Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Mais sobre mim

foto do autor



Calendário

Janeiro 2011

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

free hit counters


Action Props Jogos
Awards Season Época de Prémios
Deep Focus Artigos
Flashback Regresso ao Passado
Flashforward Notícias e Projectos
Freeze Frame Shot Imagens
Master Shot Listas e Tops
Mise en Scène Trailers e Posters
New Shots Estreias
Outtake Fora da Sétima Arte
Point-of-View Shot Críticas
Pull Back Shot Um olhar sobre o passado das Estrelas
Smash Cut Citações
Snorricam Extras
Widescreen Cenas Icónicas

. Blog Oficial


Membro do Círculo de Críticos Online Portugueses

. Blog Oficial




Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D


Point-of-View Shot - Stone (2010)

por Catarina d´Oliveira, em 08.01.11

 

"You ruined my whole life! Why?!" 

 

Quando se tem uma “boa mão” - seja de actores, argumento, etc – existe sempre um de vários passos em falso que se pode dar: exagerar. Exagerar é exactamente o que John Curran faz demasiadas vezes ao longo do seu mais recente filme, Stone

 

Uma grande porção do que vemos é um homem a entrar na cabeça de outro. Edward Norton é Stone, um incendiário que cumpridos oito anos de uma pena de dez ou 15, é elegível para sair em liberdade condicional. Todavia, para que isto aconteça, tem de passar por Jack (Robert DeNiro), um oficial da prisão cujo trabalho é avaliar os prisioneiros aptos a sair em liberdade condicional e fazer recomendações dos mesmos.
No decorrer da acção, encontram-se várias vezes no escritório de Jack. Apenas uma mesa os separa e Jack tem o poder. Ou deveria ter. Mas será que tem?


Jack está cansado do trabalho, cansado de si, e cansado de uma vida inteira de fachada que começou no dia em que decidiu forçar alguém que não o queria a ficar ao seu lado para sempre. Chegou à casa dos 60 sem amar nada, sem saber nada ou sem sequer acreditar em nada. E à medida que Jack enfraquece, Stone fica mais forte.

 

À misturada junta-se a mulher de Stone, Lucetta (Milla Jovovich), que é descrita como um alien. Talvez seja mesmo a melhor descrição para uma personagem tão perturbadora e complicada, que primeiro é espontânea e indefesa, e depois esquemática e fria observadora. Enquanto Stone entra na cabeça de Jack na prisão, Lucette entra cá fora.

 

 

Com a entrada de Lucetta, "Stone" torna-se um estudo de personalidade triplo, à medida que cada personagem executa as suas manobras, reage e se desenvolve pela presão exercida pelos outros dois. Cada um incorpora contradições, defeitos e fraquezas, e o filme questiona-nos continuamente sobre isso.

 

A maior parte da acção tem lugar na mente de um homem, e é o tipo de acção que não se vê e é difícil captar num meio que capta apenas superficialidades (afinal de contas, um filme raramente tem mais de duas horas). No final de contas, Stone é uma peça assustadora que reflecte sobre o que significa estar realmente perdido.

 

O realizador John Curran parece não se ter decidido por que filme quis ter. É um drama críptico sobre um grupo de quatro personagens cujas trajectórias são desviadas pelas suas interacções? É um thriller sobre o jogo e conflito de vontades de duas personalidades fortes? É uma alegoria para uma mensagem sobre ambiguidade espiritual e corrupção? Bem, de certa forma, Stone é estas três coisas, mas a abordagem a cada uma é tão confusa que acaba por não ser bem sucedido em nenhuma. É um filme interessante, disso não haja dúvidas; mas a narrativa é tratada de uma forma tão pobre que é uma pena desperdiçar material desta forma e parece um daqueles filmes feitos especialmente para serem incompreensíveis.

 

Cada uma das personagens tem visões distintas da moralidade, Deus e o depois da vida. Curran tenta ligá-los entre si, e dar nós nas pontas soltas, mas a sua mensagem acaba por passar distorcida e incoerente. O pior de tudo é que acaba por criar suspense e expectativa por uma revelação que nunca chega. Stone não faz nada por isto, nem sequer por fechar o arco de nenhum dos personagens ou responder às questões levantadas pelos elementos de thriller.

 

Stone é mais eficiente, talvez, como um filme de personagens, ainda que nenhuma das quarto seja aprofundada o suficiente para ter sucesso nesta área em particular. O filme acaba por escolher alguns atalhos em detrimento da sua credibilidade – por exemplo, a epifania de Stone é tão rápida e tão parcamente construída que parece mais um dispositivo da narrativa do que um desenvolvimento no arco do personagem.

 

Mas a maior força e simultaneamente fraqueza do argumento escrito por Angus MacLachlan não é o significado, mas a sua contínua manutenção de ilusão. Apresenta-nos quatro personagens fascinantes, bastante específicas mas que não são como tantas outras que encontramos nos recantos de uma sala de cinema. Estas são pessoas que poderíamos encontrar na vida real. Depois, monta um esquema dramático entre eles que borbulha implicações e questões morais, mas cuja falta objectivo moral se apresenta como o maior obstáculo. Sabemos que algo grande e importante está a acontecer, ainda que não consigamos dizer exactamente o que é.

 

Genuinamente estranho na sua mistura de aspreza e confusão na direcção a seguir, o estudo sobre a tentação bíblica do argumentista Angus MacLachlan é salvo das suas próprias grosserias pelo quarteto de actores

 

 

No que respeita ao elenco, além de Jovovich que já falei anteriormente, até que enfim alguém convenceu o De Niro a representar novamente em vez de simplesmente aparecer em filmes e recolher o pagamento. O actor trabalha aqui num modo minimalista, observando a presa (ou o atacante) como um falcão atento que depois cai do abismo. Norton é brilhante, quer seja no sotaque, nos trajeitos, ou na alma que dá a Stone, fazendo-nos duvidar sempre das suas intenções e acções.

 

Talvez esta crítica tenha apontado mais pontos negativos do que positivos, e daí surgirá alguma estranheza na avaliação final. Contudo, a verdade é que desde a banda sonora às questões levantadas que não têm resposta, Stone é um filme desconcertante e desafiador e uma experiência cinematográfica bizarra à qual não queremos virar as costas.

 

Para muitos, os actores vão chegar. Para outros, o material será demasiado ou insuficiente.

 

7/10

Autoria e outros dados (tags, etc)




Mais sobre mim

foto do autor



Calendário

Janeiro 2011

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

free hit counters


Action Props Jogos
Awards Season Época de Prémios
Deep Focus Artigos
Flashback Regresso ao Passado
Flashforward Notícias e Projectos
Freeze Frame Shot Imagens
Master Shot Listas e Tops
Mise en Scène Trailers e Posters
New Shots Estreias
Outtake Fora da Sétima Arte
Point-of-View Shot Críticas
Pull Back Shot Um olhar sobre o passado das Estrelas
Smash Cut Citações
Snorricam Extras
Widescreen Cenas Icónicas

. Blog Oficial


Membro do Círculo de Críticos Online Portugueses

. Blog Oficial




Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D