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Point-of-View Shot - The Prestige (2006)

por Catarina d´Oliveira, em 15.03.09

 

"Are you watching closely?"

 

2006 foi um ano em que a magia teve um papel especialmente proeminente no Cinema.

Pessoalmente não gosto da palavra magia. Ou, por outras palavras, não gosto do uso que geralmente lhe damos.
 

Quando assistimos na televisão a um espectáculo de Copperfield ou mesmo Luís de Matos, notamos a insistência na palavra. Para mim é muito claro que o que vemos não é magia, é ilusionismo; e a diferença é subtíl mas de singular importãncia. Ilusionismo é a arte de enganar o olho humano através da práticas aparentemente inexplicáveis e sobrenaturais. Magia é a mesmíssima coisa retirando-se o “aparentemente” da frase anterior.

 

Então, refazendo a minha observação inicial, 2006 foi um ano em que a Ilusão teve um papel especialmente proeminente no Cinema.

 

Primeiro. pelas mãos de Neil Burger e protagonizado por Edward Norton, Jessica Biel ePaul Giamatti, tivemos The Illusionist; a história de um mágico que, apaixonando-se por uma mulher sua superior a nível social, tem de usar todo o seu engenho e poder para a libertar.

 

Apenas alguns meses mais tarde, tivemos The Prestige, o filme de que hoje aqui vos falo.
 

 

 No final do séc. XIX em Londres, Robert Angier e Alfred Borden são amigos e assistentes de um mágico vivendo com o sonho de que um dia também eles subirão ao palco e demonstrarão toda a sua arte. Um dia, no entanto, um truque corre especialmente mal e Julia, uma assistente do mágico que é também a mulher de Angier, morre durante uma actuação.


Angier cega de raiva e culpa Borden pelo incidente, iniciando-se uma longa e não raro violenta rivalidade. Ambos se tornam mágicos, mágicos inimigos que numa perseguição interminável sabotam e prejudicam as actuações um do outro.

 

Quando Borden cria um truque absolutamente inovador e sem aparente explicação, a rivalidade atinge proporções inimagináveis com a obsessão e inveja de Angier a levá-lo a lugares perigosos. A tempestade criada pelo ódio e desejo de vingança dos dois homens é incontrolável e todos àsua volta são afectados...

Contudo, no mundo do ilusionismo, nada é o que parece, e as regras do mundo físico e real nem sempre se aplicam...

 

Escrito pelos irmãos Nolan e realizado por um deles (Christopher), The Prestige é um fantástico mistério de época com tantos twists e reentrancias narrativas que é impossível desviar o olhar.

 

O trabalho de recriar o “backstage” do mundo do ilusionismo é sublime, incluindo até uma espreitadela à solução de alguns dos mais famosos truques que já vimos serem apresentados. Este scoop especial é auxiliado por uma análise cuidada á forma como estas “estrelas” viam e conduziam o seu público. Como se não bastasse, ainda temos a questão do romance/traição que acaba por ser um enredo secundário que acompanha continuamente a acção principal fundindo-se com ela muitas vezes na perfeição.
 

 

 Não podemos confiar inteiramente nos manos Nolan, e uma vez mais Christopher demonstra a sua fascinação pela ilusão e o engano através da manipulação do tempo. Apesar de bem distintos, não é difícil de associar Memento e The Prestige com a mesma mão criadora. Em ambos o tempo é também um personagem, em ambos a acção está partida e reorganizada. Nolan é um adepto de histórias com princípio, meio e fim; o que não significa que as conte necessariamente por esta ordem, mergulhando no caos da manipulação temporal.

 

The Prestige é deliciosamente teatral, dando a falsa sensação de cumplicidade para com as personagens. E é desta forma que as dúvidas e suspeitas persistem... afinal, aprendemos a conhecê-los... mas o mundo da ilusão é enganador. Em quem é suposto acreditarmos e confiarmos?

 

A dupla protagonista lembra-nos uma batalha curiosa entre a Marvel e a DC Comics com Wolverine (Jackman) e Batman (Bale) a medirem forças. Jackman é especialmente adequado como o homem do espectáculo; ainda para mais depois de o termos visto apresentar com tanta distinçãoa cerimónia dos Oscars deste ano. Bale tem talvez o personagem mais complexo da trama. Um homem atormentado pelo seu génio tantas vezes incompreendido e que vive uma vida de escolhas difíceis. O outro destaque é obviamente o sempre grandioso Michael Caine cujo Cutter acaba por ser o único personagem que realmente nos disperta simpatia e carinho.

