"The very meaninglessness of life forces man to create his own meaning. If it can be written or thought, it can be filmed." - Stanley Kubrick
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23
Mai
13

Mais uma pérola inestimável das mentes criativas (e brilhantes!) do Funny Or Die, que inexplicavelmente só descobri hoje, uns três anos depois de ter sido criada...

 

Marion Cotillard enfrenta a objetificação da mulher com a promoção de "Forehead Tittaes", para ajudar todas as mulheres a serem olhadas nos olhos.

 

publicado por Close-Up às 17:34
22
Mai
13

Bem afastado daquilo que pré-concebemos de uma celebridade/estrela de Hollywood, Joseph Gordon-Levitt é uma daquelas personalidades que sabemos nascidas para o mundo do entretenimento.

 

Além da brilhante e crescente carreira na representação, Gordon-Levitt ainda criou a hitrecord.org, uma empresa de produção de conteúdos aberta à colaboração de toda e qualquer pessoa que queira participar (através de produção ou mistura de vídeos, textos, fotografia, música, etc). Entretanto, o bom Joseph não pára de aumentar o variado currículo e introduz assim o seu primeiro esforço na escrita e realização numa longa-metragem, que ainda protagoniza - "Don Jon".

 

 

O nosso protagonista é Jon Martello, um homem forte, bem parecido e à moda antiga. Os amigos chamam-lhe Don Jon, dada a sua "habilidade" de atrair uma mulher diferente todas as semanas, mas nem a deusa mais completa consegue preencher o lugar que a pornografia tem na sua vida. Barbara Sugarman é uma mulher bonita, vistosa e à moda antiga, criada pelos filmes românticos de Hollywood e determinada a encontrar o Príncipe Encantado que a levará ao País das Maravilhas. Debatendo-se com as expectativas do sexo oposto, Jon e Barbara tentam lutar contra a cultura dos media e das falsas fantasias para encontrar a verdadeira intimidade.

 

Protagonizado por Gordon-Levitt, Scarlet Johansson, Julianne Moore, Tony Danza, Brie Larson e Glenne Headly, infelizmente, "Don Jon" ainda não tem estreia nacional anunciada. Mas nada temam - o anúncio deve estar para breve.

publicado por Close-Up às 21:31

O último filme da "The Three Flavours Cornetto Trilogy" acabou de ganhar um novo trailer doméstico, cortesia da Focus Features.

 

 

Há vinte anos atrás, um grupo de cinco amigos de infância participou numa épica maratona noturna de copos em vários pubs britânicos. Os cinco amigos tentam agora repetir essa épica noite de bebedeira, mas a idade já não é a mesma e à medida que tentam reconciliar o passado com o presente, o grupo de amigos apercebe-se que, lá fora, a luta pelo futuro e sobrevivência da humanidade acabou de começar.

 

 

Realizado por Edgar Wright ("Shaun of the Dead") e protagonizado por Simon Pegg, Nick Frost, Martin Freeman, Paddy Considine, Eddie Marsan e Rosamund Pike, "The World's End" tem estreia marcada para os EUA a 23 de agosto de 2013.

publicado por Close-Up às 15:38

É mais um daqueles vídeos fabulosos, cortesia do NextMovie.com.

 

 

Dest vez, temos "The Hangover" reimaginada para miúdos pequenos, de 3-4 anos... e o resultado é magnífico.

 

 

 

publicado por Close-Up às 10:46
20
Mai
13

Com a chegada do segundo filme da saga Star Trek reimaginada por J.J. Abrams quase, quase a chegar às nossas salas, somos inundados com material promocional todos os dias. Mas desta vez temos algo... substancialmente diferente.

 

 

Já imaginaram o que resultariam de um cruzamento entre Star Trek e High School Musical? O resultado não havia de andar muito longe de "Star Trek: The Middle School Musical".

 

Agora ajudem-me a perceber se isto é totalmente absurdo ou completamente genial (ainda que ligeiramente irritante)?

 

 

publicado por Close-Up às 20:46
19
Mai
13

 

Esta semana nos cinemas:

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publicado por Close-Up às 17:39
17
Mai
13

 

Nota Introdutória

 

Face aos resultados preocupantes da bilheteira que nos chegaram ontem – as salas portuguesas perderam quase um milhão de espectadores até abril, face ao mesmo período no ano passado, traduzindo-se numa quebra de mais de 20% na audiência – cremos obstinadamente que é preciso ir ao Cinema.

