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A pedido de alguns leitores tentarei fazer uma pequena dissertação acerca das regras de selecção de Melhor Filme Estrangeiro pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. E se pensávamos que o processo normal eram complicado… esperem só até conhecerem este!

 

Definição de Filme Estrangeiro Segundo a Academia:
Um filme de língua estrangeira é definido como uma longa metragem produzida fora dos Estados Unidos da América com dialogo predominante em outra língua que não inglês.


A categoria de Melhor Filme Estrangeiro sempre foi, digamos que, problemática e não precisamos de recuar muito no tempo para descobrir porquê. Basta recordarmos “exclusões escandalosas” como Persepollis, Lust Caution ou Cidade de Deus. Este ano, apesar de algumas mudanças e menos objecções, ainda se levantaram protestos especialmente violentos, consequentes da exclusão do filme italiano Gomorra.


Vejamos primeiro como as coisas eram.

 

 

Daquele que, para facilitar a compreensão, chamarei “grupo de votantes da 1ª Fase”, faz parte qualquer membro da Academia que tenha visto um determinado número de filmes estrangeiros concorrentes nesse ano. Salvo erro, teriam de assistir a pelo menos 80% dos candidatos.


Bom, inicialmente, o grupo escolhia, de entre dezenas de candidatos, cinco nomeados. Sem espinha, sem processos complicados. No entanto, o processo de selecção sofria acusações constantes declarando, muitas vezes e como sempre, que alguns dos melhores candidatos ficavam de fora.


Há dois anos a Academia resolveu finalmente fazer algumas alterações: o processo passou a desenrolar-se em duas fases. Em vez de cinco, as centenas de membros poderiam agora escolher nove candidatos. Posteriormente, desses nove seriam escolhidos cinco por um restrito e separado comité executivo de 20 membros (10 escolhidos aleatoriamente do grupo anterior e 10 convidados especiais de Los Angeles e New York).


Mais espaço na lista, menos espaço para injustiças e subsequentes protestos certo? Errado. É que, aumentar o número de escolhas possíveis não torna o quadro de votantes menos conservador. Sim, conservador. Muitos dos grandes filmes excluídos versam, de facto, sobre realidades problemáticas ou desconfortáveis: Cidade de Deus, Persepollis ou 4 Months, 3 Weeks & 2 Days.

 

 

Em 2008 as regras voltaram então a ser alteradas de forma às mudanças entrarem em vigor a partir da cerimónia de 2009. Então, este ano, a coisa processou-se da seguinte forma:
O “grupo de votantes da 1ª fase” deixa de escolher nove candidatos para passar a escolher apenas seis. Os restantes três são escolhidos pelo comité executivo dos Filmes Estrangeiros.


Mark Johnson, o presidente do comité dos Filmes Estrangeiros admite que o “grupo de votantes da 1ªfase” é historicamente muito mais conservador e, ao delegar maior poder ao comité executivo (permitindo-lhe escolher desde logo três filmes) que é desde logo mais “aventureiro”, poderia equilibrar um pouco mais a balança - veja-se ainda que as nomeações do comité executivo são posteriores às do grupo da 1ª fase, pretendendo assim que, para o caso de um filme aclamado não estar entre os 6 escolhidos ainda poder entrar na corrida.


Depois numa segunda fase, um outro grupo distinto dos anteriores reduzirá os candidatos a cinco nomeados.
Tudo resolvido?
Bom… ainda parece que não. Mas ao menos já parece que as coisas estão melhor encaminhadas.
 

