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Deep Focus - De que é que se falece nos filmes de terror?

por Catarina d´Oliveira, em 08.07.09

 

Não me lembro de alguma vez ter visto um filme de terror em que o elenco aguentasse desde o início até aos créditos sem alguma morte... e porque é que isto sucede? Ora, meus amigos, porque existe toda uma panóplia de males que afectam os intervenientes num filme de terror e que carecem de divulgação apressada. Para isso está cá o Close-Up! De que é que se morre então nos filmes de terror?

 

De estupidez...
As pessoas presentes num filme de terror padecem de um mal significativamente grave e potenciador de mutilações, mortes ou maçadas do género: estupidez. A decisão entre duas opções recai sempre sobre a mais parva, afinal o cérebro podia entrar em curto-circuito se tentassem pensar dois segundos nas consequências de determinados actos.

 


Assim só é natural que vejamos pessoas que acham que entrar numa casa abandonada, podre e com olhos e dedos humanos pendurados pelo tecto ou ir viver para uma casa onde 50 pessoas foram torturadas e queimadas são boas ideias.
A estupidez é uma limitação severa que estas personagens têm de enfrentar e o único conselho possível nestes casos é: tudo o que queiram fazer, não façam. Ou ainda melhor, façam exactamente o oposto.

 

De machismo...
Existe a tendência de haver sempre um personagem “macho”. Não necessariamente de sexo (também podem ser mulheres apesar de ser mais raro), mas de carácter. Estes indivíduos consideram-se certos a tempo inteiro e ainda oferecem pancada se não concordarmos com eles; este personagem é sempre aquele que vai na cabeça do grupo, à frente, o primeiro a entrar naquela sala escura onde um lunático com uma “naifa” aguarda pacientemente para juntar a próxima cabeça à sua vasta colecção.

 


O maior dos problemas é, no entanto, a capacidade do personagem de arrastar os outros para a miséria. Quantas vezes não estão os outros a dizer que já são horas de voltar para o conforto do lar e as saias da mãe e o macho goza-os, acusa-os de mariquice e, se tiver hipótese, ainda atiça o ser malvado que os persegue? E pronto… não demora muito até que metade do elenco (que até queria MESMO ter ido para casa) nunca mais se possa rebolar para baixo do saiote da mãe…


Se forem rápidos e exactos a localizar o “macho”, não hesitem e amarrem-no ao poste ou árvore mais próximos para distracção enquanto vocês fogem. De qualquer forma, os “machos” têm 0 de probabilidade de sobreviver, portanto mais vale fazerem algo de útil pela sociedade.

 

De curiosidade...
A curiosidade é uma valiosa ferramenta para a vida e para os filmes. Einstein dizia-se “apaixonadamente curioso”. James Bond, Hercule Poirot ou Sherlock Holmes não resolveriam os seus casos e derrotariam os seus inimigos se não fossem profundamente curiosos e pusessem constantemente questões. Todavia, ela tem um efeito inverso nos filmes de terror…

 


Uma casa no meio dos nenhures? Vamos explorar! Um armário a deitar fios de sangue? Vamos abrir! Um barulho esquisito numa casa vazia? Vamos investigar! Ah já morreram 15 pessoas depois de ver este vídeo? Vamos ver! E depois, fazendo um pouco jus ao número 1, a pessoa enfia a cabeça ou o braço num lugar escuro, desconhecido e, obviamente, perigoso…o resto já se adivinha.

 

De vícios pecaminosos...
Álcool, drogas e sexo, cá estão três vícios que ninguém quer ter num filme de terror, acreditem. Bom os primeiros, apesar de serem um bilhete só de ida para o covil do senhor cornudo,  nem são muito explorados, mas o sexo é tão certinho como 2 e 2 serem 4.

 


Existem sempre dois personagens (normalmente a badalhoca e o macho man) que, de alguma forma se entusiasmam com as mortes recentes e se entregam aos prazeres humanos. Sem surpresa nenhuma, um ou mesmo os dois acabam com os órgãos espalhados pela cama ou sem cabeça.
Deixe-se bem claro: não façam sexo num filme de terror. Nunca. Não há sexo seguro num filme de terror, lembrem-se disso.

