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Point-Of-View Shot - Seven Pounds (2008)

por Catarina d´Oliveira, em 03.01.09

 

"In seven days, God created the world; and in seven seconds, i shattered mine."

 

Em Dezembro tive a feliz possibilidade de assistir a um visionamento de imprensa do filme Seven Pounds, a convite do Carlos Couceiro, um dos grandes “pais” do Hotvnews (que vim a descobrir ser meu colega na faculdade…como o mundo é pequeno!). Resolvi esperar umas semanitas até postar a crítica para ser mais próxima da estreia do filme, por isso, cá vai.


Ben Thomas não tem poderes sobrenaturais. Mesmo que o pareça ao dizer que tem o “poder de produzir uma mudança dramática” na vida de uma pessoa. Também não tem contactos com gente muito influente, nem é rico. É um simples “agente do IRS” que, movido pela depressão e culpa, está apostado em ajudar sete estranhos. Quando conhece Emily, uma mulher com problemas de coração graves, descobre inesperadamente o Amor, o que vem a complicar tudo aquilo que havia planeado.


No dia em que vi o filme tive dúvidas. Hoje continuo a tê-las. Seven Pounds é um filme difícil de definir. Talvez ainda mais difícil de avaliar.
Durante grande parte do filme desenrolam-se questões sem resposta na cabeça dos telespectadores. A maior é composta por uma palavra apenas: “Porquê?”. Tudo o que podemos compreender é que Ben não faz o que faz por acaso e que segue um plano cuidadosamente estruturado. Eventualmente, não é difícil discernir que tais actos são resultado de um evento extremamente traumático que teve lugar num passado relativamente recente.

 


Pessoalmente acho extraordinariamente interessante um filme onde aquilo que move os personagens é desconhecido por grande parte do tempo, como aqui acontece. Mas um dos grandes problemas da fita é que, enquanto não somos picados por alguma nova peça do puzzle, não há nada de realmente atractivo ou interessante a que nos possamos agarrar. Arrastado, peca em grande parte pela lentidão. Como li por aí um dia, “Talvez ‘Five Pounds” fossem melhor do que ‘Seven’”


Observando o quadro completo, apresentam-se outras duas considerações muito claras acerca dos fins de Ben e dos meios para atingir esses mesmos fins.


Por um lado, Seven Pounds funciona muito bem a nível emocional. A elevação espiritual da mensagem é realmente poderosa. Muita gente ver-se-á, quiçá, com a lágrima no canto do olho ou com um nó seco na garganta. Ben impôs a si mesmo uma missão, a de ajudar os outros sem receber em troca. Uma missão solitária e que, apesar de consequências felizes para os “escolhidos”, é incrivelmente dolorosa e sombria. Pelo difícil caminho, haverão buracos e lama difíceis de evitar, mas a vontade prevalecerá.


Por outro lado, a nível intelectual, racional e lógico, é descaradamente irrealista e não credível. A culpa “move montanhas”, e a procura pela redenção pode tornar-se obsessiva, mas a forma como Ben prossegue na sua jornada de “Deus” tem tanto de pouco consistente como de artificial tendo em conta padrões humanos minimamente aceitáveis. Afinal, e só para dar um exemplo, como é que é suposto uma mulher pobre, cheia de dívidas pagar as contas e rendas de uma luxuosa casa de praia? Ben, Ben… esqueceste o ditado chinês? Ensina-os antes a pescar em vez de lhes espetares com um peixe maior do que a sua própria barriga.


Não acredito muito que haja aqui “material para Oscar”, mas a interpretação de Will Smith é muito competente, versátil e, em alguns momentos, realmente poderosa, caso particular do episódio do suicídio que é, para mim o ponto alto do filme, e que recomendo viva atenção. Duro, simpático ou apaixonado, o Ben de Smith é alguém de quem conhecemos pouco ou nada. A única coisa certa é a infelicidade no brilho do olhar, sempre presente. Rosario Dawson também merece uma positiva vénia, nunca artificial como companheira de romance de Big Will.

 

 

Um ponto a destacar é que Seven Pounds deve ser dos raros filmes que não foi completamente estragado pelos trailers. Aliás, até era conhecido por ser um filme “mistério”. Ninguém percebia muito bem a premissa ou o que poderia dali sair.


Seven Pounds tende a funcionar melhor se sentirmos mais e pensarmos menos.
Se não o fizermos, a ausência de lógica chegará a tornar-se insuportável, já para não falar das duas horas de duração que parecerão multiplicar-se numa lentidão irritante até para uma lesma.
Se o fizermos, espera-nos uma bela parábola sobre o interior humano; sobre a corrosão pela culpa e o desespero enlouquecido pelo perdão. O perdão mais difícil de todos; o perdão a nós mesmos.


Seria fácil se pudéssemos escolher assim tão facilmente. Mas, afinal, não tem o Homem tanto de Emocional como de Racional?
 

6.5/10

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