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"Years ago, I knew a boy who made all the wrong choices. He seemed a student like any other. His name was Tom Riddle. Today, the world knows him by another name: Voldemort"

 

Antes de escrever qualquer outra coisa, vale a pena esclarecer umas quantas questões importantes.

 

Quem espera, depois de ter lido os livros de J.K.Rowling, sair das salas de cinema extasiado de alegria pela adaptação perfeita, desengane-se. Rowling criou um mundo que nem oito nem oitenta filmes poderiam reproduzir na perfeição.

 

Para quem não leu, acredito que os filmes satisfaçam mais que bem as expectativas; para quem não leu o caso é diferente. A questão não será tanto tomar os livros e os filmes como experiências totalmente separadas e independentes para tirar o máximo partido de ambos, mas tomá-los como um elemento de um mesmo conjunto apreendendo porém, e aqui surge a parte complicada, a aceitar que um filme nunca poderá ser como um livro, e vice versa.

Esclarecidos estes pontos, vamos ao que interessa. Desculpem-me antecipadamente a extensão da crítica mas realmente há muito do que falar e ainda muito fica por dizer...

 

Deslumbrantemente bem executado e, creio eu, deliberadamente menos fantasioso e activo que os seus precedentes, Harry Potter and the Half-Blood Prince é uma rica combinação de temor, tristeza e perda e amor, alegria e amizade.David Yates fez finalmente um filme que não ambiciona agradar a Gregos e Troianos, o que por si só, demonstra a sua confiança no projecto que abraçou.

 

O pano abre com uma sequência electrizante que, apesar de estar referida na saga, não é alvo de grandes pormenores. Uma série de Devoradores da Morte surgem no céu diurno mas escuro e nublado e mergulham a pique numa Londres assustada e frágil. Deixando atrás de si um fumo negro corrupto, espalham o terror entre a comunidade Muggle com uma alegria insana. Na despedida gloriosa, despedaçam a colossal Millenium Bridge. A magia vai começar.
 

 

A história deixa-se fluir de forma imponente e desapressada.
A magia desencabrestada é substituída por uma abordagem mais pausada e madura que reduz ao essencial o desafio do imaginário mágico, algo que, surpreendentemente, torna ainda mais fantástica esta jornada d’ “O Escolhido”.


Contrariamente ao que acontece com outras sagas, a de Potter não enfraqueceu. Os filmes têm, dentro dos seus possíveis, feito uma justiça incrível ao complexo mundo criado por J.K. Rowling; algo que os fãs, entre as intermináveis enumerações de elementos faltosos, muitas vezes falham em ressalvar.

 

Os filmes amadureceram, acompanhando o passo dos protagonistas. O equilíbrio encontrado entre o drama, os motivos negros e o humor adolescente torna de Half-Blood Prince um dos, se não mesmo o melhor da série até ao momento.

Neste capítulo, a acção é uma personagem secundária, quase meramente figurante à medida que nos deixamos levar pelos conflitos emocionais que dominam Hogwarts neste sexto ano escolar. O amor e a alegria juvenil cruzam-se a cada esquina com o peso de tarefas obscuras, com a perda, com o drama e com a consciência.

 

David Yates deve aqui ser prezado. Na sua segunda volta como realizador das aventuras de Potter, demonstra aqui que tem todos os pozinhos necessários para acertar em cheio na fórmula mágica do desfecho da aventura. Yates vem, desta feita, muito mais confiante e traz consigo cada vez mais mais bagagem (seja ela física ou emocional) do mundo real permitindo-nos uma relação de aproximação crescente com a história e os protagonistas.
 

 

Há oito anos, a fantasia imperava : criaturas fantásticas, corujas, elfos domésticos, fantasmas... mas tudo isso amadureceu aos poucos, e Hogwarts que temos hoje é uma escola diferente. Sem fantasmas, sem quadros que se mexem freneticamente, sem corredores atafulhados de jovens alunos excitados com a próxima aula de Defesa contra as Artes Negras e receosos de entrarem na intimidante masmorra de Poções; hoje Hogwarts é uma escola cheia de alunos, mas supreendentemente vazia, escura e de semblante solene e pesado. Algo de tenebroso se aproxima, e as próprias paredes da escola dirigida por Albus Dumbledore o sentem.

 

As considerações técnicas serão breves, mas não por isso se pensem minimizadas. Os efeitos especiais continuam num caminho ascendente esplendoroso sendo claramente os mais visualmente arrebatadores da série. O estrante nas lides feiticeiras Bruno Delnonnel contribui com uma fotografia excepcional que cria um ambiente notável nunca antes visto na saga Potter.

 

As minhas maiores queixas no elenco jovem sempre foram dirigidas a Daniel Radcliffe, que talvez também acusando o peso excessivo de protagonista heróico, nunca foi “mágico”. Todavia, e quero salientá-lo, tem vindo a melhorar e especialmente em Half-Blood Prince começou a ser um prazer vê-lo, uma vez que dá uma gravidade e maturidade a Harry que até aqui não tínhamos visto.
Emma Watson, desta vez com uma tarefa mais passiva, continua a demonstrar o talento claro num episódio que, para si, foi especialmente marcado pela tristeza, melancolia e paixão não correspondida.

