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Deep Focus - Disney (Pais Ausentes)

por Catarina d´Oliveira, em 23.09.08

 

Antes de começar quero dizer que eu sou uma pessoa que acredita que às vezes um “choque” só faz bem e ajuda a crescer e a aprender.
Acredito que as crianças precisam de saber o que é a vida desde cedo, e que é escusado (e até injusto e errado) tentar esconder-lhes que este é também um mundo de perda e de dor; que nem tudo são flores e coisas felizes e que, por uma vez ou outra, os obstáculos à nossa frente parecem impossíveis de ultrapassar e que nos vemos (aparentemente) sem saídas.
 
 
Claro que não vamos agora desatar a destruir-lhes a felicidade e a “ignorância” bela da infância; apenas dar um maior toque de realidade à sua percepção.
 
E estes pensamentos filosóficos vêm a que propósito?
Numa das minhas habituais navegações cibernéticas, descobri alguns sites interessantes que se debatiam contra a aparente “mania” da Disney de matar quase todos os pais dos protagonistas dos seus filmes. Isso atraíu o meu interesse e quis saber mais!
 
Abaixo os pais!
 
Se repararmos bem, é simples. Na maioria dos filmes Disney, se a personagem principal não é órfã de início, sê-lo-á antes de o filme acabar.
 
A morte, fuga ou desaparecimento dos pais permite à personagem crescer, desenvolver-se, dar valor a coisas que não dava antes. É um facto, e é sem dúvida uma lição valiosíssima a dar às crianças. A questão é... será realmente necessário levá-lo ao extremo de o aplicar em praticamente todas as histórias? Não haverá outros caminhos a explorar? Caminhos esses que, quem sabe, pudessem incluir os pais no processo?
 
Façamos um pequeno exercício de transfer: entrar na cabeça de uma criança e constatar que esta, ao ver um ou mais ídolos seus sobreviverem e ultrapassarem tamanhas tragédias sempre ligadas aos pais, fá-los pensar que é esse o padrão; que os pais são um elemento estacionário e não estritamente necessário ao seu crescimento e à sua vida.
 
Não me interpretem mal. Eu sempre idolatrei os filmes da Disney quando era pequena; ainda hoje recordo muitos com carinho e de vez em quando cedo ao prazer de os ver, bem aconchegada na cama com uma caneca de leite quente. Aliás, alguns deles fazem parte do meu rol de filmes favoritos.
 
Mas para compreenderem melhor aquilo a que me refiro, nada melhor que alguns exemplos concretos. Vamos lá então ver!
 
 
O Bambi é talvez o exemplo mais antigo desta “ofensa”. Numa das mais chocantes cenas de animação já feitas para crianças, o pequenito perde a mãe quando um caçador a mata. O propósito? Bambi crescer sozinho.
 
 
  
A mesma técnica, um animal diferente. Simba vê o pai morrer e é obrigado a fugir e crescer sozinho (mais uma vez). Não há problema. Hakuna Matata e tudo corre bem.
Mais um? Papuça e Dentuça - a mãe do pequenito raposo Dódó morre logo na primeira cena do filme.
 
O Corcunda de Notre Dame perde a mãe no início do filme.
Os pais de Stitch (Lilo and Stitch) morrem num acidente de carro.
 

Um dos desenhos animados mais traumatizados de sempre só pode ser o Tarzan!
Cum escamartilhão que é complicado ser pai/mãe dele! Não bastava o rapaz ter visto os pais serem brutalmente comidos por uma chita no início do filme, como ainda assistiu à morte da gorila-mãe-adoptiva com um tiro
.
 
  
Nos filmes mais recentes ainda temos o Koda, cuja mãe é morta (aahh! Que surpresa!) e o Nemo... que a mãe, coitada, lá se foi também.
 
Calma...nem todos vêem os pais morrer...
 
 
...aliás, muitas vezes os pais estão convenientemente desaparecidos.
 
