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Deep Focus - O melhor Cinema Português do séc. XXI

por Catarina d´Oliveira, em 21.09.12

 

NOTA: artigo publicado originalmente na Vogue.pt (pode ser acedido aqui)

 

 

Diz um tal anúncio de massas que “o que é nacional é bom”. Segundo mitos urbanos, se acrescentarmos ao nacional o antigo, ainda melhor. Mas, e o novo?

 

Diz-se que o velho derrota o novo desde a receita de bacalhau da avó reproduzida pelo bisneto, até ao filme a preto-e-branco inalcançável pelo irmão mais novo policromático. Diz-se que nunca voltaremos a ter ‘Casablanca’, ‘O Mundo a Seus Pés’ e ‘E Tudo o Vento Levou. Nem tampouco um ‘Pátio das Cantigas, ‘O Pai Tirano’ ou ‘Aldeia da Roupa Branca’.

 

O novo é tantas vezes obliterado. Subestimado. Desdenhado. Desprezado. Ignorado. Esquecido. Menosprezado.

 

Mas o novo é bom. O novo vale a pena, sem necessitar de viver na sombra do antigo, que é manifestamente charmoso e valioso, tendo luz própria.

 

Ainda tenho muitas horas de Cinema português pela frente, mas nesta minha ainda curta jornada pela sétima arte lusa, já descobri enormes tesouros. É num estado de espírito cheio de graça que, alavancada pelo percurso do nosso ‘Sangue do Meu Sangue’ no circuito nacional e internacional (afinal, é a nossa aposta na corrida à nomeação de Melhor Filme Estrangeiro nos Óscares da Academia do próximo ano), me proponho hoje a relembrar um pouco do melhor que o Cinema Português teve a oferecer nos 11 anos que leva o séc. XXI, além do drama de sacrifício de João Canijo. 

 

Por bem de ambos – o novo e o velho -, que cessem as comparações, que não beneficiam nem o que já foi, nem o que está para vir. E porque do passado já conhecemos de cor os encantos e graças, hoje celebramos o Hoje.

 

 

‘O DELFIM’, de Fernando Lopes (2002)

 

A adaptação do romance homónimo de José Cardoso Pires faz um retrato do Portugal mofado de Salazar e do auge da guerra colonial. Segundo o próprio Fernando Lopes é um “prodigioso pretexto cinematográfico para entender paixões e emoções, misérias e grandezas de um Portugal agonizante, e com o seu ditador a morrer lentamente, como o país”. A adaptação é distinta, notável mesmo, pela perceção da importância do retrato que faz, mostrando ou refletindo, em vez de ajuizar e sentenciar.

É o espelho do fim de uma era, como sentencia a última passagem: “Que caia a noite”. Ou como historicamente poderíamos reescrever, “Que amanheça o novo dia”.

 

 

'UM FILME FALADO', de Manoel de Oliveira (2003)

 

É o realizador mais velho do mundo ainda em atividade e uma figura incontornável do cinema nacional e internacional. Manoel de Oliveira era capaz de carregar aos ombros uma lista destas por si só, mesmo depois de ter vivido o suficiente para assistir a duas guerras mundiais. Por agora, resolvemos destacar o filme que lhe marca, para já, o século: o drama de uma jovem professora de história que embarca com a filha num cruzeiro com o objetivo derradeiro de encontrar o marido em Bombaim. Na viagem cruzam-se fronteiras virgens ao conhecimento palpável de Rosa (que as conhece de cor dos ensinamentos que transmite na escola aos alunos) com personalidades únicas que têm o seu papel a desempenhar no trajeto da professora.

Pejado de momentos em “estado de graça” e metáforas inquietantes, Um Filme Falado fala sobre a importância da experiência dos momentos e a prova irrevogável de que estamos perante um homem que viu muito da vida, e que compreende intrinsecamente a arte a que se dedica.

 


‘VAI E VEM’, de João César Monteiro (2003)

 

Considerado um louco por uns, e um génio por outros, João César Monteiro nunca deixou por mãos alheias o crédito que lhe era imperativo dedicar – o de um apaixonado pela arte de fazer filmes.

