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Point-of-View Shot - Argo (2012)

por Catarina d´Oliveira, em 08.11.12

 

 

"Look, if you're going to do this, you're going to do this... You can't build cover stories around a movie that doesn't exist. You need a script, you need a producer."

 

Espiões e cineastas. Ambos são mestres do disfarce e da trapaça. No novo filme de Ben Affleck, juntam forças para contar uma das histórias mais curiosas do ano e um das missões-embuste de maior sucesso da CIA.

 

Baseado em factos reais, “Argo” narra a operação secreta para resgatar seis americanos que foram feitos reféns em Teerão, no Irão – uma verdade escondida por décadas.

 

A 4 de novembro de 1979, quando a revolução iraniana atinge o ponto de ebulição, vários militantes atacam a embaixada e levam mais de 50 americanos como reféns. No meio de uma anarquia caótica, seis conseguem escapar e refugiam-se na casa do embaixador canadiano. Tony Mendez, um especialista da CIA em “exfiltração”, sabe que é uma questão de tempo até serem encontrados e mortos, pelo que arquiteta um plano arriscado para os colocar em segurança. Um plano, que só poderia acontecer nos filmes.

 

 

É raro que um daqueles que chamamos “atores-estrela” faça uma transição legítima e aceitável para a cadeira de realização. Clint Eastwood e Robert Redford são casos notáveis do passado “mais ou menos” recente. E depois de George Clooney, parece que podemos adicionar Ben Affleck a esse clube restrito.

 

Cinema irónico e de suspense polvilhado com humor, é o que nos oferece o ator-realizador que tem desenvolvido um gosto particular para o thriller que radia autenticidade. Seguindo "Gone Baby Gone" (2007) e “The Town” (2010), “Argo” atinge um novo nível de engenho na arte ao dilatar a amplitude, complexidade e veia cómica.

 

 

O argumento é de uma qualidade rara na Hollywood moderna, e é curioso que tenha surgido de um novato nessas lides. Chris Terrio deixou-se emergir completamente na natureza dos thrillers dos anos 70 ao mesmo tempo que se atirou de cabeça ao estudo de caso que se apresenta no cerne de “Argo”, tendo o próprio acrescentado vários detalhes que não se encontravam no artigo de 2007 de Joshuah Bearman para a Wired que inspirou o filme – “Escape from Tehran: How the CIA Used a Fake Sci-Fi Flick to Rescue Americans from Iran”.

 

À imagem de filmes como “All the President's Men” ou “Three Days of the Condor”, “Argo” encontra nas conversas, maquinações e planos entre meia dúzia de tipos de fato a ação que, no género, normalmente se serve generosamente de doses industriais de tiros, corridas e explosões. Uma “Missão Impossível” sem os efeitos especiais, digamos assim.

 

A fotografia de Rodrigo Prieto acomoda-se na perfeição na edição frenética de William Goldenberg, que corta entre eventos e locais num voo de entusiasmantes altitudes. O design de produção, direção artística e de sets, bem como o guarda-roupa merecem as melhores honras, tendo construído aquele que será por ventura um dos visuais cinematográficos mais realistas e detalhados do ano.

 


Nas interpretações, Ben Affleck é, provavelmente de forma intencional, extremamente comedido, criando na verdade um “herói” relativamente pouco interessante, questão esta que só serve para exaltar o elenco secundário, que declaradamente se destaca – nota especial para a dupla Hollywodesca de Alan Arkin e John Goodman, que funcionam como os verdadeiros mecanismos de comic relief que se equilibram com a tensão da ação no Irão.

 

No fundo, “Argo” é um daqueles exemplos claros onde toda a gente – desde os atores ao realizador, passando pelo argumentista e pelos responsáveis de guarda-roupa – conhece profundamente o tema que aborda, e se propõe a servir ao máximo a história que conta. O contexto político da crise de reféns é gerido com inteligência máxima em vários momentos, acrescentando-se aos desenvolvimentos um prólogo que explica, em traços gerais e inteligíveis, a revolução Iraniana e a forma como esta se descontrolou.

 

Infelizmente, e às tantas, mostra-se demasiado encantado com a sua premissa mirabolante e apesar de parecer pretender distanciar-se de tais intentos, acaba por revelar traços de jingoísmo e xenofobia, entre passagens redundantes que, noves fora, tornariam o todo bem mais atrativo. Nada demasiado grave ou fora do normal, mas que o diminui substancialmente da importância cultural e social que podia almejar.

 

 

Numa era em que sentimos olhos, ouvidos, inteligência e mente violentados por tantos lados, é um alívio ver que existem filmes que ainda respeitam a audiência enquanto lhe oferecem material de qualidade, altamente instigante, e cujo peso é exponencialmente aumentado pela sua significância contemporânea.

 

Sim, é o tipo de filme que ganha Óscares. Não, não é o melhor filme que poderia ser. Mas mesmo assim, é muito bom. A época “pós-verão-blockbusteriano” ou dos “esperançosos dos Óscares”, como lhe preferirmos chamar, está oficialmente aberta. And it starts with a bang.

 

8.0/10

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2 comentários

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De Menina ImPerfeita a 18.01.2013 às 10:01

Olá :) Vi ontem o filme. Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendida. Percebo agora porque ganhou o globo de ouro para realizador, de facto acho que foi um filme bem pensado e consequentemente bem dirigido. Concordo contigo quando dizes que ele, enquanto actor, estava muito comedido. Até acrescento que as personagens, no geral, estavam comedidas e talvez pouco desenvolvidas. Todavia não se deve esquecer os papéis de Alan Arkin e de John Goodman, que apesar de pequeninos, foram ainda assim um alívio no meio de tanta tensão e suspense. Apesar de concordar contigo quando citas alguns traços, em demasia de, jingoísmo e de xenofobia, lembra-te de que naquela época deveria ser muito pior do que foi realmente tratado no filme. Além disso, acho muito difícil realizar um filme deste género e inconscientemente, não introduzir cenas que pequem por xenofobia, tendo em conta o que muitas vezes a sociedade nos impõe.
Beijinhos*
p.s. estou indecisa sobre qual filme ver primeiro, django unchained ou zero dark thirty. Já que viste os dois, qual me aconselhas ver primeiro?
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De Catarina d´Oliveira a 18.01.2013 às 12:22

Olá!

Bom antes de mais obrigada pelo comentário-análise! São dos meus favoritos, porque suscitam a discussão de ideias :D

Quanto ao que referes.. além dos pontos em que concordamos... também não posso deixar de achar que tens alguma razão no que respeita à atitude algo xenófoba, se bem que me parece que existem sempre formas de impor um certo distanciamento disso..

Quanto a dicas futuras... depende, porque são filmes completamente diferentes eheh. Se fores uma grande fã de Tarantino e dos traços que ele demonstra ao longo da sua filmografia enquanto presta homenagem à História do Cinema... acho que deves ver o Django primeiro.

Se te sentires embalada na realidade americana da CIA, indico-te o Zero Dark. Não é um filme fácil de ver... é denso (compreendo muita gente que o chegou a chamar "chato" apesar de não concordar de todo), cru e algo frio... mas é absolutamente essencial, e um contributo muito importanrte para a propria história do Mundo. Eu gostei muito.

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