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Point-of-View Shot - Flickan som lekte med elden (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 14.10.11

 

"Eu vou encontrar provas, vou encontrar o verdadeiro assassino e vou escrever um artigo que te vai lixar a ti e aos teus colegas."

(tradução do original sueco)

 

Se têm vivido debaixo da terra, é provável que ainda não tenham ouvido falar da saga Millenium, uma trilogia de crime/mistério escrita por Stieg Larsson. Os romances receberam os nomes lusos de Os Homens que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, e já devem ter vendido à volta de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Obviamente, os outros media interessaram-se. Produziu-se uma mini-série, e como o Cinema não gosta nada de ser posto de parte, essa mini-série foi transformada em três filmes. Este que vos apresento hoje é o segundo.


Entretanto, vou dizê-lo para tirar já isto do caminho: o segundo episódio cinematográfico da saga Millenium não é tão entusiasmante como o primeiro… mas isso não quer dizer que seja mau ou feito às três pancadas. Antes pelo contrário.

Revelando um sub-mundo de actos sórdidos e imoralidades, este segundo capítulo de Millenium é inteligentemente complexo e interligado. E apesar de um pouco mais atabalhoado, quem é que, sendo fã da saga, resiste a mais uma exibição de badassness by Lisbeth Salander? 

 

 

Neste Segundo episódio, Mikael Blomkvist está à beirinha de terminar um artigo de exposição que liga elites poderosas a redes de exploração sexual de menores quando encontra os corpos de dois jornalistas da Millenium que foram brutalmente assassinados. Com as impressões de Lisbeth Salander por todo o lado, esta torna-se uma mulher procurada. A todo o custo, Mikael tenta juntar provas para provar a inocência do “anjo vingador” e acaba por descobrir verdades tenebrosas sobre o passado de Lisbeth e sua família.

 

Sabem aquela filosofia de Hollywood… “sou durona, mas continuo a ser muita gira e boa”? Completamente falsa em termos reais, certo? Felizmente, a saga Millenium, e particularmente este A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo não segue esse princípio.

 

Lisbeth Salander é amarga (muito justificadamente), quase selvagem e carrega um fardo maior do que qualquer um de nós possa sequer começar por entender. Ela vive num mundo de predadores, de violência e de corrupção. Ao contrário do primeiro episódio, este versa mais sobre a história de Lisbeth, o que não quer dizer que alguns dos seus maiores entusiastas do primeiro filme fiquem totalmente contentes com esta versão… menos realista. Eu cá não me importei muito, mas admito que isto já cheira um bocadinho a cliché americano entre as cenas de acção mirabolantes e um regresso debaixo da terra, literalmente.

 

 

O filme constrói um paralelo interessante entre as buscas pela verdade de Lisbeth e Mikael, mas utiliza pouco ou quase nada a justaposição deste dinâmico par. Relativamente a Homens que Odeiam as Mulheres, também temos mais situações forçadas e artificiais, mas felizmente, e para compensar estas falhas, as revelações surgem no momento certo para o nosso interesse se manter sempre em altas.

 

Na realização, Niels Arden Opley abandona o barco e quem toma os comandos do segundo e terceiro filmes é Daniel Alfredson, que se demonstra um pouco mais áspero e menos sensível a nível de momentos chave que talvez exigissem maior contemplação. O realizador não faz grande coisa para enquadrar novos espectadores, e este segundo filme perdeu um pouco do feel televisivo do primeiro, mas é também mais urbano e tenso, com uma perseguição bem cinematográfica e uma boa cena de pancada (parece que ouvimos Hollywood chamar lá ao fundo). Mas nem todas as mudanças são boas, já que se peca um pouco em inovação, e a graça visual é menor, tal como a sofisticação, levando a série para o terreno pantanoso das coincidências e improbabilidades, que inclui um personagem que parece um vilão gigante à James Bond um pouco deslocado do realismo que se pretende das restantes personagens.

 

 

Ainda assim, é um thriller entusiasmante com uma continuada crítica à forma pobre como os governos respondem aos casos de abuso e violência doméstica. Desenrola-se a um bom ritmo e ainda nos reserve alguns momentos doces e meigos entre o resto do tempo que andamos com o coração nas mãos.

 

Visualmente, ficamos com uma visão belíssima de Estocolmo numa fotografia dramática neste thriller-policial cheio de acção. Pode não ter as qualidades noir do primeiro episódio, mas a estrutura e estilo continuam a prender-nos à cadeira sem dar vagar para uma ida ao wc.

 

Quanto aos dois leads, Noomi Rapace e a sua Lisbeth continuam o coração da série – sim tenho uma fascinação pela personagem, e nas três reviews vou-me dirigir muito a ela. A sua ousadia e brutalidade asseguram a audiência como sua cúmplice mais próxima, na sua cruzada para eliminar obstinadamente os oponentes mais repugnantes. Ela é a epítome do que é ser cool e Rapace é novamente soberba no papel que equilibra na perfeição a dureza com a vulnerabilidade. Também relativamente bem nos surge novamente Michael Nyqvist que representa segurança e bondade num mundo de homens cruéis.

 

 

A brutalidade do segundo filme não é tão sexual como a do capítulo que o precede, mas não se preocupem que ainda há muita “fruta” a ser distribuída. Lisbeth não leva desaforos para casa, e quem tiver inclinações para o abuso ou corrupção vai pagar bem caro.

 

8/10

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2 comentários

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De André Clemente a 09.11.2011 às 13:08

Acabei de vê-lo mesmo agora é bastante bom... só um pouco inferior ao primeiro mas nada que afecte demasiado o filme...quanto a mim mantenho o 8/10 que dei ao primeiro filme.
Continuação de bom trabalho!!
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De Catarina d´Oliveira a 09.11.2011 às 14:18

fica-te só a faltar o último :P perde um bocadinho de folego, mas nada de muito grave.
quando vires, let me know :D

obrigada pela partilha

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