Que é feito dos pais da Branca de Neve, e por que raio é que ela vive com a rainha malvada? Nunca explicaram isso que eu me lembre…A Cinderella é outra, que também não tem pais e também vive com uma malvada.
 
E mais duas moças: a Pequena Sereia e a Bella (Bela e o Monstro): Mães que é bom é mentira. Isto de se ser muito bonita parece que nem sempre compensa...
 
  
O Aladdin é órfão.
O Mogli (do Livro da Selva) foi abandonado e criado por lobos.
O Dumbo é arrancado da mãe durante o filme quase todo (pai nem vê-lo).
A Pocahontas também não tem mãe (mas atenção… fala com uma árvore; deve ser moda porque a Floribella também fazia isso).
 
Se isto fosse a contar pontos o Peter Pan ia destacadíssimo à frente: não só não tem pais, como tem uma colónia de órfãos que simplesmente não querem crescer a segui-lo e idolatrá-lo. E nem me vou alongar a falar da grande “família” da Wendy, que deixa uma cadela a tomar conta de uma molhada de miúdos pequenos. 
Mas até se pode dizer “ah pois…mas estas histórias já existiam há uma cangalhada de anos antes de a Disney as adaptar. Não têm culpa, só estão a seguir as linhas das histórias.”
 
Está bem. Então e os pais do Mickey? E do Donald? E que embrulhada é que houve ali para ter de ser ele a criar os sobrinhos? E depois o tio Patinhas… Que é que se passa com os irmãos desta gente?
O Pateta é outro fenómeno de que não se conhecem pais e resolveram também dar-lhe um filho, o Max. Vá lá um bocadinho de responsabilidade não faz mal a ninguém, e se alguém precisava dela era o Pateta mas… pai solteiro??
 
A cegonha já deve andar a precisar de reforma com tanta gente vinda do nada!
 
Mas... nem tudo é mau e horrivelmente infeliz
 
Felizmente, há sempre uns que se safam da terrível maldição.
 
Temos o glorioso exemplo de Mulan, onde AMBOS os pais sobrevivem durante todo o filme e ainda há o bónus da avó sobreviver também. Claro que há um qualquer (já não me recordo bem qual) que morre, para equilibrar a questão mas enfim… já nos podemos dar por contentes que a família de Mulan chega ao fim inteira.
A "sortuda"; A "escolhida"!
 
Também parece que ser cão é a opção mais segura: veja-se Lady and the a Dama e Vagabundo e os 101 Dálmatas (apesar daquele drama todo da Cruela querer fazer os casacos...mas o que interessa é que nunca se chega a realizar!)
E o prémio Survival of the Fittest vai para... os cães!!
 
A Realidade
 
Claro que, há que ser realista: em muitos momentos deste artigo cheguei a pontos que se aproximam do extremo ridículo. Mas tentei satirizar ao máximo uma situação real que está mesmo à frente dos nossos narizes e que nem sempre podemos ter reparado.
 
É óbvio que existem situações em que não é necessário acrescentar um “background” à história; mas será que se tem de proceder sempre desta forma? Ou será que os pais nunca poderão fazer parte da vida dos filhos em desenhos animados (com excepções claro)? Mais uma vez... não há outros trilhos que possam ser explorados?
 
Afinal, no mundo real, são os pais que pagam à Disney não é verdade?
 
(*)Momentos...
 
Para acabar, gostava de partilhar convosco os três momentos-morte-by Disney que mais me tocaram até hoje; momentos de tristes mas de coragem, que ainda me destroçam por completo, passados tantos anos. Três mortes valentes, três perdas que para sempre mudaram a história da vida dos nossos protagonistas. Três pérolas do cinema animado.
 
The Fox and the Hound (Papuça e Dentuça) - 1981
A morte da mãe do pequeno raposo Tod (ou Dódó na versão brasileira que eu via) protegendo a sua cria dos caçadores.
 
