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Point-of-View Shot - Love Actually (2003)

por Catarina d´Oliveira, em 24.12.10

 

"It seems to me that love is everywhere. Often, it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know, none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaky feeling you'll find that love actually is... all around."


Porque é Natal, apetece-me ser completamente parcial e ignorar todas as regras e rigores técnicos e partilhar convosco outro dos meus filmes favoritos, desta vez, o meu guilty pleasure.

 

O amor está em todo o lado. Está no ar, na água, no sol, na chuva, na música. Está em casa, nos aeroportos, no trabalho, na escola. Está sob todas as formas: ingénuo, platónico, sincero, sexual, proibido, sacrificado, silencioso ou exagerado. Esta é a grande premissa de Richard Curtis, o mesmo homem que escreveu três gigantes das comédias-românticas ‘recentes’: Four Weddings and a Funeral, Notting Hill e Bridget Jones' Diary.


Estamos na época natalícia em Inglaterra e seguimos dez histórias de amor paralelas. Uns casam-se, outros separam-se, outros preparam-se para encontrar a sua metade, outros estão loucamente apaixonados, outros sentem-se sozinhos. Vemos faces do amor que quase nunca consideramos, e aspectos tão intrincados das relações humanas que muitas vezes são negligenciados. Rimos, choramos, apaixonamo-nos e vemos a paixão no seu aspecto mais puro.


Love Actually, o filme de que vos falo, disseca todos os aspectos do amor como nenhum outro o fez, explorando-o em inúmeras nuances.

 

 

O preview do filme mostrou Hugh Grant a dançar, Colin Firth a sorrir, Emma Thompson a ver através da traição do marido, Laura Linney a vibrar de alegria. "Ok, tem um ar desembaraçado porém inteligente", mas ficamos a imaginar… como é que juntaram toda esta gente? No final de contas, existe ainda muito mais do que apenas estes actores de peso, incluindo pequenas personagens com enredos secundários que nos fazem sorrir e ligações meigas e carinhosas que equilibram o restante elenco cheio de estrelas e histórias maiores.

 

Há tantas situações inevitáveis como um concerto escolar, uma festa de escritório, um jantar de família, o miúdo apaixonado por uma rapariga que nem sabe o seu nome, e todo o tipo de encontros acidentais que possamos imaginar; e todos eles, tomam parte dominante na construção do charme natural desta fita que é impossível odiar.

 

É óbvio que, ainda que seja um dos meus filmes favoritos e sem dúvida “o” meu filme de Natal, tem as suas faltas: às vezes as piadas são forçadas, e algumas situações aproximam-se demasiado na natureza sitcom. Mas a combinação de um argumento inteligente, um elenco com talento colossal e um tema encantador – o Amor em várias das suas formas – torna este filme numa das experiências mais interessantes, tocantes e divertidas que se nos propõem nos tempos festivos (e em qualquer altura do ano para dizer a verdade).

  

 

Todos os personagens nos parecem velhos amigos, e para contar tantas histórias Curtis utilizou, sem dúvida, música lamechas, velhos clichés e muitos finais felizes. Todavia nada disso parece importar quando estamos num filme que nos faz sentir tão bem. Nem o final de alguns personagens, que fica a escassos centímetros de ser exagerado, consegue deitar abaixo esta obra que mostra que o Amor é das coisas mais belas com que nos podemos deparar. Ainda assim, não é sinónimo de felicidade ou perfeição, e não é um conto de fadas – também assistimos a casos de sacrifício, perda e decepção.

 

Todos os presentes se juntam de alguma maneira, seja directamente ou por amizade, ou apenas estando lá naquele segundo precioso para que tudo aconteça como devia. E assim, apesar de um olhar profundo notar que algumas situações não são as mais verosímeis, nada é forçado… apenas mágico. Não existe um único frame cínico neste futuro clássico que se dirige, sobretudo, a todos aqueles que perderam a fé nos finais felizes


Love Actually não tem muita acção, mas compensa com linhas de diálogo mágicas, um sentido de humor bem britânico e uma gigantesca porção de citações de e sobre o amor manter-vos-ão atentos, a sorrir (as bochechas chegam a doer de tanto sorrir), por vezes com a visão embaciada das lágrimas que teimam em formar-se.

 

 

É inútil falar do elenco quando este é tão vasto e tão talentoso. Emma Thompson, Hugh Grant, Alan Rickman, Liam Neeson, Colin Firth, Laura Linney… e continua! Mas não podia deixar passar o grande brilharete de Bill Nighy como o roqueiro que adapta o clássico “Love is All Around” à quadra natalícia com tanto… requinte.

 

Algumas notas técnicas muito breves são imperiais em relação à direcção artística (que passa tanto do espírirto de Natal, ainda que este não seja o tema central do filme), a fotografia (Londres está lindíssima como pano de fundo para este romance pós-moderno) e à banda sonora fantástica (que inclui Beatles, Joni Mitchell, Dido, The Beach Boys, Norah Jones, Santana, e muito mais).

 

Este é um daqueles filmes que raramente aparece nas salas de cinema. É uma fita que vem redefinir o conceito de comédia romântica em toda a sua extensão. Curtis tentou criar um brilho especial que acompanha apenas alguns filmes mágicos. Ele quis que as pessoas saíssem do cinema a flutuar, a pensar em romance, a sorrir por fora e por dentro. Vejam o filme com alguém e olhem em volta. Mission acomplished.

 

 

Love Actually é irresistível, e teriam de ser o velho Scrooge para conseguirem não sorrir durante e depois, quando já passam os créditos finais.

 

Às vezes não precisamos de um dramalhão, de um thriller irrequieto ou de uma comédia para rir a bandeiras despregadas. Às vezes a única coisa que precisamos é um filme que nos faça companhia e nos faça sentir felizes e seguros. Love Actually faz parte de uma raça rara de filmes: aqueles que são imunes à negatividade. E seja para ver de braço dado com a nossa mãe, ao monte no sofá com os irmãos ou de mão dada com o nosso Amor, Love Actually luta contra todas as probabilidades e humildemente mostra que o amor está mesmo por todo o lado.

 

Sem vergonha, sem medo, e sim... completamente embriagada pela mensagem, a época festiva e o sentimento que me despertou... sai uma nota máxima.

 

10/10

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