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Deep Focus - Como ser um Super-Herói?

por Catarina d´Oliveira, em 12.03.12

 

O ano de 2012 vai ser especialmente atribulado no que respeita à representação cinematográfica de toda uma mitologia de super-heróis que vem habitando o nosso mais fantástico imaginário desde que, pela primeira vez que com um deles tomámos contacto, acreditámos do alto dos nossos cinco ou seis anos que éramos também diferentes e que por isso deveríamos ter um poder escondido que mais ninguém no mundo tinha - sim, eu sei que passaram dias à espera que a vossa coruja chegasse com a vossa inscrição em Hogwarts.

 

O que hoje vos trago é a realização de um sonho de criança... ou talvez apenas um artigo de elevado grau de estupidez que ainda por cima expõe, em várias ocasiões, a minha inaptidão para fazer desenhos no Paint. De qualquer das formas, apresento-vos o guia essencial de “Como ser um Super-Herói?”, que desvenda todos os segredos desta arte oculta e fantástica…

 

Antes disso, resta-me apenas deixar o sobreaviso de que não me responsabilizarei por atos de vandalismo ou de exposição de vergonha pública por falência de resultados. You have been warned.

 

 

 

 

Se pensarem na carreira cinematográfica dos super-heróis, verificarão que, a certa altura, quase todos eles tiveram direito a uma rendição no grande ecrã que dava luz sobre as suas origens misteriosas. Desta forma é crucial que também todos vocês, que almejam ser um super-herói, tenham o vosso backgroud de acordo. Alguns lugares comuns incluem infâncias infelizes, capacidades de interação social nulas ou o facto de ter presenciado a morte de alguém próximo pelas mãos do crime. Mas como aqui não queremos desgraças para ninguém, sugerimos histórias mais simples, como “era uma pessoa normal mas fui picado por uma alforreca mutante e agora cresceram-me barbas gelatinosas que eliminam qualquer adversário”. O que nos leva ao próximo e crucial ponto…

 

 

 

Este é um momento-chave no vosso treino. Se querem ser um verdadeiro super-herói têm de ter um poder especial… senão são só um herói, e isso não tem tanta piada (apesar de ser igualmente honroso).

 

Infelizmente, ter poderes não é fácil, e há apenas três maneiras básicas de o conseguir: 1º ou nascemos com eles (ex. Super-Homem, X-Men), 2º ou os obtemos devido a algum acontecimento cientificamente surreal e inimaginavelmente doloroso (ex. Homem-Aranha, Hulk, Capitão América), 3º ou somos ricos e construímos/mandamos construir o gadget mais cool de sempre cuja tecnologia de alguma forma está anos-luz à frente das descobertas dos maiores cientistas da actualidade. Porque a 1ª opção me parece pouco viável a menos que tenham uma nave espacial escondida na garagem e porque também não me responsabilizo por acidentes domésticos decorrentes da 2ª, parece que só nos resta a 3ª. E se estão com pressa, das duas uma: ou têm uma choruda herança à vossa espera, ou é melhor começarem a fazer mezinhas com promessas para ganharem o euro-milhões. Fico a torcer por vocês.

 

De qualquer forma, e se querem uma ajuda a decidir o poder (ou poderes) que querem adoptar, deixo-vos uma lista de alguns dos mais comuns, e dos mais estranhos.

 

Poderes Mainstream

 - Voar

 - Super-força

 - Prever o Futuro

 - Assumir diferentes formas/corpos

 - Elasticidade

 - Telecinese

 - Invisibilidade

 - Regeneração Celular

 - Rapidez

 - Controlo de um dos cinco elementos (fogo, por exemplo)

 

Poderes Estúpidos, mas que na verdade existem

 - O poder de comer tudo, incluindo ferro, plástico, etc – Matter-Eater Lad (DC Comics)

 - O poder de trasnformar-se num disco voador – Fatman, the humanflying saucer (Lightning Comics)

 - O poder de arrancar os membros e utilizá-los como marreta ou objecto de arremesso- Splitter/Arm Fall Off Boy (DC Comics)

 - O poder de mudar as cores das coisas – Color Kid (DC Comics)

 - O poder de transformar som em luzes fortes – Dazzler (Marvel)

 - O poder de se transformar em qualquer tipo de gelado – Eye Scream (Marvel)

