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Oscars 2013 - Nomeações - Surpresas e Ausentes

por Catarina d´Oliveira, em 10.01.13

Vocês já conhecem bem o meu discurso, e não quero parecer bipolar ao partilhar este post convosco.

 

Sim continuo a achar que a Academia até podia nomear os “Morangos com Açúcar” para Melhor Filme se quisesse, que eu ia, dentro dos possíveis respeitar, o que não significaria que para mim os Moranguitos fossem os melhores do ano.

 

Mas também sim, gosto de comentar os acontecimentos dando o meu ponto de vista, partilhando aquelas que eram as minhas expectativas e/ou esperanças, e aquelas que foram atingidas e aquelas que nem passaram lá perto.

 

Ora quase todos os anos nos queixamos que os Oscars são sempre a mesma treta, cada vez mais previsíveis – uma vez que já todos os prémios foram entregues pela altura que eles acontecem, mas não só por isso. Este ano a Academia quis fazer diferente, e quis fazer diferente não só ao alterar processos de voto em muitas categorias, mas também - e isto é crucialmente importante, notem – ao antecipar a revelação das suas nomeações cerca de duas semanas. A consequência mais direta é que ainda não foram revelados os vencedores dos “rivais” Globos de Ouro, a mais indireta é que havia assim muito mais espaço para surpresas… e se as houve este ano!

 

Desde concorrentes aparentemente desaparecidos que renasceram das cinzas até aos absolutamente certos que, afinal, não eram assim tão certos, há de tudo um pouco na lista final de nomeados que foi anunciada hoje, e que pode ser consultada na íntegra aqui.

Como dizia o outro, "Prognósticos, só depois do jogo", por isso neste post partilho convosco alguns pensamentos rápidos sobre aquelas que foram para mim as maiores surpresas (positivas e negativas) do dia.

 

*** *** ***

 

 

“SILVER LININGS PLAYBOOK” x 8
Gostei bastante do filme de David O. Russell, como poderão ter oportunidade de observar na minha crítica ao mesmo… de todo o modo, nem nos meus sonhos mais loucos era capaz de imaginar que surgiria como o 3º filme mais nomeado do lote. Uma boa surpresa, ainda que as indicações do realizador e da secundária Jackie Weaver me tenham parecido um tanto ou quanto puxadas a ferro, tendo em conta outros concorrentes que ficaram de fora.

 

“AMOUR” (Filme, Atriz e Realizador)
Bom, esta não é propriamente uma surpresa, mas é uma boa confirmação. Um belo retrato cru e profundamente humano de Haneke que, além da presença já esperada no grupo de Filmes Estrangeiros, aparece em destaque em mais 3 categorias centrais - aliás, a presença no grupo do "Melhor Filme", pelo menos logicamente, parece assegurar a vitória na categoria de "Melhor Filme Estrangeiro".

 

JOAQUIN PHOENIX (Ator Principal)
Racionalmente, não é uma surpresa, porque até sou de opinião que Joaquin Phoenix tem uma das duas ou três melhores interpretações do ano… mas os seus célebres impropérios dirigidos à Academia pareciam ditar fatalmente o seu afastamento. Felizmente, parece que há por lá gente pronta a abstrair-se de tal coisa, e fico muito contente por isso.

 

“THE PIRATES! BAND OF MISFITS” (Animação)
Não é propriamente uma surpresa feliz, pelo menos a meu ver, mas é, de facto uma surpresa. É o ano do stop-motion, já se viu… mas escusava de ser assim tão literal, quando títulos aparentemente mais fortes ficaram de fora – não conheço alguns dos estrangeiros, mas estava à espera de ser surpreendida, quiçá, pela irreverência de” A Liar's Autobiography: The Untrue Story of Monty Python's Graham Chapman”.

 

“MIRROR MIRROR” (Guarda-roupa)
Agora que eu já o tinha recalcado bem lá no fundo da minha mente… voltou para me assombrar. Não sou a pessoa certa para falar sobre guarda-roupa, mas este, além de ser vistoso e colorido… nem sequer me entusiasmou para os padrões da categoria.