 

A escolha dos filmes é ainda subordinada a outros preceitos e regras de cariz mais…técnico que justifica a ausência de alguns grandes títulos. Segundo as regras oficiais:


A gravação de diálogos bem como o filme no seu todo devem ser predominantemente falados numa língua(s) nativa(s) do país, excepto em Inglês. (The Band’s Visit de Israel, um dos grandes candidatos do ano passado  foi considerado não elegível por apresentar demasiados diálogos em inglês)

 

O país que submeter um filme deverá certificar-se de que (grande parte) da equipa criativa seja constiuída por cidadãos ou residentes do país. (Lust Caution da Tailândia foi obrigado a ser retirado da corrida [sendo substituído por Island Etude] porque alguns membros chave da equipa criativa não eram nativos do país)

 

Sinceramente... até concordo com estas regras. Afinal, se é filme estrangeiro, a bem que o seja mesmo. Essa parte compreendo e até acho muito bem (tirando alguns casos em que a Academia possa ter sido um pouco radical nas exclusões...)


Contudo ainda me parece que a Academia podia refinar o processo, e apesar de também compreender a dificuldade de visionamento de um tão grande batalhão de filmes, penso que a submissão de apenas UM filme por país é, por vezes, demasiado castradora. Lembro-me agora de um grande ano passado para a França com La Vie en Rose, Le Scaphandre et le Papillon e Persepollis; ou este ano com Entre Les Murs e Il Ya Longtemps que Je t’Aime....


As regras são revistas cuidadosamente todos os anos de forma a encontrar a melhor maneira de eleição dos nomeados. Vá lá, não sejamos mauzinhos. Nós protestámos e eles tentaram ir alterando progressivamente. Já melhorou bastante e eu cá sou optimista. Os senhores da AMPAS hão-de reconsiderar algumas outras questões “esquisitas”! E afinal, não será uma utopia imaginar o ano em que os nomeados obtenham absoluto consenso? Parece-me que sim...

 

Mas e vocês? Mudavam mais alguma coisa nesta ou noutras categorias?

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Não são poucas as vezes que damos por nós a questionar o funcionamento do processo de selecção de nomeados para os conceituados prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A mais recente questão surgiu com a (aparente) dubiedade da nomeação de Kate Winslet para Actriz Principal com o filme The Reader, para o qual tinha sido nomeada em vários outros prémios, como Actriz Secundária.


Para esclarecer esta e outras questões (por exemplo a exclusão do lote de nomeados do aclamado The Dark Knight), resolvi explicar o mais sucintamente o processo de selecção dos nomeados que, qcreditem…não tem nada de simples!


O complicado processo tem como objectivo primário fazer com que todos os votos contem. Desde 1936 a Academia faz-se valer do Sistema de Votos Preferenciais, no qual os votantes escolhem os seus 5 favoritos em cada categoria.

 


Bom, segundo a Academia, cada “grande grupo” vota na sua categoria, ou seja, realizadores votam em realizadores por exemplo. A única excepção é a categoria de Melhor Filme, no qual TODOS votam.


Os votantes escolhem os seus 5 filmes/actores… e colocam-nos por ordem de preferência, porque, apesar de se colocarem 5 escolhas, apenas uma será contada.


Acabados os prazos das votações, é hora de recolher as cédulas de voto e começar a peculiar contagem dos votos.Foquemo-nos numa categoria em particular para ser mais fácil a compreensão. Por exemplo, Melhor Actor.


1222 votantes no ramo dos Actores. Este número é depois dividido por 6, ou seja, os 5 nomeados + 1. Ficamos assim com 203, ao qual somamos 1, finalmente ficando com 204, o número chave. E porquê? Porque, para um Actor ser nomeado, tem de ocorrer 204 vezes em primeiro lugar entre as 1222 listas iniciais.

 

(Uma cédula de Votação da 75ª Edição dos Oscars)


A partir daqui, todas as cédulas que voltarem a colocar este Actor em primeiro lugar são postas de lado, já que, uma vez que já está nomeado, não necessita de mais votos. O que fazer então? Bom, começam a considerar-se as escolhas seguintes, hierarquicamente.


