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Point-of-View Shot - We Bought a Zoo (2011)

por Catarina d´Oliveira, em 01.04.12

 

"You know, sometimes all you need is twenty seconds of insane courage. Just literally twenty seconds of just embarrassing bravery. And I promise you, something great will come of it." 

 

 

Um pai de família interpretado por uma das maiores estrelas de Hollywood vê-se um dia confrontado com a morte da adorada mulher, sendo ainda obrigado agora a cuidar de dois jovens filhos que, em posições diferentes, tentam também lidar com a perda da mãe. A filha mais nova é um apoio, mas é o rebento mais velho que parece gerar maior fricção na dinâmica familiar. Eventualmente, uma situação específica que orienta todo o enredo faz com que as conversas certas se tenham e que o final (mais ou menos) feliz esteja à vista.

 

Este primeiro parágrafo podia abrir a crítica a dois filmes deste ano. Um deles, aclamado pela crítica mundial, ou outro, bom, nem por isso. Venho-vos falar do segundo exemplar, e ainda que The Descendants tenha levado um Óscar para casa, We Bought a Zoo, dentro das suas limitações e intenções mal concretizadas, revelou-se para mim como uma experiência muito mais recompensadora.

 

We Bought A Zoo é uma peça familiar baseada nas memórias homónimas de Benjamin Mee; um estudo sobre o processo de cooperação com a perda que nos apresenta a um homem que, tentando lidar com o luto pelo Amor de uma vida, se esforça para dar o novo pontapé de saída na sua vida (e dos filhos) ao comprar uma casa nova que, qual ovo kinder, traz como fava um zoológico. E quando vos digo zoo não falo apenas de uma casca. Este é um zoo que vem bem recheado com tigres, zebras, avestruzes, ursos e… pessoas. Pessoas que incluem uma tratadora que já foi considerada uma das mulheres mais sexys do mundo, um interesse amoroso para o filho mais velho, e mais uns quantos personagens dignos de banda desenhada. E Benjamin não comprou apenas um zoo. Pelos vistos, comprou também uma família nova.

 

 

O sentido de predictabilidade marca toda a história – quando ainda rolavam os créditos iniciais, a minha mãe disse-me sabiamente “eles vão comprar o zoo e no fim vai ser um sucesso”. Dito e feito, como decerto todos esperaríamos. Mas quero acreditar que o que Cameron Crowe mirava aqui não era o fim, mas a jornada. A força emocional inerente a esta história previsível faz com que nos preocupemos com quem vemos no ecrã, e que cheguemos a ansiar essas tais… previsibilidades felizes.

 

We Bought a Zoo é uma espécie de regresso para Crowe, que desde 2005 andava desaparecido das lides cinematográficas, depois de ter lançado Elizabethtown, um flop na crítica e nas bilheteiras que parecia anunciar que um repensamento do caminho a seguir seria necessário. Crowe regressa assim, no modo “safe”, no que parece ser um registo algo diferente a nível estilístico, mas também emocional, ainda que não bata a nenhum nível o seu repertório dos anos 80 e 90.

 

O filme encontra especialmente os seus pontos fortes quando se concentra nas relações dos protagonistas, essas sim, medidas a olho clínico: Katharine Mee, apesar de ausente da vida da família há seis meses é uma peça determinante em todo o enredo, que não dá espaço à desenvoltura convencional do romance “cura-lutos” entre Benjamin e Kelly – a relação deles é, inclusive, algo distanciada por vezes, e encontra o tom perfeito para um homem que apesar de acreditar no futuro, tem dificuldades em libertar-se do passado.

 

Os amantes do mundo animal poderão ficar um pouco desiludidos: além de rápidas aparições de algumas das mais icónicas espécies a encontrar num jardim zoológico, a verdade é que apenas um deles exerce mais do que a função de adereço – o tigre, Spar.

 

 

E por falar nele, a analogia da sua situação com a morte de Katherine é, talvez, um bocadinho óbvia demais. Por mais conselhos que receba na direção contrária, Benjamin tem grandes dificuldades em deixá-lo partir, e faz tudo ao seu alcance para que o animal aguente um pouco mais. A intenção é a certa, mas forçados como são, alguns dispositivos do argumento, como este que acabámos de relembrar, não se tornam tão eficazes como poderiam ser. Sim, definitivamente, as metáforas e analogias não são mesmo o ponto forte de Crowe.

 

Mas as duas horas passam-se num instante (o que é sempre um elogio, ainda para mais dentro do género) e Crowe não perdeu o toque honesto e humano que sempre o caracterizou. O filme é genuinamente doce, e faz observações relativamente à vida e a este processo extremamente complexo por que todos passamos – que corriqueiramente chamamos “viver” – que soam muito a verdade.

 

Rodrigo Prieto torna este zoo remoto num local idílico e a sua fotografia ajuda a marcar a alteração estilística de Cameron Crowe que falámos há pouco. Como também é costume nos filmes do realizador americano, a música tem um papel determinante na montagem do feel geral do enredo, e desta feita, o trabalho de selecção e composição esteve ao cargo de Jonsi, o vocalista islandês da banda Sigur Rós. O resultado é uma escolha eclética (Bob Dylan, Neil Young, Tom Petty), ainda que roce muitas vezes, e uma vez mais, o “demasiado óbvio”.

 

 

Isto vai soar um bocadinho a sacrilégio, mas o Matt Damon nunca foi dos meus atores preferidos. Não que seja mau, antes pelo contrário, mas são aquelas “químicas” entre espectador e ator que às vezes não funcionam. Mas o rapaz é um dos mais versáteis que por aí anda, dou-lhe esse crédito, e é ele quem carrega o zoo às costas. Ele faz de Ben tudo aquilo que desejaríamos ser, e a vontade com que ficamos é de lhe ligar no final do filme a convidar para um café. Damn, que o homem parece ser uma pessoa porreira! E é sem dúvida ele que impede o filme de se afogar num mar de sentimentalismos perigosos…

 

Rosie, uma Maggie Elizabeth Jones que só apetece surripiar e levar para casa, é a alegria projetada no ecrã. Além da tarefa árdua de carregar às costas o maior sentimento de esperança e felicidade do enredo, é normalmente ela que “toma” as grandes decisões da trama. A miúda é um autêntico deleite, e a química com Matt Damon é soberba – e quem é que não movia mundos e fundos para lhe comprar um zoo?

 

O resto do elenco safa-se bem com o que tem à disposição, ainda que o inspetor de John Michael Higgins seja demasiado caricaturado para permitir que algo de bom dali surja.

 

 

 

We Bought a Zoo, um mix elaborado de The Desacendants, The Zookeeper e Marley & Me, é completamente regido por fórmulas e tem a ansia de agradar. Para dificultar tudo um pouco mais, e, apesar de ser baseado numa história verídica, a sua inverossimilidade cheira-se a milhas.

 

Mas ainda assim, e de alguma forma que ainda me guarda algum mistério, acaba por chegar até nós, e tocar-nos onde mais somos sensíveis. É manipulativo também – quem é que resiste a animais e a uma criança adorável a dizer que quer ter um zoo? –, apesar de não podermos esquecer que é um título com rating PG - um convite descarado a levar os mais pequenos convosco..

 

Mas todos estes devaneios para dizer que a sensação que fica no final é que este é um daqueles filmes que, mesmo entre todas as falhas, desejamos gostar. E a verdade é que acabamos por não resistir e gostar mesmo…

 

 

7.5/10

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