 

Não sendo Portugal um país com uma cultura de crítica de Cinema como outrora foi, é crucial começar a entender o seu papel – por mais pequeno que se vá tornando – no salvamento de um meio que vê a sua luz verde afastar-se ao longe. A crítica não serve para implantar ideias ou opiniões – ao contrário, tem o propósito de contrapor argumentos, iniciar conversas, por cabeças a pensar, e, no limite, levar as pessoas à sala, mesmo que seja para constatar que estão em completo desacordo com determinado crítico. Esta é a Era em que a paixão pelo Cinema deve ser demonstrada em cada palavra – sem que para isso se tenha de gostar cegamente de tudo o que se vê.

 

É muito nesse espírito otimista, que também tantas vezes nos falha enquanto povo, que gostamos de apresentar as coisas “on the bright side of life”. É nesse espírito que tentarei hoje falar de “The Great Gatsby”, de Baz Luhrmann.

 

*** *** ***

 

So we beat on, boats against the current, borne back ceaselessly into the past.”

 

O enredo é tão familiar para os amantes de literatura como o é a história da carochinha para os nossos pequenos, mas por respeito a coesão estrutural e leitores não-familiarizados com a mesma, dispomo-nos a um pequeno aperitivo: a história arranca com o nosso narrador e aspirante a escritor - Nick Carraway - que deixa o Oeste para ir para Nova Iorque na primavera de 1922. O tempo é de moral duvidosa, do jazz deslumbrante e dos reis do contrabando – os anos 20 estão, de facto, no epítome da sua loucura. Perseguindo o Sonho Americano, Nick instala-se perto da casa do misterioso milionário Jay Gatsby e também da casa da sua prima Daisy e o seu mulherengo marido de sangue-azul, Tom Buchanan. É assim que Nick é atraído para o cativante mundo dos super-ricos, das suas ilusões, dos seus amores e deceções. Nick assiste, dentro e fora do mundo que habita, à história de um amor impossível, sonhos incorruptíveis e amargas tragédias, que nos levam inequívoca e simultaneamente, ao retrato de uma era marcante da história contemporânea e à reflexão sobre algumas das nossas lutas do mundo atual.

 

 

Na obra,– no livro sobretudo, e em maior ou menor grau também nas suas adaptações – o quadro geral é muito mais vasto do que “apenas” uma tragédia de amor assolapado. Na verdade, a noção do declínio do Sonho Americano chega a ser tão importante que é mesmo revisto no melodrama entre Jay e Daisy, que arrasta todos os seus amigos num turbilhão de desgraça. A meditação simbólica de Fitzgerald gira à volta de uma América desintegrada, situada numa era de prosperidade e excessos sem precedentes. Excessos esses que propiciam outra crítica e reflexão sociológica bem patente: o vazio da classe alta, que nesta nova era de fortunas, se divide entre a velha aristocracia de East Egg (Tom e Daisy, por exemplo) e os “novos-ricos” de West Egg (Gatsby).

 

Entre outros temas relevantes – aos quais não posso dar a atenção merecida por constrangimentos de espaço e tempo – encontramos a violência, a religião, papéis sociais de género, honestidade, etc.

 

 

The Great Gatsby”, o filme, é, certamente, profundamente divisivo, encontrando paralelos curiosos com uma outra estreia deste mês – “Spring Breakers – Viagem de Finalistas”. Tudo depende na crença pessoal e individual de cada espectador no realizador que dirige os trabalhos, e nesse sentido, ou temos uma das suas adaptações menores, ou a mais metafísica. Das duas uma: ou estilo intrépido e opulento de Luhrmann ignora ofensivamente as condenações sociais de Fitzgerald, ou faz uso desse ridículo excessivo para colocar o mesmo comentário e ainda estender a hipérbole até à natureza atual de Hollywood – da qual ele próprio faz parte.

 

De um modo geral, e excluindo algumas liberdades narrativas (no caso do arco de Nick, por exemplo) e algumas omissões compreensíveis (desenvolvimento de algumas personagens, como Myrtle e Jordan), esta é uma adaptação bastante fiel à obra de Fitzgerald, tanto em termos de “checkpoints narrativos”, como em termos de diálogo propriamente dito.

 

 

O maior problema reside, todavia, na palavra “adaptação”. Porque Luhrmann quis recriar o Gatsby de Fitzgerald, mas a recriação ficou-se em muitas instâncias, pela recitação. E a lealdade literal às palavras escritas não faz, necessária e frequentemente, o sucesso de uma adaptação.