Bambi - 1942
Mais uma vez, velando pela protecção da sua cria, uma mãe morre corajosamente; desta vez, a de Bambi
 
 
Lion King (Rei Leão) - 1994
O meu favorito pessoal. Uma sequência arrasadora e tocante onde Mufasa salva Simba e é morto pelo seu irmão e rival, Scar.

 

 

Então e vocês? O que acham disto tudo?

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7 comentários

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De Filipe Coutinho a 23.09.2008 às 20:59

Essa questão dos protagonistas raramente terem pai é interessante. Não digo que é um exemplo positivo para as crianças ver que em quase todos os filmes, o protagonista perece de um dos membros que mais ama no mundo. No entanto, é precisamente nesse ponto que a Disney sempre bateu a concorrência e cria laços afectivos ainda maiores. Se pensarmos bem, essa escolha é muito didática já que dá uma noção da importância e do valor dos pais, amigos e do amor às crianças. E se tantos detém tanto respeito pelos pais e pela sociedade em geral, isso deve-se ao magnífico trabalho da Disney.

Posso ser suspeito em comentar de tal forma já que "venero" os trabalhos da Disney, sobretudo Rei Leão. No entanto, penso que os grandes clássicos da animação tradicional deveriam ser vistos e revistos várias vezes por aquele que é o futuro do país e do mundo.

Excelente post.

Cumprimentos
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De Catarina d´Oliveira a 23.09.2008 às 23:24

Pois é Filipe! Também eu venero a Disney em todas as frentes. Com ela cresci e aprendi muito. E de alguma forma estou muito grata pelo que me foi transmitido.

As histórias sempre dinâmicas eram ao mesmo tempo um regalo para qualquer miudo e ao mesmo tempo uma fonte inesgotável de aprendizagens. A Disney é e será sempre uma das maiores escolas do mundo.

Resolvi fazer o post porque, de facto, nunca tinha pensado nisto e é curioso ver que se passa.

Bom mas eu cá não trocava os "meus clássicos" por nada. E acho que o maior elogio que posso fazer a estes filmes é que, quando tiver os meus filhos, vou mostrar-lhes estes filmes.

Obrigado e cumprimentos Filipe ;)
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De Anilorac ~ a 18.10.2008 às 12:55

Escusado será dizer que os filmes Disney me acompanharam sempre no meu crescimento e continuarão a acompanhar-me ao longo da minha vida porque são uma das minhas paixões mais profundas. Eis aqui uma questão sobre a qual nunca me tinha debruçado... É realmente estonteante que sejam tão raros os exemplos em que os pais Disney participam na caminhada dos filhos. Não sei em que medida é que ito poderá ou não influenciar a imagem que as crianças têm em relação aos seus próprios progenitores. Eu sei que sempre fui uma seguidora assidua e prezo muito a participação dos meus "velhos" na minha vida. Troco de bom grado uma saída à noite por um bom serão com eles, a ver um bom filme (porque não da Disney) até porque das primeiras vezes que via um filme eles viam-no sempre ao meu lado para me explicar e responder a qualquer questão que eu tivesse :)
De qualquer forma, uma GRANDE abordagem, minha amiga <3
Parabéns *
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De Tobias a 13.01.2009 às 14:37

O seu comentário é fantástico. Já-me tinha questionado sobre o tema da morte dos pais nos filmes para crianças. Não é só nos Disney que acontece. No "Barnyard", por exemplo, também.
Encontrou alguma explicação para isto?
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De Crestomanci Tássio Sam a 09.11.2011 às 00:34

Ótima postagem! Gostei mesmo!
Eu já havia pensado um pouco no fato de haver muitos órfãos nos filmes Disney, mas não tinha percebido q a maior parte é de órfãos de mães e não de ambos os pais. Isso é bem interessante!
Só uma correção: quem perdeu os pais em Lilo & Stitch foi a Lilo!
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De Anónimo a 22.05.2012 às 11:53