 

Todavia, por vezes, é perigoso ter um enredo demasiado complexo como temos neste caso; as coisas tendem a espalhar-se e a fugir ao controle, e mesmo tendo Nolan conseguido um excelente sumo, The Prestige está longe de ser perfeito.

A insistência na profundidade humana é continuamente barrada pela unidimensionalidade dos personagens que não é evitada pelos protagonistas (Christian Bale e Hugh Jackman a fazerem o melhor possível).
 

 

Outra questão que me incomodou foi a resolução de Angier. Apesar de ter servido os propósitos da história, gostaria de que fosse algo mais real e menos científico e visionário. Afinal, o que tinhamos vindo a assistir era um belo quadro da chamada magia da época, uma luta épica pela atenção do público por maquinarias e técnicas engenhosas mas, ainda assim, reais e terrenas. A resolução promovida por Tesla pareceu-me  excessivamente fantasiosa e ainda que tenha achado o twist explendido, não consegui deixar de pensar, já depois do final, que gostaria mais de ter visto uma coisa de outro género.

 

The Prestige não é um filme soberbo, mas é um fantástico exercício à mente e um belo thriller que, sem dúvida, nos prende a cada minuto. É um filme positivamente estranho que é feroz e violento nas suas críticas. E fazendo jus á temática da ilusão...é um pequeno filme que parece grande, um thriller de época com ares modernos... uma fita que, em muita da sua história e da sua significância parece algo que na realidade não é.

 

“Every great magic trick consists of three parts or acts. The first part is called "The Pledge". The magician shows you something ordinary: a deck of cards, a bird or a man. He shows you this object. Perhaps he asks you to inspect it to see if it is indeed real, unaltered, normal. But of course... it probably isn't. The second act is called "The Turn". The magician takes the ordinary something and makes it do something extraordinary. Now you're looking for the secret... but you won't find it, because of course you're not really looking. You don't really want to know. You want to be fooled. But you wouldn't clap yet. Because making something disappear isn't enough; you have to bring it back. That's why every magic trick has a third act, the hardest part, the part we call "The Prestige".”

 

8/10

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5 comentários

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De l00ker a 15.03.2009 às 20:50

mais um excelente filme do mestre Nolan. ;)
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De Filipe Coutinho a 15.03.2009 às 22:06

Eu já vi este filme há algum tempo, anos talvez, ainda antes de criar o blog. Certo é que o adorei aquando da visualização. O IMDb lá conta com um 9 da minha parte e é a nota que se irá manter até nova visualização :p

Adorei o duo protagonista, ambos muitos talentosos e dotados de grande personalidade. A realização é extraordinária como sempre. Quanto a mim, o grande problema prende-se com o desaproveitamento de Scarlett. Já não me lembro muito bem da resolução de Angier que referes mas se for a questão que me recordo, gostei. Por acaso não tinha que ver com a questão da "duplicidade"?

Bom texto como sempre.

Bjs
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De Hugo Gomes a 17.03.2009 às 21:16

Vi este filme há algum tempo, sempre ouvi maravilhas sobre ele, mas quando o visualizei confesso que senti algum desapontamento. Gostei do visual, das interpretações (achei Scarlett Johansson bastanet inexpressiva), os meritos de produção, mas n me senti seduzido pela historia, penso que recai muito em facilitismos conclusivos.

Pelos vistos tenho que visualizar novamente

de 1 a 10 dou um 7, por enquanto.
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De bonos gratis del casino a 04.06.2009 às 11:58

Ese film es genial. Curioso que ha salido en casi en mismo tiempo que el Ilusionista, con el mismo tema con Edward Norton y Jessica Biel. Son diferentes en la trama, todavía, y recomendo a los 2.
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De Marcelo Pereira a 12.08.2009 às 15:55

Um filme irrepreensível em meios técnicos e mecânicos. Pena é o argumento, muito ténue e pouco explorado. Mas ainda assim, é uma obra-prima do cinema contemporâneo, sem dúvida.

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