 - O poder de transpirar ácido – The Anarchist (Marvel)

 - O poder francês, que muitas vezes se traduz em espancamentos por meio de baguetes – Jean de Baton Baton (DC Comics)

 - O poder de atirar pessoas pela janela (porque transporta sempre uma consigo) – The Defenestrator (DC Comics)

 

 

 

Se pensavam que este guia vos ensinava a ser um super-herói sem terem de passar umas boas horas a transpirar no ginásio, estão redondamente enganados. Porque mesmo que nascessem abençoados com um dom, não iam querer que aquela banhinha marota aparecesse entre a vossa indumentária, certo? As batatas fritas e bolachas de chocolate têm de ser varridas do sistema, pelo que a motivação e força de vontade são elementos chave no vosso treino. Aconselha-se ainda, especialmente se não dispuserem de um super-poder que envolva força e que por isso não necessite mais do que um selo na boca para deixar os inimigos K.O, que aprendam algum tipo de arte marcial mista. Não só vos ajudará a derrotar os vossos oponentes com mais eficácia como serão capazes de golpes muito mais elegantes para o noticiário das oito.

 

 

 

Temos de enfrentar a dura realidade: este é um mundo que dá extrema importância aos outfits de cada dia, especialmente de quem vai estar exposto, digamos, em capas de jornal a salvar velhinhas em apuros. Se tinham pensado numas confortáveis calças de fato de treino, uns ténis velhos e um casaco de capucho, tirem daí a ideia – até porque podiam acabar a ser confundidos com um ladrãozeco de rua e ainda levavam umas bolachadas por engano. O ideal é que a vossa fatiota seja algo desconfortável à vista, e também para vocês, mas que ninguém fale sobre isso. Nos homens é obrigatório que permita boa visualização dos abdominais e nas mulheres há uma de duas opções: ou fatinho justo alampadinho ao corpo, ou saias curtas acompanhadas de grandes decotes. Em ambos os casos, a lycra é sempre uma boa opção, mas se dispuserem do super-poder da riqueza ou da sabedoria tecnológica, podem sempre almejar algo que vos proteja ativamente as partes mais sensíveis e que seja pesadão – ou acham que o fato do iron-man é uma pluma?

 

A questão da capa é muito importante neste tema, pelo que há que pesar os prós e contras: se por um lado fica sempre bem numa foto no topo de um edifício ao por do sol e incrementa a taxa de bazófia, por outro também pode ter o triste inconveniente de ficar presa em escadas rolantes ou arames ou qualquer coisa do género.

 

Pensando bem, é melhor arranjarem também um super-poder para aprenderem a coser a vossa própria indumentária ou mantenham um designer famoso no topo da lista de contactos, senão são capazes de estar metidos num sarilho. É que o alfaiate comum é capaz de estranhar quando vir o fato que criou nas capas de jornais de todo o mundo.

 

NOTA IMPORTANTE: ganham pontos extra se o vosso disfarce conseguir ser usado debaixo das roupas comuns do dia-a-dia; afinal, o crime não espera que vão a casa trocar de roupa.

 

 

 

Um super-herói que se preze tem de ter um símbolo que o represente que tem de obedecer a três regras: 1º tem de ser esteticamente confluente com o resto da fatiota; 2º tem de ser suficientemente diferente dos símbolos que representam os heróis já existentes (nada de letras ou bicharocos tipo aranhas); 3º e mais importante, tem de dar uma boa t-shirt - um herói não é digno desse nome se não puder resultar num tsunami de merchandising que vá desde as comuns t-shirts às hediondas lancheiras escolares que transportam leitinhos com chocolate, sandes de mortadela e cromos p’ra troca.

 

 

 

Se no vosso inventário de super-poderes não estiverem a velocidade ou a capacidade de voar, uma das coisas mais importantes na vossa lista de necessidades é arranjar um veículo digno para o efeito. Para o bem do ambiente, até vos recomendava transportes públicos, mas o mais provável é que só chegassem ao local do crime no dia seguinte, o que se revelaria profundamente ineficiente. Sendo assim, e com o dinheiro que por esta altura já devem ter arrecadado do euromilhões, toca a desembolsar num bólide bonitinho e poderoso. Pode ser um carro, um avião, uma nave, um triciclo a motor… o que quiserem. Só tem de ser rápido... e estiloso – o Batman não era assim tão cool se chegasse num Fiat Uno cinzento com 30 anos, pois não?