 

MELHOR ATRIZ 

Que alegria foi ver neste conjunto a petiz mas enormemente carismática Quvenzhané Wallis, de “Beasts of the Southern Wild” e a afetante Emmanuelle Riva de “Amour”. A curiosidade extra: tornaram-se automaticamente, a nomeada mais velha (85 anos) e mais nova de sempre (Wallis tem agora nove anos, mas tinha apenas cinco quando se submeteu à audição para o papel de Hushpuppy).

 

 

 

CATEGORIA DE REALIZAÇÃO
A categoria de que se fala, e a categoria que podia ser perfeitamente refeita só com o efeito sonante de vários dos seus ausentes. Primeiro os mais gritantes: Kathryn Bigelow (“Zero Dark Thirty”) e Ben Affleck (“Argo”) eram tidos em todas as listas de previsões como “os assegurados”, incluindo na minha (apesar de ainda não ter visto o filme de Bigelow).Guess what? Ficaram pelo caminho…
Tom Hooper (“Les Misérables”), que tinha voltado a ganhar alguma força pela nomeação do Sindicato dos Realizadores também não conseguiu lugar entre os nomeados. Ainda assim, e num ano tão competitivo, penso que a ausência é totalmente justificada, apesar de ter ficado do lado da barricada da audiência que gostou do filme.
Da minha parte pessoal, lamentei, todavia, não ver por lá Paul Thomas Anderson (“The Master”), Quentin Tarantino (“Django Unchained”) ou mesmo – vá já estou a puxar a corda – Wes Anderson (“Moonrise Kingdom”).

 

JOHN HAWKES (Ator Principal)
Não sei bem de quem é que abdicava… mas o John Hawkes tinha de lá estar, isso é certo.

 

MOONRISE KINGDOM (Filme)
Tivemos nove nomeados… podia haver mais um, e não consigo perceber como é que, depois de se ter nomeado no passado “Extremely Loud, Incredibly Close”, não conseguiram chegar a um décimo filme que me parece a todos os níveis melhor que esse…

 

LEONARDO DICAPRIO (Ator Secundário)
Sou fã de “Django Unchained”. Assumidíssima. Posto isto, quero dizer que já chega de ostracizar o Leonardo DiCaprio destas lides… O homem está, dia após dia, a tornar-se num ator imenso, e parece que há alguém (ou “alguéns”) que se recusa a ver isso. Surgir uma dupla nomeação de um filme numa só categoria é raro, apesar de já ter sucedido, se a memória não me atraiçoa. Mas visto que Christoph Waltz até já foi nomeado e ganhou (com um papel superior e mais vistoso), talvez trocasse os colegas de elenco na nomeação – absolutamente nada contra Waltz aqui, atenção; trata-se apenas de um reconhecimento que já é mais que merecido para com DiCaprio, a meu ver.

 

THE MASTER (Filme; Fotografia; Banda sonora)
No que respeita a Melhor Filme, a mesma justificação que dei acima, para a ausência de “Moonrise Kingdom”. Relativamente a fotografia e banda-sonora… é admitido que ainda não vi todos os filmes, mas pelo material a que tenho tido acesso, bem a banda-sonora nem a fotografia de “Lincoln” me parecem chegar ao nível praticado no fabuloso filme de PTA.

 

HOLY MOTORS & TABU (Filme Estrangeiro)
Já se sabia que não iam estar nomeados, porque nem sequer foram submetidos pelos seus países… mas é um crime que dois dos melhores filmes de 2012 não possam, pelo menos, ser recordados numa cerimónia destas.

 

CABIN IN THE WOODS (Argumento Original)
Long shot, eu sei. E na Academia ninguém gosta de terror, também sei disso. Mas “Cabin in the Woods” não só é um excecional argumento original (no sentido de “não-adaptado”), como é, de facto, um dos argumentos mais originais do ano (no sentido de diferente, singular e extraordinário).