 

De tácticas falhadas...

Os filmes de terror têm um feliz casamento com a expressão “um por um”, o que significa que o vilão estraçalhará os personagens, lá está, um por um, proporcionando ao espectador alegres momentos de suspense e “gore”. É claro que não podíamos ter um Jason a entrar por uma sala adentro e matar todos de uma vez e depois ia jogar às damas com o Freddy Krueger…Seria rápido de mais e o público nem teria tempo para desesperar pelos personagens… Um dia, fez-se luz.


Enquanto os comuns mortais procuram conforto e companheirismo uns nos outros, os personagens dos filmes de terror parecem ser seres geneticamente alterados perante situações de perigo. De um grupo grande e com óbvias possibilidades de continuar a desgraçar a sua juventude com drogas e entorpecimentos cerebrais, passamos para a situação em que cada um vai para o seu lado entregando-se à sua sorte.

 


É claro que dá mais trabalho aos vilões que têm de andar para trás e para a frente a matar um por um e ainda por cima a tentarem ser originais no processo, mas a recompensa por duas horas de barafunda vale a pena. Afinal o corpo e a mente têm de ser exercitados…mesmo dos zombies ou lá que aberrações são que nos perseguem.
É nesta altura que os ensinamentos do jardim de infância se tornam sagrados. Quem não odiava, a certa altura, andar o dia todo em filinha e de mão dada com outro miúdo que muito provavelmente nem gostávamos ou cheirava mal? Todos nós… Mas a verdade é que as forças do Mal vêem-se muito mais limitadas se tiverem de atacar um grupo de mais de duas pessoas… portanto, toca a dar as mãos e não largar! Nunca! Acreditem que mãos transpiradas ou com bolhas são amendoins ao pé do destino que teriam separados!

 

De défice de importância...
Por vezes podem existir pessoas que até são espertas, simpáticas ou interessantes mas que ainda assim estão condenadas à morte porque estamos num filme de terror e os litros de sangue disponíveis para esguichar para a cara dos outros personagens ou os membros que podem ser arrancados para os assustar têm muito mais potencialidades que qualquer traço de personalidade.


Depois dos personagens secundários temos os que se podem chamar de terciários. Aqueles que nem tempo têm de dizer o nome ou se têm é um simples Joe, Dean, Tommy, Mary ou algo do género ou que infelizmente não são os melhores amigos de ninguém no filme.

 


Para prevenir estas situações, aumentem a vossa importância. Ofereçam dinheiro à personagem principal para a desenvoltura de uma amizade fortificada; conversem sobre a infância e de como ambos eram alvo de chacota no jardim de infância. Em último caso e na iminência de uma situação de perigo, gritem o vosso apelido; assegurem-se de que toda a gente ouve… apesar de serem opções desesperadas é melhor do que ser estraçalhado e andar aí com bocados do corpo espalhados pelo chão e a sujar as carpetes.

 

De fugas espalhafatosas ...
Existem três tipos de fuga possíveis, sendo que apenas uma delas oferece hipóteses de sobrevivência. Esta acontece quando nos deparamos com uma situação estranha ou perigo e tomamos uma decisão calma e racionalmente… sair imediatamente daquele lugar. É claro que isto nunca acontece mas enfim, é uma hipótese.


Os outros dois tipos de fuga ou são irreflectidos e estouvalhados ou simplesmente idiotas.
Os irreflectidos (vistos mais frequentemente) acontecem quando a personagem vê alguma coisa que lhe faz parar-lhe a boneca e fugir, o instinto de sobrevivência o que geralmente nem é mau, mas nestes casos só vai irritar as forças do mal que vão ter de andar mais depressa para vos apanhar.

 


Os idiotas acontecem quando as “sobras” do grupo inicial (sim porque nesta altura já dois ou três foram ao ar) começam a perceber que alguma coisa não está bem na tal casa onde morreram 50 pessoas queimadas e tentam desesperadamente fugir. Se calhar já deviam ter pensado nisso há 40 minutos, antes de os espíritos terem controlado a situação… Neste estadio também é irritantemente comum as interjeições e…vá lá…berraria, o que no fundo também não ajuda uma vez que, normalmente, os espíritos, mortos-vivos ou psycos não são surdos.

