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Point-Of-View-Shot - Doubt (2008)

por Catarina d´Oliveira, em 11.02.09

 

"I will do what needs to be done, though I'm damned to Hell! You should understand that, or you will mistake me."

 

Estamos no ano de 1964 e o carismático e optimista Padre Flynn tenta a todo o custo alterar as políticas rígidas e anti-progressivas da escola de St. Nicholas (Bronx) ferozmente dirigida pela Irmã Aloysius Beauvier. Esta é uma crente inamovível na disciplina, especialmente pelo medo. A mudança ronda St Nicholas; de facto, o primeiro aluno afro-americano acaba de ser admitido - Donald Miller.


Mas os ventos modernos do novo-amado Padre não são as únicas coisas que preocupam a fria Irmã Aloysius: uma jovem e inocente freira confessa à directora que o Padre e o jovem Donald têm passado demasiado tempo juntos em suspeitas visitas “privadas” à reitoria.


Começa então a incessante batalha entre uma freira e um Padre; uma batalha pela verdade, pela fé, pela vontade e pelas dúvidas que ameaçará como nunca destruir a comunidade.

 

 

O que primeiro salta à vista num filme como Doubt, é que estamos perante um autêntico banquete de interpretações. Se Kate Winslet não merecesse há muito a sua primeira estatueta, a minha preferência iria inevitavelmente para um dos pólos dos protagonistas de Doubt: Meryl Streep, e seria este o seu 3º Oscar. Que enormidade! Parece que tudo o que faz acaba em nomeação para uma cangalhada de prémios o que não é para admirar; com 15 (!) nomeações ao longo da carreira, Streep tem o dom, o talento e, especialmente, a humildade de, a cada personagem, gastar todo o tempo necessário para a conhecer e compreender.

 

Cada “retrato” seu sai a cores tão vivas que é quase impossível não os tomarmos por reiais: linguagem corporal, trajeitos, sotaques, maneirismo…tudo minuciosamente estudado, incorporado e derradeiramente, vivido ao máximo. Inesquecível e imperdível. Apesar do seu modesto discurso em contrário, a melhor actriz viva? É bem possível que sim.


Do lado oposto temos Philip Seymour Hoffman, curiosamente, talvez um dos poucos actores de hoje que conseguem manter o ritmo alucinante de Streep. O seu padre Flynn, podendo não o parecer, é uma personagem extremamente complexa, e Hoffman constrói-o confiante e todo ele cheio de compaixão, mas ao mesmo tempo, com um tom incerto que nos faz sempre acabar por…duvidar.


Amy Adams é menos fulgorante (já que o seu papel também assim o exige), mas nem por isso apresenta qualquer défice de qualidade. Antes pelo contrário. Viola Davis é a última peça chave neste poderoso losango representando a mãe de David, e presenteia-nos com uma prestação que, apesar de pessoalmente considerar um pouco sobrevalorizada, é sem dúvida muito reveladora e tocante.
 

 

Apesar de ter sido muito de meu agrado, Doubt não conseguiu impressionar-me. Esperava algo realmente explosivo, e o que vi foi algo “apenas” bom. Talvez Shanley tenha optado por adaptações que não deram tanto a ganhar como podiam; o drama foi em certos momentos esticado a pontos de quase-quebra, e o literalismo das metáforas (a cena do gato e do rato por exemplo) e dos tempos vindouros catastróficos (personificados nas ventanias e tempestades ao longo da acção) pareceram-me um pouco exagerados e pouco adequados à seriedade do filme. Num teatro elementos como estes ou como outros seriam a jóia da coroa; mas muitas vezes, os dons do teatro são as quedas do cinema. Fiquei realmente incomodada e com pena; Doubt tinha a total capacidade de ser para mim o grande filme do ano.


Todavia, é absolutamente redutor considerar Doubt apenas e só marcado positivamente pelas grandes performances; é um filme de importância e relevância extremas; algo que talvez daqui a alguns anos se venha a notar com mais clareza.


Doubt não é de forma alguma um ensaio sobre a pedofilia ou sobre a igreja “castradora”. De facto o tema a que respeita está escarrapachado no próprio título: Dúvida. O conflito entre a Irmã e o Padre não é um conflito de classes ou sexos ou escandalos; é uma guerra entre a mudança e a estabilidade, a rigidez e a abertura à novidade e que aborda a presença da dúvida num mundo de certezas. Shanley não quer que ninguém saia das salas com certezas, e, francamente, alguém o conseguiu fazer?
 

 

É impossível deduzir a partir do artificioso texto ou da excelente interpretação de Hoffman se realmente o Padre Flynn é culpado ou não; ou sequer de quê exactamente é ele susceptível de acusação. Doubt é um daqueles filmes raros que não se limita a contar uma história e a pintar-lhe um final directo; aqui nós mesmos construímos a história, e o final é um nevoeiro incerto e inultrapassável. Afinal o que é certo aqui?


Lida com pormenores subtis, questiona a fé e salienta a importância de uma abordagem cuidadosa em contraste com uma de certezas dogmáticas. Não é um filme descartável ou facilmente digerível acompanhando-nos por horas, dias, semanas.
Uma experiência extenuante tanto a nível emocional como intelectual. Nesse campo, Doubt é brilhante.
 

"Doubt can be a bond as powerful and sustaining as certainty. When you are lost, you are not alone" 

 

8.5/10

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2 comentários

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De Dan a 11.02.2009 às 23:13

Ahh! Vejo que apesar de desiludida em certa medida, deste uma excelente nota a este filme.

Para mim 'Doubt' é uma obra inesquecível. Completamente, alicerçada nas actuações daquele 'quadrado' composto por Meryl Streep, Seymour Hoffman, Amy Adams e Viola Davis, ficamos abismados, como dizes e bem, com a metamorfização e empenho de Streep em cada um dos seus papéis e a forma como Seymour Hoffman joga ao seu nível, e mantém a dúvida...

Aliás é a dúvida, que se mantém no nosso pensamento ao longo de todo o filme e prolonga-se para além do término desta. A forma como esta dúvida nunca se esvairece, é graças ao argumento brilhante. A forma superficial como este conflito é abordado é a ideal para deixar o espectador preso ao ecrã. Nunca sabemos tanto, como queremos e necessitamos, enquanto seres humanos saber, quem é que é o bom e quem é o mau.

Aliás neste capítulo, Amy Adams é sublime ao balançar entre o padre e a irmã, e levando o espectador com ela nessa enorme dúvida.

Quanto a Viola Davis, penso que o papel não é sobrevalorizado. Num espaço de minutos, com o seu olhar, a sua forma de falar, as suas lágrimas, o seu discurso, ficamos a saber mais da história de vida daquela mulher, mãe e esposa do que se tivéssemos duas horas de filme com ela no ecrã. :)

Isto é apenas e só a minha opinião :)

Discutir filmes é sempre relativo e gostos são gostos Close ;)

Curioso, que eu que adorei o filme, daria talvez, um 8 em 10 na tua escala ehehehe. :)
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De Marcelo Pereira a 12.08.2009 às 15:46

Um filme de uma filosofia astronómica e interpretações brilhantes (exceptuando a de Amy Adams, que embora competente, não merecia sequer a nomeação na última edição da Academia). Para mim, é nota máxima, Doubt é um marco!

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