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Oscars 2012 - Nomeações - Surpresas e Ausentes

por Catarina d´Oliveira, em 24.01.12

Todos os anos toda a gente se queixa que os Oscars são cada vez mais previsíveis, e parece que os senhores da Academia se juntaram para poderem dizer “ai é? Então tomem lá disto!”, porque a edição de 2012 dos Oscars parte do seu lote de nomeados com muitas presenças e ausências inesperadas.


Desde concorrentes aparentemente desaparecidos que renasceram até aos praticamente certos que afinal não eram assim tão certos, há de tudo um pouco na lista final de nomeados que foi anunciada hoje há poucas horas e que pode ser consultada na íntegra aqui.

 

Como dizia o outro, "Prognósticos, só depois do jogo", por isso neste post partilho convosco alguns pensamentos rápidos sobre aquelas que foram para mim as maiores surpresas (positivas e negativas) do dia.

 

 

 

Bridesmaids

O hype que se vinha formando à volta de Bridesmaids vinha a indicar a sua possível e irreverente presença na cerimónia dos Oscars. O dia de hoje trouxe a confirmação sob a forma de duas nomeações de grande importância - Actriz Secundária e Argumento Original.


Tinker Taylor Soldier Spy

Se calhar, esta é mais uma surpresa para mim do que para a maioria de vocês. Ainda não vi o filme, mas não me parecia do género "awards season". A nomeação de Gary Oldman é simultaneamente inesperada mas também bem-vinda - por incrível que pareça é a sua primeira, e será sempre vista como uma homenagem à sua longa carreira.

 

Extremely Loud and Incredibly Close

Mais uma vez - ainda não vi o filme, mas também nunca o imaginei bem como "oscar material", até porque as críticas nem têm sido assim tão boas. Achei mais que era um daqueles feel-good movies que tinham uma imensa produção por trás, mas pelos vistos, fiz um julgamento errado. Apesar de só partir para a luta com duas nomeações, são duas indicações importantíssimas - Melhor Filme e Actor Secundário.


The Girl with the Dragon Tattoo

Não estava com grandes esperanças no seu sucesso na Academia, apesar de ter gostado muito da visão alternativa de David Fincher do universo criado por Stieg Larsson. Mas afinal de contas, acabou mesmo por conquistar lugar em categorias importantes - fiquei contente com a indicação da Fotografia e especialmente de Rooney Mara para Melhor Actriz. Cinco nomeações já é coisa para deixar uma pessoa orgulhosa, mas não percebi bem a ausência na lista de Melhor Filme ( na verdade até percebo por causa do processo de votação da Academia, mas não concordo com a ausência, é mais isso). Tenho pena, acho que era uma indicação merecida tendo em conta o panorama geral. Ah, e já quase me esquecia... o "roubo" na categoria de Banda Sonora Original é criminoso.

 

The Tree of Life

Foi uma surpresa, porque pensava que a obra-prima de Malick estava a desaparecer da mente de toda a gente - sem eu perceber como, mas claro, temos de respeitar. Para minha grande felicidade, surgiu em força nos Oscars com três nomeações de importância vital - Melhor Filme, Realizador e Fotografia. Se fosse eu a escolher, levava todos os três Oscars para casa.

 

Chico&Rita e A Cat in Paris

Provavelmente não tinham ouvido falar destas duas animações - eu só tinha ouvido falar de uma, e foi bem ao longe, confesso. Ainda assim, conseguiram um lugar na categoria de Melhor Animação tomando o lugar de um pequeno filme chamado... Tintin. Não foi um ano particularmente feliz para a animação (pelo menos para a mais mainstream), mas é bom ver duas presenças refrescantes na lista.

 

 

 

Tintin

Falava-se da presença irrefutável na lista de Melhores Animações... e o tiro saiu pela culatra. Em vez de Tintin, temos um gato com botas acompanhado de dois ilustres desconhecidos e mais um panda lutador. O vencedor da noite deverá ser, porém, um lagarto.

 

Melancholia

Perdeu todo o gás que tinha aquando do seu lançamento, mas continuava a defender-se com as boas críticas que recebeu... de qualquer das formas, as boas críticas são a única coisa de que se vai poder gabar no futuro.