Eu gostei do post há aqui coisas que realmente são verdade, no entanto não concordo absolutamente com tudo. A disney sempre foi um ícone no que toca a cinema de animação, bons filmes e bons enredos (apesar das mortes que nunca se vêem literalmente, é bom frisar isso). No que toca a filmes a disney e qualquer outro estúdio de animação sempre tiveram uma espécie de receita, aquilo que cria uma ligação do público com a personagem principal é acompanharmos a vida dela, os problemas dela e sentirmo-nos parte da personagem. Truque para isso: A personagem tem que sofrer uma mudança, e nós sentimo-la com ela. A mudança pode ser guiada de várias maneiras: a personagem muda a sua personalidade, como por exemplo, torna-se arrogante para com a vida e de repente é vilão, ou então a sua personalidade vai-se reafirmar perante os maus momentos, aprende sempre qualquer coisa e de maneira geral resolve tudo no final. Isto acaba por ser uma "regra" a que todos os filmes, incluindo os de imagem real utilizam. Se a personagem for feliz do principio ao fim, o publico adormece, lamechiche a mais como muitos diriam. Agora sim, como disseste no teu post não haverá mais trilhos a percorrer sem ser tirar os pais aos pequenos. Boa pergunta, e devo dizer que concordo e não concordo com ela. Nos exemplos que deste, falaste no Tarzan e nos seus pais que foram mortos pela chita (ja agora se me permites a Kala não foi morta e ele era bébé quando os pais morreram ele é não assim tão traumatizado), no Bambi, Nemo, no Simba,no Koda, Papuça e Dentuça e também Cinderela pois o pai faleceu com uma doença. Este creio que realmente foram bons exemplos a utilizar e utilização em demasia da mesma solução para esses filmes, já o Mickey e os outros, o Mogli e o Aladdin, creio que não foram de todo os melhores exemplos. Não é propriamente necessário em todos os filmes haver mães e pais dos personagens principais a menos que tenham um papel fulcral na história. Pegando um pouco no exemplo do Aladdin, a Disney fez estudos e tinha planeado inserir a mãe dele no filme porém aquilo a que eles chegaram à conclusão foi que não acrescentava nada de novo a história, muito pelo contrario estorvava até. Sendo assim outra regra de ouro do cinema: se não acrescenta nada de novo ou importante à historia, não se põe.

já agora «fala com uma árvore; deve ser moda porque a Floribella também fazia isso)» ?? creio que não foi um boa comparação tendo em conta que alem de se tratarem de produções diferentes, a qualidade de uma e de outra é incomparável e são de épocas diferentes, nesse aspecto: cautela.

Ainda assim o post está muito bom e gostei muito. Parabéns :)
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De Catarina d´Oliveira a 23.05.2012 às 01:05

Caro Anónimo,

antes de mais, agradeço com toda a sinceridade a generosidade de partilhar tão extensivamente o seu ponto de vista. é de comentários como o seu que um blog como este se alimenta :)

quanto às questões que colocou - e tive de ir reler o post, que já o tinha escrito há quase 4 anos eheh - não posso deixar de concordar com a maioria dos pontos que destacou, como o teria feito há quatro anos; a questão é que, num artigo desta natureza, e em muitos do que escrevo no blog, algumas coisas têm de ser deixadas de lado em nome de um discurso coerente, mesmo que com veia humorística, algo que sempre tentei manter quando escrevo, uma vez que é algo muito presente na minha personalidade. não é uma questão de "mentir" para fazer um bom texto, mas por vezes, contar só parte da história, se é que me percebe.

é claro que sei que não teríamos filmes sem conflitos, e este em particular - usar, ou melhor, não usar os pais - é de especial importância no clã disney, e não obstante ter escrito este artigo (que pelo que me recordo o fiz apenas pela curiosidade da questão), sei que estes não são mecanismos gratuitos e que têm um significado muito marcado :)

quanto à questão da floribela, nada mais foi que uma piada que no contexto era inevitável (creio que em 2008 ainda passava na tv nacional) e não uma comparação.

renovados agradecimentos pelo seu contributo e espero vê-lo cá mais vezes a incitar discussões tão oportunas como esta :)

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