 

 

 

Combater o mal nem sempre é uma tarefa fácil, pelo que saber que podemos ter alguém a lutar ao nosso lado pode, em algumas instâncias, não ser uma má ideia. Há, contudo, várias notas mentais que devemos tomar:

  • A sua fatiota deve ter cores completamente distintas da vossa – não vão querer ser confundidos com a personagem secundária decerto;
  • Nunca deve ter poderes ou habilidades superiores às vossas – era embaraçador se fosse ele a ter de vos salvar de cada vez que houvesse sarilho;
  • Nunca deve ser mais bonito e/ou interessante do que vocês – não querem que vos fique com o interesse amoroso, certo?
  • Deve estar sempre preparado para as tarefas menos queridas ao herói – afinal, nem todos são ricos como o Batman para contratar uma legião de empregados para limpezas e tarefas menos nobres do que salvar gatinhos presos em árvores, e o bólide tem de estar um brinco…

 

 

Este elemento serve apenas para enaltecer a vossa vida sofrida, uma vez que não podem, em nenhuma instânci,a juntar-se a ele ou contar-lhe o vosso segredinho, prevenindo assim um eventual ataque do vilão (outra peça essencial, já lá iremos!). Mas ei, há que manter a esperança, e talvez num futuro livre de vilões possam ter o vosso pôr-do-sol na praia – fingers crossed para nenhum transeunte ser picado por um peixe-aranha e terem de entrar ao serviço.

 

 

 

Como disse um dia Billy Crystall e bem, “o tamanho do vilão determina o tamanho do herói; sem o Golias, o David seria só um parvalhão que atirava pedras”. Para a coisa não parecer demasiado ridícula, daquele tipo que podia ser resolvido pelo puto do Sozinho em Casa, convém que o vilão seja inteligente e forte e que os vossos encontros se cinjam à regra dos três simples (não, não tem nada que ver com a fórmula matemática, é só mesmo porque são três): 1º encontro – apresentação do vilão ao herói em roupas civis e sem pancadaria mas com ameaças; 2º encontro – primeira cena de pancadaria onde o vilão sai vencedor; 3º encontro – segunda sessão de pancadaria onde o vilão está prestes a triunfar de novo mas dá-se o twist final e o herói leva a bicicleta.

 

 

 

Se desejam ardentemente ser um super-herói, têm de estar preparados para os momentos difíceis. Apesar de nos sonhos mais distantes pensarmos que toda a gente nos vai achar a “última bolacha do pacote”, a verdade é que os super-heróis são, por norma, marginalizados. Portanto, toca a trabalhar numa moral de ferro e que não seja afetada por insultos de terceiros.

 

Outra questão importante neste ponto é a da identidade secreta. Se não querem que o vilão vos apareça à porta às 4 da manhã depois de ter descoberto onde vivem através do Google Maps, é melhor arranjarem um “disfarce diurno”. Uma coisa importante… no mundo real, tirar os óculos e fazer um caracol na poupa não nos torna irreconhecíveis – aprende qualquer coisinha, Clark Kent.

 

Por fim, uma motivação é sempre importante, e se querem ser um super-herói digno, ela será sempre lutar pelo bem maior. Se quiserem ser um super-herói mascarrado, podem usar a da vingança, mas eventualmente cedam ao bem maior. É sempre mais seguro.

 

*** *** ***

 

E pronto. Por esta altura já devo ter diante de mim uns quantos marmanjos para me salvar o dia. Uff…

Obrigada vigilantes!

 

 

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3 comentários

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De andreia mandim a 27.10.2012 às 01:23

Não conhecia o artigo, já agora parabéns por ele e pela nomeação. É sempre bom ver o sexo feminino bem representado!

cumprimentos,
cinemaschallenge.blogspot.com
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De Catarina d´Oliveira a 27.10.2012 às 16:33

Andreia,

muito obrigada! Fiquei muito feliz por ver que também tu estavas lá a representar o sexo feminino, bem como a Inês... Temos de representar, não é verdade :P

Boa sorte!
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De Marco a 11.12.2014 às 19:07

Muito bons artigos, parabéns na página é muito divertido

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