 

Drive

Apenas com uma nomeação técnica (Edição de Som), Drive é um ausente de peso, especialmente nas categorias de Melhor Filme, Actor Principal (Ryan Gosling) e Secundário (Albert Brooks). O falatório que se tinha gerado à sua volta, acompanhado de alguns prémios que vinha a arrecadar, tem vindo a esfumar-se, e os Oscars oferecem-lhe um prémio de consolação muito, muito desenxabido. Ryan Gosling é "roubado" pelo segundo ano consecutivo (no ano passado com Blue Valentine).

 

Leonardo DiCaprio (J. Edgar) e Michael Fassbender (Shame)

Confesso que não vi ainda nenhum dos dois filmes em questão, mas as interpretações de DiCaprio e Fassbender têm sido bastante prezadas pela crítica.

 

Tilda Swinton (We Need to Talk About Kevin) e Elizabeth Olsen (Martha Marcy May Marlene)

Acho que 2011 foi um ano para mais tarde recordar no que respeita a interpretações femininas. Nenhuma das nomeadas merecia que a retirassem - a única questão é que este era um ano em que precisávamos de ter umas 10 (ou mais) Senhoras nesta categoria. Uma delas seria Tilda Swinton pelo seu papel avassalador em We Need to Talk About Kevin; outra seria a jovem Elizabeth Olsen que nos ofereceu um retrato polidíssimo e profundo em Martha Marcy May Marlene.

 

Take Shelter e 50/50

O primeiro foi um dos filmes com melhores críticas este ano e com grande reconhecimento pelo papel interpretado por Michael Shannon, o segundo foi a comédia mais arriscada do ano que sonhava com uma indicação para Melhor Argumento Adaptado. Infelizmente, ambos seguem caminho sem qualquer nomeação.

 

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Master Shot - Surpresas e Roubos dos Oscars 2011

por Catarina d´Oliveira, em 03.02.11

 

Antes de mais, tenho de saudar a Academia pelas escolhas feitas este ano na lista de nomeados. Um trabalho bastante bom que inclui filmes para todos os gostos e feitios. Contudo, como acontece todos os anos, há surpresas e ausências, e este ano não foi excepção. Neste artigo partilho convosco as minhas frustrações e alegrias no que respeita aos maiores roubos e maiores surpresas que a Academia me reservou.

  

ROUBOS

  

 

 

Porque merecia nomeação? É quase fácil não reparar que é Ryan Gosling um dos protagonistas de Blue Valentine – o actor é um verdadeiro camaleão e desaparece completamente nas imensas camadas sensíveis de Dean. Bad move, Academia. Distinguir Michelle Williams e ignorar Ryan Gosling demonstra que todo o sentido de Blue Valentine foi perdido nos visionamentos. É claro que lá porque um actor é nomeado, os outros não têm de ser. Mas este é um todo constituído por duas partes; duas pessoas apaixonadas e que se desencantam; uma dinâmica disfuncional mas apaixonada que foi violentada ao preferir um ao outro.

 


  

Porque merecia nomeação? Tenho de admitir: ainda não tive a oportunidade de assistir a Tron:Legacy. Todavia, já pude ouvir a sua banda sonora original completa e tenho a dizer-vos que é, sem dúvida, das melhores do ano. Já que a Academia abriu horizontes para a banda sonora com bases electónicas de The Social Network, seria de esperar que reconhecesse este conjunto de músicas inovadoras e pulsantes com um cheirinho a techno criadas pela dupla francesa Daft Punk… mas não. É uma pena.

 


 

Porque merecia nomeação? Devo admitir que não sou a maior fã de The Social Network. Admito que foi um dos eventos cinematográficos do ano, e que tem inúmeras qualidades; contudo, a mim não me tocou especialmente e não me disse tanto como outros filmes. Todavia não pude deixar de ficar um pouco revoltada com a não nomeação do fantástico secundário de Jesse Eisenberg e que deu todo o coração à fita. Garfield é um daqueles actores que pensa no que faz, e que se entrega de alma e coração aos seus personagens, surgindo como uma das grandes revelações de 2010. Talvez o personagem Eduardo tenha andado muito passivo até ao terceiro acto – mas que terceiro acto! Mas é a vida. Quem é que precisa de um Oscar quando se é o Homem-Aranha?


