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Point-of-View Shot - He's Just Not That Into You (2009)

por Catarina d´Oliveira, em 23.06.09

 

“Maybe a happy ending doesn't include a guy, maybe... it's you, on your own, picking up the pieces and starting over, freeing yourself up for something better in the future. Maybe the happy ending is... just... moving on. Or maybe the happy ending is this, knowing after all the unreturned phone calls, broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment you never gave up hope.”

 

No dia 13 de Julho de 2003 foi para o ar na televisão americana mais um episódio de Sex and the City: ”Pick-a-little, Talk-a-little”. Nele, Miranda pede ao namorado de Carrie – na altura, Jack - para avaliar o comportamento de um homem com quem acabou de ter um encontro.  Porque o acompanhante resolveu não aceitar entrar em casa com Miranda, Jack remata: “Ele não está assim tão interessado (eng. He’s just not that into you)”.


Greg Behrendt e Liz Tuccillo estavam a assistir, e a simples sequência desencadeou o click que viria a gerar, em 2004, o best-seller de auto-ajuda “He’s Just Not That Into You – Your Daily Wake Up Call”. Inevitavelmente, e devido ao sucesso arrebatador do livro, o filme era apenas uma questão de tempo. Cinco anos depois, aconteceu.

 

 

Em Baltimore, cinco mulheres e quatro homens tentam entender-se com os sinais que se trocam entre ambos os sexos. Gigi (Ginnifer Goodwin) é uma jovem mulher que procura em cada homem o seu príncipe encantado e que segue os conselhos de Alex (Justin Long), um cínico mas preocupado dono de um bar que acaba por se tornar o seu guia sentimental de bolso. A sua função é descodificar o comportamento masculino: se o homem não liga é porque DEFINITIVAMENTE não está interessado…


Janine (Jennifer Connelly) e Ben (Bradley Cooper) parecem ter um casamento bastante regular; pelo menos até ele se encontrar com Anna (Scarlett Johansson) no supermercado e ficar imediata e irremediavelmente atraído por ela. Por sua vez, Anna é algo indiferente a adoração do “pseudo-namorado/amigo” Conor (Kevin Connolly).


Neil (Ben Affleck) e Beth (Jennifer Aniston) estão juntos e felizes há sete anos…mas não casados. Ela resolve deixá-lo quando percebe que ele nunca a levará ao altar.
Ah! É verdade. Ainda temos Mary (Drew Barrymore) que trabalha em publicidade e tem nos myspaces desse mundo as maiores ferramentas para arranjar um homem.


He's Just Not That Into You tenta imitar os passos de Love Actually, a história de múltiplos arcos em que as personagens se cruzam e interagem mostrando as diferentes faces de uma mesma (ou parecida) emoção.

O problema é que, ao contrário do último, a nova “comédia” romântica de Ken Kwapis soa apressada e metida a martelo. Aliás a parte da comédia é subjectiva… sendo este um produto que deambula entre o drama e os momentos “light”; não consigo recordar mais do que três ou quatro ocasiões que tenham tido algo que se assemelhasse sequer a uma graça.

 


Ainda assim tenho de destacar dois momentos bem conseguidos no foro da comédia: o testemunho de uma anónima sobre o identificador de chamadas e um outro testemunho de duas mulheres sobre o casamento. De alguma forma, fizeram-me sorrir e acho que foram especialmente bem encaixados na narrativa.


Gostei também e em particular das alusões à nova era “cibernética” dos relacionamentos onde os dominadores são espaços como o MySpace ou um qualquer chat de conversação, o que denota a vincada preocupação com o avanço dos tempos e mudança de hábitos de “acasalamento”.


As personagens são na generalidade esquecíveis e sem grandes pontos de interesse no enredo; no fundo são apenas fantoches que representam cada variação de relacionamento que existe mais comummente. A culpa não passa muito pelos actores uma vez que, genericamente, fazem o que podem com o pouco que têm já que mesmo os diálogos acabam por ser fracos.


Do elenco, e para não me alongar demasiado, referirei apenas alguns destaques: Jennifer Aniston faz o que sempre fez: um personagem que cumpre o que se esperava mas não deixa de ser semelhante a tantos outros seus; a Anna de Scarlett Johansson fez-me lembrar Vicky de Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen. Jenniffer Connelly, apesar de algumas críticas em contrário, pareceu-me das mais dedicadas ao personagem e, no fundo, acabou por torná-la na mais verosímil de todas. A contenção no fio da navalha e a explosões repentinas mostraram um outro lado de uma mulher aparentemente forte e realizada. E o drama do casamento foi, sem dúvida, tocante, obrigando-nos a simpatizar, acima de algumas loucuras, com Janine.

 

 

Gigi é uma protagonista interessante até se tornar demasiado repetitiva. Aqui vale a pena congratular Ginnifer Goodwin pelo excelente trabalho que acaba por ser das poucas coisas a reter-nos no filme e a deixar fugir um ou outro sorriso.


Do lado dos homens falarei apenas de dois. Ben Affleck não tem de se esforçar muito mas tem sorte com o que lhe calha nas malhas já que Neil é provavelmente a personalidade com a qual simpatizamos  mais. Justin Long, apesar de representar uma das personalidades menos credíveis, entrega-se e brinda-nos com mais uma boa performance.


É curioso que cheguemos à conclusão de que todas as histórias precisavam de mais tempo para amadurecer num filme que peca pela duração excessiva. Ninguém disse que fazer filme com 500 histórias ao mesmo tempo era fácil, e não é por acaso que são raros os casos de sucesso.

 

 

Os cenários são exageradamente ricos e os intervenientes, além de serem (praticamente) todos bonitos e elegantes, vivem bem demais para o que fazem. É, todavia, um filme leve e que na maioria do tempo consegue entreter o suficiente.


A mensagem é confusa, parecendo querer elevar mas acabando também por denegrir (aludindo ao factor “drama queen” e à sua “natural tendência para a ilusão”) a imagem da Mulher moderna. A intenção está lá… ainda que ande meia perdida e desorientada.

 

6/10

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3 comentários

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De Fernando Ribeiro a 23.06.2009 às 02:23

Excelente crítica Catarina. :)

Concordo plenamente contigo. O filme realmente peca principalmente pela sua duração excessiva. Duas horas e meia, no final, não ajuda nada no desenvolvimento desta história. Acredito que este filme puxe mais público pelo o elenco do que pela história em si.

Beijinho
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De l00ker a 23.06.2009 às 09:02

ora nem mais!! ;)

já agora se me permites, uma sugestão cinéfila: "A Ressaca". É a comédia do ano!
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De Tiago Ramos a 23.06.2009 às 13:45

Não é perfeito e tem algumas inconsistências que o prejudicam conforme explicaste muito bem. De qualquer forma, acho que cumpre o propósito de entretenimento, pelo que me surpreendeu e fez-me soltar algumas gargalhadas.

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