos lá embora fazer um. Com isso em mente, deixo-vos uma pequena lista com alguns dos “musts” de um Trailer com “T” grande – alguns bons, outros nem por isso.

 

*** *** ***
 

1. Arranjar um senhor com voz grave, melódica e carismática para o Voice Over.

Se não conseguirem, gravem a vossa própria voz e alterem no computador até parecerem padecer de algum mal de garganta funda.
Visto em: (500) Days of Summer.

 

2. Mostrar as melhores partes.

Correu tudo mal durante a produção e acabamos com um aborto em forma de filme. Ainda assim, é preciso pagar os ordenados e as contas, logo, é preciso trazer as pessoas ao cinema. Pegue-se nas melhores partes do filme (explosões, lutas, gritos, choros, por aí fora) e juntem-se todos no trailer. Depois é só fazer figas.
Visto em: Clash of the Titans

 

 

3. Não se preocupem com os Spoilers.

Nesta era em que a circulação de informação ultrapassa tudo e todos, é preciso fazer um filme dentro de um poço para manter segredo sobre o seu enredo, personagens, etc por mais do que dois minutos. Dois e meio, vá. Já que é para estragar o factor surpresa, escarrapache-se tudo no trailer. Se morre alguém, vai de se mostrar sangue, explosões e tudo o que haja para oferecer. O mau da fita? Mostre-se também! Se possível, a fazer coisas más para não se ter mesmo dúvidas.
Visto em: Carriers, Red Dragon.


4. Usar a “Lux Aeterna” de Clint Mansell ou “Hello Zepp” de Charlie Clouser.

 As músicas escritas respectivamente para Requiem For A Dream e Saw, são utilizadas repetidamente em trailers de outros filmes. Deve ser um pré-requisito.
“Lux Aeterna” vista em: I Am Legend, Sunshine, The Da Vinci Code, Avatar
“Hello Zepp” vista em: The Box, Valkyrie, Deja Vu.

 

5. Se não é falado em inglês, não avisem ninguém.

Dizer que é estrangeiro afugenta as pessoas. Nos países de língua inglesa eles não querem ler legendas, e nós por cá não queremos ouvir outra cantiga que não a da língua de Shakespeare. Corte-se o diálogo todo e se for preciso, meta-se aquele senhor da voz grossa a fazer voice-over.
Visto em: The Girl With The Dragon Tattoo.


6. Mostrar partes de críticas.

Afinal, um filme pode sempre apoiar-se em algumas críticas sensacionais que o acham o “melhor do ano”. Só não inventem críticos, isso não dá bom resultado.
Visto em: A Single Man


7. Mostrar os efeitos visuais.

Os trailers devem capitalizar sempre os efeitos visuais de maior categoria. Além disso, todos os filmes devem ter efeitos especiais, como bem manda a Bíblia de Hollywood.
Visto em: The Matrix, Tron: Legacy

 

8. Espingardice de nomes, trabalhos passados e reconhecimentos.

 Para os actores, isto funciona à base de prémios. Quanto à realização, a não ser que tenhamos um familiar bombástico no negócio (género Spielberd ou Scorsese), esta coisa dos nomes não tem muito por onde arder. Ninguém quer saber se o filme da afilhada do filho do marido da amante do peixe de aquário do James Cameron… Se forem um realizador famoso, toca de escarrapachar os trabalhos passados todos, mesmo que o filme presente não preste. Ao menos é bom lembrar que fizemos algo bom.

Visto em: Avatar, Black Swan

 

9. Colocar taglines portentosas.

Os trailers não são nada sem aquelas frases magistrais (às vezes bem ranhosas) que acompanham o desenrolar dos acontecimentos. Na altura em que escrevo isto, lembro-me novamente de Clash of the Titans, cujo mote era “Titans will clash”… mas depois devem ter reparado que era demasiado óbvio e mudaram para “Damn the Gods”, que é apenas.

Visto em: Ah, todos os filmes basicamente.

 

10. Mostrar cenas que não aparecem no filme.

 Um bom passatempo para quem é apaixonado pelo cinema e não tem muito que fazer é ver um filme e rever o seu trailer à procura daquelas cenas que o nosso inconsciente não esqueceu enquanto víamos o filme. A parte má? Às vezes são as nossas partes favoritas do trailer.

Visto em: Predators

 

--- " --- " ---

 

E pronto, a lição está dada por hoje. Dúvidas? Reclamações? Mais algumas sugestões?

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