 

Porque merecia nomeação? Volto a reforçar, ainda não vi Tron:Legacy, mas também não sou cega e já vi bastantes vídeos e material promocional. Entre os cinco nomeados, se excluirmos Inception (justíssimo nomeado) e Hereafter (ainda não vi, por isso não opino), nenhum dos outros três filmes tem um nível de efeitos visuais sequer próximo do de Tron. Não que estejam mal apetrechados, antes pelo contrário; todavia, o nível de tecnologia empregue em Tron é apenas comparável a Avatar, tornando estes dois filmes em marcos essenciais na história no cinema. A crítica não gostou do filme caracterizando o enredo como “desorganizado” e “sem-sentido”, e é provável que não seja uma história arrebatadora… mas é sem dúvida um dos filmes com melhor aspecto do ano.

 

 

 

Porque merecia nomeação? É verdade que este thriller de Martin Scorsese não é material para agradar a gregos e troianos, mas mesmo que ignoremos as categorias principais, como é possível não distinguir os seus méritos técnicos? Nada para a edição de Thelma Schoonmaker, nem para a direcção artística de Dante Ferretti, nem para a fotografia de Robert Richardson: Nada de nada, e nada para ninguém. Talvez a Paramount tenha andado muito preocupada em promover The Fighter e True Grit e não teve tempo para apoiar este excelente filme numa ÚNICA categoria.


 

 

Porque merecia nomeação? Apenas três filmes foram nomeados este ano para a categoria de Melhor Filme de Animação e sou a primeira a admitir (ainda que Toy Story 3 ou qualquer um dos Toy Stories façam o meu género) que todos os três mereceram inteiramente o seu lugar. Todavia, não posso deixar de dizer que teria ficado muito contente se os votantes tivessem arranjado espaço para incluir um enredo colorido, que nos fez rir e que contou com a presença de inúmeras estrelas na sua dobragem. Se foram nomeadas quatro canções originais este ano, não podiam ter feito o mesmo para a Animação?

 


 

Porque merecia nomeação? Tenho de ser honesta e dizer que nem sequer tinha reparado nesta falha até à altura em que escrevi este artigo. Provavelmente, recalquei. Mas o que é isto?? Como é que é possível que os membros da Academia tenham ignorado a montagem brilhante de Inception? Na verdade, não havia sequer Inception sem o trabalho magnífico e hercúleo de Lee Smith, especialmente no último acto, pela forma soberba como mantém a audiência ciente do que se passa em cinco lugares distintos. É um autêntico crime!

 


 

Porque merecia nomeação? Já foi comparado a (500) Days of Summer (outro injustiçado pela Academia) pela desconstrução de uma relação em decomposição. De qualquer forma, cada um destes filmes é uma “besta” na sua própria liga. Blue Valentine celebra a alegria do início e chora a dor do final numa autópsia a uma relação-cadáver que é o casamento de Cindy e Dean.

 


 

Porque merecia nomeação? E chegámos, inevitavelmente, à roubalheira-mãe disto tudo. Na minha cabeça, quando se fala de Inception, as primeiras palavras que me vêm à mente são: Christopher Nolan. Foi ele a mente brilhante por trás de cada recanto sombrio, e cada laivo brilhante. Sim, Inception recebeu as merecidíssimas nomeações de Melhor Filme e Argumento Original (não que, para minha tristeza, tenha grandes hipóteses em qualquer uma das duas), mas Nolan é um mestre atrás das câmaras provando uma e outra vez o seu estilo cada vez mais singular. A competição é cerrada, é certo… mas imaginam alguém capaz de criar um mundo como o que Nolan criou?
Quero acreditar que estou presa num sonho dentro de um sonho, porque se é mesmo verdade que Nolan não foi nomeado, não há mesmo justiça no mundo.

