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Point-of-View Shot - Avatar (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 03.02.10

 

 

"I see you"

 

A minha preferência cinematográfica mantém-se ao nível terreno de Precious, The Hurt Locker ou An Education, mas é impossível ignorar o titã ao canto: Avatar.

 

Como espectáculo, é indelével e inesquecível, é uma maravilha tecnológica e o maior filme 3-D alguma vez feito; mas como filme e como história, por entre um cocktail de clichés, evapora-se à medida que abandonamos o cinema.
 

Jake Scully é um fuzileiro paraplégico americano que, em 2154, é enviado numa missão para um planeta chamado Pandora, onde os humanos desenvolveram uma tecnologia que lhes permite controlar com a mente consciente um avatar – clone dos indígenas de Pandora, os Na’vi. Deitado num pseudo-solário, Jake transfere a mente para o seu Na’vi azul de três metros, olhos amarelos e cauda.

 

O processo foi criado pela cientista Grace Augustine, tendo como principal objectivo facilitar as relações com os Na’vi, uma vez que a atmosfera de Pandora é venenosa para os humanos e as necessidades técnicas atravessam-se no caminho. Para os nativos, é a última oportunidade de cooperar, já que um empresário ignorante ambiciona um elemento (Unobtainium - um termo frequentemente usado para descrever qualquer material que possui propriedades extraordinárias que são únicas ou impossível de obter no mundo real) que está enterrado debaixo da árvore sagrada dos Na’vi. Falhando a diplomacia, entra em campo o coronel Miles Quaritch, que o obterá a qualquer preço.

 

 

Na sua primeira missão, Jack separa-se do grupo liderado por Grace depois de um ataque animal e é salvo por Neytiri, uma verdadeira Na’vi. Vigiando-o e treinando-o, o povo Na'vi começa a aceitá-lo como um deles; e também gradualmente ele aceita e depois abraça a nova cultura, a comunidade e… Neytiri. Depois chega a altura em que se vê que os humanos são maus, e qualquer lembrança de “Dances with Wolves” não é de estranhar porque as semelhanças entram pelos olhos adentro e mais vale não lutar contra isso.

 

Há alegorias óbvias: Pandora é um "avatar" da floresta amazónica e a sua destruição no nosso mundo real, dando ainda tempo para dois ou três discursos ecológicos, e as “tarefas diplomáticas” dos americanos para com os Na’vi recordam, obviamente, os confrontos no Iraque e Afeganistão.

 

Cameron mistura de forma suave e discreta live action, animação gerada por comuptador e tecnologia 3-D – a tecnologia que nos tinha arrebatado com Gollum e as paisagens da Terra Média em Lord of the Rings, atinge um novo nível de mestria e perícia, permitindo, entre outras coisas, maiores nuances nas expressões faciais.
 

Com a magnificiência visual que é Avatar, James Cameron é coroado o rei do mundo virtual. Mas até os reis precisam de uma mãozinha, e Cameron precisa (urgentemente) de contratar um argumentista. É que quando pomos na mesma balança a grandeza técnica do CGI e do 3D e a história vista e revista e os personagens unidimensionais, ela desequilibra-se… muito.

 

A primeira metade vale a pena – é uma experiência cinematográfica única e imperdível onde nos vemos completamente imersos no mundo de James Cameron.

Na última parte, quando os tanques e aviões de combate entram em cena, a fita não se torna mais inventiva do que um bom e sofisticado jogo de computador.

 

 

 
Pode ser considerada uma estrutura clássica, mas num filme de tamanha dimensão, também pode ser chamada de preguiça. A história não necessitava de originalidade integral, mas apenas algumas luzes ou perspectivas frescas sobre um modelo familiar. O diálogo também não vai além do aceitável, relembrando até o dos comic books, o que deixa apenas espaço para o visual e a estética da fita brilharem.

 

Os Na’vi impressionam com os movimentos fluidos e a unicidade dos elementos e expressões faciais; mas à medida que avançamos, até as faces começam a ser inexpressivas, porque não têm matéria com que se desenvolver, não há nada nas entrelinhas.

 

Mas a (triste) verdade, é que não é sequer pela história que as massas são atraídas às salas. É, sim, pela visão de Cameron, e isso é inegavelmente brilhante. A riqueza e a beleza das cores, das texturas e dos grafismos são ainda mais realçados pelo 3-D de que Cameron faz uso inteligente para dar mais profundidade e vida ao seu filme.

 

Por mais que nos custe deitar fora o trabalho de alguns profissionais, a verdade é que os actores não sao os protagonistas aqui, sabendo, inconscientemente, que no tabuleiro de jogo de Cameron são quase obsoletos.
Não há problema em fazer um filme cuja base seja a tecnologia, mas acaba por ser irónico que um dos principais temas de Avatar seja o aprender a estar ligado a tudo o que nos rodeia de uma forma única e respeitadora.

 

É claro, e devemos dizê-lo, que Cameron não é um realizador que faça filmes totalmente vazios como Transformers 2 (leia-se Michael Bay, por exemplo) ou algo do género... Avatar tem algo por detrás dos efeitos; mas é algo subnutrido e subdesenvolvido e sem forças para se equilibrar ao lado da genialidade visual.

 

 

Outro dos problemas que advém do facto de fazer um filme 3-D com duas horas e meia, não tem nada a ver com o filme assim, mas sim com as nossas próprias capacidades: ver um filme hiperrealista requer mais de nós fisicamente do que qualquer outro, e a fadiga ocular nunca é uma das grandes ajudas num filme deste género.

 

O resultado não é um filme “para sempre”, mas “O” filme do agora: deslumbrante, um portentoso sonho dos sentidos, que deixará as audiências impressionadas mas pouco comovidas.

 

É quase um crime dizer “Avatar é um grande filme” ou “Avatar não presta”. Na fita de James Cameron, as coisas nunca podem ser lineares: temos o Avatar genial, com uma fotografia de tirar a respiração e efeitos nunca antes vistos; e temos o Avatar em segunda mão, com falhas narrativas e de diálogo e pejado de clichés. O primeiro merece um claro 10, o segundo, no máximo, um 6. A média dá 8.
 

Se ao menos Cameron tivesse gasto tanto tempo na construção da história como gastou nos efeitos para a contar, estaríamos certamente perante um dos melhores filmes da história…

 

8/10

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3 comentários

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De Hugo Gomes a 04.02.2010 às 19:25

Eu sei que já venho atrasado, mas ... bem vinda de volta!

Já tinha saudades das tuas criticas e artigos, sempre bem estruturados e elaborados e este não é excepção. Concordo contigo, a certa altura do filme já me sentia cansado pela fraca originalidade do argumento, porém os efeitos visuais compensam e muito.

Mas não roça o ridiculo argumentativo de Transformers 2, isso não ....
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De xocoatl a 05.02.2010 às 20:05

Concordo plenamente!

Parabéns pelo blogue =)
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De Filipe Coutinho a 10.02.2010 às 23:29

Não estamos mesmo de acordo desta feita. Não consigo ser tão generoso quanto tu mas percebo perfeitamente os teus argumentos.

Bjs

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