O indiossincrático realizador interpreta o protagonista de Vai e Vem, João Vuvu - um viúvo solitário com o filho na prisão e uma apreciável propriedade num bairro antigo de Lisboa, que perpetuamente repete o mesmo passeio no autocarro nº 100 todos os dias. É apenas o regresso do filho que abanará a vida de Vuvu, onde se manifestarão uma série de acontecimentos sombrios e criminosos.

Vai e Vem foi o último filme de um senhor Cinema tantas vezes incompreendido, que faleceu ainda antes da estreia. O que fica é um testamento épico, nem sempre de trilho fácil mas infindavelmente recompensador, à sua arte e à sua memória pelo próprio que conhecia como ninguém o Cinema e a vida.

 


‘NOITE ESCURA’, de João Canijo (2004)

 

Não se tivesse João Canijo inspirado na tragédia grega “Infigénia em Áulis” de Eurípedes, e talvez tudo estivesse bem com a família Pinto no fecho das cortinas. Mas Canijo não é homem de palavras (ou imagens) mansas. Na escuridão da noite, algures numa província portuguesa a dita família Pinto gere um bar de alterne e terá de aprender a lidar com a desgraça que qual tempestade ciclónica se aproxima para destruir os seus sonhos.

A agitação e o sufoco são palavras de ordem na direção de Canijo, que orienta a o remoinho trágico entre o espaço claustrofóbico com luzes fluorescentes e grandes planos reveladores. A quadra dramática composta por Rita Blanco, Fernando Luís, Cleia Almeida e, acima de todos, Beatriz Batarda é assombrosa, debitando diálogos e emoções com veracidade tal que a crença de que somos espias clandestinos num qualquer canto tenebroso deste bordel é uma constante.

A quinta longa-metragem de Canijo fala a um Portugal inerte, absorvido pelo materialismo e pelos males contemporâneos. Um violento murro no estômago que prova o vigor do cinema luso.

 


‘ALICE’, de Marco Martins (2005)

 

Entre muitas outras distinções, Alice levou para casa o Prémio Regard Jeunes de Melhor Filme da Quinzena dos Realizadores de Cannes em 2005, feito comparativamente pequeno quando anexado ao pungente drama de Marco Martins sobre um pai que se recusa a desistir da obstinação patoloógica de procurar a filha desaparecida há 193 dias.

No seu tempo, Alice foi uma produção atípica no cinema português, uma crónica sobre a perda que resiste sempre às teias pegajosas do melodrama.

A fotografia azulada (tal como o casaco de Alice), a banda sonora minimalista de Bernardo Sasseti e a interpretação meteórica de Nuno Lopes (um dos Nossos atores mais talentosos e versáteis) valeriam por si. Mas reduzir Alice a uma série de qualidades pontuais é um crime quando constatamos o poderio do todo.

Talvez a sua experienciação seja uma das mais penosas que o Cinema Português algum da nos ofereceu. Aquilo a que assistimos parece demasiado catastrófico e doloroso para ser real. Mas a mais aflitiva constatação é a de que há pouca ficção na verdade de Alice.

 


‘JUVENTUDE EM MARCHA’, de Pedro Costa (2006)

 

Não é de hoje o fascínio de Pedro Costa por tudo aquilo que de inovador o Cinema tem a oferecer, sendo sistematicamente indicado como um dos mais influentes e brilhantes realizadores portugueses de sempre. Uma das suas construções mais admiradas e admiráveis é a “trilogia das Fontainhas”, que explora a injustiça social que afeta jovens cabo-verdianos estabelecidos no referido bairro Lisboeta. Juventude em Marcha é o último capítulo desta coleção (seguindo Ossos, 1997 e No Quarto de Vanda, 2000).

O minimalismo e a abordagem naturalista do cinema (sem iluminações artificiais ou movimentos de câmera desnecessários) propagam-se por todos os 155 minutos desta crónica de pobreza e solidão, que ainda que exiba um confronto colossal entre demónios interiores, é também, nuclearmente, uma história de esperança.