 

SURPRESAS


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? True Grit foi um bom filme, não se ponha isso em questão. O que se passa aqui é que a Academia adora (obviamente!) os manos Coen e mostrou-se disposta a dar-lhes um presente num ano que não lhes estava destinado. Mais uma vez, não me interpretem mal. Adorei True Grit, mas a realização de Inception não poderia ser preterida a esta.



 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? The Social Network pode ter sido o filme do ano para a maioria dos críticos, mas para a Academia, só atrás de True Grit e especialmente The King’s Speech que liderou o lote de nomeados com umas impressionantes 12 indicações, e criando boas perspectivas para uma grande vitória dia 27 de Fevereiro.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? Este foi um grande ano para as performances principais por parte dos intérpretes masculinos, e a nomeação de Javier Bardem é uma surpresa agradável. A sua performance em espanhol no drama mais que pesado Biutiful mostra que os votantes da Academia estão dispostos a procurar para além do óbvio pelas melhores performances do ano.


 

 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? Depois da ausência total dos Golden Globes (provavelmente pelo lançamento tardio do filme), True Grit regressou em força com umas espantosas 10 indicações aos Oscars – desde actores à realização, à escrita e outros. Em reacção às dez nomeações, as palavras dos Coen foram “Ten seems like an awful lot. We don’t want to take anyone else’s” – nice answer.


 

 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? Na minha óptica, fazer de si próprio não é um grande feito, e é isso que Mark Ruffalo tem feito em muitos (mas não todos) dos seus papéis. Ruffalo apanhou boleia de Annette Bening e Julianne Moore e isso acabou por lhe valer uma nomeação ao Oscar. Justifica-se estar nomeado e Moore não? Não. E justifica-se estar nomeado e Andrew Garfield não? Também não. Pois. Ora cá está um belíssimo presente para uma performance bem descondimentada.


 

 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? De uma forma geral, a Academia demonstra ser bem conservadora nas suas escolhas, pelo que a presença da banda sonora criada por Trent Reznor e Atticus Ross para The Social Network é uma agradável surpresa, ainda que seja uma indicação mais que merecida. A verdade é que esta é uma categoria com tendência para ignorar algumas das bandas sonoras originais mais interessantes e originais ao longo dos anos, mas este ano, em certa medida, estão desculpados (apesar do descalabro que é a não indicação de Tron: Legacy).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? Neste caso, só se fez luz depois de ter assistido ao filme, dias depois das nomeações aos prémios da Academia terem sido reveladas. Dark, twisted e completamente avariado são apenas algumas das palavras que podem descrever a aposta Grega para a 83ª edição dos Oscars. Considerando uma vez mais o conservadorismo do júri, é um autêntico choque ver este drama moralmente depravado entre os nomeados.


 

 

 

 

 

 

 

 

Porque é que foi uma prenda? 127 Hours recebeu muito buzz pela performance tour-de-force de James Franco, mas o filme em si acabou por morrer um pouco na memória de todos assim que os seus minutos de fama passaram. Neste sentido, foi uma surpresa vê-lo incluído no grupo de nomeados para Melhor Filme do ano de 2010. Na minha opinião, é esticar um pouco a corda. Enquanto a fotografia, edição e actuação de Franco são acima da média, o filme acaba por não ter brilho nem a aura que se esperava. Para mim, ainda que tenha gostado, foi uma pequena desilusão, e definitivamente ocupou um lugar que não lhe pertencia este ano.

 

*** *** *** 

 

UMA ÚLTIMA QUESTÃO:

Surgiu-me uma questão quando passava a vista pela primeira vez pelo lote de nomeados. Porque raio é que Hailee Steinfeld recebeu uma nomeação para actriz secundária quando ela é claramente a protagonista de True Grit? Ou vão-me dizer que Jeff Bridges é mais protagonista do que ela? Pois, não é. A nomeação de Bridges é completamente merecida, mas é Steinfeld que carrega o núcleo emocional de toda a trama. Ela introduz, narra, e é pelos seus olhos que vemos toda a história. Enfim…

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  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D