 

The Great Gatsby” é um livro, e foi pensado e escrito como tal, tendo persistido no imaginário de gerações pela equilibrada convergência de fatores que resultaram naquelas exatas palavras, escritas naquele exato contexto. O Cinema é um meio totalmente distinto, que goza da disponibilidade de som e imagens, mas que sofre com os constrangimentos impostos pelo tempo. Ambos contam histórias, é verdade – mas também é verdade que uma bicicleta e um avião nos transportam de um lado para outro, e não é por isso que são minimamente comparáveis, existindo na sua plenitude como meios de transporte individuais. O Cinema e a Literatura funcionam na mesma base, e se Fitzgerald soube explorar ao máximo as qualidades do universo escrito, uma mente semelhante seria requerida para transpor a mesma história para outro meio completamente distinto como o Cinema, algo que, admitidamente, Baz Luhrmann não consegue fazer.

 

 

O realizador australiano não desvendou os segredos do universo ou conjurou alguma magia alquímica que tornam a fabulosa obra de Fitzgerald num semelhante titã narrativo transposto num meio diferente, mas a sua versão está, mesmo assim, longe de monstro que muitos acidamente adivinharam.

 

Luhrmann oferece uma visão provocadora do material base, que pretende ilustrar os seus temas e emoções complexos através da lente do Cinema moderno.

 

O estilo berrante e extravagante sempre foi uma das suas imagens de marca, mas o seu recorrente regresso a histórias de amor impossível parecem permitir o vislumbre de um coração apaixonado e resplandecente. Na primeira metade, o estilo explode numa bola de fogo de vida e cor. Na segunda, Luhrmann sabe diminuir a intensidade (ainda que nem sempre saiba manter o ritmo), e oferece uma narrativa paciente - o climax, curiosamente, tem o sabor de comida aquecida, não estando ao nível do que ficou para trás.

 

 

Como cd para rodar lá em casa ou no carro, a banda sonora atinge vários momentos de genialidade. Todavia, quando chega a altura de contextualização do filme, os resultados são inconsistentes – se por vezes o anacronismo fornece uma nova camada de significado, noutros momentos parece genuinamente deslocada ou subaproveitada.

 

A recriação de Nova Iorque e do Vale das Cinzas funcionam mais no plano de uma realidade sonhada do que propriamente uma autenticidade palpável. Enquanto o 3D não acrescenta grandes valores dignos de nota, é a incomparável identidade visual deste “Gatsby” que, não obstante possíveis críticas, ficará na memória – um eterno símbolo da opulência e extravagância que Luhrmann soube tão bem ordenhar.

 

 

O design de produção orgasticamente sumptuoso e o guarda-roupa (com belíssimas criações de Prada, Miu Miu e Brooks Brothers) são avassaladores, e decerto voltaremos a ouvir falar deles daqui a algunas meses, quando se iniciar a awards season.

 

No elenco, o destaque vai inequivocamente para o homem por detrás da personagem titular – Leonardo DiCaprio convém na perfeição o perigo mercurial e a dualidade que perseguiu Gatsby ao longo das páginas de Fitzgerald. Em Carey Mulligan encontra uma parceria de sucesso, com uma Daisy que equilibra satisfatoriamente um coração dorido e um vazio inexplicável. Joel Edgerton é o verdadeiro leão que Fitzgerald escreveu e Tobey Maguire, sem ser fora de série, dá a Nick a inocência e patetice de um observador exterior, que se convulsa para perceber o que o rodeia.

 

 

Resumindo e concluindo, até porque a procissão já vai longa, talvez Carraway tenha razão: “não podemos repetir o passado”. Talvez seja até essa a razão que justifique a aparente impossibilidade de adaptar o clássico de Fitzgerald. São quase 100 anos de diferença e os meios estão mais diferentes do que uma mente selvagem poderia imaginar. E se não podemos repetir o passado, podemos olhá-lo, refletir, e encarar o futuro.

 

No que podemos acreditar, é que este “Gatsby” pode ser a própria luz verde de Luhrmann, lá ao longe, no final do cais. Também como Gatsby, Luhrmann encontrou na extravagância e excesso a sua forma de a alcançar.

 

Se foi bem ou mal sucedido, isso caberá a cada um de nós decidir.

 

 

7.5/10

publicado por Close-Up às 12:55
14
Mai
13

 

"I write on water what I dare not say"

 

Houve alguém que disse – e não com pouca razão – que se “The Tree of Life” foi a “2001: A Space Odyssey” de Terrence Malick, então “To the Wonder” é o seu “Blue Valentine”.

 

Depois de 40 anos de carreira que se espremeram em apenas cinco longas-metragens, Malick parece ter abandonado o modo “velocidade geológica” ao lançar um novo filme apenas um ano depois do seu último (“To the Wonder” estreou no festival de Cinema de Veneza no distante setembro do ano passado), e tendo mais três projetos no horizonte para os próximos dois anos. O novo drama - que atestado está que se mostrará tão divisivo, ou até mais, que o seu antecessor - explora corajosa e liricamente as complexidades do Amor em todas as suas formas.