 

Da posse de traços extremos de carácter...
A vida é feita de actos bons e maus. Um filme de terror não; ou não deve ser.
Se tentarmos fazer alguma coisa altruísta ou prestativa só podemos rezar para que não faça ricochete e volte para nos assombrar. Isto exclui, à partida e por exemplo, dar boleias a jovens raparigas branquelas, ensanguentadas e com olheiras até ao queixo. Passem à frente. Nem olhem sequer. O que os olhos não vêem o coração não sente.
As boas acções nunca são recompensadas mas quase sempre…castigadas. Coisa estranha…

 

 

Mas pior ainda que ser boa pessoa… é ser má pessoa. Afinal a moral, apesar de estar um bocadinho baralhada, não está completamente chalupa. Se se portarem mal num filme de terror… bem mais vale atirarem-se de um penhasco vocês mesmos porque não há reza ou mezinha que vos safe.
É normal haver uma pessoa no grupo que é cruel, chama nomes aos “nerds”, faz partidas estúpidas e acha-as engraçadas, fuma, bebe e faz sexo como se não houvesse amanhã. E apesar do senhor Satânico gostar de ver ocasionalmente que tem seguidores…não gosta necessariamente da competição.

Conclusão… não sejam maus; mas também não sejam bons… sejam.. vá lá.. como é que hei de… bananas! Isso, sejam bananas.

 

De surdez voluntária...

Vamos lá ver uma coisa. Nos filmes de terror, salvo raríiiiissimas excepções, só há um(a) protagonista. De resto temos uma rapariga burra, um ganzado, o namorado/a condenado/a, o penetra, por aí fora... Esses nunca têm ideias de jeito. A única pessoa que se apercebe do perigo e de como lidar com ele é geralmente ignorada.

 


Muitas vezes também é aquele caracol impopular que ninguém sabe que existe, mas há que aprender a passar por cima dessas coisas. Não interessa ser rico, bonito e popular…os demónios não têm grandes critérios de selecção e atacam tudo o que mexe. Aqueles outros “freaks” tipo Jason e Freddy Krueger talvez tenham uma quedinha por personagens cliché mas enfim, a vida não é 100% perfeita não é?
Voltando à questão que se deseja enfatizar, vocês não serão, muito provavelmente, o protagonista, pelo que só estão destinados a ter ideias parvas e impulsos maus. É difícil, mas engulam o orgulho, abram mão da vossa liberdade de pensamento e acreditem em TUDO o que o/a protagonista esquisitóide vos disser.

 

De afecto pelas criancinhas...
Por alguma razão, hoje em dia crianças medonhas e filmes de terror combinam-se como OREOS e leitinho branco. OK, então, vamos lá esclarecer um par de coisas.

 


A não ser que um miúdo pequeno se pareça com aqueles dos anúncios da dodot ou dos Chocapic, estejam atentos. Os miúdos servem múltiplos fins: ter aspecto assustador, agir de forma assustadora, ver fantasmas ou ser fantasmas. Se se depararem com uma criança que está com cara de quem não dorme há um mês, que não se ri, que tem o cabelo todo para os olhos ou um saco na cabeça, afastem-se… imediatamente! Em último caso, ponham-nos a ver High School Musical…pode ser que resulte.

 

*** *** *** ***

 

Não sofrem de nenhum dos males referidos? Nem um??

PARABÉNS! São os sobreviventes do filme!......... ou então o desequilibrado coxo que anda atrás dos outros a tentar matá-los....
 

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3 comentários

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De Carolina a 09.07.2009 às 01:34

LOL devo dizer que adorei esta perspectiva xD
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De Anónimo a 09.07.2009 às 10:30

grande comentário
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De Filipe Coutinho a 09.07.2009 às 20:03

Excelente artigo. Não poderia estar mais de acordo. É por isso que são poucos os filmes de hoje que realmente marcam as audiências. Os clichés são cada vez maiores em detrimento da originalidade.

Bjs

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