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Deep Focus - Um Retrato das Profissões no Cinema

por Catarina d´Oliveira, em 01.08.11

 

 

Começo este fresco mês de Agosto com duas questões: quantos de vocês é que já viram um filme onde o vosso trabalho é representado? É uma representação realista?

 

O mais provável é que a vossa resposta à última questão seja um “Não” redondo. Retratos irreais, por vezes à beira da fantasia, é aquilo que vemos normalmente no ecrã.

 

De uma forma geral, são seguidos alguns princípios:

  • A filha do chefe é sempre gira e provavelmente veste-se um bocadinho à badalhoca. Vai muitas vezes ao escritório, não para trabalhar, mas para ver o papá, e para se tornar no objecto de desejo daquele novo empregado que começou a trabalhar lá há dois dias;
  • O chefe é rico;
  • Terminar AQUELE projecto importante traz uma promoção imediata;
  • Quando alguém se despede, toca a dizer mal do chefe… na cara dele;
  • Pode-se chegar e ir embora do trabalho a qualquer hora, nem é preciso arranjar desculpas do género “tenho uma consulta”, ou “tenho de ir salvar um gatinho que está preso numa árvore”;
  • Toda a gente trabalha na cama à noite... já enfiados na cama e com o computador ao colo, dá-se logo conta de uma ou duas semanas de trabalho.

Enfim... entre outra panóplia de coisas que estou certa que acontecem mas que agora não me ocorrem.

 

Depois, também temos a questão de algumas profissões aparecerem muito mais do que outras neste meio. Algumas áreas, como o Jornalismo ou a Advocacia por exemplo, são representadas exaustivamente, enquanto outras, andam praticamente desaparecidas.

 

Os argumentistas têm o hábito de usar a profissão como uma forma rápida de definir rapidamente os seus personagens, e, havendo excepções claro, a maior parte usa o trabalho como um atalho para designar tipos de personalidades. Estes são alguns dos maiores estereótipos no Cinema nesta área:

 

 

Contabilista: Nerd tenso. Este personagem será, quase de certeza, alvo de abusos e gozos por parte dos outros e/ou partirá numa aventura que mostrará o seu lado mais selvagem.

 

 

Artista: Sofrido, imaturo, auto-destrutivo e egocêntrico. A vossa história, especialmente se forem músicos, poderá meter um percurso nas drogas e na desgraceira e uma posterior redenção.


Polícia: Já prendeu mais criminosos que o FBI todo junto. Não gosta de ter parceiros, prefere actuar sozinho. Provavelmente teve uma tragédia familiar recente (morreu a mulher ou o filho, ou algo do género), daí uma certa sede de vingança. Não são seguidos nenhuns procedimentos oficiais policiais – afinal as regras não se aplicam a ele. É mestre no manuseamento da pistola, e consegue matar uma mosca a dois km de distância enquanto rebola para trás de um caixote do lixo. Gosta mais de seguir o instinto do que investigar a sério.

 

Professor: Segundo as leis do cinema, é inteligente, reformador, idealista e luta por salvar a sociedade. Ah, e ainda é extremamente atraente e solteiro. Contra todas as probabilidades, torna estudantes delinquentes em grandes promessas. Uma das suas especialidades é discursos motivacionais; no fim do filme, a administração da escola vai estar toda contra ele, mas os alunos vão apoiar-vos, ou qualquer coisa do género.

 

 

Astronauta: Profissional treinado, mas isso não lhe vai valer de muito. A nave onde viaja eventualmente terá problemas e tornar-se-á numa armadilha fatal, não importa o quão avançada possa ser. Em breve vai andar a fugir de aliens maus (por falar nisso, não há outro tipo de aliens), ou de colegas de missão que o traem ou apanham uma doença marada qualquer.

 

Presidente (normalmente, dos Estados Unidos): Incrivelmente carismático e charmoso, e com uma presença que faz com que a audiência queira votar nele, apesar de não existir… Anda em grandes carrões pretos e usa o seu poder para fazer o que quer. Um discurso inspirador faz tudo ficar bem no mundo.

 

Arquitecto: Inteligente, sensível, bonito, apaixonado e no geral, um bom partido. Assume-se que é estável financeiramente. Pelos vistos, os arquitectos são porreiros.

 

 

Director de uma empresa: É estúpido que nem uma porta, mas rodeia-se de homens inteligentes. Provavelmente está envolvido num negócio muito lucrativo mas que vai tramar a vida de muitos outros.

 

Cientista: Bem, aqui temos de considerar duas raças: o inventor louco, brilhante mas que não reúne respeito entre os seus pares; têm laboratório em casa e têm sempre um plano daqueles improváveis que “pode vir a funcionar”… e funciona sempre. Por outro lado temos o cientista maléfico que quer dominar ou destruir o mundo; existe sempre um sidekick esquisito que funciona como escravo/fã número 1; segundo as leis do cinema, morrerá a partir de um dispositivo que ele mesmo criou. Calha assim.

 

Executiva: Workaholic solitária. É fria e cáustica até se tornar mais receptiva quando encontra o “tal”. Estamos presos à noção de que a mulher de negócios é fria e só precisa de um homem para ser feliz (= sexismo).

 

 

Advogado ou Jornalista: Luta incansavelmente pelo bem (ou mal).

 

Ex-comando: O melhor soldado no Vietname, Golfo Pérsico, Afeganistão ou outro conflito qualquer. É especialista em qualquer tipo de armas e mata qualquer um à primeira. Quando esfaqueado ou ferido por tiro, fica aborrecidos como alguém que é pisado na rua, mas volta a recompor-se e o ferimento é esquecido. Já que funciona no modo “Deus”, um destes vale por um exército de 1000 homens. 

 

*** *** *** 

 

Os filmes mainstream têm maior tendência a reafirmar as crenças sobre as diferentes carreiras do que a desafia-las. A familiaridade gera dinheiro, por isso enquanto as pessoas gostarem de contabilistas nerds e arquitectos bonitos, eles vão continuar a aparecer. Por outro lado, também temos de ser realistas: os filmes têm um período de tempo muito limitado para dar informação sobre os personagens, e têm de o fazer em poucas cenas. As séries televisivas, por outro lado, são mais passíveis de mostrar ambientes de trabalho verosímeis uma vez que há tempo para desenvolvimento de personagens e ambientes.

 

Ainda assim, Hollywood poderia tentar representar outras profissões de uma forma realística mas que continuasse a manter-se na base do entretenimento. Afinal, o trabalho é uma grande fatia da nossa vida, e talvez sintamos falta de ver algo onde nos sentimos reflectidos no ecrã...

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