 

 

'GOODNIGHT IRENE', de Paolo Marinou-Blanco (2008)


Numa Lisboa cujo tempo não se necessita precisar, encontramos Alex e Bruno. O primeiro é um ator inglês de meia-idade falhado e solitário, o segundo um jovem serralheiro que luta contra a passagem do tempo. Os dois homens partilham a única coisa que uma relação monogâmica não permite: o amor pela mesma mulher, Irene, uma pintura com a vida e carisma que não colora as suas vidas. Um dia Irene desaparece, e Bruno e Alex fazem-se à estrada para lhe descobrir o paradeiro.

A reflexão sobre o sentido da vida e relacionamentos humanos é a primeira longa-metragem de Paolo Marinou-Blanco, que também a escreveu com as palavras que pautaram uma das melhores apresentações de diálogo dos últimos anos no cinema português. é a sua primeira longa-metragem

Como noutros casos célebres, pode não representar aquilo que de mais fino recorte se faz por cá, mas pelo menos, ousou fazer diferente, e intentando-se assim, não se saiu nada mal.

 

 

‘MORRER COMO UM HOMEM’, de João Pedro Rodrigues (2009)

 

A história da protagonista de Morrer como um Homem, é, por ventura, a mais curiosa deste lote que hoje selecionámos. Ora Tonia é uma veterana da cena travesti lisboeta que se abeira do fim da carreira. Pressionada pelo namorado a submeter-se a uma operação de sexo, Tonia convulsa-se com as suas convicções morais e religiosas mais profundas, sabendo que, perante Deus, nunca será uma mulher.

A crise de Tonia desenrola-se sob os detalhes da sua existência. É uma chuva de incongruências que combinam na perfeição – o pragmatismo e a natureza visionária, o realismo e o fantástico, a pobreza e a riqueza – e que torna a sua história inquietante e muito mais relevante do que eventualmente poderá parecer à superfície.

Ao empregar uma radical mudança do tom real para o fantasioso no último terço, o filme de João Pedro Rodrigues ganha um novo poderio com uma compaixão tão incisiva quanto graciosa.

 


‘UM AMOR DE PERDIÇÃO’, de Mário Barroso (2009)

 

O título não deixa margem para enganos: Mário Barroso deu o que tinha de si à quarta adaptação cinematográfica do clássico da literatura escrito por Camilo Castelo Branco no séc. XIX. A história, essa do amor suicidário entre Simão e Teresa, já é sobejamente conhecida.

Inserindo-se no contexto português do séc. XXI, Um Amor de Perdição não poupa o espectador da violência e polémica da irreverência do realizador, que apresenta a revolta de histórias de amores impossíveis e não correspondidos com a agilidade de quem cavalga as páginas de Castelo Branco.

Como chegou a admitir Barroso numa entrevista, “é um Romeu e Julieta sem a Julieta”.

 

 

‘A BELA E O PAPARAZZO’, de António-Pedro Vasconcelos (2010)


Para provar que o Cinema português não detém exclusivos no campo do dramático e meramente artístico cuja aparente sobranceria afasta o comum espetador, o fenómeno positivo d’A Bela e o Paparazzo era uma entrada incontornável na nossa lista, por se apresentar como um dos títulos mainstream mais bem-recebidos pela massa da assistência na presente década e picos.

A simplicidade e o regresso às raízes cómicas, que no passado regámos e floresciam tão bem, são os trunfos da comédia romântica que junta Mariana, uma celebridade e atriz de telenovelas, e João, um paparazzo.

Não sendo, em rigor, um dos grandes filmes dos nossos tempos, A Bela e o Paparazzo cumpriu, talvez como nenhum outro, um objetivo incansavelmente perseguido por tantos cineastas do panorama nacional: comunicar e relacionar-se com aqueles a quem se dirige – o povo português. Uma saudável bolha de oxigénio essencial para alimentar o tecido conectivo entre a nação e a sua arte.