 

Mas o Ying e o Yang deste espantoso sexto episódio da série escrita por J.K.Rowling são, sem qualquer dúvida, Rupert Grint e Tom Felton. Grint demonstra uma vez mais o timing cómico espantoso e é realmente quase impossível não rir na grande parte das suas cenas. Felton tem aqui, e pela primeira vez, algo mais que fazer do que um simples bully afectado e irritante. Malfoy é-nos apresentado numa nova dimensão e Felton consegue trazer à tona uma vulnerabilidade tão humana em Draco que não conseguimos apenas odiá-lo, mas também ter desenvolver um inevitável sentido de pena.
 

 

No já habitual “Quem é Quem” dos grandes astros britânicos que aparecem na saga, surge-nos a novidade anual no cargo de Professor de Hogwarts, desta vez, na cadeira de Poções. Jim Broadbent é o excêntrico e estranho Professor Horace Slughorn e vê-lo é, sem dúvida, um deleite. Não querendo estender-me a desnecessárias considerações sobre todo o brilhante elenco secundário de “pesos pesados” britânicos” farei apenas duas referências rápidas.

 

Helena Bonham Carter é um autêntico festival de loucura e caos; uma demónio de varinha em mão que se nota aproveitar cada segundo do seu tempo de antena para se divertir ao máximo e, consequentemente, deslumbrar.
O outro destaque, todos sabem qual é: o genial Alan Rickman que, uma vez mais e sem surpresa, domina o ecrã com um Severus Snae que nos deixa sempre a desejar mais e mais. O dom para a palavra do homem é realmente espantoso e inimitável. Esplendido!


Seriam estranhos tantos elogios para a consequente nota, que não é a máxima. Mas de facto, houve dois pontos que não me agradaram especialmente.


A explicação do realizador David Yates para a exclusão da sequência de clímax final fez-me algum sentido. Afinal, por mais que quiséssemos ver uma grande cena de confronto neste sexto episódio, a verdade é que pela altura da parte final, talvez olhássemos para a grande batalha final (e essa sim, GRANDE) como uma reprodução de algo que já tínhamos visto. E qual é o mal de, entre uma longa “octologia”, haver um filme que preza, acima do resto, a palavra e a emoção humanas? Nenhum vos digo eu! Por isso a minha crítica não vai por aí.

 

A grande questão é que houve pouco Half-Blood Prince. O livro maravilha por que Harry obsecava (muito mais na literatura do que na adaptação cinematográfica) não teve o protagonismo que merecia, o que acabou por também se traduzir numa revelação final sem sal e o devido valor. É que…se virmos bem… é o nome do filme meus amigos, decerto merecia mais destaque… digo eu, não sei. Até porque havia mais coisas giras e não muito demoradas por onde pegar.

 

O outro aspecto que me incomodou mais foram as pequenas pistas dadas relativamente a reviravoltas futuras, especialmente pelo nosso amigo Snape. Quem leu os livros sabe ao que me refiro e sabe que, até aos momentos finais, não há migalhinhas pelo caminho, o que contribui MUITO para os múltiplos efeitos surpresa do desfecho. Espero sinceramente que tenha sido uma mera consequência de eu conhecer a história e o final e automaticamente compreender estes sinais… mas terei de esperar pelas opiniões daqueles que não leram os livros para saber de facto.
 

 

Os efeitos espectaculares, as performances cravejadas de nuances e o diálogo gracioso e mordaz fazem de Half-Blood Prince um dos grandes pilares da série. Qualquer desilusão surgirá apenas da ausência de algo do livro, ou da posição ingrata do episódio na própria estrutura da saga: o estender da passadeira para o derradeiro capítulo final bi-partido.

 

Uma cena adicional criada diz tudo sobre o espírito desta equipa gigantesca por de trás do sucesso da história do rapaz que sobreviveu. Numa cena em que professores e alunos erguem as suas varinhas iluminadas aos céus negros e tenebrosos, vemos que, mesmo em momentos de adversidade e escuridão, a união e o companheirismo trarão luz e esperança.
 

"I never noticed how beautiful this place is."

 

8.5/10

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3 comentários

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De Jackie Brown a 22.07.2009 às 19:23

tenho muita curiosidade de o ver.
espero sinceramente que o trabalho de David Yates seja melhor do que o 5.º filme,o pior da saga.
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De Marcelo Pereira a 25.07.2009 às 01:34

Concordo plenamente, incluindo também a nota! Sendo fã da franquia, arrisco-me a dizer que se trata do melhor filme. Já o vi duas vezes no cinema, e tenciono uma terceira... Enfim :p

Cumps
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De Miguel a 31.07.2009 às 16:01

Gostei muito da crítica. Concordo com tudo o que escreveste.

Achei a parte quando o dumbledore e o harry falam dos horcruxes e dumbledore está a falar que a magia negra deixa rastos e a consequente relação aos horcruxes e harry faz aquele gesto que fazia muito na ordem da fénix, dando ali uma pista genial de que [SPOILER] ele próprio é um horcruxe [/SPOILER].

Destaque ao trabalho abismal de Bruno Delbonnel, que conseguiu transformar o ambiente do filme para um episódio mais maduro.

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