É muito pouco provável que terminada a primeira ronda pelos 1222 votantes, tenhamos 5 actores com os 204 votos necessários à nomeação.  Então, nesse caso, vão contar-se os 2ºs lugares, depois os 3ºs e assim por diante. No entanto devemos sublinhar que é muito provável que os nomeados estejam decididos nas primeiras voltas, sendo os últimos nomes da lista "ignorados".


Assim já me parece mais fácil de compreender a ausência de grandes nomes ou grandes filmes nas listas de nomeados, demonstrando que não há, necessariamente, injustiças ou faltas de reconhecimento.

 

 

Mais algumas nuances importantes e…interessantes:

  • Existem categorias com sistema de votação diferente, como os filmes de língua estrangeira ou os documentários.
  • Para ser efectivamente nomeado, mesmo tendo muitos 2ºs lugares, o concorrente tem de ter pelo menos 1 primeiro lugar. Afinal se ninguém o tivesse votado como Melhor Filme/Actor/Realizador…, é porque talvez não fosse mesmo.
  • Alguns sistemas de votação atribuem aos diferentes lugares uma pontuação correspondente (ex.1º lugar – 10 pts; 2º lugar – 8pts). Este sistema não funciona dessa forma.
  • Erros de escrita não são penalizados; o mesmo não acontece quando o voto é ambíguo ou confuso (ex: votar na prestação de Angelina Jolie em Revolutionary Road)

Passando agora aos casos actuais, comecemos por The Dark Knight.

 

 

Pessoalmente, não seria uma das minhas escolhas para Melhor Filme como já tive a oportunidade de explicar. Não obstante, considero-o um dos filmes do ano, como, aliás, acontece com muita gente. O que se passa então é que, podendo ser um dos filmes favoritos, The Dark Knight foi poucas vezes O favorito. Teoricamente, até podia ter estado em todas as listas (ocupando 4ºs e 5ºs lugares por exemplo), nunca ficando nomeado.
 

Quanto à questão da Kate Winslet, tanto no que respeita à (1) dúvida quanto ao papel principal/secundário de The Reader como no que respeita à (2) preferência deste em detrimento de Revolutionary Road, já explicado o processo de votação é mais fácil supor o que possa ter acontecido.

 


Sem serem preciso grandes explicações da minha parte, deixo-vos 3 das 7 regras especiais para a eleição de Actores que já desfazem por si só muitas das dúvidas:


3. A performance por um actor ou actriz em qualquer papel poderá ser elegível quer para papel principal, quer para secundário. (…)
4. Os votos dos papeis principais e secundários são tabelados simultaneamente. Se alguma performance receber os votos necessários em duas categorias (ex: Kate Winslet em The Reader como actriz principal e como actriz secundária), contará apenas aquele que tiver atingido mais rapidamente o valor necessário. No caso de se alcançarem os mesmos votos simultaneamente, a performance será considerada principal/secundária conforme a percentagem  total de votos.
5. Se duas performances do mesmo actor (ex. Kate Winslet em The Reader e Revolutionary Road) receberem votos suficientes para figurar numa determinada categoria, apenas uma performance será nomeada, utilizando-se o processo de tabulação preferencial.

 

*** *** ***

Mais esclarecidos? Espero que sim! Eu pelo menos fiquei! E sinceramente, mais descansada. Desta forma várias questões acerca de injustiças ou "aldrabices" caem por terra! Temos de admitir que, complicado ou não, o sistema acaba por ser justo. Afinal, cada um de nós, mesmo gostando de determinado conjunto de filmes, estabelece uma hierarquia. "Este é o meu preferido. Aquele vem logo a seguir". E sendo os Oscars a distinção dos Melhores ou, se preferirem, dos Favoritos, é realmente justo que um filme que seja evocado muitas vezes como "o primeiro" esteja entre o lote. Independentemente da nossa opinião.

 

Para os curiosos ou interessados, podem consultar ou fazer download da lista das regras de elegibilidade:

 

Consulta Regras Oficiais

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