 

 

 

‘MISTÉRIOS DE LISBOA’, de Raoul Ruiz (2010)


Com quatro horas e meia (a versão mini-série integral tem cerca de seis), Mistérios de Lisboa é uma autêntica maratona cinematográfica que se apresenta como o último filme completo do prolífico realizador chileno Raoul Ruiz.

Diz-nos a descrição oficial que Mistérios de Lisboa nos mergulha num “turbilhão imparável de aventuras e desventuras, coincidências e revelações, sentimentos e paixões violentos, vinganças, amores desgraçados e ilegítimos numa atribulada viagem por Portugal, França, Itália e Brasil”, e uma vez mais, a inspiração busca-se num romance de Camilo Castelo Branco.

Apaixonado pela arte do storytelling, Ruiz tece cada centímetro da teia labiríntica do enredo demonstrando uma compreensão pela história e pela condição humana.

Apesar da duração intimidante, Mistérios é absolutamente imperdível e recheado de prazeres intelectuais e íntimos, sentindo-se como um clássico instantâneo e um presente inestimável que Ruiz fez questão de nos deixar.

 

 

‘JOSÉ E PILAR’, de Miguel Gonçalves Mendes (2011)

 

O maior elogio que podemos prestar a Miguel Mendes pelo trabalho hercúleo de seguir o casal enigmático do título durante meses a fio, é que ‘José e Pilar’ parece uma história saída do imaginário do próprio Nobel. É claro, Saramago nunca foi homem de histórias de amor, de palavras aveludadas, doces. As suas histórias e contos foram sempre irrequietos. “Vivo desassossegado e escrevo para desassossegar”, dizia ele. E assim era e foi. Saramago tinha o dom de transformar a mais mundana das coisas em literatura pura, tenha sido na construção de um convento ou na viagem de um elefante.

Mas este não é um filme sobre José Saramago, o Nobel, nem tampouco sobre José, o homem. Esta é uma equação mais complexa, e a incógnita de José é acompanhada perpetuamente pela incógnita de Pilar, o seu pilar – esta é uma história de amor.

“A Viagem do Elefante”, livro que narra as aventuras e desventuras de um paquiderme, é o ponto de partida e de chegada para ‘José e Pilar’. Enfrentando dificuldades várias, Saramago recuperou sempre e terminou a obra dedicando-a, como sempre, “A Pilar que não deixou que eu morresse”. José era um homem com sede de vida e com uma força tremenda, mas também com uma racionalidade cortante e sempre presente. “O que mais me falta? Tempo. (…) Sentir como uma perda irreparável o acabar de cada dia. Provavelmente é isto a velhice." Quando Pilar lhe pergunta "o que queres que eu faça?", ele responde: "Continuar-me". E mesmo sem querer, é isso que faz também Miguel Mendes.

 

 

‘TABU’, de Miguel Gomes (2012)

 

Inspirando-se no título e estrutura de Tabu, a Story of the South Seas de F.W. Murnau, Tabu desenrola-se como um sonho monocromático, serpenteia entre pontos narrativos aparentemente incompreensíveis à razão, para culminar num final que ilumina todo o caminho percorrido.

Quebrando as convenções de género e de estruturação de narrativa e precedido por um fantástico prólogo, Tabu está dividido em duas partes (de géneros completamente diferentes) – ‘Paraíso Perdido’ e ‘Paraíso’ – combinando uma história de memória numa Lisboa contemporânea com a de um amor impossível em Moçambique nos anos 60.

Uma soma de duas partes fascinante que cria uma justaposição entre a memória e o colonialismo, o realismo e a fantasia, o comum e o exótico; uma daquelas raras oportunidades de ver um trabalho que não só honra todo o caminho que o precedeu na história do cinema, mas que se sente completamente contemporâneo.

Passível de nos crescer cá dentro, não tanto durante mas depois do visionamento, Tabu toca com uma arte e engenho raros o músculo mais irreverente, por vezes insólito e insolente, do corpo humano: o coração.

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