 

 

Marina é uma mãe solteira parisiense que se apaixona por Neil, um turista americano. Juntos, apaixonam-se e vivem intensamente na eterna cidade do amor – Paris. Quando Neil regressa a Oklahoma, Marina e a sua filha de 10 anos vêm com ele, dispostos a iniciar uma vida como família. Todavia, a relutância de Neil em casar é apenas um sintoma de uma relação que, não se sabe bem quando, entrou em fase minguante. Quando o seu visa está prestes a expirar, Marina conhece um Padre que, também ele, se convulsa com questões interiores, de fé e amor. Enquanto isso, e para complicar um quadro já tão complexo, Neil reencontra-se com o amor de infância, Jane. O paralelismo entre o “triângulo amoroso” e o Padre é claro: a perda da chama do amor assemelha-se muito a uma crise de fé, e vice-versa.

 

"A Essência do Amor" faz a crónica das purezas e dores do amor romântico, enquanto elabora, ao mesmo tempo, sobre ideias que envolvem uma presença maior que nos guia. É um quadro dicotómico - doce e tortuoso, claro e lúcido enquanto é opaco - e uma das visões mais poéticas e assombrosas das lutas, tentações, convulsões e ilusões do Amor.

 

 

Este pode não ser o melhor filme de Malick, ou sequer o mais ambicioso. Mas ao lidar com questões tão pessoais como o amor e a crença, o realizador desafia-nos a pensar. Não há muitos cineastas capazes de abordar tais questões fraturantes, muito menos de forma tão visceral e simultaneamente artística.

 

Como vem sendo hábito na sua filmografia, a narrativa não existe nos limites que tradicionalmente lhe conhecemos – ainda que este seja, por ventura, o mais linear das suas incursões -, mas paira mais como uma série de memórias, relances, sentimentos; mais uma ópera do que propriamente um filme.

 

Tal como aconteceu em “The Tree of Life”, é a protagonista feminina que se destaca de um lote muito reduzido de atores. Olga Kurylenko é hipnótica como Marina, provendo-lhe uma ferocidade emocional que é o nosso principal ponto de ligação. Em contraste, Ben Affleck parece mais um erro de casting – enquanto é verdade que nem todos os atores serão capazes de suprir os requisitos do trabalho difícil com Malick, o realizador de “Argo” parece aqui especialmente perdido.

 

 

“To the Wonder” é mais um testamento à constante procura de respostas a perguntas sem resposta por parte de Malick: qual é a nossa relação com uma presença maior que pode guiar as nossas escolhas? Como é que nos relacionamos com os outros e o que nos rodeia? O que é o amor, e como aprendemos a conviver com ele, domá-lo?

 

Eventualmente, e revisitando a questão da “Escolha” colocada no próprio filme, “To the Wonder” aproxima-se perigosamente de uma espécie de autorreferência parodiada, que não beneficia em nada de um terceiro ato redundante – tanto visual, como retoricamente. Contudo, estas são faltas cometidas apenas por aqueles que tentam a diferença através da escolha.

 

E se são falhas dessas com as quais teremos de conviver para continuar a beber da mente de um dos mais poderosos e distintos cineastas americanos, então esse é apenas um pequeno preço a pagar por uma experiência única que continua a fazer valer o estatuto de Arte ao Cinema.

 

 

Em jeito de fecho, há muito neste novo filme de Malick que se constrói à volta da dúvida, da dor, da solidão e da perda. Terá o seu espírito otimista ficado perdido pelo caminho? Não necessariamente, já que o final aberto pode trazer, de acordo com a interpretação, a redenção.

 

Porque o homem vive na ânsia. A ânsia do bem, do grande, do divino, do amor. E é essa ânsia, essa sede que se alimenta dos sonhos, que no final nos salvará da negritude do desespero.

 

 

8.0/10

publicado por Close-Up às 20:27

É uma reunião - por assim dizer - que esperavamos há anos: Bill Nighy volta a colaborar com Richard Curtis ("Love Actually") num novo projeto que ganhou hoje um trailer oficial.

 

 

Em "About Time", Tim é descendente de uma família de viajantes do tempo que usam o seu poder para ajudar o mundo. Ao descobrir o útil dom, o jovem vê-se, no entanto, a usá-lo em proveito próprio... como para conquistar um interesse amoroso.

 

O tema do Amor continua na ordem do dia - apelando assim aos fãs de "Love Actually" - mas desta vez acrescenta-se-lhe um toque de ficção científica que poderá trazer resultados interessantes.

 

 
"About Time" tem estreia marcada no Reino Unido para 6 de setembro de 2013.

publicado por Close-Up às 16:21

 

publicado por Close-Up às 12:07
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